Luiza Teles Mascarenhas – Encontros Entre Surdos E Ouvintes Na Escola Regularby Livr'Andante |

Luiza Teles Mascarenhas - Encontros Entre Surdos E Ouvintes Na Escola Regular: Desafiando Fronteiras
As linhas que compõem Encontros Entre Surdos E Ouvintes Na Escola Regular são agitadas por questões atuais, pertinentes e urgentes, e talvez a maior delas seja a interrogação sobre o que pode a inclusão quando seguida na prática, em ação, no cotidiano da escola. Ação que se desenrola no encontro entre alunos surdos e ouvintes em escolas regulares. Assim, a autora segue as pistas produzidas no campo de pesquisa, movida por um modo de investigar que se faz 'com' o outro e não 'sobre' o outro.
Encontros Entre Surdos E Ouvintes Na Escola Regular apresenta, no primeiro capítulo, os posicionamentos éticos, metodológicos e políticos que orientam esta pesquisa. Nele você encontrará o início do percurso desta pesquisa, os passos que envolveram a entrada da pesquisadora nas duas escolas onde desenvolvemos este estudo, as ferramentas de análise que elegemos para direcionar a escrita desta pesquisa, assim como algumas concepções que embasam nosso entendimento de escola.
No segundo capítulo, entraremos num primeiro momento no tema da deficiência, trazendo à tona certos tensionamentos teóricos que envolvem este conceito. Visibilizaremos alguns embates de forças com relação à surdez e ao ser surdo, nos posicionando contra as tentativas de classificação da vida. Levantaremos a importância da Libras (Língua Brasileira de Sinais) e do intérprete nos contextos educativos. Assim como traremos a questão da comunicação entre surdos e ouvintes e o que eles inventam para se entenderem num ambiente onde circulam duas línguas completamente distintas: a Libras e o Português.
No terceiro capítulo, discutiremos os conceitos de inclusão e exclusão, entendendo-os enquanto processos históricos. As análises históricas serão nossas aliadas para desnaturalizarmos certas concepções que se pretendem universais (como aquela que atribui a surdez à ideia de incapacidade). Pretendemos, a partir das cenas expostas pelos diários de campo, colocar em questão todo um projeto político de inclusão baseado em referenciais normativos, em que se reconhece o “outro” diferente de mim) para posteriormente desqualificá-lo, seja pelo seu modo de ser, seja pela sua cultura, pelo seu jeito de falar ou de se comunicar, etc.