Obras sobre Religião
Author(s): David Hume; João Paulo Monteiro; Pedro Galvão; Francisco Marreiros
Publisher: Fundação Calouste Gulbenkian, Year: 2005
ISBN: 9723111233
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Description:
O presente volume reúne as duas principais
obras de David Hum e sobre filosofia da religião, deixando de lado
apenas textos de menor dimensão como os ensaios “Da Imortalidade da
Alma” e “Da Superstição e do Entusiasmo”, incluídos no volume dosEnsaios Morais, Políticos e Literários[…]. OsDiálogos sobre a Religião Naturalcomeçaram
a ser compostos pelo autor por volta de 1750, provavelmente em
continuidade com o capítulo “De uma Providência Particular e de um
Estado Futuro” daInvestigação sobre o Entendimento Humano[…].
Dificuldades várias, adiante comentadas, impediram Hume e de publicar
esta obra, que reuniu pela última vez no ano da sua morte (1776) e só
foi publicada postumamente, em 1779. É portanto “de direito” anterior à
História Natural da Religião, embora esta tenha sido publicada em 1757.
[…]
Os Diálogos são de longe a principal discussão crítica que se
escreveu sobre a “religião dos filósofos” que dominou a cena também
científica do século XVII ao XIX, e desenvolvia uma argumentação que
encontrava na ordem e adaptação visíveis na natureza as únicas provas
indiscutíveis da existência de Deus – “provasa posteriori“- valorizadas muito acima das “provasa priori”
e da religião revelada. Newton foi talvez o mais notório dos
partidários dessa argumentação teológica centrada no célebre “argumento
do desígnio” para o qual existe no mundo um manifesto desígnio ou
projeto do criador, que constitui a prova decisiva da sua existência.
[…]
AHistória Natural da Religiãoé também uma obra de grande valor, talvez a principal precursora da crítica desenvolvida por Feuerbach emA Essência do Cristianismo,
por um lado, e por outro o modelo primitivo do que mais tarde viria a
ser chamado sociologia da religião, setor onde hoje tenderíamos, talvez,
a incluí-la mais do que propriamente na esfera da filosofia. Mas não
atinge a grandeza dosDiálogos, quer em amplitude de argumentação quer em valor filosófico […].
(Da introdução de João Paulo Monteiro)