Reportagens
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Por Emru Townsend, da PC WORLD (EUA)
04/12/2007
Inicialização rápida, configuração simples e nada de registro do Windows para nos preocupar

Convivemos com velocidades na casa dos gigahertz e discos rígidos capazes de armazenar terabytes de informação. Pelo menos em termos de unidades de medida estamos no paraíso da computação, ainda mais se comparado a 20 ou 30 anos atrás quando a revolução da computação pessoal dava seus primeiros passos. Mas existem algumas coisas daquele tempo remoto que fazem falta. Muita falta, aliás. Selecionamos cinco que valem a pena ser lembradas.
1) Mais
memória RAM do que se pode manusear
Uma frase antiga, freqüentemente atribuída a Bill Gates, diz que 640 KB –
isso mesmo quilobytes – seriam suficientes para qualquer usuário de
computador, coisa que ele veementemente nega ter dito (em inglês).
Fazemos piada disso hoje em dia, mas em 1981, era coisa que fazia todo sentido.
Os populares computadores Apple II e Commodore 64 tinham apenas 48 KB e 64 KB de memória, respectivamente, e um IBM PC, com configuração básica, meros 16 KB de memória RAM. E pouca gente se importava com isso. Na primeira década da computação pessoal poucos eram aqueles que conseguiam fazer seus sistemas irem além dos 640 KB. Agora, porém, mesmo os 2 GB de memória parecem não ser suficientes para evitar que o Windows necessite também de memória virtual.
2) Nada de
registros
Deseja modificar as configurações do WordPerfect? Ajustar seu editor textos
preferido e editar o arquivo WP.INI? Até do Registro, que surgiu com o Windows
95, editar arquivos .INI era a única forma de customizar um sistema. Para
alguns usuários isso soar como a pré-história da tecnologia, mas lidar com
esses arquivos era muito mais fácil do que tentar decifrar os enigmáticos
parâmetros HKEY_local_machine que vêm infestando PCs rodando Windows há
mais de 12 anos. Sem contar que era muito fácil fazer backups, restaurar ou
eliminar arquivos .INI e uma alteração realizada em desses arquivos não detonaria
o sistema como um todo. E naquela época não existia, porque ninguém precisava,
de um ferramenta para “limpar” os arquivos .INI.
3) Softwares que acompanham o usuário
No tempo que os HDs eram muito caros – coisa mais comum era encontrar PCs
desprovidos deles – e a opção mais acessível era os discos flexíveis
(disquetes), os quais, dependendo do sistema operacional, poderiam guardar algo
como 180 KB. Sem discos rígidos, softwares tinham de ser pensados para caber
dentro de um disquete. Problemas? Ao contrário: as aplicações eram
relativamente compactas e traziam tudo o que precisavam para funcionar. Isso
quer dizer que você podia rodar seus programas com suas próprias configurações
em qualquer computador compatível, bastando ter consigo alguns poucos
disquetes. Inovações mais recentes, como os drives USB U3, trazem de volta
esta capacidade a modernos PCs.
4)
Inicialização rápida
A Microsoft tem trabalhado duro para manter baixo o tempo decorrido entre o
usuário apertar o botão de ligar o PC com Windows e poder, de fato, começar a
usá-lo. Com todos aqueles drivers, utilitários antimalware e outras tantas
coisas que são carregadas na memória do PC (será que você realmente precisa de
todos aqueles widgets na bandeja do sistema?) é bem provável que dê tempo para
se tomar um cafezinho antes de o computador estar pronto para o uso. Nos bons
tempos, ou o sistema operacional era construído na ROM (bastava ligar o PC para
poder usá-lo) ou podia ser carregado em poucos segundos a partir de um (único!)
disco flexível.
5) Vírus?
O que é isso?
Não estamos querendo dizer que malwares não existiam,
mas a luta contra os vírus não era uma preocupação tão grande quanto agora.
Executar rotinas de proteção exigia bem menos tempo porque a maior parte dos
computadores pessoais não possuía HDs e era possível manter os disquetes a
salvo simplesmente protegendo-os contra gravação. Em outras palavras, uma fita
adesiva proporcionava mais segurança do que muitas ferramentas de proteção são
capazes de fazer hoje.
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Ilana
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