Os Meteorológicos inserem-se no grande grupo dos tratados de física,
isto é, de filosofia (ou ciência) natural, mais precisamente eles
situam-se entre, de um lado, a Física, o Sobre o céu e o Sobre a geração
e a corrupção e, do outro, os tratados biológicos (de facto,
zoológicos, dado que não chegou até nós nenhum tratado de botânica de
Aristóteles). Nesse sentido, assim como os meteoros no cosmo, os
Meteorológicos ocupam no corpus físico aristotélico uma posição mediana.
[...] Em compensação, o final do prólogo apresenta a investigação
meteorológica como uma transição para o estudo das plantas e dos animais
que vivem na região intermédia.» Tradução, introdução e notas de
Cláudio William Veloso com a colaboração de Hiteshkumar Parmar e revisão
científica de António Pedro Mesquita, coordenador das Obras Completas
de Aristóteles.