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Por Cauã Taborda, especial para o IDG Now!
Publicada em 20 de dezembro de 2007 às 07h00
Atualizada em 20 de dezembro de 2007 às 13h10
São Paulo - Dos conhecidos spams às falhas em produtos da Apple graças à popularidade da marca, confira o que deu dor de cabeça aos usuários em 2007.

Com o lançamento de dois sistemas operacionais (Windows
Vista, da Microsoft, e Mac OS X 10.5, da Apple) e dezenas de novidades em
softwares e serviços online, 2007 foi um prato cheio para que crackers achassem
falhas de segurança não corrigidas, bolassem novos ataques e tentassem enganar
usuários online.
Da Microsoft, habituada com constantes alertas de ameaças de segurança, à
Apple, alçada a alvo de crackers graças à popularidade de seus produtos no ano,
passando pelos buscadores, foram muitas as empresas com dores de cabeça e ainda
mais os usuários que tiveram que se preocupar com sua segurança online.
O IDG Now! compilou os principais casos de segurança digital de 2007 e aponta
quais foram as principais tendências de ataques durante o ano que passou.
Confira e proteja-se.
Cavalos-de-tróia
Segundo levantamento do Kaspersky Labs, os cavalos-de-tróia no 1º semestre do
ano representaram 91,4% das ameaças na rede. Em novembro, um cavalo de tróia
que se espalhou pelo Live Messenger infectou
11 mil PCs em 24 horas.
Os 100 mil novos trojans e vírus surgidos durante o ano, segundo dados de
Patrícia Ammirabile, analista da Avert Labs, indicam claramente a transformação
dos antigos adolescentes que criavam vírus para aparecer em crackers
profissionais com enfoque no lucro.
Mais que o alarde de pragas antigas, como o MyLove e o Melissa,
cavalos-de-tróia e spywares vêm crescendo suas participações pela ação
sorrateira que exercem ao coletar dados pessoais do usuário sem dar qualquer
pista.
Segundo a McAfee, os cavalos-de-tróia que mais causaram danos a usuários brasileiros
Brasil foram as variantes do PWS Banker, responsáveis por roubar dados
financeiros das vítimas.
Spams
O vilão dos e-mails nas empresas, o spam, continuou dando trabalho e segundo um
levantamento da Symantec, respondeu por 76% das mensagens de e-mail no ano,
contra 56% em 2006. A Ferris Research estima que o prejuízo mundial com spam
atingiu 100 bilhões de dólares.
Em 2007 evidenciamos a forte ação do spam de imagem, principalmente quando
avaliamos o Brasil, afirma Patrícia. Outra modalidade em evidência e que deve
ganhar força em 2008 são os spams
em PDF, que driblam ferramentas de proteção por trazerem mensagens
publicitárias dentro de arquivos anexados à mensagem.
Vulnerabilidades em softwares
As vulnerabilidades levaram a Microsoft a divulgar 69 boletins de segurança no
ano, sendo que 43 foram críticos, considerados os mais graves na classificação
da empresa. O Windows Vista, defendido como o mais seguro sistema operacional
da Microsoft, recebeu 22 boletins no ano, sendo que 12 deles foram críticos.
Mas não só o Windows esteve na mira dos criminosos: os sistemas operacionais da
Apple também foram intensamente focados, ironicamente uma conseqüência da
crescente popularidade da Apple.
A Apple
divulgou 36 atualizações de segurança neste ano, contra 22 no ano passado.
Tanto o Mac OS X 10.4, conhecido como Tiger, como o 10.5, chamado de Leopard e
lançado em outubro, foram atualizados para corrigir falhas que, segundo a
Apple, permitiriam a execução remota de códigos e o controle do Mac por um
criminoso, mesmas ameaças que rondaram por tantos anos usuários do Windows.
A profissionalização do submundo digital fez com que não apenas crackers, mas
também empresas, como a suíça WabiSabiLabi, montassem plataformas para leilão
de vulnerabilidades, com preços que variam de 500 a 2 mil dólares.
Redes zumbis
Em agosto, um levantamento da SecureWorks constatou que a rede de computadores
zumbis gerada pelo StormWorm
se tornou a maior rede bot em redes P2P.
Não só isto: uma rede bot de 20 mil computadores voltada a servidores federais
tirou do ar durante semanas sites de agências do Governo e de bancos da
Estônia, em clara referência ao franco poder que a máfia online tem chantagens
ou retaliações online.
A evolução das redes zumbis deve ganhar força em 2008 segundo a analista do
Avert Labs, com os crackers tirando proveito dos “portos seguros”
espalhados pelo mundo.
Ataque a hotspots
Ataques às redes Wi-Fi se espalharam por locais de acesso público à internet no
Brasil apoiadas pela explosão nas vendas de notebooks e gadgets portáteis.
A ameaça vem também pelo lado das conexões. "O crescimento nas velocidades
facilita o acesso aos dados nesses ataques", afirma Patrícia, já que
grandes quantidades de informações serão mais facilmente trocadas entre
servidores maliciosos e discos rígidos de usuários incautos.
Nas duas técnicas mais conhecidas do ataque, crackers interceptam dados
trocados entre o PC da vítima e o hotspot, em processo conhecido como "man
in the middle", enquanto, na técnica mais perigosa técnica
"café com leite", o cracker consegue ter acesso até mesmo a dados
protegidos do usuário.
Roubo de identidade
As informações financeiras dos usuários foram muito procuradas pelos
criminosos. Em novembro, o cracker John Schiefer, de 26 anos, foi preso por
infectar computadores de clientes do PayPal com malwares para roubar dados,
enquanto o Facebook iniciou um processo no fim do ano dando o troco em empresa
de pornografia no Canadá que tentou roubar informações pessoais de seus
usuários.
Problema é que a ameaça não veio só do lado dos crackers. Além de agências dos
governos norte-americano
e britânico
perderem dados confidenciais de seus habitantes, a empresa Norwich Union teve
de enfrentar uma multa de 1,26 milhão de libras por não cuidar da segurança das
informações de seus clientes.
Ameaças a celulares
Com a popularidade dos celulares em alta, os aparelhos
são um alvo interessante para os criminosos. As ameaças mais comuns aos
dispositivos segundo a McAfee são vírus, spywares e phishing. O phishing é
potencialmente perigoso pois afeta qualquer celular compatível com SMS, o que
representa 95% da base instalada mundial de aparelhos.
Vazamento de dados
Um exemplo foi o ataque
à rede varejista TJX no início do ano nos EUA, onde 45 milhões de
pessoas tiveram seus dados roubados. Uma falha no sistema de segurança
possibilitou o seqüestro das informações. Para Patrícia, definir as políticas
de segurança e o treinamento dos funcionários e da equipe de TI diminuiria
substancialmente os problemas.
Redes sociais
Ataques com phishing, roubo de dados e problemas relacionados à privacidade dos
usuários afetaram as redes sociais em 2007. Um grande exemplo relacionado à
privacidade afetou o Facebook, onde uma nova plataforma de anúncios rastreou
toda a atividade dos usuários, inclusive fora da rede, para usar seus
registros como ferramenta de publicidade.
Explorar as redes sociais “é uma forte tendência para o próximo
ano”, afirma Patrícia. A quantidade de informações registradas pelos
usuários são um prato cheio para os criminosos.
Buscadores explorados
A criatividade esteve em alta no ano que passou, com crackers utilizando resultados
de busca para enganar as vítimas, colocando sites com malwares nas
primeiras posições dos resultados.
Outro uso malicioso para buscadores vem com uma ajudinha sem intenção de
Google, Yahoo e MSN Live Search - a consultoria Alladin Knowledge Systems
acusou os três principais buscadores do mercado a armazenarem
malwares em seus caches, o que faz com que crackers não precisem se
preocupar em esconder seus ataques em servidores.
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Ilana
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