Luiz Costa Lima - Melancolia - UNESP, 2017 e outros

0 views
Skip to first unread message

Dr. Mauricio Garcia

unread,
Sep 27, 2020, 6:43:44 PM9/27/20
to arca_li...@googlegroups.com, amantes-...@googlegroups.com, anselmo livros, arma...@googlegroups.com, cac...@googlegroups.com, anselmo, Dora Olivetti, digita...@googlegroups.com, linksm...@googlegroups.com, livraria...@googlegroups.com, paulobarbosa....@gmail.com, pandof...@googlegroups.com, vidacomlivros, bons_...@googlegroups.com

Luiz Costa Lima – Melancolia

by Livr'Andante
Nesta obra, Costa Lima recupera as acepções históricas e filosóficas da melancolia para estabelecer a articulação desse estado afetivo com a literatura.

Luiz Costa Lima - Melancolia

Em 1930, Freud já era figura consagrada quando escreveu O mal-estar na civilização (Das Unbehagen in der Kultur). Como se relutasse em aceitar a gravidade que se abeirava de sua época, da Europa, de sua Viena e de si próprio, escrevia:

Parece ser certo que não nos sentimos bem em nossa civilização (Kultur) de hoje, mas é muito difícil formar um juízo se e em que medida os homens de tempos passados sentiam-se mais felizes e que parte nisso tinham as condições de sua civilização (ihre Kulturbedingungen).

É possível que o Ocidente, desde a Grécia antiga, atento às múltiplas ocorrências da melancolia, embora compreendesse que alcançara, a partir do final do século XIX, mais precisamente, como consequência da Primeira Grande Guerra, uma intensidade antes desconhecida, se enganasse quanto ao significado de tal intensidade; que a melancolia se aproximara mais das pessoas, sem ameaçar a grande política das grandes potências.

A História não nos permitirá dizer que o engano tenha sido só de Freud. Atino apenas em constatar que a melancolia, sobretudo nas décadas mais próximas de nós, agora se torna objeto de dezenas de publicações. As mais usuais ainda a entendem como particularmente incidente em certo lugar e intitulam-se de “English malady”; a utilidade de outras, ao contrário, consiste na composição de antologias que cobrem dezenas de autores, desde a Antiguidade; ao passo que outras mais são ligeiras como roteiros para turistas.

Nesta obra, Costa Lima recupera as acepções históricas e filosóficas da melancolia para estabelecer a articulação desse estado afetivo com a literatura. No percurso dessa investigação, o autor reconhece a condição de “criatura carente” no caráter humano – pathos da melancolia no discurso ficcional e plástico.

Com essa tese, o ensaísta irradia sua análise para traços peculiares da produção de dois escritores decisivos da literatura moderna ocidental: o tcheco Franz Kafka e o irlandês Samuel Beckett. Ao fazer esse mapeamento extenso, estudado ora teórica ora textualmente, Costa Lima aponta como a experiência melancólica, na cultura ocidental, afetou de diferentes modos as diversas expressões do pensamento e das artes.

Luiz Costa Lima - O Insistente Inacabado - Cepe, 2018.epub
Luiz Costa Lima - A Ficção e o Poema - Cia. das Letras, 2012.epub
Luiz Costa Lima - O Controle do Imaginário & A Afirmação do Romance - Cia. das Letras, 2009.epub
Luiz Costa Lima - Melancolia - UNESP, 2017.epub
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages