Wagner Gomes – Ensino De História E Interdisciplinaridadeby Livr'Andante |

Wagner Gomes - Ensino De História E Interdisciplinaridade: Reflexões Epistemológicas
Ensino De História E Interdisciplinaridade
resultou de uma árdua pesquisa científica que trata da disciplina de
História em seus fundamentos epistemológicos, com apoio
teórico-metodológico interdisciplinar, ao dialogar com a Historiografia,
a Geografia, a Antropologia e
a Filosofia.
Ensino De História E Interdisciplinaridade parte da compreensão de que o ensino está assentado em um tripé indissociável que inter-relaciona sujeito, interdisciplinaridade e currículo, sendo o primeiro a primazia como estrutura basilar do conhecimento, ou seja, o sujeito é concebido como fundamento central do processo histórico-dialético em sua organização social, já que, em suas relações históricas, mediante os mecanismos culturais, a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos somente será possível tornando explícito quem é esse sujeito.
Ampara-se nos pressupostos teóricos: de Heidegger, na perspectiva ontológica, “[…] em que o sujeito é compreendido no ente designado de ser-aí, marcado pela abertura, no tempo, para elucidação da questão do ser”; de Hall, no campo pós-estruturalista, que permite “[…] compreender o sujeito à luz da pós-modernidade esclarecendo sua manifestação em suas múltiplas faces”; e de Ricoeur e Reis, que possibilitam “[…] vislumbrar a preeminência do sujeito no fazer histórico mediante a releitura do papel da narrativa como estrutura metodológica de acesso ao tempo histórico”.
E metodologicamente desenvolve uma pesquisa bibliográfica para esclarecer o que se compreende por sujeito nas produções acadêmicas, já que esse significado é considerado essencial como fundamento da disciplina de História no Ensino Médio, pois objetiva evidenciar a estrutura do sujeito que subsidia a disciplina de História desde uma discussão interdisciplinar que se apropria da inter-relação entre o método histórico-crítico e o fenomenológico.
Inicia ressaltando que o ensino é uma atividade pedagógica complexa que ultrapassa a tradição de exposição linear das conquistas teóricas das ciências, logo deve conceber o sujeito como centro do processo escolar em sua formação para a cidadania.
Também salienta que o processo de ensino-aprendizagem não pode prescindir da interdisciplinaridade como fundamento e que a condução desse processo está fundamentada na contradição dialética entre o solipsismo do sujeito e a complexidade do real, que enseja a compreensão do papel do currículo e seu exercício crítico.
Essas premissas orientam a organização do decurso do estudo, que se divide em três capítulos, a saber: “Estrutura epistemológica do sujeito”, “Interdisciplinaridade e ensino de História” e “Currículo e dialética no ensino de História”.