Este ensaio tem por objetivo transitar na interface entre as
ciências humanas e biológicas, intercruzando achados e perspectivas de
diferentes autores em torno
da questão do debate sobre direitos humanos e outros temas sociais na
escola. O ensaio parte dos efeitos de tais temas sobre os sujeitos, para
considerar aspectos
a serem observados em ambiente educacional. Aborda a importância da
percepção corporal, via experiências sensoriais na escola, como
estratégia primeira para um
processo de ensino-aprendizagem dialógico em relação a tais temas,
importância essa decorrente da necessidade de mobilização afetiva para
uma aprendizagem desejada, envolvida e significativa.
As pesquisas em ciências sociais – área de formação dos autores -
contribuem na construção de bases teóricas para a compreensão das
dinâmicas e complexas
relações sociais. Tal conhecimento gerado influencia reflexões, ações,
reações e mudanças na sociedade. Em sala de aula, a apresentação e o
debate em torno desse
conhecimento científico também produzem tais efeitos.
Por isso, é necessário que os docentes tenham a forma de abordagem em
perspectiva, em dois sentidos. O primeiro é bastante debatido na área de
educação: o espaço educacional. Neste, a aprendizagem, mediada pelo
docente através de métodos e técnicas pedagógicas, deve se dar num
ambiente facilitador do
aprendizado, que favoreça o engajamento do estudante.
O segundo ponto diz respeito ao objeto de estudo das ciências sociais,
capaz de desencadear um processo de autoanálise, por colocar em
perspectiva as autoimagens, crenças e valores.