J. Benibengor Blay - Nkrumah: O Pan-Africano

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Dr. Mauricio Garcia

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Apr 7, 2020, 10:45:35 AM4/7/20
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J. Benibengor Blay – Nkrumah: O Pan-Africano

by Livr'Andante
Nkrumah: O Pan-Africano, de J. Benibengor Blay, é, eloquente e marcantemente africano, quanto aos seus cultos, misticismo e cultura tribal.

J. Benibengor Blay - Nkrumah: O Pan-Africano

Seja qual for nosso julgamento da vida e obra de Kwame Nkrumah é impossível, bem como recomendável, que não se ignore o papel que desempenhou de agente maior da luta da Costa do Ouro pela sua independência, bem como de arquiteto de muitas das conquistas da moderna Gana.

Muito, todavia, do que tem sido escrito ou pensado sobre si tem sido limitado por preconceito, paixão, ou pela simples distância cultural ou geográfica. Muito do material escrito, disponível sobre Nkrumah é detalhista, técnico e complicado, para o uso e desfrute popular.

Assim, é com muito prazer e deleite que leio este novo e breve estudo a respeito de Nkrumah, saído da pena e da reflexão de um inteligente literata, nativo de Gana, que corretamente reconhece Nkrumah como parte já agora indelével da herança de sua terra rica e exuberante.

Se existe algo de heroísmo na narrativa, isto pode ser bem compreendido e aceito: afinal, patriotismo deve ser não menos válido, e não menos benéfico e criativo, tanto no oeste Africano quanto em meio aos floridos pomares ou verdejantes colinas de minha nativa Inglaterra.

Este livro é, eloquente e marcantemente africano, quanto aos seus cultos, misticismo e cultura tribal. Mas, seguramente, não teria conseguido mostrar-nos o pleno sentido de Nkrumah não fora assim.

Suas páginas estão prenhes do trabalho desse extraordinário homem que tanto fez pelo bem-estar e identidade de Gana, mesmo quando suas fraquezas se tornam aparentes: sua adoração pelas massas; seu egoísmo e sua gradual e crescente busca do poder.

De outro lado, pode ser argüido que Nkrumah (assim como Cromwell na história Inglesa) não poderia jamais ter impulsionado Gana até sua necessária maturidade e independência, sem o tratamento um tanto cruel e desdenhoso que dava a seus oponentes, muitos dos quais como esta narrativa mostra foram facciosos, quanto egoístas.

Uma das lições que se pode recolher deste livro é a que prova não ser possível a transposição, pura e simples, do modelo britânico de democracia, sem que sejam feitas alterações.

J. Benibengor Blay - Nkrumah, O Pan-Africano.pdf
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