(v. este e Introduo). De ocorrncia local; pou-co conhecido. Ocorre do norte da Amrica do Sul a Bol-via e Argenhna; Brasil amaznico e centro-meridional, in-clusive no Rio de Janeiro, So Paulo e Rio Grande do Sul.
30cm. Espcie pequena (o macho tem somente o portede um sabi), excepcionalmente delgada, tendo a caudae dedos muito longos e o corpo delicado. Flancos e cal-es ferrugneos uniformes. Caa pequenas aves. O ali-mento de um nos EUA constitui-se em97,7% de aves e 2,3% de mamferos (Storer 1966). Embo-ra geralmente mantenha-se oculto na mata fechada, oca-sionalmente voa abertamente de uma mata a outra exi-bindo ento as partes inferiores barradas; tambm fre-qenta as cercanias de habitaes. Ocorre da Amricado Norte Argentina; Brasil central e merdio-oriental(inclusive o ex-Estado da Guanabara) at o Rio Grande
do Sul. [Foiproposto recentemente tratar. s comosuperespcie composta de quatro aloespcies, cuja for-ma . seria a nica ocorrente no Brasil(Sibley & Monroe 1990). O seu encontro recente no suldo Cear estende ao Nordeste sua rea de disperso(Pacheco& Whitney 1995).]
em vo, mal sobressai do contorno.posterior das asasque so muito largas; cabea bastante protusa. Partessuperiores ardsias, as coberteiras superiores das asasformam larga rea cinza-esbranquiada: partes inferio-res brancas, papo pardacento. Imaturo estria do apresen-tando a cauda mais longa. So citados como presa: pe-quenos mamferos, rpteis e aves. Encontramo-lo comen-do carnia; foi visto quebrar um ninho de joo-de-barro
55cm. Espcie campestre grande relativamente co-mum em lugares abertos. De asas compridas e largas ecauda curta, branca com faixa negra subterminal; gran-de mancha ferrugnea nas escapulares. O branco daspartes inferiores por vezes estende-se at o mento. Hindivduos totalmente negros mas com a cauda branca;imaturo de cauda cinzenta finamente barra da de preto eventre manchado. "gliii klia-klia-klia", "gli ..." sen-do este ltimo grito emitido durante seus imponentesvos nupciais. Come grandes insetos, sapos (p. ex.
dos quais retira apenas as pernas), ratos, gambse cobras; apanha aps a chuva minhocesGlossoscolegig nteus (Oligochaeta) que podem atingir mais de ummetro (Itatiaia, Rio de Janeiro). Plana muito. Habita re-gies campestres, cerrado, buritizais, campos de altitu-de (p. ex. no Itatiaia). Ocorre do MxicoArgentina; naAmaznia apenas em algumas reas campestres(Maraj,
Amap e Roraima). Amplia sua ocorrncia no leste doBrasil favorecido pelo desmatamento; pode aparecerdentro de um grande centro urbano (cidade do Rio deJaneiro). "Gavio-fumaa". V. (que tem caudasemelhante) e "Cavio-de-cau-da-branca=",
e pela cauda mais retangular atravessada portrs marcantes faixas cinzentas; lado inferior das asascom o padro tpico de duas cores distintas exatamentecomo emC es. Ima turo de cauda finamente barrada.Lana-se sobre pequenos animais terrcolas (v. Introdu-o). Vive nas paisagens abertas, por exemplo, na caa-
50cm. Migrante setentrional relativamente grandee de asas largas. No Brasil predominam imaturos, quese distinguem por um desenho anegrado no papo, gar-ganta branca realada de preto. Socivel. Insetvoro. Fa-moso por aparecer em massa na Amrica Central en-quanto migra rumo ao sul, o que faz j no outono se-tentrional; inverna principalmente no pampa argenti-no, onde d caa a gafanhotos ("langostero", Argenti-na). Em novembro de 1974 apareceram alguns indiv-duos em plena So Paulo (Campos Elseos), em ocor-rncia inesperada (Sick 1979); referncias tambm doAcre (fevereiro, um exemplar anilhado em Oklahoma,EUA), Par (Serra do Cachimbo, agosto),Maranho,Mato Grosso (rio das Mortes, contedo estomacal, ga-fanhotos), Paran (janeiro) e Rio Grande do Sul (novem-bro de 1977, anilhado como filhote em Alberta, Cana-d, em julho do mesmo ano).
35cm. Pequena espcie florestal preta fuliginosa comcoberteiras superiores e inferiores da cauda brancas ecales ferrugneos. Espreita suas presas (p. ex. ratinhos)na mata; pousado sacode a cauda. Voaacima da florestaem crculos. Ocorre do Rio de Janeiro (nas montanhas)at o Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai; tambmnos Andes.
48cm. De cauda curta, partes superiores e lados dacabea pretos no adulto e pardos no imaturo, parfes in-feriores branco-puras; existe uma fase anegrada. Ocorredo Mxico Argentina, em todo o Brasil, inclusive noRio de Janeiro.
43cm. Partes superiores cinza-claras, partes inferiorfinamente barradas de cinzento e branco; cauda atraves-sada por faixa branca anteapicallarga de 2cm. Imaturode bases das primrias amareladas. semelhantede , mas ainda mais prolongada.Vive beira de campo. Ocorre dos EUA Argentina eBrasil setentrional e este-meridional [at So Paulo(Willis & Oniki 1993)].
36cm. O gavio mais abundante do Brasil, chega ata metrpoles desde quehaja-arborizao suficiente. In-confundvel pela rea ferrugnea da base das primrias,sendo esta menos acentuada que em ima-turos de ventre estriado. Chama a ateno por circularem casais, at sobre cidades, interrompendo o planarcom batidas rpidas, gritando. (correspon-dente ao canto), "at-at-gi, gi, gi". Caa grandes insetos,lagartixas, pequenas cobras e pssaros tais como rolas epardais; apanha morcegos em seus pousos diurnos. Umindivduo, ao tentar retirar os filhotes de joo-de-barrodo ninho pagou com a vida a tentativa pois, ao quererdesvencilhar-se, ficou preso pela cabea, perecendo. Voano aberto, aos casais, batendo rapidamente as asas edecrevendo crculos chamando a ateno pela caracte-rstica gritaria que produzem. Aparecem at em reascampestres desprovidas de qualquer arborizao (RioGrande do Sul). Ocorrem do Mxico Argentina e emtodo o Brasil."Indai", "Gavio-pega-pinto", "Gavio-indai*". Difere notavelmente dos outros representan-tes do gnero que conhecemos; pela rea alarferrugnea lembra da frica. sdistingue-se dos verdadeiros o pela muda das pri-mrias (Stresemann& Stresemann 1960). V go.
48cm. Pardo-anegrado de escapulares e cales cas-tanhos, base e ponta da cauda branca; cera e ps amare-los. Consta que captura pssaros e roedores. Regiescampestres com vegetao arbrea esparsa. Do sul dosEUA Bolvia, Argentina e Uruguai; Brasil oriental,meridional e central. [A pouca informao recente dis-ponvel sobre a presena da espcie no Brasil foi sinteti-zada (Pacheco 1994).]
49cm. De tamanho meo; branco com dorso mancha-do de negro; asas largas negras, tendo nas coberteiras etercirias a ponta branca; cauda curta negra de base elarga faixa terminal brancas; cera plmbea, pernas ama-
relo-claras, assobio fino e prolongado,"jie". Caapequenos mamferos, rpteis, anfbios e grandes inse-tos; foi visto devorando um tucano-de-peito-amarelo(Amap). Pousa abertamente na beira da mata, freqen-temente patrulha em vos circulantes, chamando aten-o por sua brancura. Do Mxico Bolvia e Brasil ama-znico at o Mato Grosso (rio das Mortes) e norte doMaranho. "Cavio-branco?".
43cm, envergadura 96cm. De asas largas e cauda cur-ta; partes inferiores brancas tendo algum desenho ne-gro na face ventral das asas. Cauda branca com base efaixa estreita anteapical negras. Imaturo com o alto dacabea estriado e costas manchadas de branco; caudacom mais desenho negro. Por causa da sua cor branca-pura (v. tambm outros ressalta-se a dis-tncia quando empoleirado na orla da mata ou circu-lando em vo baixo sobre as florestas da Serra do Mar,onde freqenta principalmente os vales. Apanha besou-ros, aranhas, pequenas cobras, etc., no solo. restrito aoBrasil oriental, [vive da Paraba (Pacheco& Whitney1995)]Alagoas a Santa Catarina (inclusive no ex-estadoda Guanabara). [Mais ameaado que L. por ha-bitar as florestas de baixa altitude que, indiscutivelmen-te, esto em situao ambiental mais delicada (Caliaret
46cm. Cinza-ardsia uniforme, cauda com uma fai-xa branca; cera e pernas laranjas. Espreita rs, carangue-jos, peixes, cobras d'gua, etc. Habita as beiras sombri-as de rios e lagos. Ocorre da Venezuela Bolvia, Ama-zonas, Par (rio Guam), Maranho e Amap. V.
51cm. Espcie muito original; de asas longas e lar-gas ao contrrio da cauda, que extremamente curta.De cabea branca, resto do corpo ferrugneo; uma man-cha no papo, primrias e retrizes negras. Imaturo comas partes inferiores e cabea amareladas e estriadas.um tossir bissilbico, "ha-iiii", lembrando um anu-co-roa ou jacu; assobios nasais. Pesca, seus dedos tm a faceplantar espiguilhada sendo provido de unhas longas erecurvas, prprias para segurar peixes, lembrando
come tambm insetos e moluscos aquticos.Plana por horas a fio. Ocorre do Mxico Argentina,em quase todo o Brasil, onde houver extensos pntanos,banhados, campos inundados e manguezais, por exem-plo, no Mato Grosso e na parte oriental da Ilha de Maraj(Par); tambm no Rio de Janeiro. "Gavio-lavadeira"(Mato Grosso), "Gavio-velho>", ["Gavio-panema","Gavio-balaio" (dois ltimos no Solimes,J. F.Pacheco)]. V.as duas espcies que se seguem.
55cm. Grande espcie campestre relativamente co-mum. Quase inteiramente ferrugneo, com asas longase largas, lembrando uma guia, vivamente avermelha-das exceto nas pontas de todas as rmiges (que so ne-gras) e em parte das coberteiras superiores (pardas); re-trizes negras atravessadas medianamente por faixa bran-ca e com a ponta esbranquiada; partesinferores aver-melhadas to finamente barradas de negro que este impercetvel distncia. Imaturo pardo-escuro apenascom as asas e cales ferrugneos; faixa supra ocular epartes inferiores branco-amareladas sendo, estas ltimasestriadas; cauda preta e cinzenta. assobio prolon-gado - , Espreita anfbios, grandes insetos, caran-guejos, lagartos (p. ex. e , cobras, ocasio-
""nalmente aves, p. ex. procura queimadas, caan-do a poucos metros das chamas andando vagarosamen-te pelo solo. Pousa ereto sobre cercas ou montes de ter-ra. Habita campos, beira de brejos, manguezais e o cer-rado. Ocorre do PanamArgentina, todo o Brasil, sen-do restrito na Amaznia. "Casaca-de-couro", "Gavio-
nos longas. Cabea, pescoo e partes superiores pardo-anegrados:lado superior das asas com ponta e bordasnegras e uma grande rea ferrugnea; partes inferioresferrugneas barra das de negro, cauda anegrada com aponta e estreita faixa transversal esbranquiadas; regioperioftlmica amarela. Alimenta-se exclusivamente decaranguejos; circula voando a grande altura. Habita osmanguezais. Ocorre da Venezuela e Guianas ao Brasil,
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