REFLETINDO SOBRE O ROTARY!
Fui convidado pelo Governador Eurípedes Barsanulfo Lima, para presidir a Comissão Distrital do DQA, ano rotário 2024/2025 e aceitei, com muita honra. Motivado pelo sentimento voluntário do servir, tenho procurado cumprir a missão da melhor maneira possível.
Reconheço que até aqui, a minha mensagem não tem motivado os clubes para admitirem nem fidelizarem os associados. A impressão é que fica é que estar se plantando em terra seca, onde lança a semente, nasce novos associados e, por motivos diversos, saem pelas
portas do fundo e da frente. Acredito que o trabalho está sendo feito pelos clubes, onde realmente tem que ser. Nenhum Presidente deseja ver o seu Clube encerrado. O grande desafio é abrir mais a porta de entrada e fechar bem a porta de saída. Disso todos
associados de clubes sabem. O que está faltando, na minha maneira ver, é a promoção de um mutirão rotário, envolvendo todo o efetivo do Distrito. Ações isoladas e pontuais, como vem ocorrendo, é válida, mas não abre e nem fecha portas. Tudo acontece nos clubes,
mas as ações devem ser de todos, inclusive das casas da amizade, grandes parceiras dos clubes. É necessário, também, criar e apoiar os clubes de Rotaract e os de Interact, células importantes para a renovação do quadro associativo
O Distrito é estruturado, administrativamente, em diversas áreas e funções. Ocupam essas funções, rotarianos e rotarianas, eleitos e convidados pelos companheiros, de acordo com a vontade expressa dos escolhidos. Por estas e outras razões, os ocupantes de funções
nos clubes e no Distrito, são treinados e assumem o compromisso de dar tudo de si pelo crescimento e desenvolvimento do Rotary. Na prática, constata-se que, nem todos abraçam a causa, como realmente deveriam. Isso significa dizer, que o sucesso do Distrito
e dos clubes, depende, exclusivamente, da vontade dos dirigentes e dirigidos. A verdade é que, nem tudo que se planeja e deseja executar, é possível, tendo em vista os obstáculos que aparecem no caminho e são conhecidos de todos. Mesmo na condição de voluntários,
os rotarianos vêm fazendo o que podem para honrarem o trabalho dos antepassados, o nome do Rotary e cumprirem os compromissos assumidos. A grande pergunta que se faz, se é verdade tudo isso, como explicar o entra e sai de associados e a redução do número de
companheiros no Rotary Internacional?
A resposta da pergunta acima, ao meu sentir, está na seleção dos candidatos, na falta de instrução, na falta de comprometimento, na ausência de engajamento, no fraco companheirismo e na desmotivação dos companheiros. Não tenho dúvida que a fraca participação
nas reuniões, a falta de orgulho de usar o distintivo, não envolver a família no Rotary e não ter orgulho de ser rotariano, são sinais vitais que os clubes estão doentes e que os associados perderam a motivação. E agora, o que fazer para reverter essa situação?
Na minha opinião, só com vontade, disposição, trabalho e amor a causa. Assim, creio que será possível mudar essa crescente realidade e promover o crescimento e o desenvolvimento do Rotary. Está na hora de não perder tempo procurando culpados por isso ou por
aquilo, e investir todas as forças na busca de um Distrito forte e operoso. Se essa simples e despretensiosa opinião, encontrar guarida nas mentes e nos corações dos companheiros e companheiras, tenho firme convicção que a realidade do nosso Distrito vai mudar
para melhor. É o que sonho e quero ver no Distrito 4.530.
GERCY JOAQUIM CAMÊLO
GD 2012-13 e Presidente da Comissão Distrital do DQA.