Refletindo sobre o Capítulo 1

8 views
Skip to first unread message

japmelo

unread,
Apr 20, 2009, 5:06:25 PM4/20/09
to O Aluno Virtual
O ALUNO VIRTUAL
Reflexões sobre o capítulo 1
Pág 23 a pág. 35
José Antonio Pereira de Melo
20 de abril de 2009-04-20

Um perfil do aluno virtual
Quem é?
Onde não há uma cultura de EAD bem desenvolvida
o aluno virtual é aquele que estuda por esta modalidade por
necessidade e pela própria análise que faz do custo benefício desta
opção (tempo e dinheiro). Tendo adotado esta modalidade supera as
barreiras para dominar a tecnologia de comunicação e interatividade
disponibilizada no curso e dedica-se de forma mais intensa ao estudo
do conteúdo e na participação das atividades correlatas. O esforço
resulta muito bem.
Em geral nestes casos a inadimplência e evasão subseqüente é elevada e
só passa a ser controlada pelo desenvolvimento contínuo e em todos os
aspectos da modalidade de ensino, em especial pela interatividade dos
participantes que não recebem cursos bem preparados neste estágio de
desenvolvimento e pouca cultura de EAD.
Onde há uma cultura de EAD bem desenvolvida.
O aluno virtual estuda pela modalidade pela opção em cursos mais bem
estruturados do ponto de vista pedagógico, os docentes e alunos e
demais componentes do curso também estão melhor preparados e
adaptados a modalidade de ensino virtual e colhem os frutos da
aprendizagem com menor esforço. Usufruem conscientemente da liberdade
de tempo e de presença que os cursos pela modalidade EAD oferecem.

Características do AV aluno virtual
Acesso, abertura, habilidades comunicativas, comprometimento,
colaboração, reflexão, e flexibilidade àNecessário desenvolver
técnicas que sustentam estas característica para obter o sucesso no
curso.

Satisfação com EAD
A satisfação do aluno com o estudo on-line á diretamente proporcional
a qualidade oferecida nos cursos. A inadimplência, desistência e baixa
efetividade e eficiência da aprendizagem revelam cursos de baixa
qualidade e o oposto cursos de boa qualidade. A solução portanto é
mais da capacidade de “ENSINAGEM” do projeto pedagógico e docência do
que de “APRENDIZAGEM” dos alunos.

Aluno virtual de sucesso
O aluno virtual de sucesso é aquele que tem a sorte de participar de
um curso a distância de qualidade em que, possua no mínimo o básico
bem organizado CRIANDO INSTRUÇÃO MAIS EFICIENTE E QUE AJUDE O ALUNO A
APRENDER:

1- a APRESENTAÇÃO do que lhe vai ser ensinado e para que serve no
mundo real,

2- a oportunidade de APLICAÇÃO do aprendizado instrucional específico
recebido pelo aluno em atividades do mundo real,

3- o foco na RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS


Isso é o ideal?
Não creio que o aluno a distância deva ter um perfil determinado, mas
sim que é preciso conhecer se suas expectativas de aprendizado
condizem com o que pretendemos lhe ensinar. As características do
perfil dele devem ser conhecidas e trabalhadas para alcançar os
objetivos do aprendizado individual.
Igualmente não se deveria dizer que o aluno que estuda na modalidade
presencial deva ter um perfil determinado.

Atendendo as necessidade do aluno virtual.

A real necessidade de um aluno é aprender a fazer coisas que sirvam
para a sua vida pessoal e profissional. Quando durante um curso ou ao
final dele os alunos são capazes de fazer algo que antes não eram
capazes passam a ter uma verdadeira MOTIVAÇÃO para o estudo e evoluem
continuamente no aprendizado.


São Paulo, 20 de abril de 2009.


Fontes de consulta: Rena M. Palloff e Keith Pratt
David M. Merril Ph.D

Márcia Sales

unread,
Apr 22, 2009, 1:06:06 PM4/22/09
to o-aluno...@googlegroups.com
José Antônio,
Sua síntese está ótima!
Vamos colocar nas páginas do grupo?
Posso colocar?
Ao capítulo 2!!!! ;)


Renata Bonotto

unread,
Apr 22, 2009, 11:50:25 PM4/22/09
to O Aluno Virtual
PessoALL,

Desculpem o "retardo" =D, mas imaginei que as datas de início
coincidiam com o início da semana e só caiu a ficha quando veio a
mensagem para iniciarmos a discussão do capítulo 2!!!! Assim, vou
colocar as minhas reflexões, melhor, a minha perspectiva de leitura,
ressaltando e dialogando com algumas idéias já apresentadas no nosso
fórum. Espero não estar bangunçando (muito) o curso das discussões.

----------------------------------

Ainda antes de entrar no capítulo 1, me chamou a atenção o ponto de
partida para que os autores falem sobre uma abordagem
*verdadeiramente* focada no aluno (p. 15 e 16): "crença fundamental de
que não podemos ensinar, mas apenas facilitar a aquisição do
conhecimento". Achei muito esclarecedor o exemplo dado na página 13-14
ilustrando o quanto a elaboração de cursos online podem partir, na
verdade, das necessidades, interesses e inclinações do professor e não
necessariamente do aluno.

Outro aspecto que me parece digno de realce diz respeito ao trecho:
"Em vez de observar a demografia para pintar um retrato do aluno
virtual ou online, acreditamos que os professores... precisam observar
a *psicologia social* dos alunos para determinar quais estão mais
propensos a ter sucesso e *como abordar suas necessidades*." (grifos
meus)

Apesar das características demográficas nos ajudarem a ter algumas
noções sobre o aluno, essas informações por si só têm pouco a
contribuir em termos de design instrucional, ao passo, que as questões
de desenvolvimento cognitivo e aprendizagem/construção de conhecimento
iluminados pelo legado da psicologia social podem apontar possíveis
caminhos para abordarmos as necessidades dos alunos.

Como pessoa muito crente no potencial de cada indivíduo, a declaração
que "os cursos e programas online não foram feitos para todo
mundo" (p. 25) causou um certo desconforto inicial. No entanto, os
autores oferecem bons argumentos que vão desde a linha inclusão/
exclusão digital até características psicosociais. A minha crença, no
fim, vai na mesma linha que os autores ressaltam com base em sua
experiência: "pela implementação de diretrizes claras e pelo
estabelecimento do que se espera deles, os alunos que, ao começarem o
curso, não tiverem as características ideais passarão a desenvolvê-
las" (p. 29). Na prática, promover o desenvolvimento daquelas
características é que constitui uma parte crucial [e muito trabalhosa]
da EAD. Muitos cursos tropeçam (?) nesse ponto quando estão
extremamente focados no tema central do curso online e esperam ou
partem do princípio que os alunos já terão desenvolvido algumas
estratégias de estudo e uma postura autônoma na busca de conhecimentos
antes de seu ingresso no curso.

O desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade de refletir
dizem respeito a habilidades fundamentais hoje, não só em EAD mas em
qualquer contexto educacional (e na vida!). Assim, nesse aspecto a EAD
pode trazer grandes contribuições para o desenvolvimento cognitivo
geral do aluno virtual.

Outra idéia que me chamou atenção é a de que: "a atividade
colaborativa é o coração do curso centrado no aluno". Ao meu ver, essa
frase parece transparecer um paradigma educacional informado por uma
abordagem teórico-pedagógica sócio-construtivista (que,
particularmente, aprecio bastante). Contudo, nem todo curso online
parte desse tipo de pressuposto e, portanto, pode não organizar-se
tendo com objetivo/meio a atividade colaborativa. Nesse sentido,
algumas questões me ocorrem: o que está em jogo quando se fala em
atividade colaborativa aqui? Alunos<->alunos<->professor? Professor<-
>aluno em um curso online mais dirigido poderia ser enquadrado em
atividade colaborativa? Se o foco não é a atividade colaborativa, o
curso não pode ser caracterizado como centrado no aluno?

Retomando um pouco as trocas no fórum sobre autodidatismo e
independência por parte do aluno, olho para esses conceitos à luz de
uma abordagem teórico-pedagógica sócio-construtivista. Penso com
cautela no autodidatismo. Particularmente, creio que cada pessoa é
autodidata em alguma escala porque consegue resolver problemas por si
só e expandir os seus conhecimentos com base em sua própria "bagagem".
Essa escala não é igual para todos, mas pode variar de pessoa para
pessoa, sendo mais ampla para umas e mais estreita para outras. Essa
escala tem limite máximo e a partir daí, para a construção de
conhecimentos, seria necessária a intervenção e interação com outras
pessoas. Diria, então que, na minha percepção, o autodidatismo tem
limites (a forma que a maioria das pessoas trata o tema dá a entender
que não, cada pessoa seria capaz de aprender *qualquer coisa* sozinha
- eu duvido). Já a questão da independência, ela não necessariamente
quer dizer autodidatismo.

Por fim, a tabela ao fim do capítulo e algumas dicas e sugestões ao
longo do texto são muito úteis, conferem ao texto concretude,
relevância, aplicabilidade para todos os envolvidos com EAD. Uma
mistura interessante de texto fundamentado e ao mesmo tempo orientador/
norteador de práticas.

Reações sobre essas idéias seriam bem vindas!

[ ]

Renata Bonotto

José Antônio Rodrigues Dorothéu Dorothéu

unread,
Apr 23, 2009, 5:56:30 PM4/23/09
to o-aluno...@googlegroups.com
Prof Márcia,
Boa noite!!!
Você tem toda liberdade para colocar a "sintese" nas páginas do grupo. Gostaria de receber orientações, creio que estou perdido no AMBIENTE, não estou sabendo encaminhar as minhas produções.
Grato.
Dorothéu.

2009/4/22 Márcia Sales <profa....@gmail.com>
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages