Segunda parte do livro: UM GUIA PARA TRABALHAR COM O ALUNO VIRTUAL: questionamentos, inquietações e estratégias

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Márcia Sales

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May 25, 2009, 3:09:19 PM5/25/09
to o-aluno...@googlegroups.com
Olá a todos e todas!
Estamos agora na segunda parte do estudo do livro. Alguém aí tem alguma proposta de estudo para o mesmo?
Aguardo sugestões e voluntários.

--
Att.,
______________________________________
Profa. Ms. Márcia Castilho de Sales

Antonia Alves

unread,
Jun 21, 2009, 7:16:17 PM6/21/09
to O Aluno Virtual
Márcia e colegas, segue minha sugestão para estudarmos o capítulo 6 da
segunda parte do livro: ELABORANDO UMA BOA ORIENTAÇÃO PARA O
ESTUDANTE.

1. CONTE SUA EXPERIÊNCIA
1.1. Você já orientou seus alunos virtuais (ou presenciais) sobre
conhecimentos básicos de internet e informática? Como foi?
1.2. Que diferença principal você vê entre um curso presencial e um on-
line?
1.3. Cite um exemplo de interação positiva entre alunos e professores
e/ou entre alunos nos cursos on-line:
1.4. Você já levou a turma a dar um feedback substancial? Relate:


2. COMENTE O TEXTO - coloco-me à disposição para resumir o capítulo e
publicar aqui.

Bem, se concordarem, vamos começar??!!!

Márcia Sales

unread,
Jun 23, 2009, 7:44:29 AM6/23/09
to o-aluno...@googlegroups.com
Olá Antônia!
Fico feliz em revê-la por aqui!
Espero que todos tenham "respirado" novos ares para reativar nosso grupo.
Antônia, excelentes tabelas, obrigada!
Vou acatar a excelente proposta de discussão.
Vou responder suas questões até a semana que vem, ok?
Bola prá frente!



Att.,
______________________________________
Profa. Ms. Márcia Castilho de Sales
Coordenação Colegiada
Curso de Especialização Latu Senso Educação na Diversidade - UnB/MEC
http://www.fe.unb.br/eja

Renata Bonotto

unread,
Jun 24, 2009, 9:14:16 AM6/24/09
to O Aluno Virtual
Olá Antonia,

Que bom que estás por aqui e trazes bastante ânimo. Nas últimas
semanas estive tb envolvida com a elaboração de um trabalho final do
pós (em EAD pela Católica de Brasília). Ufa!
Estou quase terminando o capítulo 6 e, tão logo o faça, coloco aqui a
minha resposta aos seus questionamentos.

[ ]

Renata

Renata Bonotto

unread,
Jun 29, 2009, 12:41:17 AM6/29/09
to O Aluno Virtual
Antonia e demais,

Seguindo as sugestão de estudos, posto as minhas colocações:

>1. CONTE SUA EXPERIÊNCIA
>1.1. Você já orientou seus alunos virtuais (ou presenciais) sobre conhecimentos básicos de internet e informática? Como foi?

Sim. A gente sempre tem essa preocupação de orientar os alunos para os
estudos online e os conhecimentos básicos de internet e informática
são um deles. Em geral, parece-me que o ponto chave é DE QUE ASPECTOS,
QUANTO e COMO fazer essa orientação.

Por exemplo, das experiências que tive na condução de cursos online,
na primeira, preocupei-me em que os alunos se familiarizassem com o
AVA e fiz a introdução no primeiro encontro presencial - foi pouco. Na
segunda experiência - deixei uma material por escrito de duas folhas
com informações gerais, além das explicações do primeiro encontro -
melhorou mais ainda foi pouco. Hoje, acho que uma semana seria um bom
tempo para fazer uma introdução geral a um curso abordando aspectos
como:

- Estudos online e a distância. Como funciona?
- Administração do tempo e organização para os estudos
- Funcionamento do AVA
- Diretrizes do curso (plano de estudos, prazos, tipos de interação,
critérios de avaliação)
- Levantamento de expectativas
- Entrosamento dos participantes
- Tarefas básicas internet/informática para quem precisar: salvar
arquivos, incluir foto no perfil, fazer upload de materiais p/ o AVA,
compactar arquivos, etc.

Também, acho que bolar um guia de estudo/manual do aluno ou algo do
gênero com todas as informações necessárias é uma prática excelente e
importante - ainda não fiz mas participei de experiências como aluno
onde esses estavam disponíveis - é realmente uma segurança para o
aluno.

(Todos esses aspectos foram citados por Palloff e Pratt, mas essas
lições eu aprendi antes "na marra".)

>1.2. Que diferença principal você vê entre um curso presencial e um on-line?

Acho que o principal é ter tudo preparado ANTES que o curso inicie:
curso de ação, planejamento, materiais, cronograma e prazos,
atividades... No presencial, a gente tem as linhas gerais e vai
seguindo o curso de modo mais solto. Às vezes, se detém mais em algum
aspecto e sacrifica algum no final. A distância, em todas as minhas
experiências, o programa foi cumprido de cabo a rabo. Há flexibilidade
também, como no presencial, no entanto, online há a "deixa" para que
os alunos façam o aprofundamento por iniciativa própria.

Ser professora online tem me feito refletir bastante sobre minha
atuação "off-line". Na comparação entre as duas versões, tenho notado
o quanto a experiência online tem me ajudado a 1) orientar os alunos
para estudar e serem independentes; 2) programar melhor o
desenvolvimento do curso e segui-lo; 3) Passar a bola para os alunos
em relação a algumas tarefas eu tomaria para mim.

> 1.3. Cite um exemplo de interação positiva entre alunos e professores e/ou entre alunos nos cursos on-line:

Em um curso sobre o uso pedagógico de uma plataforma digital, propus
uma tarefa em que os alunos deveriam apresentar uma aula com o uso das
TICs para o ensino de Línguas. A atividade poderia ser realizada de
modo individual ou em duplas. Como os alunos estavam engajados na
realização da tarefa, as interações foram bem siginificativas e
reveladoras das concepções, dúvidas e anseios. Foi diferente de
discutir as opiniões sobre um texto, que embora útil, pode não revelar
o que, de fato, pensam os alunos.

> 1.4. Você já levou a turma a dar um feedback substancial? Relate:

Ao meu ver, o feedback substancial depende muito mais da postura dos
participantes do grupo do que do professor. Funciona melhor quando os
participantes se sentem e agem como responsáveis pela aprendizagem e
pelo andamento do curso. É possível estabelecer algumas diretrizes e
regras, mas, tal não leva necessariamente a interações e feedback
substanciais. Em uma experiência, lembro que alguns alunos postavam
respostas, mas dificilmente comentavam e/ou respondiam o que outros
colocavam. Estavam preocupados em "cumprir" a exigência/a diretriz e
só.
Como levar a turma a dar feedback substancial? Creio que é preciso
SENSIBILIZÁ-LOS para a aprendizagem cooperativa e pela
responsabilidade pessoal que cada um deve ter frente aos estudos.

> 2. COMENTE O TEXTO - coloco-me à disposição para resumir o capítulo e publicar aqui.

A tabela 6.1 (p. 98) é o resumo do capítulo.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Capítulo à parte, acho que a gente precisa de compromisso para as
discussões fluírem (é o tema do capítulo 7 tb). Assim, estou me
comprometendo com quem eu percebi que está por aqui, participando e
respondendo. Sugiro que façamos aportes sobre o capítulo 6 durante
essa semana e no próximo domingo ou segunda, mudemos para o capítulo
7. O que acham? **Não me deixem por aqui sozinha toda a semana**. =D

Abraço,

Renata

Antonia Alves

unread,
Jun 29, 2009, 8:15:12 AM6/29/09
to O Aluno Virtual
Legal, Renata!

Como falei anteriormente para vocês que fiz o curso de Teoria e
Prática do Design Instrucional e deveria elaborar um projeto, fiz o
meu tento presente a nossa discussão. Futuramente quero trabalhar essa
temática, se possível ofertando para instituições interessadas.

Por enquanto mostro para vocês meu trabalho: Orientação de Alunos
Virtuais - http://www.aprendaki.net/conline/tutorias/Projeto_Orientacao_Alunos_Virtuais.pdf

1. CONTE SUA EXPERIÊNCIA
1.1. Você já orientou seus alunos virtuais (ou presenciais) sobre
conhecimentos básicos de internet e informática? Como foi?
Oriento os cursistas do EAD.Aprendaki (cursos livres de formação
continuada para educadores). O maior desafio que encontro é ver que
eles (educadores) não leem e parecem ter "preguiça" de fazer; às
vezes, me perguntam coisas básicas que estão detalhadas. Tenho
atendido muitos no msn, mostrando inclusive o lugar em que se
encontram as informações.

1.2. Que diferença principal você vê entre um curso presencial e um
on- line?
No presencial, o contato físico é fundamental para a interação; no
virtual, são necessárias muitas "teclas" para se dizer o que poderia
acontecer num olhar; mas gosto muito do on-line pela possibilidade de
deixar registrado o que se está discutindo, orientando; isso evita
aquelas famosas frases: "eu não ouvi", "não escutei"; aqui eles
dissem: "eu não li" e aí a gente pode dizer, volte novamente e faça a
leitura...
Acredito que o online é mais consistente e profundo, se levado a
sério.

1.3. Cite um exemplo de interação positiva entre alunos e professores
e/ou entre alunos nos cursos on-line:
Na semana passada uma cursista do interior da Bahia, me escreveu pelo
msn: "Antonia, não estou conseguindo fazer o estrelograma (uma estrela
com numeração para se puxar umas setas para os números indicados na
estrela e fazer uma autoavaliação sobre sua atuação como lider), onde
encontro os números?" Eu disse apenas o seguinte: "olhe para estrela e
identifique os números... encontrou?" Ela me retornou, dizendo:
"desculpe-me não tinha visto; não registre essa informação.... rs rs
rs."


1.4. Você já levou a turma a dar um feedback substancial? Relate:
Nos cursos tenho motivado os cursista a dizerem o porque determinado
posicionamento é importante... Não tem sido fácil; às vezes, faço
muitas intervenções nas falas/comentários até que cheguem a expressar
algo realmente significativo.

------------
Concordo com a Renata, vamos passar na semana que vem para o próximo
capítulo.

---------
Vou postar o resumo do capítulo 6, pois já fiz.


------

Abraços da Antonia

Antonia Alves

unread,
Jun 29, 2009, 6:14:01 PM6/29/09
to O Aluno Virtual
Capítulo 6 - Elaborando uma boa orientação para o estudante

Gente, não estou conseguindo publicar no item PÁGINAS - está dando
erro.
Vou colocar aqui por enquanto:

A intenção da segunda parte do livro “é oferecer técnicas
instrucionais e também abordagens instrucionais.
Muitos alunos ingressam para o ensino on-line sem saber da real
exigência de um curso on-line. Por esse motivo, “algumas instituições
oferecem cursos on-line para ensinar como aprender on-line, em que
explicam não só como usar o hardware e o software, mas também quais as
diferenças entre ensinar e aprender e como ser um aluno eficiente”. (p.
87)

Os autores deixam claro que antes dos alunos optarem por um curso on-
line precisam “determinar se a aprendizagem on-line é seu método
preferido. Gilbert (2001:27) faz a seguinte sugestão para descobrir o
potencial do aluno virtual: ‘o primeiro passo é descobrir se o que
você quer aprender é oferecido. A seguir, deixe claro para você mesmo
por que motivo quer estudar a distância. Depois, descubra, por conta
própria, antes de matricular-se, se você saberá jogar bem esse
jogo’” (p.88)
Na caixa de ferramentas do aluno on-line de sucesso (p.183) há
exemplos de autoavaliação que incluem habilidades, objetivos, atitudes
e capacidades que ajudam os alunos a tomar decisão sobre a
continuidade de seu curso on-line.

Elementos para uma boa orientação
“Uma boa orientação abrangente para a aprendizagem on-line deve levar
em consideração o seguinte (p.89):
· Conhecimento básico da internet – (...) muitas pessoas
incorretamente supõem que os alunos que saem do ensino médio hoje
sabem usar a internet. O que constatamos é que muitos jovens sabem
jogar on-line e participar de chats, mas se perdem um pouco quando o
assunto é a aplicação do seu conhecimento da internet aos cursos on-
line;

· Conhecimento básico de informática – (...) é fundamental que
o aluno virtual conheça o básico de um processador de textos, saiba
criar um documento, copiá-lo e colá-lo;

· Aquilo que se quer para um aluno ter sucesso on-line,
incluindo questões relativas ao tempo e seu gerenciamento – (...) os
alunos precisam encontrar uma nova maneira de organizar seu tempo, a
fim de manter as leituras em dia, enviar mensagens para os painéis de
discussão e finalizar trabalhos. Ensinar os alunos a utilizar
corretamente o tempo pode ajudar a reduzir a sobrecarga de informação,
pois auxilia os alunos a lidar em bloco com as leituras e o envio de
mensagens; (p.90)

· Diferenças entre os alunos on-line e os alunos presenciais –
(...) O aluno virtual precisa ver o professor como um guia que cria a
estrutura e o ambiente para o curso, permitindo que os alunos criem em
conjunto o conhecimento e os sentidos dentro dessa estrutura. (...)
quanto mais claros forem os professores, menos haverá confusão e
frustração entre os alunos, o que lhes propicia maiores possibilidades
de atingirem o sucesso; (p.91)

· Interações do professor com os alunos e dos alunos entre si
– (...) espera que os alunos enviem mensagens de resposta às perguntas
dos painéis de discussão criadas pelo professor, e que depois reflitam
e comentem as respostas de seus colegas. (...) o aluno virtual precisa
entender que se espera que ele interaja. (...) a política de interação
professor/aluno deve também ser apresentada durante a orientação.
(...) Embora o papel do professor on-line seja diferente, os alunos
não podem sentir-se abandonados. Entender as diferenças que existem na
interação das aulas on-line e das aulas presenciais e também assistir
os alunos na correta avaliação de sua experiência de aprendizagem on-
line pode ajudar a aliviar sentimento de isolamento. (p.91);

· Como dar feedback a outros alunos – (...) Brookfield e
Preskill (1999) observam que os alunos devem estar preparados para
envolver-se em debates, e que isso deve ser ensinado a eles. (...)
Explicamos antes o que consideramos ser um feedback substancial e o
que é uma mensagem substancial: ‘uma mensagem substancial responde às
questões de um modo em que há uma sustentação clara de um ponto de
vista, pode dar início a uma nova discussão ou, de alguma forma,
contribuir para ela, refletindo criticamente sobre o assunto em pauta
ou levando a discussão ou, de alguma forma, contribuir para ela,
refletindo criticamente sobre o assunto em pauta ou levando a
discussão para um novo rumo. (...) um programa de orientação fornecerá
informação sobre a natureza do feedback, o que constitui uma mensagem
substancial, que tipos de questões os alunos podem encontram em seus
cursos online e as expectativas sobre o feedback que dão aos colegas;
(p.92)

· Interação e comunicação adequadas, incluindo regras da
netiqueta – Brokfield e Preskill (1999:53) observam que ‘as regras de
conduta e os códigos de comportamento são cruciais para determinar se
os alunos levam as discussões a série ou não’. (...) os alunos se
envolverão em um processo de negociação, observando as diretrizes
mutuamente discutidas a fim de que sirvam como um contrato entre o
professor e todos os participantes. (...) Uma maneira de negociar
regras básicas, de acordo com Brookfield e Preskill é pedir aos alunos
que compartilhem suas reflexões sobre as discussões de que
participaram, indicando o que tornou tais discussões satisfatórias, ou
não. (...) pedir que os alunos falem como gostam de receber feedback,
como o feedback pode ser mais significativo, para depois negociarmos
as regras em conjunto em aula. (p.93);

· Como obter ajuda quando necessário – (...) Se a ajuda
estiver disponível apenas durante determinados horários, deve-se dizer
isso claramente aos alunos. É também importante informar quem é
responsável pelo setor e quais as dúvidas que devem ser enviadas
(...)”. (p.93)


Incorporando a orientação à aula on-line

Os autores afirmam que se a instituição não oferecer treinamento sobre
como aprender on-line, isso passará a ser responsabilidade do
professor. No entanto, mesmo que haja, os professores também pode
orientar seu aluno da seguinte forma – como descreve (2001:43): “se
possível, faça sua orientação presencialmente, para mostrar aos alunos
o site do curso e discutir a aprendizagem on-line; disponibilize uma
orientação ao curso no site do próprio curso como primeiro item para a
discussão; disponibilize uma lista de perguntas mais freqüentes e
também as respostas a essas perguntas; coloque as informações sobre
como navegar pelo site do curso na primeira página; envie uma mensagem
por e-mail ou carta contendo a orientação sobre o curso para todo
aluno matriculado” (p.94).

Pensamentos finais
“Independente de como é apresentada, a orientação é fundamental para
os alunos virtuais.” (...) Um ponto fundamental a ser coberto durante
a orientação é o gerenciamento do tempo.

Abordagem das necessidades de orientação do aluno virtual

Necessidade de orientação do aluno virtual / Respostas da instituição
e do professor (isso é a tabela... rs)

Orientação ao programa (oferecida pela instituição)
Disponibilize um serviço de autoavaliação para determinar se a
educação on-line é adequada.
Disponibilize orientação on-line ou presencial sobre o software
educacional básico, com tutoriais on-line.
Ensine o básico da internet.
Ensine o básico da pesquisa e busca on-line: ofereça informações sobre
as demandas da aprendizagem on-line, o gerenciamento do tempo e as
diferenças do papel do professor e do aluno.


Ofereça informação e instrução sobre a comunicação adequada on-line,
incluindo os modos de dar e receber feedback, netiqueta e uso de
emotions.
Disponibilize informação sobre como e onde obter ajuda.
Disponibilize informações sobre as políticas do curso e do programa,
sobre avaliação e expectativas.
Coloque no site do curso uma explicação sobre o próprio curso, plano
de ensino e biografia dos professores.
Disponibilize informação sobre os requisitos tecnológicos para os
cursos e programas on-line.
Disponibilize informações sobre qualquer política referente ao curso
ou programa.
Orientação ao curso (disponibilizada pela instituição e pelo próprio
curso)
Coloque no site do curso o plano de ensino, explicações e biografias
dos professores.
Disponibilize informações específicas sobre como o curso e o site do
curso são organizados.
Disponibilize informações sobre as expectativas referentes aos alunos,
exigência de envio de mensagens, trabalhos e avaliação.
Apresente um arquivo de perguntas e respostas mais frequentes sobre o
curso.
Disponibilize informações específicas sobre o que os professores
esperam dos alunos e sobre o que os alunos podem esperar dos
professores.
Disponibilize informações sobre qualquer política referente ao curso
ou ao programa.

Fonte: PALLOFF & PRATT. O Aluno Virtual. Porto Alegre: Artmed, 2004,
p. 98. (Adaptação)

Renata Bonotto

unread,
Jul 1, 2009, 6:17:12 AM7/1/09
to O Aluno Virtual
Olá Antonia

On 29 jun, 09:15, Antonia Alves <antoniaalves...@yahoo.com.br> wrote:

> Por enquanto mostro para vocês meu trabalho: Orientação de Alunos
> Virtuais -http://www.aprendaki.net/conline/tutorias/Projeto_Orientacao_Alunos_V...

Consegui dar uma acompanhada no projeto que desenvolveste. Bem
interessante! E tb achei um luxo a apresentação visual =D. Realmente,
não conheço qualquer instituição que faça esse tipo de preparação/
orientação. Nas universidades americanas, o enfoque nas habilidades
escritas corresponde a uma disciplina (e certeira) em qualquer curso
de graduação presencial. Durante a leitura do livro, pensei tb em
bolar as linhas gerais de um curso nesse gênero (para ser o trabalho
final de uma disciplina do pós) mas acabei fazendo o projeto para
outro curso de capacitação.

O maior desafio que encontro é ver que
> eles (educadores) não leem e parecem ter "preguiça" de fazer; às
> vezes, me perguntam coisas básicas que estão detalhadas. Tenho
> atendido muitos no msn, mostrando inclusive o lugar em que se
> encontram as informações.

É verdade, às vezes, não conseguem mesmo quando apresentamos as telas.
Chego a pensar que tem uma dose de preguiça também; mas, confesso, que
também já aconteceu comigo de não encontrar online algo que estava tão
óbvio - e olha que eu tinha me esforçado e me considero relativamente
atenta.

> No presencial, o contato físico é fundamental para a interação; no
> virtual, são necessárias muitas "teclas" para se dizer o que poderia
> acontecer num olhar;

É verdade!!!!!! Tenho o mesmo sentimento.

> gosto muito do on-line pela possibilidade de deixar registrado o que se está discutindo, orientando;

Para quem faz pesquisa e avalia suas práticas - é mesmo ótimo o
registro

> Acredito que o online é mais consistente e profundo, se levado a sério.

Creio que a elaboração da escrita tem tudo a ver com a consistência.
Quantas vezes, me dou conta de aspectos e reavalio posicionamentos
depois do que leio o que coloquei na tela no impulso!!!



> 1.4. Você já levou a turma a dar um feedback substancial? Relate:
> Nos cursos tenho motivado os cursista a dizerem o porque determinado
> posicionamento é importante... Não tem sido fácil; às vezes, faço
> muitas intervenções nas falas/comentários até que cheguem a expressar
> algo realmente significativo.

Realmente, não é fácil. Gostei da sugestão do livro de dar exemplos
durante a orientação (no início) sobre o que é uma contribuição
substancial. Tentar melhorar as produções dos alunos ao longo do curso
geralmente requer muitas mensagens e indas e vindas.

Valeu Antonia. Na minha próxima mensagem vou comentar o seu resumo.

Abraço e bom dia.

Renata

Rita

unread,
Jul 1, 2009, 10:10:32 AM7/1/09
to O Aluno Virtual
Olá Renata e Antônia.
Atuo na parte de planejamento de treinamentos corporativos, além de
orientar os alunos preciso orientar os professores que participam dos
projetos dos treinamentos a distância. Os cursos são rápidos,
normalmente, de sistemas corportaivos. POr serem cursos rápidos a
orientação para o estudante não pode ser mto grande. Procuro enviar
informações pequenas por e-mail com a indicação de onde encontrar
informações mais completas. No ambiente virtual existe um Guia do
Aluno, este guia não fica como versão para impressão, o aluno é levado
para uma sala de aula virtual como forma de iniciar uma navegação no
ambiente virtual.
Acho que o feedback substancial é ver que a grande maioria dos alunos
conclui os cursos com uma certa facilidade, os que apresentam
dificuldades na entrega das tarefas e participação das atividades são
orientados por e-mail ou telefone. Nos cursos da minha instituição, o
registro de opinião sobre o curso é opcional, ou seja, só registra
quem realmente tem alguma coisa a acrescentar.
Antônia, o resumo ficou mto bom e parabéns pelo projeto.
Abs.
Rita

Márcia Sales

unread,
Jul 2, 2009, 4:57:16 PM7/2/09
to o-aluno...@googlegroups.com
Antônia e colegas,

Vou começar pelo trabalho que vi no portal APRENDAKI. Excelente!
Antônia, segue um vídeo muito legal, que fala do designer instrucional em EaD. São elementos básicos que devem ser considerados e que muitos cursos deixam de comtemplar na sua organização pedagógica.
http://dotsub.com/view/69436425-da0a-409d-9886-69f20bea1123
Tenho também excelente material sobre Design Educacional. Se precisar...


1. CONTE SUA EXPERIÊNCIA
1.1. Você já orientou seus alunos virtuais (ou presenciais) sobre
conhecimentos básicos de internet e informática? Como foi?
Sim, Várias vezes... Muito difícil, pois o aluno não lê o passo a passo...
Todo o material explicativo deve ser bem fácil de aplicar.

1.2. Que diferença principal você vê entre um curso presencial e um on-
line?
Responder o aluno de forma sincrona. Essa é a diferença!

1.3. Cite um exemplo de interação positiva entre alunos e professores
e/ou entre alunos nos cursos on-line:
Trabalho com formação para o uso do MOODLE. Nessa utilização da ferramenta, os alunos são agrupados em salas virtuais que passam a ser laboratórios das aulas. Essa configuração do curso em grupo é muito interessante!

1.4. Você já levou a turma a dar um feedback substancial? Relate: Sim, ao fazer uma avaliação geral do curso, envolvendo todos os componentes do curso.



Cathy

unread,
Jul 4, 2009, 11:03:30 AM7/4/09
to o-aluno...@googlegroups.com

 

CONTE SUA EXPERIÊNCIA

 

1.1. Você já orientou seus alunos virtuais (ou presenciais) sobre conhecimentos básicos de internet e informática? Como foi?

 

Olá grupo.
 

Sou Catarina Cavalcante. Trabalho na Escola da Previdência Social – EPS, na Equipe de Acompanhamento e Avaliação. Também sou conteudista e tutora da EPS.

 A EPS foi criada em 2007 com a finalidade favorecer a formação continuada dos servidores, empregados e demais colaboradores da instituição.

Para atingir esse público que alcança o número de aproximadamente 43.000 pessoas, dispersas em todas as regiões geográficas do país, a Escola adotou a Educação a Distância como modalidade de ensino-aprendizagem.

Por meio de levantamento de dados, verificou-se que a cultura dominante na Previdência Social era realizar cursos no formato presencial, sendo quase que inexistente a participação de servidores/empregados em cursos virtuais. Identificou-se, também, através dos cursos-piloto oferecidos em 2007 pela EPS que, o público-aprendiz possuía dificuldades em realizar capacitações a distância pelo não conhecimento das ferramentas de informática necessárias, bem como da sistemática de operacionalização do ambiente virtual de aprendizagem adotado pela Escola - Moodle.

Desta maneira, a coordenação da EPS identificou a necessidade de se realizar um curso que sanasse estas deficiências primárias em relação à Educação a Distância e às Novas Tecnologias de Informação e Comunicação voltadas para EAD, para que o público-aprendiz possa realizar capacitações ofertadas pela Escola de maneira produtiva e satisfatória na busca de sua formação continuada.

O Curso Aprender a Distância na Previdência contempla aspectos gerais de Educação a Distância, Ferramentas de Informática e o Ambiente Virtual de Aprendizagem adotado pela EPS (moodle). É um curso autoinstrucional tutorizado, isto é, não tem fórum de aprendizagem. O tutor apenas esclarece dúvidas. Ao término do conteúdo, o aprendiz realiza uma avaliação de aprendizagem em que ele mesmo confere os seus acertos e erros. É oferecido feedback automático. A evasão no Curso ADP está em torno de 30%

 

Como tutora dos cursos on-line da EPS percebi, que os servidores-aprendizes, ainda têm muita dificuldades com informática, com as ferramentas/recursos de interação do AVA.

 

1.2. Que diferença principal você vê entre um curso presencial e um on-line?

 

A educação presencial tem por tradição, alunos e professores ficarem face a face e ocorrer em local e horário pré-estabelecidos. Nesse formato de educação, as atividades de aprendizagem são fixas em termos de espaço e tempo e baseiam-se prioritariamente na comunicação oral síncrona, e na linguagem corporal, dentro de regras específicas e bem delimitadas. Os conteúdos, as estratégias e as pessoas estão de certa forma predeterminados.

A educação a distância on-line, concretiza-se em um espaço que se estende para além da tela de um computador, virtualmente ilimitado e atemporal. As pessoas, as informações, as atividades não são fixas. A comunicação se apóia primordialmente na escrita e na representação iconográfica de idéias e conceitos.

Os resultados de várias pesquisas mostram que NÃO há diferenças significativas entre os dois contextos educacionais, independentemente da natureza do conteúdo, nível educacional dos alunos ou mídia utilizada.

Portanto:

·        Estudar a distância NÃO é mais fácil do que estudar na forma presencial. No curso a distância, é o aprendiz e não o professor o principal responsável pelo processo de aprendizagem.

 

·        Um curso a distância NÃO será, necessariamente, mais rápido do que se for presencial. O conteúdo de um curso não diminui por ser presencial ou a distância.

 

·        Nos cursos a distância, ocorre interação, entre professor e aprendiz e entre os próprios aprendizes. Essa é uma das grandes contribuições trazidas pelas novas tecnologias ao processo de ensinar e aprender a distância.

 

·        Cursos a distância pressupõem uma maior liberdade, mas impõem,  limites de tempo para sua conclusão. Matricular-se em um curso sem prazo de término seria, por si só, um fator de pouca motivação para o aprendiz. Além disso, cursos on-line, por exemplo, não ficam no ar por tempo indeterminado.

 

1.3. Cite um exemplo de interação positiva entre alunos e professores e/ou entre alunos nos cursos on-line:

Nos cursos onde há trabalho em grupo e fóruns temáticos, por exemplo, o Curso de Formação de Tutor on-line – modalidade híbrida (a distância e presencial e um estágio supervisionado) a interação é muito positiva e podemos constatar o desenvolvimento dos aprendizes na construção do conhecimento.

 

1.4. Você já levou a turma a dar um feedback substancial? Relate:

Sim. No Curso Formação de Tutores os aprendizes deram feedback dos trabalhos em grupos.

 

Renata Bonotto

unread,
Jul 13, 2009, 3:09:53 PM7/13/09
to O Aluno Virtual
Olá Catarina,

Interessante a sua experiência. A capacitação para o aprendizado
online é uma preparação importante. Achei o nível de evasão (30%)
pequeno para um curso que funciona com pouca tutoria. O material deve
ser muito bom.

No fim do mês fiz um curso (Mini-Moodle na Aquifolium Educacional) e
tinha um(a) colega que era EPS, mas não recordo o nome. Acho que é a
primeira vez que te "encontro". Seja bem vinda!

[ ]

Renata



On 4 jul, 12:03, Cathy <cathy2...@gmail.com> wrote:
> * *
>
> *CONTE SUA EXPERIÊNCIA*
>
> *1.1. Você já orientou seus alunos virtuais (ou presenciais) sobre
> conhecimentos básicos de internet e informática? Como foi?*
>
> Olá grupo.
>
> Sou Catarina Cavalcante. Trabalho na Escola da Previdência Social – EPS, na
> Equipe de Acompanhamento e Avaliação. Também sou conteudista e tutora da
> EPS.
>
>  A EPS foi criada em 2007 com a finalidade favorecer a formação continuada
> dos servidores, empregados e demais colaboradores da instituição.
>
> Para atingir esse público que alcança o número de aproximadamente 43.000
> pessoas, dispersas em todas as regiões geográficas do país, a Escola adotou
> a Educação a Distância como modalidade de ensino-aprendizagem.
>
> Por meio de levantamento de dados, verificou-se que a cultura dominante na
> Previdência Social era realizar cursos no formato presencial, sendo quase
> que inexistente a participação de servidores/empregados em cursos virtuais.
> Identificou-se, também, através dos cursos-piloto oferecidos em 2007 pela
> EPS que, o público-aprendiz possuía dificuldades em realizar capacitações a
> distância pelo não conhecimento das ferramentas de informática necessárias,
> bem como da sistemática de operacionalização do ambiente virtual de
> aprendizagem adotado pela Escola - *Moodle*.
>
> Desta maneira, a coordenação da EPS identificou a necessidade de se realizar
> um curso que sanasse estas deficiências primárias em relação à Educação a
> Distância e às Novas Tecnologias de Informação e Comunicação voltadas para
> EAD, para que o público-aprendiz possa realizar capacitações ofertadas pela
> Escola de maneira produtiva e satisfatória na busca de sua formação
> continuada.
>
> O *Curso Aprender a Distância na Previdência* contempla aspectos gerais de
> Educação a Distância, Ferramentas de Informática e o Ambiente Virtual de
> Aprendizagem adotado pela EPS (moodle). É um curso autoinstrucional
> tutorizado, isto é, não tem fórum de aprendizagem. O tutor apenas esclarece
> dúvidas. Ao término do conteúdo, o aprendiz realiza uma avaliação de
> aprendizagem em que ele mesmo confere os seus acertos e erros. É oferecido *
> feedback* automático. A evasão no Curso ADP está em torno de 30%
>
> Como tutora dos cursos on-line da EPS percebi, que os servidores-aprendizes,
> ainda têm muita dificuldades com informática, com as ferramentas/recursos de
> interação do AVA.
>
> *1.2. **Que diferença principal você vê entre um curso presencial e um
> on-line?*
> *1.3. Cite um exemplo de interação positiva entre alunos e professores e/ou
> entre alunos nos cursos on-line:*
>
> Nos cursos onde há trabalho em grupo e fóruns temáticos, por exemplo, o
> Curso de Formação de Tutor on-line – modalidade híbrida (a distância e
> presencial e um estágio supervisionado) a interação é muito positiva e
> podemos constatar o desenvolvimento dos aprendizes na construção do
> conhecimento.
>
> *1.4. Você já levou a turma a dar um feedback substancial? Relate: *

Janeide-Profª UFCG/CCJS

unread,
Jul 14, 2009, 11:49:07 AM7/14/09
to o-aluno...@googlegroups.com
Olá Renata,
Que tal contar aqui sua experiencia com o Mini-Moodle?
[]Janeide

 
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http://www.linhadefensiva.org/encaminhe-suspeito/
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