{O Aluno Virtual} começando o 2... respondendo sobre comunidade de aprendizagem

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Janeide - Profª UFCG/CCJS

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Apr 22, 2009, 7:51:00 PM4/22/09
to o-aluno...@googlegroups.com
Olá pessoal,
Segue uma cópia de uma tese com excelente material sobre comunidade virtual de aprendizagem.
[]Janeide


2009/4/22 Rita <rcalb...@gmail.com>

Olá pessoal.
Ainda estou aguardando chegar o livro comprado pela Internet para dar
continuidade a leitura dos capítulos, enquanto isso, respondo a
pergunta da Márcia: O QUE É UMA COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM ON-LINE?
NÓS FORMAMOS UMA?

Acredito que formamos sim uma comunidade de aprendizagem pois aqui
encontram-se pessoas com objetivo em comum (ponto básico) e ainda
percebe-se a afinidade entre os membros nas trocas, interesses,
interação, colaboração, cooperação.

Para complementar, compartilho as definições que uma colega deu sobre
comunidade:
"-  a palavra chave para alguém pertencer a uma comunidade é o
INTERESSE nela;
- Wikipedia: Comunidade pode ser entendida como um conjunto de seres
vivos inter-relacionados que habita um mesmo lugar;
- Do ponto de vista da ecologia, comunidade - também chamada biocenose
- é a totalidade dos organismos vivos que fazem parte do mesmo
ecossistema e interagem entre si;
- Do ponto de vista da sociologia, uma comunidade é um conjunto de
pessoas com interesses mútuos que vivem no mesmo local e se organizam
dentro dum conjunto de normas. Os estudantes que vivem no mesmo
dormitório formam uma comunidade, assim como as pessoas que vivem na
mesma aldeia cidade ou no mesmo bairro;
- Comunidade também pode ser entendida como um conjunto de pessoas que
se relacionam virtualmente através da web;
- Sob o ponto de vista da Sociologia, devem existir regras explicitas
de convivência e, realmente haver afinidades entre os membros, trocas,
interação e colaboração para que ela exista como comunidade. O mesmo
se aplica a sua versão via web, como comunidade virtual-CV, pois são
as mesmas pessoas, com os mesmos interesses, regras explicitas,
interagindo e colaborando soh que virtualmente;
- Comunidade virtual é um caso particular das comunidades sociais.
Elas podem ser, segundo sua aplicação: De Pratica (desenvolvem
conhecimentos e habilidades práticas.), Interesse e de Aprendizagem
(voltadas para ensino não presencial)."

Abs.
Rita




On 22 abr, 13:58, Márcia <profa.marc...@gmail.com> wrote:
> Vamos lá: Capítulo 2!
> O lado do aluno nas comunidades de aprendizagem on-line
> 1. Definindo a comunidade de aprendizagem on-line
> 2. O papel do aluno na formação da comunidade on-line
> 3. Ampliando ao máximo a interação
> 4. Expressando o conteúdo sem sacrificar a interação
> 5. Pensamentos finais
>
> Voluntários? Só me lembro do Valmir...
> Aguardando adesões e começando com a pergunta:
> O QUE É UMA COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM ON-LINE? NÓS FORMAMOS UMA?




--
Não imprima, não revele, ler no monitor é uma questão de hábito, a natureza agradece!
Um litro de tinta de impressora custa R$ 6.000,00.
Use software livre!
VERA-CANTEIRO PARA GERMINAÇÃO DE COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM ON-LINE.pdf

Márcia

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Apr 23, 2009, 10:10:57 AM4/23/09
to O Aluno Virtual
Olá Janeide!
Sim, esse material é muito bom!
Faço esse destaque:

"Para Lévy (1998c), a comunidade virtual está associada às afinidades/
sentimentos que permeiam a sua organização. Ao tratar desse tema, o
autor aborda, principalmente, características que podem ser observadas
nessas comunidades: o que une seus membros e as relações sociais que
se estabelecem entre eles, ou seja, problemas, conflitos, paixões e
amizades. Segundo esse autor:

"Uma comunidade virtual pode, por exemplo, organizar-se sobre uma base
de afinidade por intermédio de sistemas de comunicação telemáticos.
Seus membros estão reunidos pelos mesmos núcleos de interesse, pelos
mesmos problemas: a geografia, contingente, não é mais nem um ponto de
partida, nem uma coerção. Apesar de “não-presente”, essa comunidade
está repleta de paixões e de projetos, de conflitos e de amizades. Ela
vive em lugar de referência estável: em toda parte onde se encontrem
seus membros móveis...ou em parte alguma. A virtualização reinventa
uma cultura nômade, não por uma volta ao paleolítico nem às antigas
civilizações de pástores, mas fazendo surgir um meio de interações
sociais onde as relações se reconfiguram com um mínimo de inércia". (p.
20-21)

Com relação à comunidade virtual de aprendizagem, Palloff & Pratt
(1999) apresentam alguns indicadores que marcam sua existência. São
eles: 26
* Interação ativa envolvendo tanto o conteúdo do curso quanto as
comunicações pessoais;
* Aprendizagem colaborativa evidenciada por comentários feitos
principalmente entre os estudantes mais do que entre os estudantes e o
instrutor;
* Evidência de significado construído socialmente por acordos e
questionamentos com o intuito de chegar a acordos sobre problemas de
significado;
* Troca de fontes de informação entre os estudantes;
* Expressões de apoio e encorajamento trocadas entre os estudantes,
assim como disposição de avaliar criticamente o trabalho de outros.

No Livro: Modelos pedagógicos em educação a distância, de Patricia
Alejandra Behar, ele afirma:

"Evidentemente que não é só devido à introdução das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC) na Educação a Distância (EAD) que está
ocorrendo
uma crise paradigmática na Educação, mas com ela fica mais evidente e
clara a necessidade de realizar mudanças significativas nas práticas
educacionais
e, consequentemente, no modelo pedagógico. Portanto, pode-se dizer que
um novo espaço pedagógico está em fase de gestação, cujas
características
são: o desenvolvimento das competências e das habilidades, o respeito
ao ritmo individual, a formação de comunidades de aprendizagem e as
redes de
convivência, entre outras. É preciso enfocar a capacitação, a
aprendizagem, a educação aberta e a distância e a gestão do
conhecimento. Assim, estudos sobre
construção do conhecimento, autonomia, autoria e interação contribuem
para a construção de um espaço heterárquico, sendo que esse é pautado
pela
cooperação, pelo respeito mútuo, pela solidariedade, por atividades
centradas no aprendiz e na identificação e na solução de problemas.
Nesse processo,
configuram-se os alicerces deste novo modelo que está emergindo" (p.
16).

Coloquei o 1º capítulo do livro para download na 1ª página, por
apresentar uma discussão interessante sobre paradigmas + modelos
pedagógicos. Vale a pena ler.

Helcie Lustre

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Apr 23, 2009, 11:55:06 AM4/23/09
to o-aluno...@googlegroups.com

Antonia Alves

unread,
Apr 26, 2009, 10:08:54 AM4/26/09
to O Aluno Virtual
Eu sou fascinada por este tema das Comunidades Virtuais de
Aprendizagem. Desde 1998 estou aprofundando o conceito da
Educomunicação (aproximação intencional entre Comunicação e Educação
com o objetivo de ampliar o coeficiente comunicativo das relações). O
conceito vem sendo estudado e sistematizado pelo Núcleo de Comunicação
& Educação da ECA/USP e tem o professor Ismar de Oliveira Soares como
o principal expoente no Brasil e no mundo. O conceito é fruto da
Teoria da Recepção - teoria das mediações - oriunda da América Latina
desde os anos 70 e tem Jesús Martín-Barbero e Nestor Canclini como
principais estudiosos da área.

O Professor Ismar fez um estudo no seu pos-doutorado com Rena Palloff
e Keith Pratt nos EUA estudando sua perspectiva e fazendo ligação com
a Educomunicação. Desde essa época, eu não deixei mais de ver os
estudos dos americanos como essência educomunicativa e tenho procurado
colocar essa perspectiva em tudo que faço, tanto que quero fazer meu
mestrado nessa área.

A Educomunicação se materializa em algumas áreas de intervenção
social, tais como: Formação para a Comunicação, Expressão e Artes,
Mediação Tecnológica e Gestão da comunicação nos espaços educativos.
"No caso caso da educação a distância, o tema pode ser incluído na
área das mediações tecnológicas. A educomunicação distingue, contudo,
o conceito de mediação tecnológica do tradicional conceito de
tecnologia educativa, por entender este último demasiadamente
comprometido com a perspectiva funcionalista e mecanicista de
educação. Sobre outra ótica, incorpora o coneito de tecnologia
educativa sempre que seu destino compreenda a ampliação do coeficiente
comunicativo de todos os atores do processo educativo." (SOARES, 94
in: SILVA, 2006 - Livro Educação Online que tem Marco Silva como
organizador).

Soares fala da EAD como geradora de comunidades virtuais. Eu gostaria
de partilhar alguns pontos de suas reflexões a partir da perspectiva
de Palloff e Prat:

Os autores "examinam o problema das interrelações presentes no ato de
ensinar/aprender a distância. (...) O objeto de sua pesquisa é a busca
do coeficiente de comunicação existente nas relações que se produzem
em torno dos programas de ensino a distância. Suas perguntas mais
comuns são: como descobrir se os alunos estão ou não envolvidos com o
programa de estudos? Como avaliar a frequência com que se mantêm
conectados e qual sua efetiva participação? Como saber se os
estudantes estão ou não passando por dificuldades em entender o que
lhes é sugerido aprender? É possível perceber e seguir as emoções dos
estudantes no ato de aprender? Como devemos trabalhar com os conflitos
e os mal-entendidos que coma frequência surgem nas relações entre
professor (instrutor) e alunos? (e fundamentalmente,) Como se
articulam as relações - entre os participantes dos cursos e as
máquinas que operam? Entre o facilitador e os estudantes? Entre os
próprios estudantes?" (idem, p. 97)

Soares continua dizendo que buscando respostas a esses
questionamentos, os autores identificaram alguns aspirações comuns aos
que procuram EAD: "a expectativa de serntirem-se online (...) a
necessidade de comunicação ou de sentir-se conectadoi representa um
objetivo maior que o próprio conteúdo do curso a que estão
vinculados". (idem). Afirma que os autores americanos "acreditam que
os relacionamentos criados no espaço virtual podem ser mais intensos
emocionalmente do que as inibições criadas pela comunicação face a
face" e acreditam que o fator da comunicação gera o conhecimento mais
que o conteúdo transmitido.

O professor Ismar continua aprofundando os estudos de Palloff e Prat
também sob o enfoque da gestão de processos comunicacionais (outra
área da educomunicação) que exige um profissional (educomunicador) que
responda às perguntas formuladas anteriormente. Para Soares uma
pergunta básica e fundamental nesse processo é "como evitar que seu
empreendimento seja tão somente um projeto de marketing educativo
visando o lucro fácil e rápido, convertendo-o num efetivo sistema
comunicativo facililitador do processo de construção do
conhecimento?" (idem, p. 99). Ismar diz que os autores respondem a
essa questão falando da maneira como os gestores concebem suas
relações com os cursistas e defendem "um fluxo livre e interativo de
aprendizagem".

Após uma reflexão sobre a redefinição de comunidades virtuais, Soares
diz:
"As experiências de Palloff e Prat demonstram que as comunidades
virtuais seguem o caminho semelhante ao percorrido pelas comunidades
presenciais: elas se formam, criam normas, entram em conflitos, se
desenvolvem e se reestruturam. Os autores chamam a atenção de que os
conflitos são necessários para consolidar atais comunidades, pois
possibilitam que as pessoas se posicionem e busquem elementos de
conciliação de seus interesses.(...) Outro benefício do conflito é o
auxílio que prestam ao próprio processo de aprendizagem."( idem, p.
100)

Para Soares a proposta desses autores é essencialmente construtivista
e educomunicativa, pois "enfatiza o senso de participação, o pleno uso
dos recursos tecnológicos da informação, a autonomia dos sujeitos, o
espírito de iniciativa, o pensamento crítico, o diálogo colaborativo e
o compromisso com o crescimento conjunto de todos os membros da
comunidade virtual.(...) Soares defende que o educomunicador, por já
ter dado extrema contribuição à preparação e lançamento do curso, pode
agora, "agir como gestor de processos comunicativos, incentivando a
participação de todos e promovendo ambientes de descontração quem, em
certas circunstâncias, levarão a desvios de atenção em relação a
conteúdos específicos dos cursos, sempre úteis se o objetivo for
permitir a permanência do interesse de todos no processo de
aprendizagem." (idem, p. 101)

Quis partilhar essas citações com vocês por acreditar que a
contribuição dos autores americanos enriquecem o conceito
educomunicativo e pode proporcionar a vivência de comunidades virtuais
de aprendizagem pautadas na negociação de sentido e conteúdos, na
valorização das contribuições dos aprendizes e na democracia
construída conjuntamente entre os atores do processo formativo. Isso
porque a educomunicação é democrática, dialógica e interdiscursiva.

Almerinda Garibaldi

unread,
Apr 26, 2009, 1:20:38 PM4/26/09
to o-aluno...@googlegroups.com
Antônia, usei o vermelho para comentar sua mensagem. Obrigada pela oportunidade que você me ofereceu para refletir sobre Educomunicação!
Almerinda

2009/4/26 Antonia Alves antonia...@yahoo.com.br

Eu sou fascinada por este tema das Comunidades Virtuais de
Aprendizagem. Desde 1998 estou aprofundando o conceito da
Educomunicação (aproximação intencional entre Comunicação e Educação
com o objetivo de ampliar o coeficiente comunicativo das relações). O
conceito vem sendo estudado e sistematizado pelo Núcleo de Comunicação
& Educação da ECA/USP e tem o professor Ismar de Oliveira Soares como
o principal expoente no Brasil e no mundo. O conceito é fruto da
Teoria da Recepção - teoria das mediações - oriunda da América Latina
desde os anos 70 e tem Jesús Martín-Barbero e Nestor Canclini como
principais estudiosos da área.
Antonia, se você está fascinada, eu mais ainda com o conceito de Educomunicação,
eu mais ainda. Explico: na graduação fiz Letras/4 Semestres de Comunicação/Letras (conclusão).
Daí me tornei professora de Inglês e de 2000 até hoje trabalho utilizando projetos  de aprendizagem
de línguas em meio eletrônico; e pesquisei p/ meu mestrado em Linguística Aplicada (conclusão em 2004) a interação em um desses projetos
entre Taguatinga-DF e o Iran. Faço parte de uma rede de aprendizagem por projetos (iEARN) e continuo
estudando e desenvolvendo projetos com o uso de tecnologia.
em


O Professor Ismar fez um estudo no seu pos-doutorado com Rena Palloff
e Keith Pratt nos EUA estudando sua perspectiva e fazendo ligação com
a Educomunicação. Desde essa época, eu não deixei mais de ver os
estudos dos americanos como essência educomunicativa e tenho procurado
colocar essa perspectiva em tudo que faço, tanto que quero fazer meu
mestrado nessa área.
Estou quase em final de carreira como professora mas olhe, sua mensagem me surpreendeu de tal forma que se for continuar
meus estudos, gostaria que fosse nessa área, pois acredito que, por muitas práticas já realizadas e por minha abordagem de ensinar, acredito que sou uma Educomunicadora com grandes perspectivas de ampliar meus conhecimentos com a ajuda também das comunidades de aprendizagem como esta. Acredite que sua mensagem me trouxe inspiração.


A Educomunicação se materializa em algumas áreas de intervenção
social, tais como: Formação para a Comunicação, Expressão e Artes,
Mediação Tecnológica e Gestão da comunicação nos espaços educativos.
"No caso caso da educação a distância, o tema pode ser incluído na
área das mediações tecnológicas. A educomunicação distingue, contudo,
o conceito de mediação tecnológica do tradicional conceito de
tecnologia educativa, por entender este último demasiadamente
comprometido com a perspectiva funcionalista e mecanicista de
educação. Sobre outra ótica, incorpora o coneito de tecnologia
educativa sempre que seu destino compreenda a ampliação do coeficiente
comunicativo de todos os atores do processo educativo." (SOARES, 94
in: SILVA, 2006 - Livro Educação Online que tem Marco Silva como
organizador).
Você me ajudou a dar nome ao que eu faço: Gestão da Comunicação nos Espaços Educativos.
Na escola onde leciono (CILT) me chamam de Coordenadora de Projetos, mas sou mais que isso. 
Tenho uma forte expeeriência em questões de mediação e comunicação. Explico: o último projeto internacional
que foi realizado, aconteceu com a presença de duas professoras estagiárias da Universidade de Queens
no Canadá. Toda a comunicação com elas e planejamento dos projetos das turmas de lá com nossas turmas
foi feita online e teve início em Setembro/2008. Elas passaram 3 semanas entre nós interagindo com nossos
alunos e professores. E a interação continua na Wiki que fizeram para acolher os projetos.


Soares fala da EAD como geradora de comunidades virtuais. Eu gostaria
de partilhar alguns pontos de suas reflexões a partir da perspectiva
de Palloff e Prat:

Os autores "examinam o problema das interrelações presentes no ato de
ensinar/aprender a distância. (...) O objeto de sua pesquisa é a busca
do coeficiente de comunicação existente nas relações que se produzem
em torno dos programas de ensino a distância. Suas perguntas mais
comuns são: como descobrir se os alunos estão ou não envolvidos com o
programa de estudos? Como avaliar a frequência com que se mantêm
conectados e qual sua efetiva participação? Como saber se os
estudantes estão ou não passando por dificuldades em entender o que
lhes é sugerido aprender? É possível perceber e seguir as emoções dos
estudantes no ato de aprender? Como devemos trabalhar com os conflitos
e os mal-entendidos que coma frequência surgem nas relações entre
professor (instrutor) e alunos? (e fundamentalmente,) Como se
articulam as relações - entre os participantes dos cursos e as
máquinas que operam? Entre o facilitador e os estudantes? Entre os
próprios estudantes?" (idem, p. 97)
A busca de coeficiente é um conceito matemático. Seria então uma pesquisa quantitativa?
Será que é possivel medir tal coeficiente? Seria possível medir o envolvimento dos alunos
com o programa de estudos? A frequência com que se mantém conectados já é detectada pelo
Moodle em minutos - há como medir. As outras perguntas têm a ver com o conceito de interação que por sua vez tem a ver com a aprendizagem colaborativa e há uma relção direta entre os dois conceitos: quanto maior a colaboração, maior será a interação. Isso porque a interação tem origem na identificação no conhecimento pessoal de cada participante ... quantas coisas não estou deixando escapar de mim mesma aqui nas entrelinhas do meu texto ???
 


Soares continua dizendo que buscando respostas a esses
questionamentos, os autores identificaram alguns aspirações comuns aos
que procuram EAD: "a expectativa de serntirem-se online (...) a
necessidade de comunicação ou de sentir-se conectadoi representa um
objetivo maior que o próprio conteúdo do curso a que estão
vinculados". (idem). Afirma que os autores americanos "acreditam que
os relacionamentos criados no espaço virtual podem ser mais intensos
emocionalmente do que as inibições criadas pela comunicação face a
face" e acreditam que o fator da comunicação gera o conhecimento mais
que o conteúdo transmitido.
 
Me fez lembrar Krashen e sua teoria do filtro afetivo - quanto mais baixo o filtro afetivo, mais descontraído o aluno
se sente para se comunicar. Em ambiente eletrônico, o filtro afetivo é consideravelmente mais baixo que em ambiente
presencial. Acredito que é importante se sentir online/conectados, talvez mais que o conteúdo do curso. Mas o que origina disso
é o aluno ser aceito por um grupo; ser parte; estar dentro de uma comunidade como em nossa época de adolescentes quando
era tão importante ser aceito pela turma.


O professor Ismar continua aprofundando os estudos  de Palloff e Prat
também sob o enfoque da gestão de processos comunicacionais (outra
área da educomunicação) que exige um profissional (educomunicador) que
responda às perguntas formuladas anteriormente. Para Soares uma
pergunta básica e fundamental nesse processo é "como evitar que seu
empreendimento seja tão somente um projeto de marketing educativo
visando o lucro fácil e rápido, convertendo-o num efetivo sistema
comunicativo facililitador do processo de construção do
conhecimento?" (idem, p. 99). Ismar diz que os autores respondem a
essa questão falando da maneira como os gestores concebem suas
relações com os cursistas e defendem "um fluxo livre e interativo de
aprendizagem".
Trabalho atualmente coordenando um projeto da Adobe chamado "Criando com proposta"( creating with purpose). Utilizamos
os programas de foto e vídeo que nos mandam atualizados há dois anos. Os professores treinados desenvolvem com suas turmas amostras de mídias com a utilização dos softwares e trocam disponibilizam tanto na comunidade Adobe quanto em outro recurso como o Youtube. Quando li sobre projeto de marketing, claro que pensei que dentro dos projetos ditos "educativos" há os que tentam unir os interesses comerciais aos educacionais. Como evitar eu não sei. Mas acredito que dependendo dos programas, há como conciliar propostas sérias com práticas eficientes de profissionais sérios, responsáveis e comprometidos com a causa maior da educação que é a construção do conhecimento.

Após uma reflexão sobre a redefinição de comunidades virtuais, Soares
diz:
"As experiências de Palloff e Prat demonstram que as comunidades
virtuais seguem o caminho semelhante ao percorrido pelas comunidades
presenciais: elas se formam, criam normas, entram em conflitos, se
desenvolvem e se reestruturam. Os autores chamam a atenção de que os
conflitos são necessários para consolidar atais comunidades, pois
possibilitam que as pessoas se posicionem e busquem elementos de
conciliação de seus interesses.(...) Outro benefício do conflito é o
auxílio que prestam ao próprio processo de aprendizagem."( idem, p.
100)
 
Os conflitos podem auxiliar na construção do conhecimento. É pela argumentação e pelas
relações dialógicas que aprendemos e ampliamos nossos conceitos e nossa aprendizagem.


Para Soares a proposta desses autores é essencialmente construtivista
e educomunicativa, pois "enfatiza o senso de participação, o pleno uso
dos recursos tecnológicos da informação, a autonomia dos sujeitos, o
espírito de iniciativa, o pensamento crítico, o diálogo colaborativo e
o compromisso com o crescimento conjunto de todos os membros da
comunidade virtual.(...) Soares defende que o educomunicador, por já
ter dado extrema contribuição à preparação e lançamento do curso, pode
agora, "agir como gestor de processos comunicativos, incentivando a
participação de todos e promovendo ambientes de descontração quem, em
certas circunstâncias, levarão a desvios de atenção em relação a
conteúdos específicos dos cursos, sempre úteis se o objetivo for
permitir a permanência do interesse de todos no processo de
aprendizagem." (idem, p. 101)
Pela minha experiência como aluna virtual, percebo que poucos ainda entendem a questão de " compromisso com o crescimento
conjunto da comunidade virtual". Os diálogos acontecem, mas nem sempre todos os alunos são "abertos mentalmente" para receber e oferecer da mesma forma. As participações  podem melhorar nesse aspecto dependendo como/o quanto o tutor
 estimula. Há uma melhora, entretanto o que eu percebo é que o tempo é curto para estabecermos laços, cultivarmos a interação. Falo por mim mesma, pois nem sempre tenho tempo disponível para ampliar minhas relações nos ambientes dos cursos online.

Quis partilhar essas citações com vocês por acreditar que a
contribuição dos autores americanos enriquecem o conceito
educomunicativo e pode proporcionar a vivência de comunidades virtuais
de aprendizagem pautadas na negociação de sentido e conteúdos, na
valorização das contribuições dos aprendizes e na democracia
construída conjuntamente entre os atores do processo formativo. Isso
porque a educomunicação é democrática, dialógica e interdiscursiva.
 
Antônia, acredito não falar muito adequadamente sobre os tópicos pois sou educadora, mas não da área da educação em si. Agora, como educomunicadora, o que eu acho é que esses estudos Palloff, Prat e Soares ampliarão nossos conceitos das relações online. Como você, também gostaria de saber mais sobre tais conceitos que, certamente, irão auxiliar nos novos modelos/planejamentos de cursos a distância e mesmo os presenciais. Afinal, a comunicação perpassa todas as áreas profissionais e contribuem para relações mais voltadas ao respeito aos seres humanos.
 
Obrigada
 
Almerinda Garibaldi  

--
Almerinda Garibaldi
iEARN-Brasil
Educadores Globais
#55 61 81258295

Antonia Alves

unread,
Apr 27, 2009, 9:44:01 AM4/27/09
to O Aluno Virtual
Almerinda, obrigada pela intervenção!
Pena que não apareceu em vermelho suas ponderações... mas consegui
identificá-las.
Gostei de ouvir sua prática educomunicativa.

O professor Ismar na última entrevista concedida ao Aprendaki falou da
educomunicação como vocação, sendo assim, há muitos educomunicadores
espalhados por aí sem saber que são; no entanto, há inúmeros outros
que por mais que tentem não conseguem por uma formação autoritária,
antidemocrática e centralizadora.
Link da entrevista/2008 - http://www.aprendaki.com.br/entrevista_ver.asp?id=102
entrevista em 2007 - http://www.aprendaki.com.br/entrevista_ver.asp?id=31

Abraços da Antonia
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