Leleco, Nezo, boa
tarde!
Desculpem-me a intromissão
mas, já que vcs estão falando do Barão de Guaraúna, tenho uma pequena história
para lhes contar.
O Barão de Guaraúna era
tio-avô do Seu Celso casado com uma irmã de seu bisavô Antonio Francisco
Baptista Rozas. O Barão teve uma filha única e a família queria que
ela se casasse com o Seu Euzébio (seu primo). O Seu Euzébio éra pai do Seu
Celso.
Quando o Seu Celso foi
noivar com a Da.Ida, levou num pacotinho amassado de jornal velho, um
punhado de brilhantes e lhe mostrou para ela escolhesse tais brilhantes para
encomendar um anel e brincos de noivado.
Tratava-se dos botões da
camisa do traje de gala do Barão der Guaraúna.
A propósito, a Rachel tem até
hoje uma cópia do testamento do Barão de Guaraúna que pertencia ao Seu
Celso. Acho que uma relíquia história de Ponta Grossa! Uma certa vez
eu li tal documento e o achei muito bonito pelas minúcias em contos de
réis.
Veja como é o destino, tais
jóias foram dadas para a Regina Luisa quando fez 15 anos e que se casou
com um cara de Guaraúna, cujas jóias, mais tarde, foram dadas para a
Mônica quando casou e estão com ela até hoje.
Creio que ela somente usou
tais joias em seu casamento. Não me lembro de tê-la visto usando em outra
cerimônia ou ocasião especial.
Eu dei muitas joias para a
Regina ao longo de nossa vida, desde quando jovens até nos últimos
dias.
Quando ela faltou, eu não
inclui tais bens no inventário, até por esquecimento.
Como todas as joias,
inclusive meu anel de formatura, ficaram com a Mônica, disse ao Fabiano que
ainda era um jovem acadêmico, sem emprego e renda, que dividisse tais joias com
a irmã.
Depois, a Mônica me disse que
o Fabiano lhe dissera que não queria nada e que se ele um dia tivesse uma filha,
deixava a critério da Mônica escolher uma joia bem bonita de sua mãe e desse
então a sua filha.
Pareço estar aqui elogiando o
Fabiano mas, na verdade, admirei sua sensibilidade e controle de suas ambições,
respeitando as joias da mãe não pelo valor financeiro de mercado mas, como um
bem de uso pessoal que marcava a presença de sua mãe pelo valor afetivo que
representa.
Não sei identificar o grau de
parentesco da Mônica e do Fabiano em relação ao Barão de Guaraúna mas, acho que
seria mais que trisavô pois, era tio-bisavô do Seu Celso e este era avô da
Mônica e do Fabiano.
O Nezo que é entendido
em árvores genealógicas e heráldica talvez possa nos dizer com
propriedade.
Bem, usando um pouco de
auto-crítica, tenho percebido que estou me tornando um Forest Gamp do
Bigorrilho, sempre tenho uma história para contar! Hehehe...
Um bom final de semana para
vcs e eu que somos de Valinhos e pensam que são de Guaraúna!
kakaka...
Um abraço,
Tom