Fil II - PACTO e proteção ignorante... Enc: Educação no Brasil

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Pedro Luiz

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Nov 8, 2014, 8:23:17 AM11/8/14
to soc-ee-qui-fam-pedro luiz - pma-MN - y GT-PP-CL-AFIPE, org-ufmg-FAE-fil-Nucleo Fil Ens - GGoo, org-ufmg-FAE-fil-Nucleo Fil Ens - GYah, org-ufmg-fafich-fae-fil-uirapuru.filosofia, org-ufmg-fil-Marcelo Marques - prof fil, org-ufmg-fil-Patricia Kauark - prof fil, soc-ee-erel-soc-alda carla, soc-ee-fil-jose americo - SOS BR381, soc-ee-fil-jose cecilio pma-M, soc-ee-fil-soc-guilherme claudio pma-M, soc-ee-fil-soc-robson rbds pma-M, soc-ee-soc-sueligomes pma-M 2014, Soc-fil-AFIPE-Amélia Cristina Prieto, Soc-fil-AFIPE-amigosdeespinosa, Soc-fil-AFIPE-andreaveredas, Soc-fil-AFIPE-Azenildo Moura, Soc-fil-AFIPE-brunodicastro, Soc-fil-AFIPE-carlos.profilos, Soc-fil-AFIPE-Chrislay fernanda, Soc-fil-AFIPE-cleverson, Soc-fil-AFIPE-Fagner, Soc-fil-AFIPE-Fátima Furtado de C. Martins, Soc-fil-AFIPE-gilsoncsa, Soc-fil-AFIPE-helen.spereira, Soc-fil-AFIPE-Juliana Pereira, Soc-fil-AFIPE-Luiz Felipe Lopes Cunha, Soc-fil-AFIPE-marcelofilo40, Soc-fil-AFIPE-marcilene7, Soc-fil-AFIPE-Terezinha Cristina Rocha, Soc-fil-AFIPE-XXXdaniela vieira, Soc-fil-AFIPE-XXXeducacaoparaopensar, Soc-fil-AFIPE-XXXehg, Soc-fil-AFIPE-XXXisa, Soc-fil-AFIPE-XXXjgaestevam, Soc-fil-AFIPE-XXXjpsr25, Soc-fil-AFIPE-XXXmarabato, Soc-fil-AFIPE-XXXphilosophos2005, Soc-fil-AFIPE-XXXtransfigurado, soc-fil-André Luiz GT-CL-AFIPE, soc-fil-eric renan ramalho
marina,



esta leitura é capitalista... competitiva e desmotivadora para progredirmos...

veja a mesma ideia sob outro prisma mais real:

seculo XX:
em 1905 o Brasil tinha 10% das crianças na escola e a argentina e uruguai e chile tinham 80%
detalhe: colonias portuguesas holandesas e espanholas

em 1970 o Brasil tinha 10%(continuava) das crianças na escola e a argentina e uruguai e chile tinham 90%

em junho de 2014 o Brasil Aprova o Primeiro Plano Nacional de Educação após 100 anos de maior empenho...
 
 
 
 
 
 
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ou seja, estamos começando agora e por isso não temos nenhum compromisso de Ranking internacional...

O PACTO do Ensino Médio (menos mau, mas que penso que deveria ser "da Educação Básica") significa que as tentativas imperialistas e escravagistas não deram certo e estão consultando os professores, que reconheceram que são os únicos que sabem sobre Educação, para que digam como posicionar este INÍCIO de Educação do Brasil, para que consigamos crescer...

nosso problema básico é APENAS levar os/as professores/as a entenderem isso, pois não basta mais, obedecer...

por isso, a necessidade de participação de TODOS...

retomando o texto... daí, o problema apresentado no texto que você trouxe, não é nosso, mas dos que estão na frente há mais de 1000 anos, nunca foram escravos e só chegaram até onde estão... com guerras etc e tal...

agradecemos pela sua contribuição de provocação...

caminhemos...
 
P Pedro Luiz Qui




Em Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014 18:05, Marina Ramos <vilel...@yahoo.com.br> escreveu:


olha onde vai dar nossas discussões Pedro.


Em Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014 11:04, Mário Ramos Vilela <mrvi...@msn.com> escreveu:


Valor. Ed. de 05/11/2014 às 05h00

Para inserir o Brasil no século XXI

Por Jorge Arbache
iStock/Getty Images
A OCDE publicou recentemente um interessante estudo cujo objetivo foi produzir séries históricas internacionais de educação. O estudo mostra que, em 1870, a escolaridade média da população brasileira acima de 15 anos era de 0,5 ano. Naquele mesmo período, Austrália, Estados Unidos e Canadá, países jovens como o nosso, tinham escolaridade média substancialmente maior: 3,1, 5,6 e 5,7 anos, respectivamente. Logo, enquanto a imensa maioria da população brasileira ainda era analfabeta, as daqueles países já tinham atingido níveis respeitáveis de escolaridade.
Cento e trinta anos mais tarde, a escolaridade média do Brasil era de 7,5 anos, marca relativamente mais próxima dos cerca de 13 anos de Austrália, Estados Unidos e Canadá. O problema é que esses países tinham atingido aquela escolaridade já no início do século XX, o que nos leva à perturbadora conclusão de que o nosso atraso educacional é de um século.
Por certo, são muitas as causas deste imenso retardo educacional, sendo a estrutura econômica possivelmente a mais relevante. Na condição de economia baseada na monocultura e no trabalho escravo, a realização de lucros no século XIX pouco ou nada dependia dos benefícios da escolarização da força de trabalho, o que, provavelmente, teria contribuído para que a educação permanecesse às margens das políticas públicas. Mas o fim da escravidão e a fundação da República pouco alterariam a situação da educação no país, que ainda continuaria estagnada por décadas, presumivelmente em razão da persistente centralidade da produção de commodities para a economia.
A atividade que valoriza o conhecimento, cria emprego de qualidade e coloca o país nas cadeias globais é a indústria
Nem a rápida urbanização, nem tampouco a industrialização observada no pós-guerra levariam à expansão significativa da educação. De fato, em 1950, a escolaridade média era de meros 2,4 anos; vinte anos depois, ela ainda estava em 3,8 anos. Uma possível explicação para este modesto avanço é que a indústria que então se desenvolvia ancorava-se no modelo de industrialização por substituição de importações voltada para o mercado interno e, portanto, pouco dependia da produtividade e da incorporação de novas tecnologias para se viabilizar economicamente.
O atraso educacional do Brasil nos deixou ao menos seis legados. Primeiro, na medida em que a educação está empiricamente associada à produtividade do trabalho, o nosso crescimento econômico passaria a depender basicamente da incorporação de mais força de trabalho e de mais estoque de capital. Não por acaso, tanto transformação demográfica como escassez de poupança explicam ao menos parte da desaceleração do nosso crescimento.
Segundo, na medida que a educação está empiricamente associada ao desenvolvimento e uso de novas tecnologias, a economia brasileira permaneceria tecnologicamente atrasada. Ao ser exposta à competição internacional, a indústria passaria a enfrentar dificuldades e a perder espaço na economia. O setor de serviços, notadamente o de consumo, expandir-se-ia e tornar-se-ia largamente predominante na economia, porém, criando empregos de baixa qualidade em razão da sua diminuta produtividade.
Terceiro, na medida que a educação está empiricamente associada ao rendimento do trabalho, grande parte da população seguiria percebendo salários baixos, o que ajudaria a explicar duas das maiores chagas do Brasil, que são a pobreza e a desigualdade de renda.
Quarto, na medida que a educação está empiricamente associada à geração e acumulação de riquezas, o nosso atraso educacional viria a contribuir para explicar a condição do Brasil de economia periférica.
Quinto, na medida que a educação também está associada empiricamente à incidência de crimes, condições de saúde, qualidade das instituições e estabilidade política, então o nosso atraso educacional viria a afetar a qualidade de vida e o ambiente para se fazer negócios.
Sexto, embora o hiato entre a nossa escolaridade média e a dos países ricos tenha diminuído, os custos econômicos deste hiato são, possivelmente, maiores hoje do que o foram no passado. A vigorosa disputa entre países emergentes por um "lugar ao sol" na economia mundial, juntamente com a popularização das tecnologias de produção e de organização da produção, passariam a requerer trabalhadores cada vez mais qualificados até mesmo para desempenhar atividades laborais relativamente simples. De fato, escolaridade média de cerca de seis anos é considerada, hoje, insuficiente para que se atinja padrões mínimos de competitividade internacional.
O que fazer a esta altura? Para estancar o atraso econômico e social e avançar, será preciso tirar lições do passado, mas com o olhar no futuro. Para tanto, teremos que estimular, com muita determinação, o desenvolvimento de atividades produtivas que potencialmente mais valorizem todas as manifestações do conhecimento - de educação básica e profissional à ciência e tecnologia -, gerem muitos empregos de qualidade e que ajudem o país a se inserir nas cadeias globais de valor pela "porta da frente". Esta atividade é a indústria.
Mas para que esta agenda tenha chances de sucesso será preciso, além de eleger o conhecimento como o alicerce do nosso crescimento econômico e do desenvolvimento social, também mobilizar e articular as políticas públicas em favor do trinômio investimento-produtividade-competitividade.
Certa vez, Paul Krugman disse que a produtividade não é tudo para o crescimento econômico, mas que, no longo prazo, é quase tudo. Uma adaptação desta reflexão para o caso do Brasil em pleno século XXI, o século do conhecimento, diria que a educação não é tudo, mas que, sem ela, não se vai a lugar algum.
Jorge Arbache é professor de economia da UnB. jarb...@gmail.com


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