Dilma Rousseff e Graças Foster iniciam o projeto de privatização da Petrobrás
Data:
06/05/2013
Como se não bastassem os leilões de
petróleo, marcados para os dias 14 e 15 de maio pela Agencia Nacional
de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ( ANP), que vão entregar 30
bilhões de barris de petróleo, o governo brasileiro e a direção da
Petrobrás entregarão os terminais secos da Transpetro (Osbra, Oslapa,
Ospar, Tevol)
Os 30 bilhões de barris a serem leiloados na 11ª
Rodada de Licitações da ANP são equivalentes a duas vezes a reserva
provada da Petrobrás, sem o pré-sal e acima do PIB brasileiro.
Os
terminais secos são os mais lucrativo no Sistema Petrobrás,
provavelmente por serem processo automáticos que utilizam muito pouco a
força de trabalho, diferente dos terminais molhados. O Brasil construiu
sua malha de dutos durante anos, e com investimentos pesados de dinheiro
público no setor. Tais recursos poderiam ter sido investidos em saúde,
educação, segurança pública. Esse investimento é parte fundamental na
logística de distribuição de derivados de petróleo no país. Vamos
privatizar esses dutos para depois pagar para utilizá-los?
E
mais: tais decisões estão sendo tomadas sem nenhuma discussão e
acolhimento de opiniões da sociedade e seus representantes. As
privatizações de Fernando Henrique Cardoso, que trouxeram tantos
prejuízos aos brasileiros, eram precedidas de todo um arcabouço legal.
Talvez por isso, FHC não conseguiu vender nenhuma unidade de negócio da
Petrobrás. Graça Foster criou uma gerência que, ironicamente, leva o
nome de Novos Negócios, que decide a venda de ativos: campos de
petróleo, refinarias, terminais, entre outros.
Além de privatizar
a Petrobrás, a gestão de Maria das Graças Foster deprecia a companhia: o
diretor de Abastecimento da Petrobrás, Sr. José Carlos Cosenza,
divulgou, em 15/02/2013, noticia na chamada principal do jornal Valor
Econômico (um dos mais importante do setor econômico), com a seguinte
declaração: “Petrobrás terá déficit comercial até 2020”. Se essa
declaração mentirosa fosse feita numa empresa séria da administração
pública ou numa empresa privada, o referido diretor seria sumariamente
demitido. Mas Cosenza está em sintonia com o governo brasileiro e com a
direção da Petrobrás.
Essa declaração do Cosenza, com
certeza, causou mais prejuízo à Petrobrás do que os recentes vazamentos
de óleo dos terminas. Nestes terminais, os operadores envolvidos estão
sendo ameaçados de punição pelos prejuízos causados, mesmo o acidente
tendo sido uma fatalidade. Agora, qual será a punição para o diretor
Cosenza, autor de uma declaração desastrosa à imagem da Petrobrás?
A
Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindipetro-RJ enviarão,
urgentemente, ofício a respeito da situação dos terminais, com pedido de
esclarecimentos. O Departamento Jurídico do Sindipetro-RJ, bem como o
da FNP, estudarão a possibilidade de argüir, na Justiça e no Ministério
Público, sobre a venda dos terminais e de todos os ativos da Petrobrás
através da Gerência de Novos Negócios, bem como responsabilizará o
Diretor de Abastecimento da empresa, José Carlos Cosenza, pelos
prejuízos causados à imagem da Petrobrás.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias