Fwd: Leilão do petróleo pode entregar 30 bilhões de barris

0 views
Skip to first unread message

Angelo Storino

unread,
Mar 29, 2013, 1:00:45 PM3/29/13
to Grupo Handebol



-------- Mensagem original --------
Assunto: Leilão do petróleo pode entregar 30 bilhões de barris
Data: Thu, 28 Mar 2013 18:23:25 -0300
De: Sindipetro-RJ <sindip...@sindipetro.org.br>
Para: Recipient list suppressed:;


[]  CNPJ: 33.652.355/0001-14  

EDITORIAL
Leilão do petróleo pode entregar 30 bilhões de barris

Os recursos que entram por meio dos leilões pouco representarão na conta­bi­li­dade da Petrobras. Por isso costu­ma­mos afirmar que a ANP está vendendo um bilhete premiado

As reservas brasileiras reconhecidas somam 14 bilhões de barris de petróleo. A 11ª rodada de licitação do petróleo po­derá entregar mais que o dobro de nos­sas reservas, a julgar pela declaração da pró­pria Diretora-Geral da ANP, Mag­da Cham­briard, durante Seminário rea­li­zado no dia 18 de março, em Copaca­bana, no Rio.

Na abertura do evento, promovido pe­la ANP e pelo governo federal, com o ob­­jetivo de apresentar os blocos a se­rem lei­loados aos investidores, a dire­tora-ge­ral da Agência, Magda Cham­briard, des­ta­cou a importância da li­ci­tação, que acon­tecerá nos dias 14 e 15 de maio, com a oferta de 289 blocos dis­tribuídos em 11 Bacias Sedimen­tares: Barreiri­nhas, Cea­rá, Espírito San­­to, Foz do Ama­zonas, Pa­rá-Mara­nhão, Par­naí­ba, Per­nam­buco-Paraíba, Potiguar, Re­côn­cavo, Sergipe-Ala­­goas e Tucano, es­timando que estará dispo­ni­bilizando um volume de 30 bi­lhões de bar­ris e, ainda mais. A decla­ração a se­guir foi transcrita da matéria divulgada pela assessoria de imprensa da ANP:

“A rodada vai oferecer excelentes opor­tunidades para empresas de origem na­cio­nal e estrangeira, de todos os portes, inte­res­­­­sadas em atuar no Brasil”, afirmou Mag­da Chambriard. Ela disse que esti­ma­tivas apontam um volume de 30 bilhões de bar­ris de óleo in situ (volume de óleo ou gás em uma determinada região, cuja ex­­tra­ção depende de fatores de recu­pera­ção e que não pode ser entendido como re­serva) nas ba­cias da Margem Equatorial incluídas na ro­dada, além de cinco bilhões de óleo in situ na Bacia do Espírito Santo e 1,7 bi­­lhão de óleo in situ nas bacias maduras.

É lamentável, mas a maioria dos bra­sileiros não está se dando conta do que es­­­tá acontecendo. As mudanças da lei do pe­­tróleo, durante o governo Lula, ado­tan­do modelo de compartilhamento e no­mean­­do a Petrobras como operadora única do pré-sal, despertou a ira nas multina­cio­­nais. Mas elas preferiram ficar caladas, segundo denuncia do Wikileaks que reve­lou o conteúdo de um telegrama, afirman­do que
“qualquer ação deveria ser feita com cau­tela, para não despertar o nacionalismo nos brasileiros”.

O que estamos assistindo leva a algu­mas conclusões óbvias: discutir os royal­ties como fazem a presidenta, os gover­na­­­dores, o Congresso Nacional, o STF é a for­­ma mais eficaz de desviar a atenção da sociedade e deixar acontecer a 11ª rodada de leilão da ANP. Os royalties funcionam como
“boi de piranha”. Mas enquanto as pi­­ranhas comem um boi, passa a boiada. En­quanto se discute os royalties que re­pre­sentam 10% da indústria do petróleo, as multinacionais levam os 90%.

Se nos leilões anteriores a Petrobras te­ve uma posição arrojada, arrematando a maior parte dos blocos e, com isso, redu­zindo as perdas da nação, desta vez a em­presa entrará na disputa de mãos atadas: sob a síndrome do
“prejuízo” que lhe foi im­­putado falsamente, já que teve um lucro de R$ 21 bilhões.

Os recursos que entram por meio dos leilões pouco representarão na contabi­li­dade da Petrobras. Por isso costumamos afir­mar que a ANP está vendendo um bi­lhete premiado. Só a submissão exacer­bada de um país – ou a corrupção de­sen­­­freada em alguns escalões – expli­ca­ria a manutenção dos leilões de petróleo, moldes anunciados pela ANP.

Ao invés de despertamos o nacio­na­lismo em defesa do nosso petróleo, nos­sos representantes criam a disputa, a guer­ra entre os estados brasileiros, cha­mam até de
“covardia”, gritam “Veta Dil­ma!”. Enquanto isso as multinacionais fazem o banquete com nosso petróleo.

Perplexos, temos a impressão de es­tar assistindo a grande conluio entre as clas­ses dominantes e seus represen­tan­tes em todas as esferas – Executivo, Le­gis­lativo, Judiciário, grande mídia - pa­ra desviar a atenção do que realmente im­porta, deixando o povo desnorteado e con­fuso. Parecem compactuar com o que disse o primeiro Diretor-Geral da ANP, Da­vid Zilberstein, então no go­ver­no de Fernando Henrique Cardoso, pa­ra uma platéia de megaempresários:
   “O petróleo é vosso!”


Rio de Janeiro, 28/03/13

_______________________________________________________________
Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus Clamav e
MailScanner, sendo considerada segura, livre de virus.

28.03.13.pdf

Angelo Storino

unread,
Mar 29, 2013, 1:01:43 PM3/29/13
to Núcleo Socialista Tijuca
28.03.13.pdf
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages