
REINO UNIDO DE PORTUGAL E ALGARVES
PODER EXECUTIVO
GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL
Carta aberta às nações amigas do Reino Unido de Portugal e Algarves
Aos Chefes de Estado das nações amigas,
Aos seus Responsáveis diplomáticos,
Aos seus povos,
Em nome de Sua Majestade o Rei Marcelo, pela Graça de Deus o Rei do Reino Unido de Portugal e Algarves, Imperador Lusitano, Rei do Brasil, da Espanha, da Galiza e Marrocos, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, Duque de Marques Lisboa, Conde de Macau, de Piratininga, Protector de Vera Cruz, Grão-mestre da Real Ordem Militar dos Três Leões, da Ordem, da Justiça e da Libertdade, da Real Ordem Micronacional de São bento de Aviz, da Imperial Ordem de São Francisco Xavier, da Real Ordem Micronacional da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, da Real Ordem Micronacional de Sant'iago da Espada e da Sereníssima Ordem de São Marcos, venho por este meio, na qualidade de Secretário de Estado do Reino, enviar os cumprimentos da Coroa, Governo e Povo Português-Algarvio às honoráveis nações amigas espalhadas pelas cinco partes do mundo.
Recentemente, recebi nas minhas ímpias mãos a árdua tarefa de conduzir os destinos da minha amada Pátria. Não serei insultuoso para convosco ao negar que, por ventura, vivemos uma das maiores, e por consequência, trágicas alturas da nossa história colectiva. Mas uma das histórias que a longa História do Reino Unido de Portugal e Algarves nos relembra é a de que o amor que temos por esta prática, e mais concretamente para com esta micronação, é a de que por mais tenebroso que seja o dia, o sol raia por cima das nuvens. Assim foi em 2002, aquando um grupo de expatriados do saudoso Reino dos Açores desembarcou nas margens de Lisboa para dar início a uma epopeia que leva já dezasseis anos, a serem comemorados no próximo mês de Junho.
Neste novo ciclo que se inicia no Reino Unido de Portugal e Algarves, balanços do passado urgem serem feitos. Urgem, porque necessitamos de aprender com os erros que cometemos em outras épocas para não se repetirem no futuro. Um deles, claramente, foi a nossa política diplomática. Feita de altos e baixos, criámos esperança e afastamos-nos dela. Refiro, concretamente, ao processo da Liga das Nações. Sem qualquer tipo de julgamento, porque a análise deve ser sempre feita com o conhecimento das circunstâncias que levaram às tomadas de decisão de então, esse momento na nossa história foi inequivocamente um dos momentos menos felizes que tivemos.
Posto a análise feita, acreditamos que neste momento de renovação do Reino, também deva ser usado para renovar a nossa relação com os outros. O micronacionalismo foi feito para ser uma prática em que todos pudessem, na sua própria forma e aspiração, ter momentos de verdadeira felicidade. É uma prática que visa a criação de sociedades e, como tal, a urgente necessidade de interligações pessoais e comunitárias é um dos pilares basilares desta já tão antiga prática. Uma sociedade que se isola está certamente fadada ao ostracismo e esquecimento, como, consequentemente, o seu definhamento. E certamente não é esta a atitude que o nosso Governo, firmemente apoiado pela Coroa, quer tomar para a nossa Nação. Contem connosco para o crescimento sadio das relações colectivas e o nosso firme empenho na construção de pontes de diálogo e cooperação. De
tal forma estamos comprometidos com esta premissa, que recentemente
cedemos o Gaudério Lusitano, na América Latina, aos Pampas, ou
restauramos as relações diplomáticas com as Províncias Unidas de
Maurícia. O nosso compromisso com o apoio às mais jovens nações
materializou-se com a primeira visita oficial de Sua Majestade ao
Reino Unido de Brigância e Afrikanda.
A nossa História Diplomática é feita de bons momentos e maus momentos. Mas, também, as nações aliadas tem o conhecimento de que somos coerentes, contundentes e nutrimos um amor cego pela Liberdade, um dos nossos pilares filosóficos. E é tendo, usando da vernáculo comum, as cartas expostas na mesa, que vos escrevo neste dia. Sabendo da nossa posição como simples observador da Liga das Nações, quando fomos um dos Membros Fundadores, bem como das insistentes tentativas, infelizmente infrutíferas, de reingresso, eis que o momento está chegado. Assim, escrevo-vos para vos garantir que a partir deste dia os esforços diplomáticos portugueses-algarvios serão no sentido de reingresso na Liga das Nações como membro pleno.
Será, então, iniciado um processo de contactos com as demais nações amigas para que, reafirmando os nossos laços de amizade e cooperação bilaterais, também se possa iniciar um processo abrangente e participado de apoio ao retorno desta nação ao seio desta instituição. Acreditamos piamente que este passo será tão ou mais importante que poderemos dar, quanto aqueles que necessitamos fazer internamente. E afianço a vós, amigos de longa data ou mais recentes, que as nossas intenções são a de só parar até que por fim retornemos a esta casa e, assim, possamos, em nome de um melhor micronacionalismo, cooperar e caminhar lado a lado com todos aqueles que, no fim de contas, querem é ter prazer neste hobby.
Em meu nome pessoal, da Coroa, do Governo e do Povo Português-Algarvio, reafirmo a nossa estima e consideração por todos vós, esperando vos reencontrar no mínimo de tempo possível no seio da Liga das Nações.