Bullying

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José Alberto Costa

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Sep 1, 2011, 9:37:55 PM9/1/11
to Nova Visão da Histórira
Bullying: casos famosos, entenda o que é e combata esta prática
06/04/2011 — eco4u

"Há evidência documental que indica que a prática do bullying durante
a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e
violência doméstica na idade adulta”



“A menina que você chama de gorda, passa dias sem comer para perder
peso. O menino que você chama de burro, quem sabe tenha problemas de
aprendizagem. A menina que você acabou de chamar de feia passa horas
arrumando-se para que pessoas como você a aceitem. O menino que você
provoca e goza na escola, pode receber maus tratos em casa e você só
estará contribuindo para destruir sua auto-estima. Se você é contra o
BULLYING (violência psicológica) divulgue a idéia contra esta
prática.” (texto da campanha no Facebook)

O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas,
intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas
por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e
executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos
repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as
características essenciais, que tornam possível a intimidação da
vítima.

Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades
autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou
dominar. Também tem sido sugerido que uma deficiência em habilidades
sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem
ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais têm mostrado que
enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do
bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que
sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de autoestima. Outros
pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a
força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as
ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o
empenho em ações obsessivas ou rígidas. É frequentemente sugerido que
os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:

“Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco
de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que
indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em
risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade
adulta”.

O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por
exemplo, o bullying frequentemente funciona por meio de abuso
psicológico ou verbal. Os bullies sempre existiram mas eram (e ainda
são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões,
acossadores, cabriões, valentões e verdugos. Os valentões costumam ser
hostis, intolerantes e usar a força para resolver seus problemas.

Tipos mais comuns de Bullying:

- Insultar a vítima;

- Acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;

- Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo
dela ou propriedade.

- Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou
material escolar, roupas, etc, danificando-os.

- Espalhar rumores negativos sobre a vítima;

- Depreciar a vítima sem qualquer motivo;

- Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para
seguir as ordens;

- Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente,
uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima,
por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;

- Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa
(particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência
pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda,
nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o
bully tenha tomado ciência;

- Isolamento social da vítima;

- Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying
(criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites
de relacionamento com publicação de fotos etc);

- Chantagem.

- Expressões ameaçadoras;

- Grafitagem depreciativa;

- Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de
fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima
(isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é
uma “vítima perfeita”).

- Fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.

Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço
(30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying,
sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de
ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que
nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25
escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do
bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os
entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema – seja
intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é
a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em
sites de relacionamento como o Orkut.

Em 2009, uma pesquisa do IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo
Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de
bullying, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam
esse tipo de violência nos últimos 30 dias da pesquisa.

Casos célebres

Na Grande São Paulo, uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a
perseguiam e em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo
durante um longo processo de bullying.

Em maio de 2010, a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio
Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma
indenização de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de bullying.
A estudante foi classificada como G.E. (sigla para integrantes de
grupo de excluídos) por ser supostamente feia e as insinuações se
tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as
alcunhas de tábua, prostituta, sem peito e sem bunda. Os pais da
menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver
a questão. O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado
pareciam não ter “limite” e que ele “prosseguiu em suas atitudes
inconvenientes de ‘intimidar’”, o que deixou a vítima, segundo a
psicóloga que depôs no caso, “triste, estressada e emocionalmente
debilitada”. O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.

Na USP, o jornal estudantil O Parasita ofereceu um convite a uma festa
brega aos estudantes do curso que, em troca, jogassem fezes em um gay.
Um dos alunos a quem o jornal faz referência chegou a divulgar, em
outra ocasião, estudantes da Farmácia chegaram a atirar uma lata de
cerveja cheia em um casal de homossexuais, que também era do curso,
durante o tradicional happy hour de quinta-feira na Escola de
Comunicações e Artes da USP. Ele disse que não pretende tomar nenhuma
providência judicial contra os colegas, embora tenha ficado revoltado
com a publicação da cartilha.

Também em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa
Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizonte foi
espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes
armados com soco inglês. A vítima ficou sabendo que o grupo iria
atacar outro colega por ele ser “folgado e atrevido”, sendo inclusive
convidada a participar da agressão.

Em entrevista ao Estado de Minas, disse: Eles me chamaram para brigar
com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam
querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que
contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de
sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo
celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir
à tarde na escola.

Durante 2010, Bárbara Evans, filha de Monique Evans e estudante da
Universidade Anhembi Morumbi (onde cursa o primeiro ano de Nutrição),
em São Paulo, entrou na Justiça com um processo de bullying realizado
por seus colegas. No dia 12/06/2010, um sábado à noite, o muro externo
do estacionamento do campus Centro da referida Universidade foi
pichado com ofensas a ela e a sua mãe.

Conscientização é a principal arma contra o Bullying, informe seus
filhos, divulgue essa idéia: “Não ao Bullying”
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