Eleição Apub Sindicato - 2º Debate Eletronico entre as chapas concorrentes ao pleito

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APUB SINDICATO

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Nov 23, 2012, 2:29:14 PM11/23/12
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A Comissão Eleitoral solicitou que as Chapas concorrentes a Eleição para a Diretoria e Conselho Fiscal da Apub Sindicato, biênio 2012 – 2014, elaborassem um segundo texto como contribuição ao debate sobre o tema: “Concepção de Sindicato; Greve e movimento docente e Política Salarial.” Seguem os textos das chapas para este segundo debate.


DEBATE ELETRÔNICO 2


APUB SINDICATO: AMPLITUDE E COMPROMISSO NA LUTA – “Chapa 1”

Concepção de Sindicato

Um sindicato é um espaço de reunião e um instrumento de mobilização e pressão da categoria profissional que representa. Luta por melhores condições de trabalho, remuneração e reconhecimento pelos patrões e pela sociedade da importância da sua categoria. A categoria dos professores destaca-se por considerar a defesa da instituição onde trabalha (UFBA, UFRB, IFBA) como parte fundamental dos seus interesses. Os professores têm um razoável controle do conteúdo do seu trabalho. É através do seu trabalho no ensino, pesquisa e extensão que a Universidade cumpre suas funções de criação e difusão do conhecimento. Assim, para a APUB, a defesa do ensino público, gratuito e de qualidade é parte essencial da sua atuação como sindicato. A partir desta base de legitimação, a APUB pode apresentar contribuições e posições para melhorar a vida da sociedade. Representando professores de várias posições político-partidárias, filosóficas e religiosas, a APUB deve ser independente de governos, partidos, ideologias, igrejas. Sua força e legitimidade provem da ação e reconhecimento social do trabalho dos professores.

Greve e Movimento Docente

A greve é parte de um processo de mobilização e pressão das categorias dos trabalhadores para levar os patrões a negociar, conseguindo o maior índice possível de atendimento das suas reivindicações. A greve dos professores não atinge, imediata e diretamente, o funcionamento da economia (como a dos bancários) ou do funcionamento da cidade (como a dos rodoviários). É uma greve que atinge a imagem e a construção do futuro de uma sociedade. Por isso, sua força depende, não só da sua capacidade de mobilização quanto do apoio do restante da sociedade à justeza da causa, as razões pelas quais os trabalhadores da educação paralisam as atividades. A greve é um dos instrumentos junto com outros: passeatas, aulas públicas, vigílias, audiências, divulgação de problemas e propostas. Assim, quando a greve for necessária, ela contará com a participação da categoria e apoio da sociedade, essenciais para sua sustentação e vitória. Greve é instrumento de pressão e negociação e deve ser utilizado, oportunamente e com eficácia.

Política Salarial

Na política salarial, o objetivo, mais do que a reposição de inflação passada e prevista, é lutar para a elevação do valor real dos salários. Uma das metas iniciais seria a equiparação com os pesquisadores do Ministério de Ciência e Tecnologia. Tanto a reposição de perdas quanto os aumentos reais exigem uma atenção e negociação permanente. Temos ainda como pontos históricos e atuais da nossa política salarial a defesa da isonomia entre ativos e aposentados; da possibilidade dos professores, que o desejarem, passar ao regime de dedicação exclusiva; da viabilização da presença em cursos de doutoramento.


APUB VIVA – “Chapa 2”

Concepção sindical

Defendemos o sindicato como instrumento de luta dos trabalhadores por melhores salários e condições de trabalho. Para isto este sindicato deve ser independente de governos, reitorias, e partidos. A independência política é condição fundamental para que nosso sindicato seja democrático e respeite as deliberações da categoria pela base. A diretoria da APUB ao descumprir deliberações de suas assembleias demonstrou estar comprometida com outros interesses que não os dos docentes, além de estar politicamente morta. Quando isto acontece só à força dos docentes pode demonstrar que a APUB está VIVA.

Política Salarial

A política salarial é entendida como uma das condições de valorização de uma carreira. Segundo o MEC faltam, hoje, cerca de 250 mil professores no país. Trata-se de uma das carreiras pior remuneradas quando comparadas com outras do serviço publico federal. Os docentes das IFES recebem bem menos que pesquisadores do IPEA e do MCT. Das carreiras do serviço público com exigência de titulação (doutorado) somos a penúltima em remuneração, ganhando apenas para a carreira do EBTT. Defendemos uma política de recomposição das perdas inflacionárias e aumento real com isonomia entre ativos e aposentados, correção no processo de enquadramento (acordo 2008) e paridade.

Greve e Movimento Docente

A greve é um instrumento de luta construído pelos trabalhadores. Entendemos a greve como uma das expressões de coesão e organização de uma categoria e, muitas vezes, a única forma de contestação que permite explicitar a posição dos trabalhadores diante dos seus patrões ou dos governos. Na UFBA, por exemplo, a greve de 2012 permitiu acumular elementos sobre carreira e sobre as condições locais de trabalho. Antes da greve poucos professores sabiam o que estava em jogo no debate nacional sobre carreira. A greve colocou a carreira na ordem do dia. Entendemos que podemos ter diferenças quanto ao momento de fazer uma greve, mas a posição anti-greve, que a ex-diretoria da APUB dissemina está longe de ser um sintoma de avanço e democracia. É, antes, a expressão inelutável da degeneração de uma diretoria que atua contra suas bases.

O movimento docente, nacional e local, é parte de um conjunto maior de lutas sociais. Tem sua especificidade na função desempenhada, mas também se articula com o conjunto de categorias que lutam por democracia e justiça, por igualdade e direitos, por salários e condições de trabalho dignas. Neste sentido o movimento docente no Brasil e na Bahia sempre esteve atento à necessária articulação entre as lutas mais gerais e as mais específicas. Defendemos que o bom professor é aquele ministra uma boa aula com a mesma dignidade com que sai às ruas para lutar pela educação de qualidade para todos. O movimento docente não dissocia posição política de formas de trabalho; não trata o movimento como palanque, nem o professor como se este não fosse um trabalhador.

 

Acesse aqui e veja o 1º Debate Eletronico entre as chapas concorrentes ao pleito



APUB – Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior da BahiaRua Padre Feijó n 49 – Canela, 40110-170, Salvador – Bahia. (71) 3235-7433 (71) 3235-7286 ap...@apub.org.br

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