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Quadril é termo que comporta muitas definições como se vê nos dicionários e nos compêndios médicos, o que vem a causar imprecisões, obscuridades e ambiguidades. Denomina-se quadril desde a região de forma quadrangular na região lateral da bacia até a parte do corpo delimitada desde a cintura à raiz das coxas. Ora são dois, direito e esquerdo, ora apenas um mais abrangente, como se infere da expressão “na linha do quadril” e da frase “Na postura ereta, o quadril está em linha horizontal”. Entre um e outro, há o hipocôndrio, a região suprapúbica, as fossas ilíacas, que não fazem parte dos quadris segundo alguns autores.
Na Terminologia Anatômica (2001, p. 3), há registro do termo região do quadril (regio coxae). Em nota de rodapé, observa-se que “o uso desse termo (regiões) difere na prática. Pode ser restrito a área de superfície corporal ou ser tridimensional”.
Também se diz anca na linguagem comum, especialmente em Portugal em que também é usado em relatos formais. Desse modo, é questionável em medicina dizer “fratura do quadril”, por fratura da bacia ou do colo do fêmur ou mesmo articulação do quadril por articulação coxofemoral. Na expressão “fratura de quadril” não se indica claramente o que está fraturado. Frequentemente se toma quadril como pelve ou cintura pélvica. Na frase “Os pacientes permaneceram sentados em uma maca com quadril, joelho e tornozelo em 90° durante a realização dessas medidas”, também há ambiguidade sobre o que significa quadril, se os dois ou apenas ao correspondente ao membro analisado.
Pode-se dizer área coxofemoral em dependência do contexto, sobretudo quando se refere a fraturas ósseas, ou seja, no colo do fêmur ou no osso coxal. Nesses casos, para mais clareza, é importante especificar a lesão ou a referência em estudo.
Simônides Bacelar Brasília, DF | |||
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