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PARALELISMO
E importante observar o paralelismo nas redações formais. Trata-se de um processo sintático em que ocorre correspondência de ideias e estruturas gramaticais e similares entre duas ou mais frases em sequência, como classes vocabulares, tempos verbais, segmentos textuais (J. C. de Azeredo, Gramática Houaiss da Língua Portuguesa, 2008, p. 509; G. Giacomozzi, Dic. de Gramática, 2004).
Exemplos:
Com paralelismo: Para uma boa redação científica é necessário usar precisão, observar a clareza e ser objetivo. Aqui, todos os verbos estão no tempo infinitivo.
Sem paralelismo: Para uma boa redação científica é necessário usar palavras precisas, observando a clareza e sendo objetivo. Aqui, há um verbo no infinitivo e dois no gerúndio.
Com paralelismo: : Os principais acidentes causados por animais peçonhentos são os causados por cobras, aranhas, escorpiões, abelhas e maribondos.
Sem paralelismo: Os principais acidentes causados por animais peçonhentos são ofídicos, aracnídicos, escorpiônicos e os por abelhas e marimbondos.
Com paralelismo: o patrão e os operários, o genro e a nora.
Sem paralelismo: o patrão e operários, genro e nora.
Com paralelismo: Fiz duas operação: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. A primeira, no estômago e a segunda, no ouvido.
Sem paralelismo: Fiz duas operações: uma em São Paulo e outra no ouvido.
Segundo Giacomozzi e cols. (ob. cit.), o paralelismo não é norma rígida. No entanto, ensina C. Viana que a falta de paralelismo pode não ser erro gramatical, mas a arquitetura e o entendimento textuais são prejudicados, a harmonia estrutural se quebra, a estética e o sentido são também prejudicados pela ruptura da equivalência formal, embora nem sempre se acompanhem de conteúdo fraco (C. Viana, Uma questão de clareza. Língua portuguesa. 2010; 24:48-51)
Simônides Bacelar Brasília, DF | ||
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