Sobre terminologia médica

62 views
Skip to first unread message

Simônides Bacelar

unread,
May 2, 2013, 3:32:42 PM5/2/13
to undisclosed...@smtps.uol.com.br

Terminologia médica

 

Significa literalmente e propriamente estudo dos termos médicos. Do latim terminus, limite, fim; por extensão, palavra que designa um conceito, isto é, delimita o significado de algo; do grego logos, estudo, discurso, e -ia, condição, conjunto.

 

Para o estudo bastante de um termo, comumente se usa a sequência básica que segue.

 

Análise léxica (gênero, número, grau, classe gramatical).

Análise fonética, ortográfica (acentuações, variações).

Análise morfológica (estudo dos componentes vocabulares, afixos, raiz, radical).

Etimologia (estudos sobre as origens do termo, em busca do termo comum à família de palavras ou o étimo).

Análise sêmica diacrônica (significados denotativos ou sentido próprio e conotativos ou semas figurativos, por extensão, gírias, desde a origem ao tempo atual), sincrônica geral (significações denotativas e conotativas atuais na língua geral) e especializada (significações em áreas especializadas do saber humano, como termos técnicos e científicos).

Estudo dos termos correspondentes em outros idiomas, sobretudo os da mesma origem.

 

Em casos de análises críticas de um termo ou em comparação a termos semelhantes, a todos os estudos retromencionados, acrescentam-se o resumo inicial da questão, depois o estudo de cada termo em tela, com exemplos de uso. Estudam-se os usos comuns, os eruditos, os questionáveis ou imperfeitos e ou recomendáveis ou aperfeiçoados em relação às variantes linguísticas e, finalmente, comentam-se as recomendações gerais e específicas de uso e conclui-se com propostas consubstanciadas nos estudos feitos.

 

Como apêndices, acrescentam-se referências, tabelas, figuras, agradecimentos.

 

Trata-se de estudos longos, cuidadosos, que demandam dias ou mesmo anos de pesquisa, biblioteca especializada, consultores especializados em gramática normativa, em linguística, em redação e estilo científicos, em editoração científica, em metodologia científica, em Direito, em ética médica, em informática, em biblioteconomia, em botânica, em zoologia, em antropologia, em museologia e história da medicina, em língua inglesa, grega, latina, castelhana, francesa, portuguesa, italiana, ramos germânicos e outras. Ainda bioeticistas, filólogos, teólogos, filósofos, tradutores e especialistas nas áreas correlatas à medicina (cerca de 52 especialidades e muitas áreas de atuação além de áreas básicas de ensino médico).

 

A despeito do número tão diversificado de elementos necessários ao desenvolvimento da terminologia médica, é importante o equacionamento desses estudos por meio de divisões objetivas de tarefas e apoios institucionais que possam ser utilizadas por qualquer profissional médico, ora como consultor, ora com autor.

 

Importa observar que a terminologia médica é um campo de atividade que não faz parte da grade curricular das escolas médicas, não muito contemplada por sua importância em redação e publicações médicas, mas por suas dificuldades em aprender a formar e usar adequadamente termos técnicos ou científicos, sobretudo por serem muito raras as referências confiáveis com que contar. 

 

Simônides Bacelar

Brasília, DF     

faint_grain.jpg
butterfly_top.gif
butterfly_bottom.gif
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages