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Indagar – inquirir – interrogar - perguntar
Em termos gerais, são sinônimos, como se lê nos dicionários. Mas, em contextos formais específicos de áreas especializadas, podem ter denotações diferentes.
Indagar é procurar saber, fazer diligência, investigar, pesquisar, averiguar: indagar a causa de um acidente; indagar os motivos de uma ação (Ferreira, 2009, Houaiss, 2009). Por extensão é usado no sentido de fazer perguntas. Do latim indagare, seguir a pista, ir pelo rasto; de in, dentro, e agere, empurrar para frente, impelir, conduzir, levar (A. Ferreira, Dic Lat Port., 1996).
Inquirir significa fazer perguntas, inquirição, para saber com detalhes sobre algo ou alguém (A. Sacconi, Não Confunda, 1990): inquirir o paciente sobre sua doença. Do latim inquirere, procurar com cuidado, investigar (Ferreira, ob. cit.), de in, dentro, e quaerere, fazer uma busca, investigar (Ferreira, ob. cit.); então tem sentido de interrogar como forma de investigação: inquirir uma testemunha.
Interrogar é fazer interrogação como exigência de uma autoridade (Sacconi, ob. cit.): interrogar o réu. Como termo jurídico, significa submeter alguém a um interrogatório.
Perguntar é querer saber por curiosidade ou por simples desejo de saber algo (Sacconi, ob. cit.).
Em suma, indagar assume o sentido implícito de pesquisa, investigação. Inquirir e interrogar apresentam-se como meio autoritário de obter respostas, conexos com inquirição, inquérito ou interrogatório policial ou judiciário. Perguntar revela apenas o desejo de saber qualquer coisa.
Afirmou Josué Machado que inexiste sinonímia perfeita (Língua sem Vergonha, p. 21, 2011). A tendência comum popular é simplificar, mas dezenas de autores sobre redação formal científica recomendam buscar e usar nesse estilo sentidos precisos em cada nome. Mesmo fora da ciência essa aplicação é útil. O técnico de futebol Iñigo Dominguez, treinador espanhol, disse que uma frase tem de ser construída de tal forma que não só se entenda bem, mas que não se possa entender de outra forma (D. Squarisi,Correio Brasiliense, agosto, 2014).
Simônides Bacelar
Brasília, DF | ||
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Peço desconsiderar o texto anterior. |
Indagar – inquirir – interrogar - perguntar
Em termos gerais, são sinônimos, como se lê nos dicionários. Mas, em contextos formais específicos de áreas especializadas, podem ter denotações diferentes.
Indagar é procurar saber, fazer diligência, investigar, pesquisar, averiguar: indagar a causa de um acidente; indagar os motivos de uma ação (Ferreira, 2009, Houaiss, 2009). Por extensão é usado no sentido de fazer perguntas. Do latim indagare, seguir a pista, ir pelo rasto; de in, dentro, e agere, empurrar para frente, impelir, conduzir, levar (A. Ferreira, Dic Lat Port., 1996).
Inquirir significa fazer perguntas, inquirição, para saber com detalhes sobre algo ou alguém (A. Sacconi, Não Confunda, 1990): inquirir o paciente sobre sua doença. Do latim inquirere, procurar com cuidado, investigar (Ferreira, ob. cit.), de in, dentro, e quaerere, fazer uma busca, investigar (Ferreira, ob. cit.); então tem sentido de interrogar como forma de investigação: inquirir uma testemunha.
Interrogar é fazer interrogação como exigência de uma autoridade (Sacconi, ob. cit.): interrogar o réu. Como termo jurídico, significa submeter alguém a um interrogatório.
Perguntar é querer saber por curiosidade ou por simples desejo de saber algo (Sacconi, ob. cit.).
Em suma, indagar assume o sentido implícito de pesquisa, investigação. Inquirir e interrogar apresentam-se como meio autoritário de obter respostas, conexos com inquirição, inquérito ou interrogatório policial ou judiciário. Perguntar revela apenas o desejo de saber qualquer coisa.
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Afirmou Josué Machado que inexiste sinonímia perfeita (Língua sem Vergonha, p. 21, 2011). A tendência comum popular é simplificar, mas dezenas de autores sobre redação formal científica recomendam buscar e usar nesse estilo sentidos precisos em cada nome. Mesmo fora da ciência essa aplicação é útil. Iñigo Dominguez, escritor espanhol, disse que uma frase jornalística tem de ser construída de tal forma que não só se entenda bem, mas que não se possa entender de outra forma (D. Squarisi, Correio Brasiliense, agosto, 2014).
Simônides Bacelar
Brasília, DF | ||
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