Evento contou com a presença de Dráuzio Varella
Nos últimos anos a Medicina vêm evoluindo graças ao uso de tecnologia e computação cognitiva, que auxiliam na criação de novos processos, novos tratamentos e combate de doenças que antes eram incuráveis. E para debater tantos avanços, alguns alunos da Faculdade Santa Marcelina marcaram presença, a convite da IBM School, no debate “A Nova Era da Medicina”, realizado no último dia 10/08.
Os alunos do curso de Medicina, Leticia Armesto Snege, João Henrique Godoy Rodrigues, Rafael de Almeida Macedo, Alice Moraes Tito, Natalia Gobbi Grosso, Lorraine Vieira Bragança, Daniel Fiks, Jessica Paola Mika Watanabe e Camila Vieira Cavalheiro tiveram a oportunidade de conhecer casos reais que mostram como a tecnologia auxilia médicos de todo o mundo em tratamentos clínicos e oncológicos, trazendo insights baseados em estudos científicos.
O evento contou com a participação de profissionais renomados do mundo de medicina como Drauzio Varella, médico oncologista e escritor; Felipe Roitberg, médico oncologista do Instituto do Câncer da USP e do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês; Mariana Perroni, médica e evangelista da unidade IBM Watson Health no Brasil; Vitor Asseituno, médico e CEO do Live Healthcare Media; e Claudio Ferrari, médico e brand leader do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.
“Foi uma noite que me deu uma nova visão sobre essa descoberta tecnológica que pode auxiliar cada vez mais os médicos a estarem atualizados e poderem fornecer um tratamento mais adequado para cada paciente”, afirmou a aluna Leticia Armesto.
Fonte: Faculdade Santa Marcelina | Unidade Itaquera
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agosto 3, 2016 | Written by: Roberto
Categorized: Falando de TI
A cada ano, cerca de 75 mil novos artigos sobre oncologia são publicados no mundo. Um oncologista que tentasse se manter atualizado sobre todo esse volume de informação, precisaria estudar 167 das 168 horas da semana. Os dados são da IBM, cuja sede brasileira realiza no dia 10 de agosto, em São Paulo, o IBM School –A Nova Era da Medicina. O objetivo do evento, que tem apoio da SBOC, é debater o impacto da inteligência artificial na saúde, mostrando como dados de artigos científicos, análises clínicas e prontuários dos pacientes podem ser acessados instantaneamente e estruturados para auxiliar os médicos na tomada de decisão sobre o melhor tratamento a ser seguido. “Os sistemas de informação atualmente em uso na assistência (prontuários eletrônicos) não foram desenvolvidos para apoiar o médico no diagnóstico ou nas tomadas de decisão”, diz Dr. Claudio Ferrari, secretário de Comunicação Social da SBOC, um dos convidados do painel de discussão.
O debate terá também a presença do oncologista e escritor Dr. Drauzio Varella, do oncologista Dr. Felipe Roitberg, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e do Hospital Sírio-Libanês, e do CEO do Live Healthcare Media (empresa de geração de negócios na área de saúde) Vitor Asseituno. A discussão terá a moderação da Dra. Mariana Perroni, intensivista e coordenadora médica da unidade IBM Watson Health na América Latina. Dra. Mariana demonstrará casos práticos de hospitais e instituições que já utilizam a ferramenta desenvolvida pela IBM, como o Watson Oncology, criado em parceria com Memorial Sloan Kettering Cancer Center. “O Watson Oncology acessa todo o conhecimento existente sobre câncer e cruza as informações com o prontuário do paciente, oferecendo ao médico um ranking dos melhores tratamentos”, explica. “Ele não substitui o médico, mas amplifica sua capacidade de escolha”, diz.
Para o Dr. Ferrari, a inteligência artificial permitirá a utilização das informações referentes aos tratamentos da maioria dos pacientes para melhor compreensão das doenças e dos resultados dos tratamentos. “O que acontece no ‘mundo real’ não é objeto de análises. Os guidelines são baseados em amostras muito pequenas (menos de 5% do universo das pessoas que são tratadas de determinada doença, dentro de estudos clínicos). O cruzamento de dados de milhões de pacientes ao redor do mundo permitirá um avanço significativo nos diagnósticos e tratamentos”, avalia.
Agenda:
IBM School – A Nova Era da Medicina
10 de agosto, às 18h30
As inscrições para assistir o evento online podem ser feitas clicando aqui. (Vagas presenciais esgotadas)
2.
IBM faz aposta de longo prazo em plataforma de inteligência artificial
Watson, você será capaz de se transformar em um negócio multibilionário e se tornar o propulsor do ressurgimento da IBM?
A IBM está apostando o seu futuro em que a resposta seja "sim". Sua campanha para comercializar o Watson, a plataforma de tecnologia para inteligência artificial desenvolvida pela empresa, ocupa posição de destaque mesmo em meio ao atual frenesi de inteligência artificial no setor tecnológico.
A empresa investiu bilhões de dólares em sua unidade de negócios Watson, criada no início de 2014, e ela agora conta com milhares de trabalhadores. O esforço de marketing de alto custo que a companhia vem desenvolvendo inclui comerciais de TV bem sacados que mostram o Watson trocando gracejos com pessoas famosas como Serena Williams e Bob Dylan. E o sistema, depois de um começo lento, começa a demonstrar sua capacidade ao auxiliar em tarefas desafiadoras como o diagnóstico de cânceres.
No entanto, especialistas setoriais questionam a velocidade com que a IBM poderá construir um negócio em torno do Watson. "A IBM já desenvolveu iniciativas de grande porte, criadas sob medida e muito ambiciosas, no passado, e elas podem demorar muito tempo a dar resultado e são extremamente dispendiosas", disse Tom Austin, pesquisador do grupo de pesquisa sobre tecnologia Gartner. "Parece que nesse caso eles estão nadando contra a corrente".
Adaptar a tecnologia do Watson a setores como o de saúde e o industrial, insiste a IBM, sempre requereria um compromisso de longo duração —um esforço iniciado logo depois que o Watson derrotou competidores humanos em "Jeopardy", um game show televisivo de conhecimentos gerais, em 2011.
Mas os anos de investimento e de projetos de ciência aplicada estão cada vez mais se tornando oportunidades de lucro em mercados consideráveis, dizem executivos da IBM.
Eles apontam para uma nova aplicação do Watson no ramo da genômica como um exemplo primordial da estratégia da empresa. A IBM está colaborando com a Quest Diagnostics, uma empresa que opera uma cadeia de laboratórios médicos, para oferecer sequenciamento de genes e análise de diagnósticos pelo Watson como um serviço de computação em nuvem, para uso por oncologistas no tratamento de pacientes de câncer, a partir da segunda-feira. O serviço também utilizará os dados genômicos e o conhecimento especializado do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center e do Broad Institute.
"Essa é a comercialização ampla do Watson no ramo da oncologia", disse John Kelly, vice-presidente sênior que comanda os laboratórios de pesquisa da IBM e sua divisão Watson.
A tecnologia, dizem executivos da empresa, tem o potencial de desenvolver medicamentos precisos e terapias sob medida e fornecê-los a milhões de pacientes de câncer, em lugar de apenas a alguns poucos que recebem tratamento em centros médicos de elite especializados em genômica. Há 14 milhões de pessoas com câncer vivendo nos Estados Unidos, de acordo com estimativas do setor.
O novo serviço de genômica, dizem executivos da IBM, é um passo na marcha da empresa em direção á construção do chamado "ecossistema" de parceiros empresariais e desenvolvedores de software equipados para uso da tecnologia do Watson.
A um programador, o Watson pode oferecer códigos que permitem ao software de uma start-up ler e interpretar documentos legais com mais facilidade, por exemplo. A uma grande empresa, o Watson pode oferecer não só software mas consultores da IBM que ajudariam um grupo de varejo, por exemplo, a usar a tecnologia para criar marketing personalizado e melhorar o atendimento ao cliente.
O mercado da inteligência artificial, concordam os analistas, está preparado para crescer rapidamente. A inteligência artificial também é a nova arena de competição de alta intensidade na computação, alimentada pelos sistemas de big data e pelas inovações em algoritmos de software.
O mercado —definido como hardware, software e serviços relacionados à inteligência artificial— vai disparar de um movimento de US$ 8 bilhões este ano para US$ 47 bilhões em 2020, de acordo com o grupo de pesquisa IDC.
Hoje, o negócio da inteligência artificial, dizem especialistas, se assemelha ao de Internet na metade dos anos 90: uma coisa separada que no futuro será incluída em todo tipo de produtos e serviços. "É nessa direção que estamos avançando —inteligência artificial onipresente", disse Frank Gens, analista chefe da IDC.
Todas as grandes empresas de tecnologia estão investindo agressivamente em software de inteligência artificial, entre as quais companhias como a Salesforce, SAP e Oracle, cujo foco são os clientes empresariais.
Mas empresas de Internet voltadas ao consumidor e que operam grandes serviços de computação me nuvem, dizem analistas, são as mais prováveis candidatas a desenvolver o equivalente a um sistema operacional para a inteligência artificial, as chamadas plataformas que a maioria dos desenvolvedores utilizam para criar aplicativos. Amazon, Google e Microsoft lideram, quanto a isso.
A IBM precisa mais que suas rivais de crescimento alimentado pela inteligência artificial. Quando a empresa reportar os resultados financeiros de seu terceiro trimestre, na segunda-feira, os analistas antecipam que o padrão recente vá continuar: os negócios novos da empresa, como o Watson, os serviços de análise de dados e a computação em nuvem, continuarão crescendo, mas não em velocidade suficiente para compensar a erosão das operações tradicionais de hardware, software e serviços da companhia. A receita vem caindo há 17 trimestres consecutivos.
A IBM não reporta resultados financeiros sobre o Watson em separado, mas a divisão de pesquisa de ações do banco suíço UBS estima que a unidade possa gerar US$ 500 milhões em receita neste ano, e que o faturamento possa crescer rapidamente no futuro, possivelmente atingindo US$ 6 bilhões em 2020 e quase US$ 17 bilhões em 2022.
A IBM adquiriu empresas especializadas e fontes de dados restritos, além de fornecer plataformas e tecnologia de inteligência artificial. "A IBM adotou uma abordagem muito diferente do Google, Amazon e Microsoft", disse a analista independente Judith Hurwitz. "Está tentando explorar os dados acumulados e o conhecimento dos especialistas".
O foco inicial da IBM foi a saúde, e essas operações respondem hoje por dois terços do pessoal empregado pela divisão Watson. Três anos atrás, especialistas da IBM começaram a trabalhar com importantes centros médicos. A empresa investiu mais de US$ 4 bilhões adquirindo companhias que dispunham de vastos repositórios de dados médicos, por exemplo faturas, fichas médicas e imagens de raio-X e tomografia. "A a inteligência das máquinas de inteligência artificial depende das informações que elas recebam", disse Kelly.
A maior força do Watson, desde a disputa contra competidores humanos em "Jeopardy", é sua capacidade de ler e interpretar palavras —uma técnica conhecida como processamento de linguagem natural. Assim que seu treinamento para isso se completa, o Watson se torna capaz de digerir milhares de documentos em minutos.
Na escola de medicina da Universidade da Carolina do Norte, o Watson foi testado utilizando mil diagnósticos de câncer realizados por especialistas humanos. Em 99% dos casos, o sistema fez a mesma recomendação que os oncologistas.
Em 30% dos casos, o Watson além disso descobriu uma opção de tratamento que os médicos humanos não haviam percebido. Alguns tratamentos se baseavam em estudos médicos que os profissionais não haviam lido —mais de 160 mil relatórios de pesquisa sobre câncer são publicados a cada ano. Outras opções de tratamento podem ter surgido em testes clínicos que os oncologistas talvez não tenham encontrado na Web.
Mas o Watson lê tudo. "No caso da genômica, a combinação entre trabalho humano e inteligência artificial é o caminho a seguir", disse o Dr. Norman Sharpless, diretor do centro do câncer na escola de medicina da Carolina do Norte.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
REFLITAMOS… ONDE QUEREMOS CHEGAR E O QUE QUEREMOS QUANDO CHEGARMOS LÁ...