Aprendiz De Viajante

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Rut

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Aug 4, 2024, 9:55:24 PM8/4/24
to neuwolfcycent
Do7] [Fa]

Tive um sonho e quando acordei

[Sol] [Do7] [La-]

Viajei no tempo e desejei

[Re-7]

entregar-Te a vida,

[Sol] [Do] [Do7]

Estender a taa toda a transbordar, cantei!


[Fa] [Sol]

Ir mais alm, subindo as estrelas do cu

[Do7] [La-]

Descendo ao fundo da Terra s Contigo eu vou,

[Re-7] [Sol]

Embalado nos Teus passos vou,

[Do7] [La-]

Abandonado em Teus abraos sou,

[Re-7] [Sol] [Fa] [Do] [Sol]

Aprendiz de viajante e at me perco em Ti.


[Do7] [Fa]

Deixei-Te porta mas quando voltei

[Sol] [Do7] [La-]

Vi que esperavas e desejei

[Re-7]

entregar-Te a vida,

[Sol] [Do] [Do7]

Estender a taa toda a transbordar, cantei!


[Do7] [Fa]

Tentei atalhos em que me afastei,

[Sol] [Do7] [La-]

Mas Tu chamaste e eu desejei

[Re-7]

entregar-Te a vida,

[Sol] [Do] [Do7]

Estender a taa toda a transbordar, cantei!


[Do7] [Fa] [Sol]

E se algum dia me afastar de Ti,

[Do7] [La-]

E se algum dia me esquecer de ns,

[Re-7] [Sol]

Vem procurar-me onde eu estiver,

[Mi7] [La-]

No penses que eu sei ser sem Ti,

[Re-7] [Sol] [Fa] [Do7]

Sou apenas um aprendiz de viajante.

[Re-7] [Sol]

Sou apenas um aprendiz,

[Mi7] [La-]

Sou apenas um aprendiz,

[Re-7] [Sol] [Fa] [Do7]

Sou apenas um aprendiz de viajante.


The song also touches on themes of longing and the fear of separation. The protagonist acknowledges the possibility of drifting away but pleads for the divine to seek them out, recognizing their inability to exist without this spiritual connection. This plea underscores the song's central message: the journey of life is one of continuous learning and dependence on a higher power. The term 'aprendiz de viajante' (learner of the journey) encapsulates the essence of the song, highlighting the ongoing process of spiritual growth and the importance of divine companionship in navigating life's complexities.


Aos apressados viajantes alfacinhas que em torrente se despejam por estradas marginais, vias rpidas e auto-estradas procura da felicidade, pergunta este de pouca pressa por que a no vm buscar aqui (fala das felicidades que as viagens do, no doutras).


Viajante competente aquele que s vai por maus caminhos quando no tem outros, ou razo superior lhe manda que abandone os bons. No enfiar pelo primeiro carreiro que lhe aparea, sem verificao nem cautela.


O viajante no vai de bom humor. Sabe porm o bastante de si prprio para suspeitar que o seu mal nasce de no poder conciliar duas opostas vontades: a de ficar em todos os lugares, a de chegar a todos os lugares.


O viajante tem um gosto, provavelmente considerado mrbido por gente que se gabe de normal e habitual, e que , dando-lhe a gana ou a disposio de esprito, ir visitar os cemitrios, apreciar a encenao morturia das memrias, esttuas, lpides eoutras comemoraes e de tudo isto tirar a concluso de que o homem vaidoso mesmo quando j no tem nenhuma razo para continuar a s-lo.


A viagem no acaba nunca. S os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memria, em lembrana, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: No h mais que ver, sabia que no era assim. O fim duma viagem apenas o comeo doutra. preciso ver o que no foi visto, ver outra vez o que se viu j, ver na Primavera o que se vira no Vero, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caa, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que

mudou de lugar, a sombra que aqui no estava. preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traar caminhos novos ao lado deles. preciso recomear a viagem. Sempre. O viajante volta j.


O objeto deste estudo o escritor Mrio de Andrade (1893-1945) em sua experincia de fotgrafo moderno, durante sua permanncia no norte, especialmente na Amaznia, em 1927, na primeira das duas grandes viagens do Turista Aprendiz pelo Brasil. Analisa o processo criativo no qual as imagens da Codaque constituem o dirio imagtico dos negativos e positivos que se justape ao dirio das legendas e ao do texto onde se desenvolvem as impresses do viajante e a inveno do ficcionista. Aponta tambm certos vnculos da fotografia produzida nessa viagem com as leituras, a poesia e a fico andradiana.


The object of this study is Brazilian writer Mrio de Andrade (1893-1945) in his experience as a modern photographer, during his stay in the Northern region of Brazil, specially in the Amazon region, during the first of his two long Apprentice Tourist trips throughout Brazil in 1927. The author analyses the creative process by which the Codaque's images constitute the prints and negatives image diary that overlaps with the diary of legends and of text where the traveller's impressions and the fictionist's invention are developed. The article highlights certain links between the photography produced in this trip and Andrade's readings, poetry and fiction.


O objeto deste estudo o escritor Mrio de Andrade (1893-1945) em sua experincia de fotgrafo moderno, durante sua permanncia no norte, especialmente na Amaznia, em 1927, na primeira das duas grandes viagens do Turista Aprendiz pelo Brasil. Analisa o processo criativo no qual as imagens da Codaque constituem o dirio imagtico dos negativos e positivos que se justape ao dirio das legendas e ao do texto onde se desenvolvem as impresses do viajante e a inveno do ficcionista. Aponta tambm certos vnculos da fotografia produzida nessa viagem com as leituras, a poesia e a fico andradiana.


The object of this study is Brazilian writer Mrio de Andrade (1893-1945) in his experience as a modern photographer, during his stay in the Northern region of Brazil, specially in the Amazon region, during the first of his two long Apprentice Tourist trips throughout Brazil in 1927. The author analyses the creative process by which the Codaque's images constitute the prints and negatives image diary that overlaps with the diary of legends and of text where the traveller's impressions and the fictionist's invention are developed. The article highlights certain links between the photography produced in this trip and Andrade's readings, poetry and fiction.


Mrio de Andrade (So Paulo, 1893-1945), fotgrafo moderno, mas de reconhecimento tardio, a parte que me cabe na jornada " Representaes do Brasil: da viagem moderna s colees fotogrficas" . Como esse tema muito amplo, vou restringir-me fotografia na primeira das duas viagens em que ele se denomina Turista Aprendiz. Essa viagem, ao Norte do pas, alm de nos oferecer o dbut do fotgrafo empenhado em desvendar seu trabalho em mais detalhes do que na segunda, ao Nordeste, parece-me, ao lado de outros mritos, mais rica em termos da fotografia. Ocorre em 1927, quando Mrio, aos 34 anos, por sua obra de poeta, ficcionista, terico do Modernismo, cronista e crtico, j goza de certa projeo nacional. A escolha do ano de 1927 abre exceo a duas fotos de 1928-1929, dada a importncia delas para esta reflexo.


No arquivo do escritor, no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de So Paulo, na srie Fotografias, entre as subsries ali organizadas, sobressai aquela que o caracteriza como um fotgrafo moderno, manejando uma Kodak de caixo, pelo que se observa no auto-retrato enquanto sombra, datado do ano-novo de 1928, no qual nos deteremos mais tarde. Circunscrita a um perodo de curta durao (1927-1929), a subsrie Mrio de Andrade fotgrafo rene 1.538 imagens em positivo e um nmero expressivo de negativos1 1 . Embora as primeiras fotos no tamanho 6,1 cm x 3,7 cm tragam legendas na letra de Mrio de Andrade, identificando-as e datando-as de 1923 e 1925, o fato de serem apenas 22 documentos e de no se associarem a negativos, as coloca na categoria de cpias recebidas como recordao. Retratam frias em Araraquara, no interior do Estado de So Paulo, na fazenda de parentes,nos ltimos dias de junho e no princpio de julho desse ano de 1923 (10 documentos), bem como em julho de 1925 (cinco documentos), nas quais o hspede est acompanhado de primos ou sozinho. Captam instantes de alegria e manifestam apenas um bom enquadramento. . Os positivos, em preto-e-branco, medem, a maioria, 6,1 cm x 3,7 cm, e admitem diversas ampliaes de 17,5 cm x 12,5 cm, em PB assim como em viragens spia ou avermelhadas2 2 . A variao das medidas est apenas nos milmetros e depende do corte das reprodues. .


Penso que se pode procurar a gnese do fotgrafo no esforo de atualizao que a biblioteca do crtico e terico do modernismo reflete na rea das artes plsticas e na do cinema. Em suas estantes, em 1919, aparece a revista de Darmstadt, Deutsche Kunst und Dekoration, que lhe exibe excelentes fotos, Le Cinma de Ernest Coustet (1921), artigos de L. Delluc ou de Cline Arnaud, na revista L'Esprit Nouveau, entre 1922 e 1923, bem como ensaios de ambos que tm por objeto o Charlot, de Chaplin, num enfoque rigorosamente cinematogrfico. Ao que se entende, com eles dialogam os comentrios sobre The kid, que Mrio assina em Klaxon, no mesmo ano da Semana de Arte Moderna, 19223 3 . Charlot de L. Delluc (1921) ou a anlise de Cline Arnaut em L'Action (1922) respaldam os comentrios que Mrio leva para Klaxon: mensrio de arte moderna, ns. 3 e 5 em 15/7 e 15/9 de 1922,como J.M.em "Uma lio de Carlito" e M. de A. em " Ainda O garoto". . Nessa revista do Modernismo de So Paulo, na qual, com suas prprias iniciais ou como J. M. e R. de M., faz crtica de cinema, j se esboa o namoro com a arte de Daguerre. ento que, pioneiro, valorizando nossa cinematografia nascente, assim se expressa sobre a comdia Do Rio a So Paulo para casar: " Fotografia ntida, bem focalizada. Aquelas cenas noturnas foram tiradas ao meio-dia com sol brasileiro... Filmadas tardinha, o rosado no sendo to fotognico, a produo sairia suficientemente escura. Isso enquanto a Empresa no consegue filmar noite" 4 4 .Texto assinado como R. de M.em Klaxon,n. 2,em 15/6/1922. .

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