Bom dia, caros leitores e únicos amigos. Segue nova crônica. Leiam e repassem. E vamos resistir. Eles têm a Globo, nós a Internet.
Abraços
Fred Passos
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Tudo ao mesmo tempo
agora!
E agora, caros leitores e únicos amigos, o que deverá acontecer
com a Lava Jato e o impeachment?
Depois de tudo que aconteceu semana passada, a Lava Jato deve
ficar sem força e o impeachment ao contrário, seguir com a pressa de uma onça
faminta, apesar das manifestações contra o golpe nas ruas. Vamos aos fatos.
A Triplo X e a Globo
No dia 22.03, o site VIOMUNDO, divulgou diversos documentos
apreendidos na Operação Triplo X pela Polícia Federal (PF). Aquela operação seria
para pegar o Lula e prendê-lo. No entanto, o tiro saiu pela culatra. Na operação,
a empresa Mossack & Fonseca foi o principal alvo. Cinco dirigentes da
empresa foram presos. E, pasmem, cinco dias depois, todos estavam livres, leves
e soltos. Foi um mistério. Todos se perguntavam: por que o juiz Moro mandou
soltar os investigados tão rapidamente? Tentaremos explicar.
Na documentação apreendida pela PF foram encontradas anotações
em nome de uma tal Paula Marinho de Azevedo, com valores de U$ 134 mil. Para
quem não sabe, a Paula é filha de João Roberto Marinho, o mais novo dos irmãos
Marinho, donos da Rede Globo de Televisão.
A Mossack & Fonseca é controladora da Agropecuária Veine,
uma de suas muitas empresas utilizadas para fazer desaparecer no Brasil e no
exterior patrimônio de gente rica e poderosa, a fim de sonegar tributos. E foi
o VIOMUNDO que descobriu que a Veine é proprietária da mansão dos Marinho em
Paraty, no Rio de Janeiro. A Veine também é proprietária do helicóptero, que
servia a família, e do heliponto construído na mansão. E quem é o dono da
Veine? Deveria ser a Paula Marinho. Mas, até o momento, o dono da empresa não
apareceu. E, por consequência, a mansão também está sem dono. Talvez, por isso,
alguns telespectadores da Globo andam promovendo farofada na mansão!
Ao que parece, a Lava Jato pegou a Globo no flagra. E agora,
com o novo Ministro da Justiça, parece que a cobra vai fumar. A PF já abriu
inquérito para investigar os negócios escusos da Mossack & Fonseca. Por
isso, o desespero da Globo. Ela deve ter enviado um recado aos seus
correligionários: ou damos o golpe ou vamos todos presos!
A decisão de Teori Zavascki
No mesmo dia 22.03, foi divulgada a decisão do ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, sobre uma reclamação
apresentada pela Advocacia Geral da União (AGU) contra a divulgação das
conversas telefônicas entre Dilma e Lula.
No despacho, Teori acusou o juiz Sergio Moro de ter cometidos
diversos crimes, todos tipificados em leis. Leia parte da decisão:
Em segundo lugar, porque a divulgação pública das conversações
telefônicas interceptadas, nas circunstâncias em que ocorreu, comprometeu o
direito fundamental à garantia de sigilo, que tem assento constitucional. O
art. 5º, XII, da Constituição somente permite a interceptação de conversações
telefônicas em situações excepcionais, “por ordem judicial, nas hipóteses e na
forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução
processual penal”. Há, portanto, quanto a essa garantia, o que a jurisprudência
do STF denomina reserva legal qualificada. A lei de regência (Lei 9.269/1996),
além de vedar expressamente a divulgação de qualquer conversação interceptada
(art. 8º), determina a inutilização das gravações que não interessem à
investigação criminal (art. 9º). Não há como conceber, portanto, a divulgação
pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que
sequer têm relação com o objeto da investigação criminal.
A lista da Odebrecht
No dia 23.03, foi divulgada a chamada Lista da Odebrecht. Uma
planilha com mais de 300 nomes de políticos de vários estados deste País. Lula
e Dilma não apareceram na lista. O interessante é que a planilha estava em poder
da PF desde a Operação Acarajé, ocorrida em 22.02. Por que a lista foi
divulgada somente agora, 30 dias depois?
Segundo alguns jornalistas, a divulgação da lista teve como
objetivo apressar o impeachment da Dilma, pois os deputados que ainda estavam
em cima do muro, com medo de serem investigados pelo STF, debandariam para a
turma do Cunha. Afinal, Cunha quer afastar Dilma a todo custo para salvar seu
mandato, seus dólares no exterior e seu casamento!
Outros disseram que foi uma jogada de Marcelo Odebrecht. Como
as delações para o MPF só servem se atingirem membros do governo ou do PT,
Marcelo resolveu jogar a lista no ventilador e ver o que aconteceria com a sua
delação. E não é que deu certo!
Primeiro foi a Globo, que no Jornal Nacional não divulgou o
nome de nenhum político citado na lista. Apenas colocou a sigla dos partidos. Deu
vontade de rir. Afinal, seus parceiros nos esquemas de corrupção estavam todos
ali: Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra, Eduardo Cunha e outros.
Depois o MPF de Curitiba se manifestou contra a delação de
Marcelo, pois ela somente seria válida se incriminasse Lula. Em seguida voltou
atrás, e aceitou a delação.
E por último, o Sergio Moro, que decidiu pelo sigilo dos
documentos. Em outras palavras, Moro proibiu a divulgação dos documentos que já
tinham sido amplamente divulgados. É para rir, não é caros leitores?
No site O CAFEZINHO, caso você tenha curiosidade, estão todos
os documentos apreendidos pela PF. São dezenas de planilhas e anotações. Acesse
aqui:
O MPF e o
Moro devem estar pensando neste momento: afinal de contas, o impeachment sai ou
não sai?
A delação de Pedro
Corrêa
E na sexta-feira foi divulgado a delação do ex-deputado Pedro
Corrêa, do Partido Popular (PP), do deputado mais ético desse País, Jair Bolsonaro.
Corrêa soltou várias bombas. Dentre elas, acusou Augusto Nardes, atual ministro
do TCU, de ter recebido propina com valores que variavam entre R$ 10 e R$ 20
mil, entregues por ele mesmo, durante os anos de 2003 e 2005, logo depois dele
ter sido escolhido ministro do TCU. Para quem não sabe, Augusto Nardes foi o
relator das chamadas pedaladas fiscais da Dilma. Pausa para risos!
Corrêa ainda citou a irmã de Aécio Neves, Andréa Neves, como
operadora de propina para as campanhas do irmão. Corrêa também delatou o ex-presidente
FHC como beneficiário de um esquema de corrução envolvendo a empresa Brasif na compra
dos deputados que votaram a favor da emenda da reeleição. Neste caso, segundo
Corrêa, FHC teve ajuda do Itaú, do banqueiro Olavo Setúbal.
A turma do impeachment
Dos 65 deputados escolhidos pelos partidos para a Comissão do
Impeachment da presidenta Dilma, mais de 30 receberam recursos das empresas envolvidas
na Lava Jato. O total de recursos doados pelas empresas chegam a mais de R$ 8
milhões. Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), com
R$ 732 mil, e Paulo
Maluf (PP-SP), com R$ 648.940, foram os que mais receberam.
Há um outro dado estarrecedor sobre os membros da Comissão do
Impeachment: 16 (dezesseis) deles
estão sob investigação do STF sobre os mais variados crimes, dentre eles, crime
eleitoral, corrupção passiva, fraude em licitação, formação de quadrilha etc. E
isso sem contar o condutor do processo do impeachment na Câmara dos Deputados,
o gangster Eduardo Cunha, que não merece apresentações.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, já foi delatado mil
vezes na Lava jato. O líder da oposição, Aécio Neves, já foi delatado mil vezes
na Lava Jato. O vice-presidente, Michel Temer, já foi delatado mil vezes na
Lava Jato. O presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e seu filho, Thiago Cedraz, já
foram delatados mil vezes na Lava Jato. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha,
é réu na Lava Jato. Por isso, pergunto: é ou não é um golpe que essas figuras
querem perpetrar contra a democracia brasileira, apeando Dilma da presidência?
Será que ninguém consegue perceber que um criminoso está conduzindo
o impeachment da Dilma na Câmara?
Será que ninguém atenta que a Rede Globo está fomentando o
golpe por que suas falcatruas também vieram à tona com a Lava Jato?
E o que dizer de Aécio Neves, que passou o ano de 2015
fustigando o governo, pousando de baluarte da ética, e tantas vezes delatado,
mas, até o momento, nem ele, nem a irmã foram perseguidos pelo MPF ou pelo justiceiro
de Curitiba, o Dr. Moro!
Será que o ódio pelo PT e pelo governo, alimentado pela
revista Veja e pela Rede Globo, justificam o golpe que, segundo seus atores, pretende
acabar com a corrupção?
Sei que no fundo, no fundo, o que eles querem é a volta da
impunidade, da concentração de renda e da plutocracia no poder. É isso!
Abraços
Mao, 27.03.2016
Frederico A. Passos
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