Re: Crônica: Manaus, terra arrasada!

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VALDNOR MENDONÇA SANTAREM

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Jul 19, 2016, 9:18:04 PM7/19/16
to VALDNOR MENDONÇA SANTAREM


Em Terça-feira, 19 de Julho de 2016 21:13, VALDNOR MENDONÇA SANTAREM <val...@yahoo.com.br> escreveu:






Em Terça-feira, 19 de Julho de 2016 20:59, FREDERICO PASSOS <fred_...@yahoo.com.br> escreveu:




Boa noite, caros leitores e únicos amigos. Voltei, para a alegria de uns e tristeza de outros.

Segue nova crônica da semana. Divulguem nas redes sociais e nos blogs sujos e limpos.

Desculpem pelo tempo sem escrever. É que estava sofrendo de falta de criatividade, rs.

Boa leitura,

Abraços

Fred Passos


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Manaus, a terra arrasada!
 
Em julho de 2014, a República Federativa de Manaus, sob o comando do general Arthur Virgílio Neto, declarou guerra a um país vizinho, mas não sabemos por qual motivo. O certo é que a partir dessa data Manaus passou a sofrer bombardeios diários. Centenas de buracos e crateras surgiram pela cidade. Os alvos dos inimigos eram certeiros: bairros da periferia e de classe média baixa.

A população de Manaus anda perplexa, pois os bombardeios sempre ocorrem durante a madrugada sem causar qualquer barulho. As pessoas acordam e os buracos estão lá, bem feitinhos, alguns já são filhos e netos de outros buracos, que se transformaram em crateras.

O prefeito, digo, o general Arthur, no início dos bombardeios, não se preocupou com nada. Dizia que não tinha dinheiro para tapar os buracos, muito menos tecnologia para cobrir as crateras. E também não tinha coragem de propor um armistício. A população mais pobre e a classe média da cidade é que estão pagando pela loucura do general Arthur.

Quem tem automóvel sofre diariamente com os problemas causados pela guerra de Arthur. Algumas oficinas na cidade estão cobrando em dólares pelos serviços de alinhamento e balanceamento. A coisa tá feia.

O ministro da Infraestrutura de Arthur já acionou alguns soldados para o serviço pesado: tapar os buracos. Os pobrezinhos estão trabalhando dia e noite, especialmente nestes meses que antecedem o final do mandato do general Arthur Neto.

O ministro pediu, em cadeia municipal, que a população indicasse aos soldados os buracos abertos pelos bombardeios. Muitos atenderam aos pedidos do ministro. E, assim, alguns colocaram estacas nos buracos. Outros, pneus. Outros, plantaram árvores. E outros escreveram faixas de protestos com frases dizendo assim: Ei, Arthur, venha pro aniversário do teu buraco!

Arthur já disse que é candidato a reeleição. Mas os moradores de Manaus se perguntam: será que ainda existe algum louco nesta cidade que vai votar no Arthur?

Muitos moradores me disseram que era a segunda vez que Arthur comandava a cidade de Manaus. Na primeira, ele deixou a cidade tão cheia de buracos que os ratos passaram a admirá-lo. E muitos de seus simpatizantes criaram o movimento “Toupeira Livre”. E, nessa época, sob protesto da população, Arthur Virgílio foi escorraçado da cidade.

Ainda temos quase seis meses antes do término do mandato do general Arthur. Espero que pelo menos metade dos buracos sejam tapados. E que ele não esqueça da periferia, a população que mais sofre com as crateras, que estão destruindo os poucos ônibus disponíveis para o transporte coletivo dos trabalhadores. Eu não sou louco de votar no Arthur! E você?
 
Abraços,
 
Mao, 19/07/2016
 
Frederico A. Passos










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