Indice de Endividamento - forma de calcular

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André Luis Pinheiro Guimarães

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Nov 24, 2014, 8:37:05 AM11/24/14
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Carissimos estou com um Edital aqui que esta dispondo da seguinte formula para se chegar no indice de endividamento

 

GE = PASSIVO CIRCULANTE + EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

                             PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 

Penso que a formula utilizada não é a usualmente utilizada nos processos licitatórios, pois o PASSIVO TOTAL (CIRCULANTE+E.LONGO PRAZO) DEVERIA SER DIVIDIDOS PELO ATIVO TOTAL E NÃO PELO PATRIMÔNIO LIQUIDO.

Da forma como esta, acho que restringirá indevidamente o certame... embora a exigência do índice esteja dentro do que o TCU tem considerado legal, a forma de calculo desvia de forma transversa o que a corte de contas tem entendido como adequado.

 

Dai pergunto: alguém conhece algum julgado ou IN que disponha como o Indice de Endividamento deve ser calculado ?

 

 

 

 

André Boccuzzi

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Nov 24, 2014, 8:46:08 AM11/24/14
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Aqui calculamos da seguinte forma:



- índice de endividamento total, menor ou igual a 0,50(zero cinquenta), resultante da seguinte fórmula:

 

                       

 

 

I.E     =    PASSIVO CIRCULANTE + PASSÍVEL EXIGÍVEL A LONGO PRAZO     

                                                             ATIVO TOTAL         


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Franklin Brasil

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Dec 1, 2014, 8:08:08 PM12/1/14
to NELCA
Oi, Andre. 

A definição de indices contábeis para fins de habilitação depende de estudo prévio que justifique a sua adoção. No caso dos índices-padrão, a justificativa é a regulamentação federal por meio da IN MARE 5/1995. 

4. É obrigatória a fundamentação, com base em estudos e levantamentos específicos, para definição dos valores de índices de qualificação econômico-financeira de licitante

Representação de empresa apontou possíveis irregularidades no edital da concorrência pública 2/2012, promovida pelo Município de Aripuanã/MT para contratação de obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário da região central do município custeadas com recursos federais. Entre as supostas irregularidades identificadas no certame, destaque-se a exigência, para efeito de qualificação econômico-financeira, de índice de liquidez mínimo de 2,0 e de grau de endividamento máximo de 0,30, com aparente contrariedade ao que estipula a IN 5/1995 do Ministro de Estado da Administração Federal e Reforma do Estado (MARE) e a jurisprudência do TCU (acórdãos 2.299/2011-Plenário e 170/2007- Plenário) e de tribunais do Poder Judiciário. A relatora, a despeito de revogar medida cautelar que suspendia o andamento do contrato resultante dessa licitação por considerar que sua possível anulação implicaria prejuízos irreparáveis ao erário, promoveu a audiência dos responsáveis acerca dos possíveis vícios no certame.  Os responsáveis alegaram, em síntese, que a Lei de Licitações deixaria a critério da administração sua fixaçãoem face do disposto no art. 31, § 1º, da Lei 8.666/1993que se buscouconferir segurança à contratação, uma vez que se tratava de serviços com obrigações futuras; que o objetivo da contratação foi alcançado; que a IN/MARE não obriga os municípios; que esses índices são utilizados usualmente pelo município. relatora, ao endossar o entendimento da unidade técnica e valer-se de seus apontamentos, observou que, conforme publicação "Maiores e Melhores da Revista Exame",no ano de 2011, a média dos índices de Liquidez Geral (LG) e de Endividamento Geral (GEG) das empresas do setor da indústria da construção foi de 1,5 e 0,478, respectivamente ...”. Os índices exigidos, portanto, “extrapolaram consideravelmente o padrão médio das empresas do setor consideradas”.  E mais: “a média dos indicadores das empresas de nenhum dos setores da economia listados pela revista alcança os patamares de Liquidez Geral e Grau de Endividamento Geral solicitados pela municipalidade. Além disso, a despeito de reconhecer que a citada Instrução Normativa 5/1995 não se aplica a município, observou que os índices exigidos destoam, também, dos previstos nesse normativoque estabelece como requisito para comprovação da boa situação financeira da empresa índices de liquidez geral, solvência geral e liquidez corrente superiores a 1,0, sequer prevendo exigência de grau de endividamento. Observou ainda que “O fato de a lei não fixar o limite do índice a ser adotado não afasta a responsabilidade do gestor por sua definição, que não pode ser aleatória, nem depender de simples ‘palpite’ do administrador público”. E arrematou: “Este Tribunal já enfrentou essa questão e deliberou no sentido da obrigatoriedade de fundamentação em estudos/levantamentos específicos que demonstre a necessidade e adequação da adoção desses índices, principalmente, quando os adotados não sejam os usuais, como no caso ora examinado (acórdãos do Plenário 2.495/2010, 170/2007 e 291/2007)”. O Tribunal, então, ao acolher proposta da relatora e levar em conta o fato de ter havido efetiva restrição ao caráter competitivo do certame, decidiu: a) considerar procedente a representação; b) aplicar multa do art. 58 da Lei nº 8.443/1992 aos responsáveis. Acórdão 932/2013-Plenário


O Grau de Envidamento mostra a dependência da empresa em relação ao capital de terceiros. Mas cada setor econômico tem suas características próprias para se avaliar a saúde financeira da empresa com esse indicador. 

Na verdade, qualquer indice contábil aplicado como condição de habilitação, isoladamente e sem estudo prévio, pouco ou nada representa de segurança para a contratação. Uma empresa recém-criada, com dinheiro em caixa e nenhuma dívida, terá ótimos índices, mas pouca estrutura real para honrar compromissos. 

Lembrando que a IN MARE 5/1995 prevê que os índices contábeis são apenas um dos requisitos possíveis de habilitação econômico-financeira. Quem não tiver índices pode apresentar capital social ou PL mínimo, ou mesmo prestar garantia de proposta. 

Grande abraço. 

Franklin Brasil


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