Estamos em guerra. Nesta guerra, só há soldados e inimigos, porque a vitória depende do comportamento individual. Se a pessoa acha que não tem nada a ver com isso, é um inimigo. Se obedecer às autoridades, independentemente do que isso implicar, é um combatente. Não há terceira opção.
O simples facto de termos uma opinião já deveria ser um luxo. No caso de especialistas em serviços básicos é uma arma, mas nalguns casos já é um crime. Se eu começar a postar no Instagram o meu depressivo quotidiano em isolamento ou usar o Skype para beber cerveja virtualmente com os amigos (não deve demorar algo assim), eu estou a ser criminoso.
Quem tem o privilégio de poder ficar isolado em casa com internet tem muito mais responsabilidade de agir como um combatente. No meu caso, a melhor missão que posso executar é ajudar a manter a internet funcional. Antes da guerra, era professor de filosofia na Universidade de Brasília. Agora posso salvar vidas, se trabalhar como técnico de TI. Espero voltar a ser professor o quanto antes, mas isso agora é irrelevante.
Concluindo, queria pedir-vos que convencessem imediatamente todas as pessoas que conhecem de que a internet é uma arma que pode disparar em ambas as direcções. Tal como os hospitais, a internet depende de máquinas e de especialistas também vulneráveis à escassez e à exaustão.
Se acharem que é alarmismo, paranóia etc., fiquem à vontade para me processar e/ou internar num manicómio. Mas por favor não me respondam a esta mensagem, independentemente de qual seja a vossa opinião.