





“Jardins de Braço de Prata” de Renzo Piano já iniciou construção
17 de Novembro de 2010 às 17:22:25 por Ana Rita SevilhaPassados 12 anos em que esteve pendente na Câmara Municipal de Lisboa, os terrenos onde outrora se fabricaram armas e material bélico, “vão dar lugar a um projecto residencial de referência, voltado para o rio”.
Falamos do empreendimento “Jardins de Braço de Prata” promovido pelo Grupo Obriverca e com projecto de arquitectura assinado por Renzo Piano.
Representando um investimento de 220 milhões de euros, o empreendimento, assegura a Obriverca, “é um forte contributo para a requalificação da Zona Oriental de Lisboa”.
Passados 12 anos, o Alvará de Loteamento foi entregue pelo Presidente da CML, António Costa, a Eduardo Rodrigues, presidente do Grupo Obriverca, no Salão Nobre dos Paços do Conselho.
Os “Jardins de Braço de Prata” vão ocupar os nove hectares dos terrenos que anteriormente pertenciam à indústria de material de guerra INDEP e representam um investimento de 220 milhões de euros, gerando — segundo o promotor — “uma receita de impostos estimado em 100 milhões de Euros, com a criação de cerca de 500 postos de trabalho”.
Segundo explicou o Pedro Romão, arquitecto da CPU Consultores – parceiro local do Ateliê de Renzo Piano, “o projecto prevê a construção de habitação, comércio, serviços e indústria. Toda a área envolvente ao projecto será objecto de tratamento paisagístico contemplando uma área de verde de grande dimensão que funcionará como um parque urbano disponível para a cidade de Lisboa”.
“Os Jardins de Braço de Prata, juntamente com os projectos previstos para os terrenos da antiga Tabaqueira e Gás de Portugal, irão requalificar toda a zona de frente de rio até à zona Sul do Parque das Nações, com a construção de um parque de lazer e de equipamento para a cidade, e o desvio do trânsito através de novo traçado da Avenida Infante D. Henrique”, pode ler-se na nota de imprensa.
António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, afirmou que a razão da cerimónia ter tido lugar no Salão Nobre da edilidade representa uma pública homenagem à “coragem e resistência do Grupo Obriverca e do seu presidente e fundador, Eduardo Rodrigues, assim como da Banca, em terem esperado por este dia, mais de 12 anos passados sobre a apresentação do projecto na autarquia da capital. Por outro lado, salientou, a razão da cerimónia deve-se igualmente ao facto da CML atribuir a este projecto, a maior importância para a requalificação da Zona Oriental de Lisboa”.
O edil, lembrou que, com a construção da EXPO, em 1998, o objectivo era o de criar um pólo dinamizador para a requalificação de “todo este caminho do Oriente, a ligação do Parque das Nações ao centro da cidade, no Terreiro do Paço”.
“Sabemos bem o que aconteceu — acrescentou o autarca —, em vez dessa dinâmica ter prosseguido, essa dinâmica parou. Estivemos doze anos parados. Alguém ganhou com esta paralisação?” – perguntou António Costa, para logo responder: “Perderam certamente os investidores, perdeu a cidade que não foi requalificada e perdemos todos colectivamente”.
António Costa referiu ainda que “o atraso desmesurado na aprovação do projecto afastou, provavelmente, outros investidores, diminuiu a capacidade de atracção da capital ao investimento estrangeiro e encareceu o preço do m2 de construção, quando o objectivo da Câmara de Lisboa é precisamente o contrário, a fim de captar novos moradores para a cidade”.