Reportagem de O Globo sobre Museologia

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Paula Actis

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Jan 17, 2011, 6:10:50 PM1/17/11
to memuseo, exn...@yahoogrupos.com.br, Museologia Brasil

----- Mensagem encaminhada ----
De: Tais Valente <taisva...@gmail.com>

 

A arte de preservar ?

Veículo: O GLOBO | SEGUNDO CADERNO
Data: 16/01/2011

Veja a matéria no site de origem

 

Diretor da Escola de Museologia da UniRio desde 2005, Ivan Coelho concorda. A recente mudança do currículo busca estabelecer um trabalho mais frequente com arte contemporânea, mas ainda faltam estudos na área.

- Os artistas contemporâneos misturam todos os tipos de materiais, os mais inusitados, até orgânicos, e falta um desenvolvimento na conservação desse tipo de obra. O curso ainda é mais voltado para os materiais tradicionais, mas já estamos trabalhando mais com arte contemporânea - afirma. - Um dos grandes problemas é que não temos uma CULTURA de preservação no BRASIL. Conheço vários colecionadores com acervos fantásticos que não têm qualquer cuidado com conservação.

Como Beatriz Milhazes, o artista plástico José Bechara se deu conta da importância de ter um museólogo por perto quando se envolveu em projetos de livros. Ele trabalha em três publicações, uma delas com mais de 400 páginas, sobre toda a sua produção. Quando montou a exposição panorâmica de sua obra no MAM, em cartaz até sábado, reforçou a necessidade. Esta semana, vai entrevistar e contratar um desses profissionais para trabalhar em seu ateliê.

- Preciso de um museólogo para organizar o trabalho com um olhar que não seja o meu e tenha competência para filtrar e tratar. Vou separar uma área do ateliê para a guarda saudável do acervo - diz Bechara, que já tem dois assistentes. - Eu todo dia penso e executo, e depois de um tempo isso se acumula. Para os livros, preciso de cruzamentos poéticos que só vou conseguir fazer ao organizar os trabalhos. E não são só os livros, você começa a perceber que é importante para garantir a LEITURA dessa produção no futuro.

Os artistas têm que lutar para conseguir apoio para seus projetos particulares, mas que lidam com um bem cultural do país - e, aos poucos, abrem-se a pesquisadores e ao público, como o ateliê de Vergara. O artista insistiu com o MUSEU NACIONAL de Belas Artes para usar o PROGRAMA Donato, desenvolvido pela instituição para a digitalização de obras, até conseguir a cessão do software. Mas seu uso sempre será diferente num museu e num ateliê de criação constante.

- A produção é móvel, temos que nos adaptar a isso. Quando há exposições, embalamos e conferimos todas as obras na volta. É um trabalho mais dinâmico. A vantagem é termos o artista ao lado para nos dar informações - diz a museóloga Ludimila Costa, que trabalha com Vergara ao lado da estagiária Ana Carolina Vigorito, participante do convênio com a Uni-Rio.

Hoje no Museu de Minas e Energia, em São Paulo, a museóloga Maria Paula Cruvinel, que coordenou a equipe de Vergara na época da exposição no MAM, acredita que seus colegas ainda não têm a dimensão do seu potencial de trabalho:

- A própria museologia tem que aprender muito com a diversidade de campo que ela não conhece. O (museólogo) Mario Chagas diz que a museologia está num momento de dentro para fora. Temos que mostrar que precisam da gente.



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Atividade nos últimos dias:
A    T    E    N    Ç    à   O
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Participem do BLOG do D.A. de museologia acessando http://damuseologia.blogspot.com/
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