Carta de Augusto de Campos à Folha
> de S.Paulo, não publicada pelo jornal.
>"Prezados Senhores.
>Esse jornal utilizou, em 14 de junho de 2014, com grande
> destaque, o poema VIVA VAIA, de minha autoria, como ilustração de matéria ambígua sobre os insultos
> recebidos pela presidente Dilma, na partida inicial da seleção.
> Utilizou-o, sem minha autorização e sem pagar direitos autorais:
> sem me dar a mínima satisfação. Poupo-me de comentar a insólita
> atitude da FOLHA , a quem eu poderia processar, se quisesse,
> pelo uso indevido de texto de minha autoria. A matéria
> publicada, composta de três artigos e do meu poema, cercado de
> legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos
> xingamentos da torcida, ainda que majoritariamente os condene, e
> por tabela me envolve nessa forjada querela. A brutalidade da
> conduta de alguns torcedores, que configura até crime de
> injúria, mereceria pronta e incisiva condenação e não dubitativa
> cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto.
> Os xingamentos, procedentes da área vip, onde se situa gente
> abastada e conservadora, evidenciam apenas o boçalidade e a
> truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim
> como a inferioridade civilizatória do brasileiro em relação aos
> outros povos. Escreveu, certa vez, Fernando Pessoa: “a estupidez
> achou sempre o que quis». Como se viu, até os candidatos de
> oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões
> espúrios. Pois eu lhes digo. VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS."
>
>Augusto de Campos.