
Espetáculos gratuitos de Companhias de Portugal, Timor Leste e Moçambique. Confira a programação:
| 08/set | Sábado | Apresentação às 21h | Abajur Lilás |
| Companhia A Escola da Noite | |||
| Coimbra - Portugal | |||
| 10/set | Segunda | Apresentação às 21h | Lisan Timor "Costumes Timor" |
| Grupo Bibi Bulak | |||
| Dili - Timor Leste | |||
| 11/set | Terça | Apresentação às 21h | E a cabeça tem de ficar? |
| Grupo Chão de Oliva | |||
| Sintra - Portugal | |||
| 12/set | Quarta | Apresentação às 21h | Cinzas sobre as Mãos |
| Grupo Lareira de Teatro | |||
| Maputo, Moçambique - África | |||
| 13/set | Quinta | Apresentação às 21h | Vicent, Van e Gogh |
| Grupo Peripécia Teatro | |||
| Macedo de Cavaleiros - Portugal | |||
| 16/set | Domingo | Apresentação às 19h | Curra - Temperos sobre Medéia |
| Os Contadores de Mentiras | |||
| Suzano - São Paulo |
Todas as apresentações são gratuitas e com realização de bate-papo com as companhias após cada apresentação.
Ingressos distribuídos na bilheteria do Teatro APCD – de quarta a sábado, das 15h às 22, e domingo, das 15h às 20h. Sujeito à lotação da sala. Limite de ingresso por pessoa: 2
Sobre os espetáculos e as companhias:
A Escola da Noite – Coimbra – Portugal
Espetáculo: O Abajur Lilás
Sinopse: Três prostitutas partilham o quarto onde vivem e trabalham. O proprietário do prostíbulo exerce pressão sobre elas para que aumentem a produtividade, socorrendo-se sempre que necessário de Osvaldo, o seu capanga. Considerada como a mais incisiva das peças que analisaram a situação brasileira durante a ditadura que se seguiu ao golpe de Estado de 1964, “O Abajur Lilás” foi escrita (e proibida pela primeira vez) em 1969. Em 1975, depois de uma segunda proibição, viria mesmo a tornar-se uma bandeira em defesa da liberdade de expressão e contra as diferentes formas de opressão e exploração. Ela servia, nas palavras de Sábato Magaldi, “de desnudamento de um período de terror”. O mesmo autor salienta, no entanto, a universalidade e a atemporalidade do tema que, metaforicamente, percorre toda a obra: “O Abajur Lilás” é “um contundente veredicto contra o poder ilegítimo”.
Ficha Artística
Encenação: António Augusto Barros. Interpretação: Ana Meira, José Russo, Rosário Gonzaga (Cendrev), Maria João Robalo e Miguel Lança (A Escola da Noite). Cenografia: João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano. Figurinos: Ana Rosa Assunção. Desenho de Luz: António Rebocho. Banda Sonora: André Penas.
Duração: 1h30. Indicação Etária: 16 anos.
Grupo: BIBI BULAK
Espetáculo: Lisan Timor (Costumes Timor)
Sinopse: Lisan Timor “Costumes Timor” é o título da peça que apresenta cultura e crenças timorenses, cujo objetivo promover é fortalecer a cultura como identidade nacional. É um teatro abstrato, fisical e poético. Esta colaboração é como um método ou um caminho para apresentar a cultura timorense através da casa sagrada, poesia, sacerdotes gentílicos e dança tradicional tebe-tebe.
Ficha Artística:
Maria Madalena, Feliciano Corbafo Guterres, João Tadeu Ximenes, Silvano Rodrigues Xavier, Mariazela e Fatima Xavier. Direção Artística: Almeida Ganefabra de Jesus Pinto
Duração: 45min. Indicação Etária: 12 anos
Chão de Oliva – Sintra - Portugal
Espetáculo: E a cabeça tem de ficar?
Sinopse: Do estilo de Karl Valentin(KV), interessa-nos a exercitação da estrutura fonética, buscando a comicidade das palavras através dos sons gerados, assim como o jogo de desestruturação das frases e a recorrência à simplicidade de meios materiais, para gerar a comunicação palco/público. Interessa-nos, igualmente, o vislumbre que Brecht – autor que pensamos abordar no próximo Roteiro da Intemporalidade -, reconheceu no trabalho de KV, um dos deltas na formulação e utilização nas montagens teatrais daquele autor/encenador, do chamado distanciamento (Verfremdungseffekt). É sobre este estilo e esta confluência que pretendemos refletir, experienciar e construir o espectáculo “E a cabeça, tem de ficar?”.
Ficha Artística:
Encenação: João de Mello Alvim. Direcção de Produção: Nuno Correia Pinto. Dramaturgia: Manuel Sanches. Investigação e organização documental: Carla Dias. Cenografia: Companhia de Teatro de Sintra. Figurinos: Companhia de Teatro de Sintra.
Duração: 65 min. Indicação Etária: 12 anos.
Grupo Lareira – Moçambique - África
Espetáculo: Cinzas Sobre As Mãos
Sinopse: Trata-se de uma tragédia contemporânea. Durante a guerra, dois coveiros queimam cadáveres. Eles cumprem ordens, mas a fumaça lhes irrita. Quando resolvem fazer uma greve por melhores condições de trabalho, surge entre os mortos uma mulher sobrevivente de uma matança, e que transformada em escrava por eles passa a queimar os seus.
Ficha Artística:
Lucrécia Noronha, Violeta Mbilane e Diaz Santana. Dramaturgista: Laurent Gaudé. Encenação e figurinos: Elliot Alex. Coreografia: Rosa Mário Luz, Caldino José. Som: Nelson. Cenografia: Elliot Alex e Nelson. Apoios: Grupo de Teatro Luarte/Centro Cultural Franco Moçambicano.
Duração: 60 min. Indicação Etária: 10 anos.
Peripécia Teatro – Macedo de Cavaleiros – Portugal.
Espetáculo: Vincent, Van e Gogh
Sinopse: Vincent, Van e Gogh são três dos personagens que ocupam um espaço com pincéis, telas, chapéus e cavaletes. Através da relação e o jogo destes personagens com os objetos emergem figuras e situações que marcaram a vida e a obra de Van Gogh. Um espetáculo visualmente poético, onde se sugerem algumas das mais emblemáticas obras de Van Gogh. A narrativa não é cronologicamente linear, o que permite situações cênicas que nos transportam para ambientes de delírio, de inquietude e de desconcerto, às vezes, associados a alguma ironia e humor. O espetáculo oscila, assim, entre o drama e a comédia, a realidade e a imaginação, entre a vida e a arte.
Ficha Artística:
Criação e Interpretação: Sérgio Agostinho, Noelia Domínguez e Angel Frágua. Desenho de Luz: Paulo Neto. Figurinos e adereços: Peripécia Teatro. Design Gráfico e Fotografias: Paulo Araujo. Operação de Luz: Paulo Neto/Eurico Alves. Direção: José Carlos Garcia.
Duração: 70 min. Indicação Etária: 12 anos.
Contadores de Mentiras – Suzano, São Paulo – Brasil
Espetáculo: Curra – Temperos Sobre Medeia
Sinopse: Temperos Sobre Medéia é uma montagem teatral, com foco no festejo. Uma celebração artística que identifica a tradição de um grupo de 17 anos de história e que, ao mesmo tempo, dialoga com outros artistas e outros “fazedores” de culturas. É uma confraternização ritualística, fruto de pesquisas da cultura oriental e africana, cuja fonte é o corpo e suas energias. “É um espetáculo para se sentir. Um banquete antropofágico repleto de cantos, danças boa comida”. O mito de Medéia é o eixo central que é recortado em estruturas de dança, canto, rituais, comida e emoções sensoriais. No espetáculo é servido um banquete e o público é convidado a experimentações gustativas através do paladar e do olfato. Além disso, experiências de corpo em transe e o conceito de jogo sobrepondo a cena são a base deste espetáculo. O espetáculo é a predominância do jogo essencial, onde os atores não possuem cenas definidas, mas jogos e regras estabelecidas em um itinerário de energias. Por fim, o espetáculo restabelece o mito clássico transformando a tragédia em um ritual de celebração.
Ficha Artística:
Direção e dramaturgia: Cleiton Pereira. Elenco: Ailton Barros, Cleiton Pereira, Daniele Santana, Drico de Oliveira, Camila Rafael. Atores Pajens Cozinheiros: Ailton Ferreira e Soraia Amorim. Figurinos: Ailton Barros. Concepção de Arte: Contadores de Mentira. Direção e Composição Musical: Meyson e Juá de Casa Forte. Musicista convidada: Raíssa Amorim. Designer Gráfico: Daniele Santana. Iluminação: Taciano L. Holanda
Fonte: http://www.apcd.org.br/teatroapcd/circuito_portugues.php