Givanildo Manoel
unread,Nov 7, 2013, 4:32:45 AM11/7/13Sign in to reply to author
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to comitepeladesmilitarizacao
Chega de mortes e desaparecimentos! Pela desmilitarização da polícia!
Primeiro levaram os comunistas,
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
mas a mim não me afetou
porque não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres, mas como
não sou religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
e quando percebi,
já era tarde. (BRECHT, Bertold)
A criminalização da pobreza e dos movimentos sociais voltam a ser
pauta do noticiário burguês e da direita paulistana. A morte dos
adolescentes Douglas Rodrigues e Jean Silva Nascimento na semana
derradeira de outubro reabre um processo bem conhecido pela população
paulistana: o de extermínio da juventude negra, pobre e periférica.
Histórias que vimos acontecer em Maio de 2006, em 2012 quando se
instaurou uma crise na Secretaria de Segurança Pública do Estado e na
Chacina do Jardim Rosana.
As indicações por parte do governo tucano já vinham sendo dadas há
algumas semanas, fosse pela retirada da proibição de utilizar balas de
borracha na contenção dos protestos em São Paulo, editoriais do
Estadão e Folha pedindo a punição devida à “vândalos”, as repressões
violentas aos atos nas últimas semanas são demonstrações claras do
recrudescimento do governo tucano frente as periferias paulistas e aos
movimentos sociais.
Para além do processo protagonizado por Alckmin e Grella também temos
visto que a política de gentrificação e higienização tem se alastrado
por todo país. O desaparecimento de Amarildo no Rio de Janeiro, a
morte de Ricardo na baixada santista, a utilização da Força Nacional
durante o leilão de Libra e as manifestações em cidades-sede da Copa
das Confederações em junho apontavam para esse processo de
recrudescimento da criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.
As imagens veiculadas nesta terça-feira no Jornal do SBT mostram bem a
nova guerra que começa a se instalar em São Paulo e a justificativa
para recrudescer esta guerra contra os marginalizados socialmente é a
de coibir “vândalos” nas manifestações que vem ocorrendo pelo país.
Para tanto governo Dilma, na figura do ministro José Eduardo Cardozo,
irá se reunir com os secretários de segurança de São Paulo e Rio de
Janeiro para articular ações comuns para reprimir durante as
manifestações. Para além, o ministro da Justiça também declarou que é
necessário procurar a melhor forma de punir as pessoas que transgridem
as leis. Bom lembrar que nas últimas manifestações do Rio de Janeiro
várias pessoas foram enquadradas na Lei de Segurança Nacional que está
em vigor desde a Ditadura Civil-Militar.
O que vemos ser retomado em São Paulo, mas também no país, é a
manutenção de uma política de segurança pública que visa exterminar a
classe trabalhadora, se munindo da criminalização da pobreza e dos
movimentos sociais. Maior exemplo foi a concessão da Salva de Prata à
Rota pela Câmara de Vereadores de São Paulo.
Além disso o convênio da Operação Delegada entre o governo Alckmin e a
prefeitura de São Paulo, iniciado na gestão Kassab e perpetuado agora
na gestão Haddad, ajuda a manter o processo de extermínio da população
pobre e negra da nossa cidade e quem já tem sido implementada no
interior do estado, substituindo nos finais de semana as Guardas
Municipais por PMs.
Não queremos mais uma edição dos Crimes de Maio, das execuções de
2012, dos desaparecimentos que ocorrem por todo país e não são
esclarecidos pelos governos estaduais e federal. Queremos uma
segurança pública desmilitarizada, fim do processo de higienização
social e de repressão!
O Comitê pela Desmilitarização da Política e da Polícia acredita que
neste momento é fundamental que ninguém se omita, pois o
aprofundamento da aplicação da política do terror se mostra evidente
dia após dia seja em São Paulo seja no resto do país, é importante que
não deixemos essa política de repressão e do medo avançar, é preciso
denunciar os abusos policiais nas periferias, os assassinatos e
desaparecimentos para que realmente jamais se repita as atrocidades
que temos visto nos últimos anos e, principalmente, no último período!
Convidamos a todos para estarem na quinta-feira, 07/11, às 17h na
Praça Roosevelt para podermos dizer aos nossos governantes que não
aceitaremos mais violência policial e mais mortes em nosso país!
Pela desmilitarização da política e da polícia!
Assinam
Aby YAla
AGB- Associação dos Geografos do Brasil
Amparar
Anel
Associação Juacris do Jd. Rosana.
Bloco do Beco
Casa Mafalda
Centro Acadêmico Benevides Paixão (PUC-SP)
Cia. Estável de Teatro
Circulo Palmarino
Coletivo Anastacia Livre
Coletivo Cinefusão
Coletivo Construção
Coletivo Ecossocialista Libertário (Ecossol)
Coletivo Feminista Yabá
Coletivo Merlino
Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra e Periférica
Comitê pela Desmilitarização da Política e da Policia
Comitê Popular da Copa SP
Comitê pela Desmilitarização da Polícia e da Política - Curitiba
Companhia Estudo de Cena
Cordão da Mentira
CSP-Conlutas
Deputado Federal pelo PSOL Ivan Valente
ECLA-Espaço Cultural Latino Americano
Esquerda Marxista
Fábrica Ocupada Flaskô
FEB - Frente Escracho Popular
Fenametro
Fórum Municipal de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas
FNDDH- Fórum Nacional Drogas e Direitos Humanos
Grupo Construção Coletiva da PUC
Insurgência
Intersindical
Juntos
Kiwi Companhia de Teatro
LSR
MIR- Movimento Indigena Revolucionário
MOPAT - Movimento Palestina Para Tod@s
Movimento Luta Popular
MMRC-Movimento de Moradia da Região Centro
Movimento Mulheres em Luta
Movimento Nacional da População de Rua
Movimento Primavera
Movimento Terra livre
MNU- Movimento Negro unificado
NEP - Núcleo de Extensão Popular Flor de Mandacaru
Núcleo de estudos e pesquisa em ética e direitos humanos (NEPEDH) do
Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUC/SP
PJ- Pastoral da Juventude
Observatório das Violências Policiais
Organização Comunista Arma da Crítica
PSOL
PSTU
Quilombo Raça e Classe
Revista Forum
Setorial de Direitos Humanos do PSOL de São Paulo
Sintusp
SINTRAJUD- Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal em São Paulo
Sinfrajupe- Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia
Tribunal Popular
Vereador Toninho Vespolli
Pessoal
Bia Abramides-professora da PUCSP e diretora da Apropuc
Cristina Maria Brites - Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense
Pastor Paulo Roberto
Sassá Tupinambá –militante do Tribunal Popular e do Movimento Indigena
revoculionário
Professor Dr. Angelo Antonio Abrantes Universidade Estadual Paulista - (Unesp
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Abraço fraterno,
Giva
Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que,
vendo, não veem - J. Saramago