Prezado Colega LEANDRO
FERREIRA DA CUNHA JUNIOR,
Este é um momento histórico para o
Brasil. Peço um momento de sua atenção.
Teremos, no dia 26 de outubro, a
oportunidade de manifestar o que sentimos diante da política de saúde estabelecida
pelo governo federal neste país, nos últimos 12 anos.
A classe médica brasileira nunca foi tão
desqualificada e desvalorizada como na gestão da atual presidente da
república.
A ineficiência do governo federal em diagnosticar e
prover medidas de infraestrutura foi resumida pela atual gestão como uma falha da classe
médica brasileira.
Como se saúde se resolvesse apenas com o aumento
do número de profissionais. Como se para o diagnóstico não precisássemos
de exames laboratoriais e de imagem. Como se os tratamentos não necessitassem de unidades de
saúde, de hospitais, de medicamentos e, no nosso caso, de implantes.
Esta é a estratégia do atual governo
federal: transferir a culpa a quem, de fato, não a tem.
Para a atual presidente, o próximo passo é
a importação de ortopedistas estrangeiros. Sim, porque com mais ortopedistas
as filas cirúrgicas nos hospitais públicos deixarão de existir!!! Para
este governo basta ter MAIS MÉDICOS, e não MAIS SOLUÇÕES.
A candidata do governo à presidência deveria
ter vergonha de propor uma medida simplista e eleitoreira para resolver o problema de
saúde do povo brasileiro. Deveria se constranger ao prestar contas sobre os valores
gastos na construção de novos estádios de futebol em locais que jamais
voltarão a ter uma partida relevante, e onde a população precisa de leitos,
equipamentos, medicamentos e capacitação profissional em todos os níveis da
atenção de saúde.
Para o atual governo federal não importa
qualidade. Importa levar a todos os lados um profissional com caneta na mão para prescrever
algo que atenue a angústia da população, não necessariamente o seu mal
de saúde.
A ampliação do número de escolas
médicas no Brasil é algo que segue um ritmo desenfreado. Há novos centros
formadores de médicos que não tem hospital próprio ou mesmo uma
biblioteca.
O médico NÃO é um profissional acima
dos demais. Mas é aquele que tem, provavelmente, a missão mais nobre dentre
todos, a de aliviar a dor e o sofrimento, implementando a saúde do indivíduo
e, secundariamente, otimizando o funcionamento da sociedade onde este indivíduo está
inserido. Um profissional com este tipo de atribuição não pode ser formado de
qualquer maneira, imaginando-se que ele vá adquirir todos os recursos que precisa
consultando a internet para assistir a cursos virtuais. O médico precisa de
capacitação. Seguramente, quem propõe a abertura em massa de escolas
de medicina, a abertura das fronteiras para que aqui adentrem colegas procedentes de diferentes
nichos culturais e com diferentes retrospectos de formação, entende pouco de
educação profissional e menos ainda das necessidades da população
brasileira.
Se não nos posicionarmos, em breve, os conselhos
médicos, as sociedades de especialidade, os órgãos certificadores da
área médica deixarão de existir e serão todos substituídos por
algum órgão centralizador destinado a este fim pelo atual governo. Será o
fim da autonomia profissional da classe médica.
Venezuela e Cuba são países que conhecem
bem o regime totalitário de esquerda que se deseja implantar neste país. Eu já
estive pessoalmente nestes dois países e sei das dificuldades enfrentadas pelos profissionais
de saúde nestes sítios.
Se você pensa, como eu, que é hora de dar um
basta nesta situação, que é momento de resgatar nossa profissão, que
é hora de dizer não aos escândalos que se acumularam nos últimos quatro
anos no Brasil, inclusive com a total dilapidação de um dos símbolos nacionais
de crescimento e credibilidade, a Petrobrás, não deixe de comparecer às
urnas no dia 26.
O seu voto, o dos seus familiares, o dos seus pacientes,
o dos profissionais de saúde que trabalham com você é essencial para darmos um
BASTA a todos estes abusos que estamos assistindo.
Não fique parado em casa assistindo à
televisão ou os noticiários. Mobilize-se. Peça votos. Converse com quem deseja
anular ou votar em branco. Impeça o seu vizinho de viajar e se abster no dia 26. Cada
voto fará a diferença nesta eleição.
O primeiro passo para sairmos do patamar em que estamos
é buscando um novo caminho, um novo rumo. Não sabemos se este caminho será
melhor. Mas o caminho atual já conhecemos.
Toda mudança começa com o primeiro passo.
Não é possível que possamos imaginar que o Brasil que sonhamos surgirá
da continuidade deste governo que imergiu este país em uma onda de descrença e falta
de esperança.
No dia 26 de outubro peço a você que vote 45 e eleja Aécio
Neves presidente.
Pela chance da mudança. Pela oportunidade de
buscarmos um fortalecimento da classe médica. Pelo repúdio à impunidade. Pela
busca de um novo país melhor para cada um de nós.
Agradeço a você pelo tempo dedicado a ler
esta mensagem e pela oportunidade de poder compartilhar com você o que me move a votar por
Aécio Neves nestas eleições.
A luta por um Brasil melhor é de cada um de
nós.
Peço o seu voto e a sua mobilização por mais votos em
favor da mudança e da esperança.
Grande abraço
Dr. Mauricio Kfuri
Médico Ortopedista
Professor
Universitário