---------- Mensagem
encaminhada ----------
De: Reinaldo a...@ridersoffreedom.com.br>
Data: 8 de janeiro de 2013 05:12
Assunto: Redes Insociais
Para:
Redes Insociais
A necessidade de estarmos conectados a uma rede
social ultrapassa em muito o verdadeiro sentido e razão da nossa
existęncia como seres sociáveis.
O comportamento e presenįa nestas redes, em muitos
e muitos casos, beiram o estado inicial de insanidade e de dependęncia
pseudo-social.
O fato é que elas são criteriosamente construídas
dia-a-dia por gęnios, profundos conhecedores do comportamento humano e
seu psíquico, além lógico de complexas equaįões matemáticas.
As redes sociais nos entorpecem sorrateiramente,
nos transformando num viciado delas, dando a falsa impressão de estarmos
completamente e ativamente nos socializando.
As armadilhas para nos manter conectados e
entorpecidos são muitas, que passam pelas facilidades de acesso via
celular, smartphone, tablet e smarttv, pela forma amigável que se pode
configurar a página do usuário e enviar
mensagens, fotografias e filmes, pela boa
distribuiįão de recursos no lay-out da página, pelo visual clean , por
poder socializar com muita gente sem sair do lugar e muitas outras.
Nos tupiniquins destas ensolaradas terras, as
redes sociais potencializam o feitiįo de aprisionar usuários de forma
muito mais contundente que em outras sociedades. E não é de hoje.
Sabem quem é Orkut Buyukkokten?
Calma, este não é o nome de um brasileiro pobre
coitado que o pai na sua simplicidade quis deixá-lo bem conhecido pelo
resto da vida, utilizando o nome do conhecido site e a discutível
criatividade para o sobrenome.
Na realidade, é simplesmente o próprio, o
engenheiro do Google criador do site e desta rede social, que antes do
Facebook não tinha concorrente.
Pois então, na época de crescimento e domínio
total do Orkut, ele ficou assustado com a grande e rápida aceitaįão dos
usuários no Brasil, a ponto deles precisarem reprojetar toda
infraestrutura para suportar o volume de acesso.
Pra se ter uma idéia de números, quando o Orkut
atingiu o seu auge no mundo, 75% dos usuários desta rede eram
brasileiros. Entenderam?
ū de todos os acessos no mundo eram feitos por
brasileiros.
Ele ficou tão impressionado que resolveu tentar
encontrar a resposta pra pergunta que não quer calar.
Porque o Brasil?
Mesmo agora em tempo de Facebook, o Brasil se
tornou o país com páginas mais ativas (outubro 2012). Onde o número brasileiro
está muito distante dos outros participantes, com 85 mil posts. O Egito
está em segundo lugar com cerca de 54 mil posts no mesmo período de
tempo, e o Estados Unidos em terceiro lugar com cerca de 53 mil.
De volta ao Orkut e a pergunta. Porque o Brasil?
Uma resposta que pode ser mais fácil pra gente,
mas imagine pra um nerd turco funcionário do Google.
Mas assim mesmo ele chegou numa resposta, que é
mais ou menos a de que faz parte da cultura brasileira ser amistoso,
gostar de sair e fazer amigos.
Me atrevo a ir além, e com exemplo.
Todo mundo certamente já passou por aquela situação
de estar esperando um transporte coletivo num ponto de ônibus ou numa
rodoviária qualquer, e do lado está aquele sinhorzinho nunca dantes
visto, que sem deixar a gente nem esquentar o assento e se apresentar,
comeįa contar a história da vida dele.
Conta que é do cafundó do judas, que tem 10
filhos, que um já foi morto e outro está preso, que uma se perdeu e
virou prostituta, e assim segue ladeira abaixo.
Durante aqueles 5 minutos ele faz um resumo
impressionante da vida dele. E de graça.
Na sua simplicidade, ele sente uma necessidade
enorme de se socializar, e como grande parte da sociedade brasileira, o
faz com uma certa ingenuidade e despudor.
Pois é, os bancos de ponto de ônibus e rodoviária
já não estão sendo mais tão
ocupados e estão sofrendo a concorręncia de outros meios para os sinhorzinhos , sinhórinhas e todo mundo se sentirem
socializados.
O início do tema acima pode dar a nítida impressão
que sou mais um daqueles radicais que são contra mudanįas e formas
globais insurgentes que nos influenciam e ās nossas relaįões e viver.
Que sou contra as redes sociais.
Ledo engano.
Aliás, muito deste meu pensar vem do latente
incômodo de ter dedicado um progressivo e enorme tempo ā elas neste
último ano.
Onde e quando um tema inteligente e provocativo
surgiu no decorrer dele, sintetizado por um lema que diz: Desconectar
para Conectar (Disconnect to Connect).
Sem entrar muito nesta polęmica, pretendo neste
novo ano me dedicar mais ās coisas palpáveis e menos nas subjetivas, não
privilegiar a quantidade em detrimento da qualidade no tempo e relaįões
nas redes, fazę-lo do mesmo jeito em relação aos encontros e eventos de
motociclistas, e viajar muito mas muito de motocicleta. Muito mais do
que o fiz em 2012.
Boas emoções amigos, nas estradas com irmãos de fé
e destino.
Autor: Reinaldo Brosler
VP Águias do Vale MC - Guaratinguetá-SP
Administrador dos Site, Canal YouTube e Grupo
Facebook Riders of Freedom
http://www.ridersoffreedom.com.br/
http://www.youtube.com/RidersFreedom
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Motos são importantes para o trânsito, reconhece estudo da Austrália
País entende que o uso de motos é benéfico por ocupar menos espaço no trânsito...
Um estudo divulgado na Austrália em
dezembro/12, que analisa anualmente as 18 maiores áreas urbanas do país,
constatou que as mais de 700 mil motocicletas que circulam por lá ocupam menos
espaço em vias congestionadas e áreas de estacionamento e emitem menos
poluentes. O texto destaca que a maior vantagem das motocicletas e scooters no
sistema de transporte urbano é o pouco espaço que ocupam nas vias em uma época
em que os congestionamentos são um dos principais problemas nas cidades.
A quantidade de acidente envolvendo motos no trânsito fez com que elas se tornassem vilãs para a maioria das pessoas que disputam as faixas de ruas e avenidas diariamente, principalmente para aquelas que dirigem carros. No entanto a praticidade da motocicleta e a capacidade de fazer fluir o trânsito não é novidade, pelo menos para quem utiliza moto.
Na Austrália, autoridades do governo começam a reconhecer eficiência dos transportes de duas rodas. O Ministro dos Transportes da Austrália, Anthony Albanese, destacou o seguinte: “Como eu atestei na última viagem que fiz para a Itália, muitas cidades do mundo estão lotadas de motos e de scooters, uma vez que as pessoas se beneficiam de sua eficiência como forma de transporte de baixo custo e consumo. Entretanto, no contexto político da Austrália, eles só são mencionados em discussões sobre segurança. Isso ajuda a nublar o fato de que motos e scooters são importantes em uma época em que os congestionamentos funcionam como uma âncora que diminui nosso tempo e produtividade”.
Brasil
Nos últimos 10 anos, a frota de motocicleta subiu de cinco milhões para 16 milhões. Um dos principais motivos para as motos serem consideradas vilãs, de acordo com pesquisadores da USP, é que o aumento da frota não foi acompanhado de um investimento na educação dos motociclistas.
No país inexistem estudos a respeito do uso de motos. O país dá enfoque aos acidentes e não se preocupa em estudar as causas (falta de educação de qualidade) e enxergar as benesses dos veículos de duas rodas. Diferente da Austrália, o governo brasileiro demonstra não estar preocupado em melhorar o trânsito do país e a qualidade de vida da população.
Fonte: RockRiders.com.br com informações publicadas no site do Jornal Opovo.com.br.
http://www.rockriders.com.br/Default.aspx?pagina_capa=Detalhe_noticias.aspx?tipo=16&id=2887