[Respostas Do Livro On Stage Volume 2

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Kody Coste

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Jun 12, 2024, 5:35:54 AM6/12/24
to monsabilting

Esse artigo visa revisar os resultados encontrados na literatura a respeito dos diversos fatores relacionados com a resposta hormonal aguda e crnica ao treinamento de fora. Foi observado que existe uma estreita relao entre a treinabilidade de indivduos submetidos ao treinamento de fora e os nveis circulantes de testosterona nesses sujeitos. Alm disso, outros parmetros hormonais, tais como as razes entre a testosterona e sua protena carreadora e entre a testosterona com o cortisol, tambm foram relacionados com a capacidade de aumento de fora. Diversos fatores ligados sesso de treino, alm das caractersticas da populao investigada, influenciam a resposta hormonal aguda e crnica ao treinamento. Entre esses fatores, o volume e a intensidade so as principais variveis ligadas magnitude dessa resposta. A determinao de quais fatores possam estar estreitamente relacionados com a resposta hormonal ao treinamento de fora pode ser importante para o estabelecimento de uma sesso de treino e uma periodizao que otimizem o ambiente anablico determinado pelas concentraes de testosterona e cortisol, e, dessa forma, maximizar os ajustes neuromusculares decorrentes desse tipo de treinamento.

Respostas Do Livro On Stage Volume 2


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This study aims to review the results found in the literature concerning a variety of factors related to the acute and chronic hormonal response to strength training. It has been observed that there is a close relationship between the trainability of individuals submitted to strength training and the circulating testosterone levels in these subjects. Moreover, other hormonal parameters, such as the ratios between testosterone and its binding protein and between testosterone and cortisol, were also related to the ability to increase strength. Besides the characteristics of the population investigated, several factors associated with the training session affect the acute and chronic hormonal response to training. Among them, volume and intensity are the main variables associated with the magnitude of this response. Determining which factors might be closely related to the hormonal response to strength training may be important to establish a training session and a periodization that optimize the anabolic environment determined by the testosterone and cortisol concentrations, and thus enhance the neuromuscular adaptations resulting from this type of training.

Tm sido sugerido que as adaptaes neuromusculares observadas com o TF(26-28) sejam mediadas, em parte, pelas respostas agudas e ajustes crnicos decorrentes do treino, nos nveis circulantes da testosterona e do cortisol, alm de modificaes em seus receptores celulares(29). Alm da conhecida ao desses hormnios no metabolismo muscular(30), a magnitude de aumento na fora muscular em indivduos submetidos ao TF tm sido relacionada com a concentrao de testosterona, entre outros parmetros relacionados a esse hormnio [(i.e. razo testosterona/cortisol e testosterona/globulina ligadora de hormnio sexual-(SHBG)](9,31-33).

Devido importncia da resposta hormonal aguda e dos ajustes crnicos do sistema endcrino ao treinamento de fora, a determinao de quais aspectos do treino tenham influncia nessas respostas pode ser importante para se estabelecer um ambiente anablico timo durante uma sesso ou um perodo de treinamento. Sendo assim, o objetivo do presente estudo revisar os resultados obtidos na literatura a respeito da influncia das concentraes de testosterona na treinabilidade de indivduos submetidos ao TF e determinar quais os fatores ligados a sesso de treino so relacionados com a resposta hormonal aguda e crnica do sistema endcrino.

Especificamente no mbito do metabolismo muscular, a testosterona um potente estimulador da sntese de protenas(34), o que ocorre atravs da interao do hormnio com seu receptor especfico na clula muscular. Alm disso, esse hormnio influencia a produo de fora devido ao estmulo para transio das fibras do tipo II a um perfil mais glicoltico(35), ao aumento da liberao do fator de crescimento semelhante insulina I (IGF-I), mediada por sua influncia na amplitude de pulsos do hormnio do crescimento (GH)(36), alm da influncia na sntese de neurotransmissores importantes para a contrao muscular(12).

Alguns estudos demonstraram que entre os individuos submetidos ao mesmo volume e intensidade de TF, os que possuem maiores concentraes de testosterona, aumentam mais a fora e/ou potncia musculares aps o perodo de treinamento. Isso sugere que a treinabilidade de indivduos submetidos ao TF possui uma relao com parmetros hormonais ligados a testosterona e relao desse hormnio com a SHBG, sua protena carreadora, e com o cortisol, como demonstrado pelos resultados desses estudos(9,13,20,31-33). O Quadro 1, demonstra resultados de estudos que encontraram correlaes entre parmetros hormonais e variveis relacionadas com a fora muscular. Um aspecto que deve ser salientado que outros fatores estruturais, tais como ngulo de penao e a composio de tipos de fibras podem interferir na produo de fora(35), bem como o volume e a intensidade do TF influenciam preponderantemente no aumento de fora decorrente do mesmo(18).

A testosterona revela uma plasticidade na sua resposta ao treino de fora, e seu comportamento depende de fatores ligados sesso de treino como volume, intensidade, mtodo (i.e. sries simples ou mltiplas)(31,37), tipo de contrao muscular(38,39) e massa muscular envolvida(40), alm de fatores como idade(12) e nvel de treinamento dos indivduos(4,12,14). Essa resposta ao TF pode submeter a musculatura esqueltica a uma elevada concentrao hormonal perifrica que pode melhorar a interao entre o hormnio e seus receptores celulares(41). Com relao ao cortisol, o aumento das concentraes tambm est relacionado com fatores como a intensidade e o volume de treino(11), alm do nvel de treinamento da populao(4). Embora seu comportamento esteja relacionado a uma maior degradao de protenas(12,42), sua resposta ao exerccio muito importante no perodo de recuperao aps uma sesso de treino, na regulao da reposio de substrato energtico muscular(11), devido ao estmulo glicogenlise heptica.

A resposta da testosterona a uma sesso de exerccio pode refletir alguns mecanismos regulatrios adicionais aos processos que regulam a secreo desse hormnio em repouso(12,13). Em estudo realizado por Lu et al.(7), foi observado que o aumento da testosterona induzida pelo exerccio em ratos machos tinha correlao com o aumento do lactato sangneo. Tendo observado essa resposta, esses autores realizaram in vitro, a infuso de lactato nos testculos desses ratos, e observaram que houve um comportamento dose-dependente de aumento de testosterona. Tm sido demonstrado que os mtodos de TF que objetivam a hipertrofia ou a resistncia muscular so tipos de treinamento fsico com alta produo de lactato(11), o que sugere uma forte relao com o mecanismo de aumento da testosterona via estimulao do lactato nos testculos(7).

Outros mecanismos podem ser responsveis pelo aumento da testosterona induzido pelo exerccio, entre esses a atividade simptica aumentada em resposta ao exerccio(8) e o fluxo sangneo e a vasodilatao relacionada liberao de xido ntrico aumentando a liberao do hormnio(43). Embora esses estudos tenham utilizado protocolos de exerccio diferentes do treinamento de fora, Kraemer et al.(12) e Ahtiainen et al.(13) sugerem que esses mecanismos tambm podem ser mediadores do aumento da testosterona em resposta a esse tipo de treino.

J a resposta do cortisol ao exerccio aparenta ser regulada por mecanismos semelhantes ao controle desse hormnio durante o metabolismo de repouso. Kraemer et al.(12) observaram em indivduos jovens e idosos submetidos a uma sesso de TF, que houve um aumento na liberao de adrenocorticotropina (ACTH) induzida pelo exerccio, o que possivelmente causou o aumento do cortisol em resposta mesma sesso de treino. interessante notar, que aps um perodo de TF, mesmo com aumento da liberao de ACTH aps o exerccio, pode no ocorrer um aumento do cortisol(12). Foi sugerido que isso ocorre devido a uma downregulation nos receptores de ACTH no crtex adrenal aps o perodo de treinamento(4,12).

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