Resumo sobre a Família Imperial Brasileira

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Aug 1, 2010, 12:10:20 AM8/1/10
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Amigas e Amigos,
 
Para fins de melhor capacitar-nos à divulgação dos príncipes do Brasil, apresento a seguir um breve resumo sobre a descendência de Dom Pedro I. Sei que a maioria já deve ter conhecimento disso, mas há muitos monarquistas recentes e muitos simpatizantes que desconhecem alguns detalhes.
Assim, aqui vai o resumo.
 

Descendência de Dom Pedro I.

 

            Feita a separação completa entre o Brasil e Portugal, em setembro de 1822, e em vista de o Brasil ter continuado com a forma monárquica de governo (lembremos que o Brasil já era Reino desde 1815, e embora unido ao de Portugal e Algarves, já era nação soberana), tendo na liderança o Senhor Dom Pedro I, é naquele momento histórico que surge, também, a Família Imperial Brasileira.

            Originária da Família Real Portuguesa, por ter na chefia o Príncipe Herdeiro de Portugal, a Família Imperial Brasileira tem na origem o sobrenome Bragança.

            Dom Pedro I casara-se, ainda como Príncipe Herdeiro, com a princesa austríaca Dona Leopoldina, Arquiduquesa no Império Austríaco.

            Assim, é a descendência, oficial, de Dom Pedro I que iria formar a realeza brasileira, dinasta ou não.  Falo em descendência oficial porque é notória e pública a descendência de Dom Pedro I fora do casamento dele com Dona Leopoldina.

            Uma de suas descendentes de fora de seu casamento, no entanto, foi reconhecida por ele como sua filha e titulada com o título de Duquesa de Goiás; foi Dona Isabel Maria de Alcântara Brasileira, filha primogênita de Dom Pedro I com a Marquesa de Santos.

Foi batizada no dia 31 de maio de 1824. Porém somente em 24 de maio de 1826 é que ela foi oficialmente reconhecida como filha do Imperador, em Decreto que lhe concedeu o título de Duquesa de Goiás, dando-lhe, também, o tratamento de Alteza, o que foi comunicado ao quartel general das forças armadas para efeito das continências a prestar à menina. Assim, a Duquesa de Goiás era, também, princesa brasileira.

            Mas, voltando à descendência rigorosamente legítima de Dom Pedro I com Dona Leopoldina, temos, inicialmente, os seguinte filhos ( que sobreviveram ao parto ):

- Dona Maria da Glória (Dona Maria II em Portugal)

- Dona Januária

- Dona Francisca

- Dom Pedro de Alcântara (futuro Dom Pedro II).

            É com Dom Pedro de Alcântara, declarado Dom Pedro II em 1831, com a abdicação de Dom Pedro I, aos cinco anos de idade, que a Família Imperial Brasileira tem prosseguimento.

            Dom Pedro II, em 1843, casa-se com a Princesa Italiana, do Reino das Duas Sicílias,  Dona Teresa Cristina e, com ela, tem duas filhas ( sobreviventes ao parto ):

- Dona Isabel

- Dona Leopoldina

            Dona Isabel casa-se, em 1864 com o príncipe francês Gastão de Orleans, Conde d’Eu (Eu é uma comuna no departamento do Sena Marítimo, na região da Alta Normandia, França ).

            Dona Leopoldina casa-se, também em 1864, com o príncipe e Duque Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota ou simplesmente Duque de Saxe, como ficou conhecido no Brasil.

 

            Descendência de Dona Isabel e do Conde d’Eu.

Dona Isabel era a herdeira do Trono.

            De seu casamento com o Conde d’Eu, teve três filhos: Dom Pedro de Alcântara, Dom Luiz e Dom Antônio.

            Dom Pedro de Alcântara, que em 1908, renuncia por si e seus herdeiros ao direito sucessório previsto na Constituição Imperial, para poder casar-se com a Condessa Dona AElisabeth Dobrzensky de Dobrezenicz, citando, expressamente, a Constituição Imperial. O fato de ele ter citado a Constituição Imperial provocou dúvidas sobre a validade de sua renúncia, na época, entre vários monarquistas brasileiros que entendiam que a renúncia dele deveria ser validada por um Parlamento Monarquista para ter efeito.

Outro grupo, também expressivo, de monarquistas brasileiros, entendeu que na ausência de um Estado Monárquico efetivo no Brasil, na ocasião, cabia à Princesa Dona Isabel, sucessora de Dom Pedro II, decidir sobre matérias da espécie e, portanto, a renúncia tinha, sim, validade. A dúvida, porém, continua até os nossos dias, embora muito menor.

            Mas, considerando-se válida a renúncia de Dom Pedro de Alcântara, temos então, entre os Orleans e Bragança, três outras descendências residentes, em sua maioria, no Brasil: os descendentes de Dom Luiz ( o chamado “Ramo de Vassouras”), considerados pela maioria dos monarquistas como os únicos dinastas brasileiros e os descendentes de Dom Pedro de Alcântara, que são:

- Dom Pedro Gastão: seus descendentes constituem o chamado “Ramo de Petrópolis”;

- Dom João Maria, cujos descendentes constituem um possível “Ramo de Paraty”.

            As chefias atuais desses três grupos familiares são:

            - Dom Luiz, quanto ao “Ramo de Vassouras”, descendência considerada dinástica pela maioria dos monarquistas brasileiros e pelos genealogistas europeus;

            - Dom Pedro Carlos, descendentes não-dinastas, quanto ao “Ramo de Petrópolis”;

            - Dom João Henrique, descendência não-dinasta, ( conhecido também como Dom Joãozinho ), quanto ao “Ramo de Paraty”.

 

            Descendência de Dona Leopoldina e do Duque de Saxe.

            Na atualidade, representada pelos descendentes de Dom Carlos Tasso e Dom Philippe Tasso. Em vista de não pertencerem a descendentes que tenham renunciado aos direitos sucessórios, podem ser considerados, rigorosamente, como dinastas também, embora muito distantes na linha sucessória. Muitos monarquistas questionam se eles podem ser chamados de príncipes, embora reconheçam que são dinastas.

Dom Carlos Tasso vive na Europa e Dom Philippe Tasso vive no Brasil

Habib Tamer Badião

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Aug 1, 2010, 4:27:11 AM8/1/10
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Parabéns ao autor.....

 

Habib, Prof.

 


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