FW: ferimento de arma branca

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Thais Caroline B. Oliveira

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May 20, 2012, 7:52:50 PM5/20/12
to modulo C, modulo grupo VC, Paula Ruelo, medi_...@hotmail.com
Aqui está a parte da Mari.

Bjooos


From: mari_ab...@hotmail.com
To: leticia...@hotmail.com; thab...@hotmail.com
Subject: RE: ferimento de arma branca
Date: Sun, 20 May 2012 20:27:09 -0300


 

 

     Uma vez que os crimes violentos que envolvem armas brancas, armas de fogo e agressões físicas são cada vez mais freqüentes, os profissionais de saúde devem estar plenamente conscientes da importância do reconhecimento e da preservação de evidências forenses e do correto registro das lesões encontradas. O texto da lei define como “armas brancas” os seguintes instrumentos: “estilete”, “estrela de lançar”, “faca de arremesso”, “faca de borboleta”, “faca de abertura automática ou de ponta e mola”.

 

     A avaliação clínica das vítimas de agressão passa pela descrição adequada das lesões. As lesões provocadas por armas brancas têm particularidades relevantes e indispensáveis a um diagnóstico diferencial capaz de auxiliar as entidades judiciais na resolução de um processo jurídico, imputando ou ilibidando presumíveis agressores.  De forma alguma, o profissional de saúde deve por em causa qualquer tratamento ao doente, em prol da recolha de evidências ou registro das lesões. Contudo, a sua sensibilização quanto à investigação forense, pode minimizar ou impedir que se percam ou se destruam evidências.

     A responsabilidade dos profissionais de saúde é proporcionar a continuidade dos cuidados prestados na instituição de saúde para os tribunais de justiça, das salas de urgência para salas de audiências!

 

Como o médico deve proceder diante de uma vítima por arma de fogo?



MEDIDAS PRÉVIAS

  1. INICIAR RCP SE NECESSÁRIO.
  2. DEITÁ-LO NO CHÃO COM PERNAS ELEVADAS.
  3. COMPRESSÃO COM PANO SECO E LIMPO NO LOCAL DE SANGRAMENTO.
  4. NÃO RETIRE O OBJETO IMPALADO.
  5. MANTENHA O PACIENTE CALMO.

CAUSAS POSSÍVEIS

  •  ACIDENTE EM GERAL.
  •  TENTATIVA DE HOMICÍDIOS.
  •  ACIDENTES DOMÉSTICOS.
  •  TENTATIVAS DE SUICÍDIO.

OBSERVAÇÕES GERAIS:

A POLÍCIA DEVE SER NOTIFICADA SEMPRE.

 

      Quando as vitimas e mesmo os agressores dão entrada nos serviços de urgência, de imediato iniciam-se processos de avaliação e tratamento as lesões que apresentam. Durante estes processos as evidências ou vestígios forenses são muitas vezes passados para segundo plano, pois o primeiro objetivo do profissional de saúde é salvar a vítima, reduzir a dor, e instituir intervenções que iniciem o mais rápido possível o processo de cicatrização das lesões.

 

Registro documental escrito:

 

 

Os registros clínicos constituem uma fonte de imensa validade, de informações de caráter médico-legal para aplicação na justiça. O registro clínico, para se tornar útil  em uma ajuda de defesa legal, deve ser o mais completo possível.  Integralidade e profundidade são componentes essenciais do processo clínico e da documentação. A avaliação realizada à lesão pelo profissional de saúde visa um registro pormenorizado, minucioso, preciso, factual e objetivo da lesão, isento de juízos sobre as circunstâncias que concorreram ao fato. Cabe à investigação apurar as situações concretas em que a agressão foi produzida, após conjugação de todos os elementos obtidos sobre a verdadeira intenção do agente deve ser escrito de forma legível e compreensível. O recurso, as abreviações devem estar aprovadas a nível nacional e internacional. Os registros não devem ser falsificados, deturpados ou exagerados, bem como conter falsas informações. Toda a informação deve ser corretas e precisas, pois caso contrário torna-se uma prova inútil, de difícil interpretação pelos investigadores e, facilmente, manipulável por profissionais do forum. Um registro clínico bem documentado, completo e minucioso, é antes de mais nada um instrumento crítico para a prestação de bons cuidados baseados na ciência.

Por outro lado, um registro pouco documentado e incompleto é uma “arma potente” para o advogado que apresenta queixa e um registro incompleto. Advogados competentes podem se favorecer quando existem falhas nos registros. A análise dos registros clínicos numa fase posterior, possivelmente em tribunal, pode revelar deficiências graves, que não só trazem o descrédito sobre o profissional individualmente, como da profissão como um todo, mas também podem prejudicar gravemente o processo judicial. Os profissionais dos serviços de urgência são as típicas profissões não forenses que podem encontrar doentes com lesões deste gênero, que podem ser muitas vezes controversas no âmbito de processos judiciais.

A precisão da documentação escrita permite fornecer detalhes sobre o que aconteceu, quando, onde, bem como a quem a o que os ferimentos resultaram. Para isso, deve ser aplicada a correta terminologia de definição das lesões encontradas, sob prejuízo de falso testemunho. A literatura sugere que a causa da imperfeita precisão dos registos de lesões relaciona-se, em parte, à estreita comunicação entre os profissionais do forum e profissionais de saúde, e também, a ausência de formação em conteúdos forenses em todos os profissionais de saúde.

 

 

Fontes:

http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/20050/2/Tesemestradoluciavales2009.pdf

http://www.savior.com.br/comoagir.php#13

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/08_09_10_manual_sivva_1254424639.pdf

 

 

 

~$rimento arma branca.docx
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