o nosso "arrastão" de Consagrações a nossa Mãe Santíssima, pelo método de São Luis Montfort, segue a todo vapor!
Sobretudo agora, que o Olavo de Carvalho, nas últimas semanas, em seu programa semanal, tem manifesto a sua adesão e recomendado que todos o façam, neste momento terrível que nosso país vive.
Temos recebido várias perguntas via e-mail a respeito da Consagração, e com esta postagem aqui, a intensão é esclarecer as dúvidas mais comuns.
Por isso, recomendamos que este artigo seja lido com atenção por aqueles que pretendem estar junto conosco preparando-se para a se consagrarem no dia 08 de Dezembro; os 33 dias de preparação começam no dia 05 de Novembro.
- Site Pe. Paulo Ricardo:
“Uma, porém, é a Minha Pomba, uma só a Minha Perfeita (...); as donzelas
proclamam-na Bem-Aventurada, rainhas e concubinas a louvam. Quem é Essa
que surge como a aurora, Bela como a lua, Brilhante como sol, Temível
como um exército em ordem de batalha?” (Cântico dos Cânticos 6, 9-10).
Deste o início deste ano, temos a inspiração de que pelo “Cor Mariae”, a
“Pomba voaria para todo o Brasil”.
Pomba que é na Bíblia a Presença do Espírito Santo, que é também a
própria Virgem Maria (Can 6, 10-11), Esposa do Espírito Santo, e que
cremos que é também esta Obra suscitado pelo “Espírito e a Esposa” (Ap
22, 17), que por meio das “pombas” e “leões” que fazem parte dela.
Com efeito, em nosso “arrastão de Consagrações”, através da proposta de
São Luis Maria Montfort (no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a
Santíssima Virgem”), preparado como um presente para a Santíssima Virgem
na festa da Sua Imaculada Conceição (em 08 de dezembro), iniciando os
33 dias de preparação segundo a proposta de São Luis Montfort no dia 05
de Novembro, temos recebido contatos de todo o Brasil, e inclusive de
fora dele (como do filósofo Olavo de Carvalho, que está nos EUA)
querendo se unir conosco nesta Campanha.
Muitos tem nos colocado também as suas dúvidas a respeito desta
Consagração, e como muitas perguntas tem se repetido, fizemos esta
postagem na tentativa de esclarecer já as dúvidas mais comuns.
1. Em
que a Consagração proposta por São Luis Maria Montfort se diferencia das
demais consagrações a Santíssima Virgem?
A Consagração proposta por São Luis é uma Consagração TOTAL, da pessoa
INTEIRA, como fala na própria fórmula da consagração, em “corpo, alma,
bens exteriores, bens interiores, valor das obras boas passadas,
presentes e futuras.”
E aqui é importante esclarecer: o que é este valor das boas obras?
Segundo o próprio São Luis explica, é o valor espiritual de todas as
nossas obras de virtude, que se dá em 3 aspectos:
- Valor meritório: aumenta o nosso grau de glória no céu
- Valor satisfatório: diminui a nossa eventual pena no purgatório
- Valor impetratório: é o valor que podemos “aplicar”, oferecendo uma
obra de virtude por uma intensão em particular
Por esta consagrações, nós nos entregamos inteiros a Virgem, e inclusive
entregamos o valor das nossas boas obras, nos despojando daquilo que
seria um “direito” nosso, para que Ela possa dispor deste valor
livremente, e usar da forma como for Melhor.
Por exemplo: por esta Consagração, a Virgem pode usar o valor de uma boa
obra nossa para converter uma pessoa do outro lado do mundo, que nem
conhecemos, que só conheceremos no céu!
A explicação deste ponto encontra-se nos números 121 a 125 do Tratado.
2. Isto
significa que esta consagração é superior as outras formas de
consagração a Virgem?
Não necessariamente, SE em outra forma de Consagração a pessoa se
consagra com a consciëncia e a intensão de, entregando-se totalmente,
consagrar também os seus bens espirituais, como explicamos acima, mesmo
que a fórmula desta outra forma de consagração NÃO explicite isso.
O diferencial da forma proposta por São Luis Montfort é que a fórmula
expressa isso claramente, e a leitura do livro, bem como os 33 dias de
preparação que ele propõe, tem como objetivo preparar a alma para este
ato de Consagração Total.
3. Isso
significa que, fazendo a Consagração, eu poderei me prejudicar no
sentido de sofrer mais no purgatório, por ter renunciado aos meus bens
espirituais?
São Luis responde sobre isso claramente no Tratado (n. 133), e diz que
NÃO!
Que Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe mais generosos neste e no outro
mundo, com aqueles que mais generosos lhe forem nesta vida...
Ou não confiamos na Justiça e na Misericórdia de Deus?
Como acontecerá isso, não sabemos, é um mistério!
Pois está é a renúncia do Evangelho: é renunciar é ganahr cem vezes mais
(Mc 10, 28-31). É perder pra ganhar.
Mais do que uma renúncia, poderia-mos dizer, a Consagração é um
investimento; é colocar nossos bens mais preciosos nas Mãos Daquela que
sabe administrá-los melhor do que nós, porque é a Grande Tesoureira de
Deus; é colocar nossos bens na Arca do Imaculado Coração de Maria.
Alguns sugerem que Deus e Sua usem os bens espirituais de um consagrado
para beneficiar outros consagrados.
Assim, os bens espirituais entregues nas Mãos Imaculadas da Virgem Maria
multiplicam o seu valor, e os bens de um consagrado podem beneficiar
muitos outros consagrados, e todos aqueles que Deus desejar.
4. Isso
significa que, tendo feito a Consagração, eu não poderei mais fazer
pedidos a Deus e a Virgem?
Poderei, sim, é o que São Luis responde no Tratado (n. 132).
O que eu não poderei mais é OFERECER o valor das minhas obras por uma
intensão PARTICULAR (ex: fazer um jejum por uma determinada intensão),
pois o valor das minhas obras, no ato de Consagração, JÁ FOI OFERECIDO a
Virgem, para que Ela, que sabe adminsitrar melhor do que, disponha
livremente deste valor, para usa-lo segundo o Seu Coração.
Fazer PEDIDOS, eu posso; e com mais confiança ainda: pois serão os
pedidos de um súdito que, por amor, entregou todos os seus bens a Sua
Amada Rainha, e pede com a confiança de quem sabe que conta com toda a
benevolência Dela.
Obs: São Luis ainda garante que essa Consagração é compatível com o
estado de vida de cada um, e por isso NÃO prejudica os deveres de estado
de cada vocação; por exemplo, de um sacerdote que, por dever ou outro
motivo, deve oferecer a Santa Missa por alguma intensão particular; pois
a Consagração deve ser feita segundo a Ordem de Deus e os deveres de
estado de cada vocação (n. 124).
5. Em
que sentido se dá a “escravidão”a Virgem Maria? Parece algo tão estranho
este termo...
É “estranho” porque precisa ser compreendido em seu significado
espiritual.
Se dá no mesmo sentido que a Virgem disse ao Arcanjo São Gabriel na
Anunciação: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em Mim conforme a Tua
Palavra.” (Lc 1,38)
Se dá também no sentido do que Jesus viveu, como diz São Paulo aos
Filipenses (F2, 7): “Aniquilou-se ma si mesmo, assumindo a condição de
Escravo.”
São Luis mostra que naquela época não existia “servos / empregados” como
existe hoje, e existia apenas escravo.
A diferença é que o servo NÃO depende totalmente do seu senhor, o
escravo depende!
A Virgem, em sua liberdade, é Escrava por Amor, porque quis se entregar
inteiramente ao Serviço do Seu Amado, do Deus que Ela ama!
Por esta Consagração Total, seguimos o exemplo da Virgem, nos
entregando, por amor, para sermos “escravos de Jesus”, ou “escravos de
Jesus por Maria”, ou ainda “escravos de Maria”. Todos estes termos estão
corretos, diz São Luis, entendendo bem o seu significado.
E por esta Consagração, seguimos também o exemplo de Jesus, que se
submeteu totalmente a Sua Santíssima Mãe quando se encarnou e foi gerado
por Ela!
As referências para este assunto estão nos números 68 a 77 do Tratado, e
do número 139 a 143.
6. Há
alguma prática exterior obrigatória para que a Consagração se efetive?
Não há no Tratado nenhuma evidência que ateste isso.
Pelo contrário: São Luis fala no Tratado (n. 226) que a Consagração é
essencialmente INTERIOR.
E que as práticas EXTERIORES (oração do Rosário, do “Magnificat, prática
da penitência, trazer junto de si um sinal externo da Consagração,
ingresso em movimentos marianos, preparação de 33 dias de oração antes
da Consagração, etc) são RECOMENDÁVEIS, mas NÃO são moralmente
obrigatórios para um consagrado (pois NÃO se faz nenhum voto, nesse
sentido, ao se fazer a Consagração), NEM são necessários para que a
consagração seja válida.
Até porque São Luis Montfort, que propõe todo este método de
Consagração, NÃO criou a Consagração, nem é um “rito”que ele insituiu;
inclusive ele fala de muitos santos que viveram essa Consagração antes
dele.
O que São Luis nos dá é um método para nos ensinar e ajudar a se
preparar e a viver esta Consagração.
7. Sou
muito pecador! Isso é motivo para NÃO fazer a Consagração?
Não, senão ninguém se consagraria!
Vejo exatamente o contrário: se eu, Francisco, peco tanto sendo
Consagrado e por isso tendo a plenitude das graças da Virgem, eu pecaria
muito mais não sendo!
O que São Luis fala que é necessário (n.99), neste sentido, é a firme
resolução de evitar o pecado mortal, o esforço para evitar outros
pecados e a busca de uma autêntica vida de oração, penitëncia e
apostolado.
O que, de alguma forma, é obrigação de todo o cristão...
8. Existe
alguma data específica para que a Consagração seja feita?
Não há evidencias disso no Tratado, mas o costume é que seja em uma DATA
MARIANA.
Neste “arrastão de consagrações” que estamos fazendo, estamos preparando
um grupo para se consagrar no dia 08 de Dezembro de 2010 (Imaculada
Conceição)
9. Como
são estes 33 dias de preparação?
São orações simples, mas como uma intensão, que São Luis propõe que se
faça durante 33 dias, renovando todos os anos quando se renova a
Consagração, da seguinte forma (n. 227-233):
A lista das orações e os textos delas encontram-se no apêndice do
Tratado, ao menos na ediçào das Vozes, com as traduções para o
português; as orações podem ser rezadas em português):
- 12 dias preliminares pedindo o desapego do mundo, rezando a cada dia
“Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”
- 1a semana pedindo o conhecimento de si mesmo, rezando a cada
dia“Ladainha do Espírito Santo” e “Ladainha de Nossa Senhora”
- 2ª semana pedindo o conhecimento da Virgem Maria, rezando a cada dia
“Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela” e um Terço
- 3ª semana pedindo o conhecimento de Nosso Senhor, rezando a cada dia a
“Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela”, “Oração de Santo
Agostinho”, “Ladainha do Ssmo. Nome de Jesus” e “Ladainha do Sagrado
Coração de Jesus”).
Para o grupo que estamos preparando para se consagrar no dia 08 de
Dezembro, o primeiro dia dos 33 dias de preparação é dia 05 de Novembro.
10. No
dia da Consagração, o que se faz?
Se comunga (estando devidamente preparado, evidentemente; recomenda-se
inclusive a Confissão no própria dia, se possível), se escreve a fórmula
da Consagração (se encontra no final do Tratado, chamada “Consagração
de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria”) e
se assina, atestando a Consagração interior.
Recomenda-se ainda que neste dia se faça alguma forma de penitëncia (n.
231-232).
No “arrastão de consagrações” que estamos preparando, este dia será 08
de Dezembro de 2010.
11. Preciso
de um padre para fazer a Consagração?
Não há evidência nenhuma disso no Tratado, embora haja o sadio costume
de Consagrar-se com o acompanhamento de um sacerdote.
Entretanto, se isso não acontecer, não parece de forma alguma prejudicar
a Consagração, por ela se um ATO PESSOAL e INTERIOR.
12. Não
li o Tratado ainda. Posso me Consagrar, ou iniciar os 33 dias de
preparação, mesmo assim?
NÃO RECOMENDO, a nível geral, que NÃO se Consagre, e NEM MESMO que se
inicie os 33 dias de preparação sem a leitura completa do Tratado, pois
como se poderá preparar bem para a Consagraçao, sem a conhecê-la bem?
Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é
importante que se faça com esta preparação.
Até porque a Consagração poderá ser feito em outro momento mais para
adiante, após a leitura do livro.
Provavelmente organizaremos outros "arrastões" para a Consagração em
grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma
de isolada, em uma data à livre escolha da pessoa (por exemplo, dia 01
de Janeiro é data mariana, Solenidade da Mãe de Deus).
Assim, recomendo que iniciem os 33 dias de preparação no dia 05 de
Novembro somente aqueles que completarem a leitura do Tratado até o dia
04 de Novembro.
13. Falhei
em algum exercício prático nos 33 dias ou no dia da própria
Consagração, ou então cometi algum pecado mortal durante a preparação.
Devo desistir de me consagrar no dia que propus?
Recomendo, a nível geral, que NÃO desista, e faça Consagração!
Pois como dissemos, ela é um ato interior, NÃO depende necessariamente
dos atos exteriores de preparação, o Demônio odeia a consagração, e
poderá se utilizar de um escrúpulo nosso em não ter cumprido 100% a
preparação para nos tentar a desistir de fazer.
Por isso, recomendo que NÃO se desista por algumas falhas nesse sentido.
No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente,
arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível.
14. É
verdade que o demônio odeia esta Consagração?
Sim. O próprio São Luis profetiza que no futuro o Tratado seria odiado e
perseguido pelo inferno, pelo tesouro espiritual que ele é.
Há inúmeros testemunho que, a partir do momento que a pessoa se decide a
fazer a Consagração, inúmeros impedimento improváveis começam
misteriosamente acontecer, o que a faz pensar em desistir.
Sabendo disso, saibamos que estamos entrando em uma guerra espiritual, e
portanto sejamos firmes em não desistir, sabendo que temos ao nosso
lado Aquela que Avança como a Aurora, Temível como um Exército em Ordem
de Batalha (Ct. 6, 9-10), a Mulher Vestida de Sol (Ap 12,1)!
Conclusão:
Aqueles que ainda não ouvirem, recomendamos que escutem a palestra
“Consagração Pefeita a Santíssima Virgem”, que aprofunda todos estes
assuntos, no seguinte endereço:
http://cormariaeonline.blogspot.com/2010/09/formacao-9-consagracao-perfeita.html
Nos colocamos a disposição para esclarecer as demais dúvidas daqueles
que querem caminhar conosco.
Eventuais dúvidas podem ser encaminhadas para Fabrícia Rodrigues:
rodfa...@gmail.com
“Uma, porém, é a Minha Pomba, uma só a Minha Perfeita (...); as donzelas
proclamam-na Bem-Aventurada, rainhas e concubinas a louvam. Quem é Essa
que surge como a aurora, Bela como a lua, Brilhante como sol, Temível
como um exército em ordem de batalha?” (Cântico dos Cânticos 6, 9-10).
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