Marcelo Guedes
"A nossa oração chega ao coração de Deus!"
"Onde o Espírito de Deus está milagres acontecem!"
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10 Ensinamentos dos Santos sobre a Eucaristia Posted: 24 Mar 2016 06:33 AM PDT
2 – São Boaventura: “Ainda que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus”. 3 – São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”. 4 – Santa Teresa de Ávila: “Não há meio melhor para se chegar à perfeição”. “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”. “Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”. 5 – São Bernardo: “A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”. “Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”. 6 – Santo Ambrósio: “Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.” 7 – São Gregório Nazianzeno: “Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”. Leia também: História da Igreja: Os Primeiros Escritores Cristãos Eucaristia, alimento e remédio A Presença Real de Cristo na Eucaristia “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-no do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.” 8 – São Tomás de Aquino: “A comunhão destrói a tentação do demônio. Concílio de Trento: “Remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais.” 9 – Santo Afonso de Ligório: “A comunhão diária não pode conviver com o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento.” “Ficai certos de que
todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”. 10 – Santo Agostinho: “Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele.” “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.” “A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.” “Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua maternidade.” This posting includes an audio/video/photo media file: Download Now |
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A importância da Oitava de Páscoa Posted: 28 Mar 2016 06:04 AM PDT
O Tempo Pascal compreende esses cinquenta dias (em grego = “pentecostes”), vividos e celebrados “como um só dia”. Dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico que: “os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, “como se fosse um único dia festivo”, como um grande domingo” (n. 22). É importante não perder o caráter unitário dessas sete semanas. A primeira semana é a “oitava da Páscoa”. Ela termina com o domingo da oitava, chamado “in albis”, porque nesse dia os recém batizados tiravam as vestes brancas recebidas no dia do Batismo. Esse é o Tempo litúrgico mais forte de todo o ano. É a Páscoa (passagem) de Cristo da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, seu Corpo. No dia de Pentecostes a Igreja é introduzida na “vida nova” do Reino de Deus. Daí para frente o Espírito Santo guiará e assistirá a Igreja em sua missão de salvar o mundo, até que o Senhor volte no Último Dia, a Parusia. Com a vinda do Espírito Santo à Igreja, entramos “nos últimos tempos” e a salvação está definitivamente decretada; é irreversível; as forças o inferno vencidas pelo Cristo na cruz, não são mais capazes de barrar o avanço do Reino de Deus, até que o Senhor volte na Parusia. A Igreja logo nos primórdios começou a celebrar as sete semanas do Tempo Pascal, para “prolongar a alegria da Ressurreição” até a grande festa de Pentecostes. É um tempo de prolongada alegria espiritual. Esse tempo deve ser vivido na expectativa da vinda do Espírito Santo; deve ser o tempo de um longo Cenáculo de oração confiante. Nestes cinquenta dias de Tempo Pascal, e, de modo especial na Oitava da Páscoa, o Círio Pascal é aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Ele simboliza o Cristo ressuscitado no meio da Igreja. Ele deve nos lembrar que todo medo deve ser banido porque o Senhor ressuscitado caminha conosco, mesmo no vale da morte (Sl 22). É tempo de renovar a confiança no Senhor, colocar em suas mãos a nossa vida e o nosso destino, como diz o salmista: “Confia os teus cuidados ao Senhor e Ele certamente agirá” (Salmo 35,6). Os vários domingos do Tempo Pascal não se chamam, por exemplo, “terceiro domingo depois da Páscoa”, mas “III domingo de Páscoa”. As leituras da Palavra de Deus dos oito domingos deste Tempo na Santa Missa estão voltados para a Ressurreição. A primeira leitura é sempre dos Atos dos Apóstolos, as ações da Igreja primitiva, que no meio de perseguições anunciou o Senhor ressuscitado e o seu Reino, com destemor e alegria. Portanto, este é um tempo de grande alegria espiritual, onde devemos viver intensamente na presença do Cristo ressuscitado que transborda sobre nós os méritos da Redenção. É um tempo especial de graças, onde a alma mais facilmente bebe nas fontes divinas. É o tempo de vencer os pecados, superar os vícios, renovar a fé e assumir com Cristo a missão de todo batizado: levar o mundo para Deus, através de Cristo. É tempo de anunciar o Cristo ressuscitado e dizer ao mundo que somente nele há salvação. Então, a Igreja deseja que nos oito dias de Páscoa (Oitava de Páscoa) vivamos o mesmo espírito do domingo da Ressurreição, colhendo as mesmas graças. Assim, a Igreja prolonga a Páscoa, com a intenção de que “o tempo especial de graças” que significa a Páscoa, se estenda por oito dias, e o povo de Deus possa beber mais copiosamente, e por mais tempo, as graças de Deus neste tempo favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas Bênçãos copiosas. Mas, só pode se beneficiar dessas graças abundantes e especiais, aqueles que têm sede, que conhecem, que acreditam, e que pedem. É uma lei de Deus, quem não pede não recebe. E só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade. As mesmas graças e bênçãos da Páscoa se estendem até o final da Oitava. Não deixe passar esse tempo de graças em vão! Viva oito dias de Páscoa e colha todas as suas bênçãos. Não tenha pressa! Reclamamos tanto de nossas misérias, mas desprezamos tanto os salutares remédios que Deus coloca à nossa disposição tão frequentemente. Muitas vezes somos miseráveis sentados em cima de grandes tesouros, pois perdemos a chave que podia abri-lo. É a chave da fé, que tão maternalmente a Igreja coloca todos os anos em nossas mãos. Aproveitemos esse tempo de graça para renovar nossa vida espiritual e crescer em santidade. O Círio Pascal O Círio Pascal estará acesso por quarenta dias nos lembrando isso. A grande vela acesa simboliza o Senhor Ressuscitado. É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal. A palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera. O produto das abelhas. O círio mais importante é o que é aceso na vigília Pascal como símbolo de Cristo – Luz, e que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado. O Círio Pascal é já desde os primeiros séculos um dos símbolos mais expressivos da vigília, por isso ele traz uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz. O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do Tempo Pascal, ao lado do ambão da Palavra, até a tarde do domingo de Pentecostes. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. O Círio Pascal também é usado durante os batismos e as exéquias, quer dizer no princípio e o término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna. No Vaticano, a cera do Círio Pascal do ano anterior é usada para a confecção do “Agnus Dei” (Cordeiro de Deus), que muitos católicos usam no pescoço; é um sacramental valioso para nos proteger dos perigos desta vida, pois é feito do Círio que representa o próprio Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é confeccionado de cera branca onde se imprime a figura de um cordeiro, símbolo do Cordeiro Imolado para reparar os pecados do mundo. Esses “Agnus Dei” são mergulhados pelo Papa em água misturada com bálsamo e o óleo Sagrado Crisma. O Sumo Pontífice eleva profundas orações a Deus implorando para os fiéis que os usarem com fé, as seguintes graças: expulsar as tentações, aumentar a piedade, afastar a tibieza, os perigos de veneno e de morte súbita, livrar das insidias, preservar dos raios, tempestades, dos perigos das ondas e do fogo – impedir que qualquer força inimiga nos prejudique – ajudar as mães no nascimento das crianças. Prof. Felipe Aquino |
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Qual o significado da Procissão do Encontro? Posted: 23 Mar 2016 11:38 AM PDT
A “espada de Simeão”, que não saíra de mente nos 30 anos da vida de Jesus, apresentava-se cada vez mais diante dela ameaçadora. Não é difícil imaginar o quanto Nossa Senhora sofreu ao ver seu Filho ser perseguido, odiado, jurado de morte pelos anciãos e doutores da Lei que o invejavam. Quantas ciladas lhe armavam! Quantas disputas Ele teve de travar com os mestres da Lei. E eis que a Paixão do Senhor se torna presente. Todo ano ela ia a Jerusalém para a festa da Páscoa judaica, e também naquele ano da morte do seu amado, ela ali estava. Podemos imaginar a dor do coração de Maria ao saber da traição de Judas, do abandono de seus discípulos no Horto das Oliveiras, a negação de Pedro, e depois a Sua prisão e maus tratos nas mãos dos soldados do sumo sacerdote. Certamente naquela noite santa e terrível, em que Ele “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1), Maria foi informada pelos discípulos que abandonaram o Mestre e fugiram na noite. Fico pensando na dor de Maria ao saber da tríplice negação de Pedro, o escolhido do Senhor; e de tudo o mais que Seu Filho divino estaria passando nas mãos dos soldados naquela noite. Ela sabia que o Sumo Sacerdote e os doutores a lei estavam ansiosos para por a mão Nele. São Lucas narra com riqueza de detalhes os fatos: “Entretanto, os homens que guardavam Jesus escarneciam dele e davam-lhe bofetadas. Cobriam-lhe o rosto e diziam: Adivinha quem te bateu!” (Lc 22, 63-64). E depois, na manhã do dia seguinte, sabia que seu Filho era colocado diante de Pilatos, que mandou-o flagelar até o sangue escorrer de suas chagas, e ainda coroado com uma coroa de espinho, dolorosa e humilhante. Que Mãe suportaria ver seu Filho sofrer tanto assim? Que dor Maria não sentiu ao saber, ou quem sabe até ao ouvir, o povo insuflado pelos doutores da Lei gritando a Pilatos: “Crucifica-o, crucifica-o”? Como deve ter sofrido ao ouvir o povo gritar. “Todo o povo gritou a uma voz: À morte com este, e solta-nos Barrabás… Pilatos, porém, querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo, mas eles vociferavam: Crucifica-o! Crucifica-o!… Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo. (Lc 23, 18-24)”. Pilatos tinha sentimento humano para com Jesus; tivesse ele vencido sua covardia, talvez o teria salvo do furor da multidão. Maria aceitou tudo aquilo, não se revoltou naquela hora tremenda, que decide a vida ou a morte de seu Filho, ela sabe que o Filho podia por si, sem auxílio alheio, livrar-se dos seus inimigos, e se deixou-se como um cordeiro levar ao suplício; então, é porque o faz espontaneamente, cumprindo a vontade de Deus. Maria vai ao encontro de Jesus que, carregado do peso da cruz, se encaminha para o Calvário. O vê todo desfigurado e entregue, coberto de mil feridas e horrivelmente ensanguentado. Seus olhares se cruzam. Nenhuma queixa sai da sua boca, porque as maiores dores Deus lhe reservou para a salvação do mundo. Aquelas duas almas, heroicamente generosas, continuam juntas no seu caminho do sofrimento, até o lugar do suplício. Certamente Maria o acompanhou no caminho do Calvário, onde ela viu seu amado carregar a cruz de nossos pecados, todo chagado, ferido, coroado de espinhos, destruído. Certamente ela se lembrou da espada de Simeão e das palavras de Isaias que conhecia tão bem, tendo-a ouvido na sinagoga de Nazaré: “Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Leia também: Para viver bem a Semana Santa Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.) Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniquidades. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados” (Is 53,3-12). Não há dor semelhante a esta de Nossa Senhora desde quando se encontrou seu divino Filho no caminho do Calvário, carregando a pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso. A aceitação da vontade do Altíssimo sempre foi a sua força em horas tão cruéis como esta. Ao encontrar sua Mãe, os olhos de Jesus a fitaram e ela certamente compreendeu a dor de sua alma. Não pôde lhe dizer palavra alguma, mas a fez compreender que era necessário que unisse a sua dor à Dele. A união da grande dor de Jesus e de Maria neste encontro tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas. Este fato ficou tão marcado na vida do povo católico, que tanto ama sua Mãe e seu Filho, que não deixa de celebrar esse Encontro com uma procissão na Semana Santa. Mãe e Filho se encontram nas ruas das cidades, ou em alguma praça onde o povo pode reviver esse santo Encontro. Nós, que temos medo do sacrifício, devemos aprender aqui neste Encontro a submeter-nos à vontade de Deus, como Jesus e Maria se submeteram. Aprendamos a calar nos nossos sofrimentos, e os olhares de Jesus e de Maria consolarão a nossa pobre alma sofredora. Maria viveu os tormentos da Paixão de seu armadíssimo Filho. Encontra-O no caminho do Calvário, flagelado, coroado de espinhos, esbofeteado, destruído… Que mãe poderia aguentar tamanha dor? Seu Filho Santo, Deus, carregando nas
costas a cruz de Seu suplício! As nossas almas vão sentir a eficácia desta riqueza na hora em que, abatidos pela dor, formos até nossa Mãe fazendo a meditação deste Encontro dolorosíssimo. Este silêncio se converterá em força para as almas aflitas, quando nas horas difíceis souberem recorrer à meditação desta Mãe que sofre. É precioso o silêncio nas horas de sofrimentos; muitos não sabem sofrer uma dor física, uma tortura da alma, em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Nossa Senhora e Jesus nos ensinam a vencer a aflição suportando tudo, em silêncio, por amor a Deus. Certamente a dor nos humilha, mas é nesta santa humilhação que Deus nos edifica, corrige, cura e santifica. São Francisco de Sales dizia que ninguém se torna humilde e santo se não passar pelo cadinho da humilhação. Jesus e Maria nos ensinam a aprender a sofrer em silêncio, como eles sofreram no doloroso encontro no caminho do Calvário. |
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Dez ensinamentos de Santo Agostinho sobre a Confissão Posted: 06 Apr 2016 06:04 AM PDT
2-“A confissão das más obras é o começo das boas obras. Contribuis para a verdade e consegues chegar à luz”. 3-“Quem não crer que a Igreja lhe perdoa os pecados, a esse não lhe serão perdoados os pecados”. 4-“Todo homem que pensa ser impossível seus pecados lhe serem perdoados, com o seu desespero torna-se pior do que era antes”. Leia também: O grande Sacramento da Confissão Preparando o coração para uma boa confissão Confissão no Código de Direito Canônico Os efeitos do Sacramento da Confissão 5-“Humildade é a honesta confissão do ser pecador”. 6-“O princípio de nossa purificação é a humilde confissão de nossos pecados”. Ouça também: A misericórdia na Confissão 7-“A penitência é uma tarefa diária. O homem caminha sem cessar por este mundo cheio de poluição e torna-se praticamente impossível não se contaminar. Quando não de lama, ao menos de poeira”. 8-“Para chegar à ressurreição da graça do Senhor temos de passar primeiro pela crucifixão de nossos pecados na Confissão”. 9-“Quando começas a detestar-te pelo pecado que Deus detesta em ti, começas a amar a Deus como és”. 10-“O pecado é o motivo de tua tristeza. Deixa que a santidade seja o motivo de tua alegria”. |
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Posted: 05 Apr 2016 12:38 PM PDT
Serem obrigados a lutar sempre contra as mesmas dificuldades sem poder humanamente ter nenhuma esperança de sair delas; e voltar a cair por terra, quando já pensavam estar definitivamente de pé, solidamente apoiados em seus pés? Em ambos os casos esquecem a Onipotência de Deus e seu Poder. O desânimo é um sério obstáculo em nossas vidas, pois ele nos aniquila, nos faz perder tempo, e porque é essencialmente uma falta de confiança, afasta-nos de Deus, nosso Salvador único. Para o cristão não há nenhuma razão para desânimo. Você “cozinha sua tristeza” “não tem mais gosto para nada”: “você vai deixando tudo no mesmo para ver como fica”. Não acredita mais no esforço “para que lutar?”; “nunca conseguirei”; “é sempre a mesma coisa”. O desânimo o imobiliza, o paralisa, deixa-o sem reação. Você não é mais dona de sua vida. Você não vive mais! Você está desanimado? É porque confiava em você mesmo e agora constata dolorosamente que não pode contar consigo. Se você confiasse em Deus, sofreria com o erro, mas não desanimaria. Porque Deus é tão poderoso e tão amante depois do pecado quanto antes. O desânimo é sempre prova de demasiada confiança em si e de muito pouca confiança em Deus. Não procure escapar artificialmente às suas dificuldades, aos seus maus hábitos, aos seus pecados inesperados. “Se eu pudesse não ter feito aquilo” “Se fosse possível voltar atrás” “Se eu tivesse que recomeçar” “Não é normal que eu tenha tantas dificuldades” “Não é justo” “E por causa do meu temperamento, nada posso fazer. “ Se você quiser triunfar do pecado, a primeira atitude é reconhecer o mal que está em você. Não invente desculpas, não fuja, não procure esquecer, negar, porque não é assim que você o destruirá. Aceite a falta de hoje, a tentação de amanhã, a tirania daquele hábito, essas ocasiões de pecado das quais você não pode escapar. Cristo não veio para nos tirar às tentações, nem suprimir as possibilidades de pecar, e sim, para perdoar nossos pecados. Fique sossegado, os próprios santos não foram dispensados da luta contra o mal. São Paulo escrevia aos romanos: “Não faço o que quero, mas o que odeio… Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero… Quando quero fazer o bem, o mal está ao meu lado. Em meu ser profundo, desejo a lei divina, mas, em meus membros vejo outra lei lutar contra a lei do meu espírito e me tornar prisioneiro da lei do pecado que reside em meus membros. Um miserável, é o que sou! Quem me libertará deste corpo que me arrastaria para a morte?” (Rm 7,15-24). Aos olhos de Deus, o valor de um homem não se mede pela escassez de suas tentações, pelo pequeno número de suas quedas, nem mesmo pela ausência de pecados materialmente graves, mas, antes, pela sua confiança total da Onipotência do Salvador, por seu amor, e por sua vontade de querer tentar ainda e sempre. Leia também: O que nos impede de confiar em Deus? Nunca desanimar na luta contra o pecado: sempre é tempo de conversão! Como enfrentar as dificuldades Enquanto restar em você um pouco de abatimento, de tristeza, de vazio na alma, é porque você não crê bastante no perdão do Senhor, porque esse perdão deve trazer-lhe paz, alegria. Quando o filho pródigo volta para casa, o pai quer que todos esqueçam o passado. Dá um banquete para convidar todos à alegria. “Há mais ALEGRIA no céu por um pecador que se arrepende que por noventa e nove justos que perseveram.” Cristo é severo para o pecado, mas bom para o pecador. Se você for vítima do pecado, o Senhor virá a você para amá-lo mais e salvá-lo. Mistério infinito do amor. Não ofereça resistência e você ficará mais unido ao seu Senhor depois do pecado, do que antes. Assim, toda falta é um aceno; um convite a se oferecer a Cristo Salvador. Você se sente cada vez mais fraco, a mercê da primeira tentação que aparecer. Você descobre em si cada vez mais egoísmo e orgulho. Você vê cada vez com mais lucidez as faltas de amor em sua vida, as hesitações, as recusas. Não desanime, alegre-se, pois o Senhor veio para você. E se você se lançar em seus braços, ele o vai poder perdoar e salvar. Pois, como é que você quer que Ele o perdoe, se você acha que não tem nada que possa ser perdoado? Como quer que Ele o salve se você não se entrega para ser salvo? Não pense que vai conseguir a paz ficando cada vez mais segura de você, de sua vida honesta, de sua imaculada virtude. Essa tranquilidade seria a pior ilusão, porque então você não teria necessidade do Senhor e ficaria só, horrivelmente só e vulnerável sem Ele. “Não vim para o justo, mas, para o pecador.” “Vim salvar o que estava perdido.” “Não são os que têm saúde que precisam de mim, mas, os doentes.” Desconfie do desânimo especial que originam os pecados contra a castidade. O vazio físico que eles criam, o mal-estar psicológico que os acompanha, a impressão de tirania do instinto todo poderoso, confundem seu julgamento e deformam sua culpabilidade. Os pecados contra a carne não são os mais graves, sim os contra a fé, esperança e caridade. O hábito limita a sua liberdade e também a sua responsabilidade diante do pecado. Se o hábito paralisa você com seus laços, você tem que, com perseverança e paciência, reconquistar a sua liberdade. Constatar a sua fraqueza não desanima tanto, se ao mesmo tempo você constata a onipotência de Deus, do amor divino. O amor não lhe faltará nunca, é você que não crê bastante no amor. É grave continuar no chão depois que se levou o tombo, mas, é ainda mais grave sentar-se à beira da estrada crendo que já se chegou ao fim. Seus pecados devem recolocar você na linha da verdade de sua fragilidade; eles permitirão que você volte a ser criança e volte a caminhar, desta vez dando a mão ao Pai. “Ponho o Senhor constantemente diante de meus olhos E, porque Ele está ao meu lado, não serei abalado. Por isso meu coração se alegra, e minha alma canta E, ainda mais, minha carne também repousará em segurança.” (Sl 15). Michel Quoist Retirado do livro “Construir o Homem e o Mundo” |
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Qual a importância do Anjo da Guarda? Posted: 07 Apr 2016 05:31 AM PDT
A Igreja ensina que desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção (Sl 90,10-13) e por sua intercessão. “O anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem e os salva” (Sl 33,8). São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja, disse: “Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida.” (Ad. Eunomium 3,1). Isto é, temos um Anjo da Guarda pessoal. Jesus disse: “Não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18,10). Leia também: Santos Anjos da Guarda Como saber o nome do meu anjo da guarda? O Anjo da Guarda existe mesmo? A liturgia de 2 de outubro celebra os Anjos da Guarda desde o século XVI, festa universalizada por Paulo V, depois que em 1508 Leão X aprovou o novo Ofício composto pelo franciscano João Colombi. Ora, se a Igreja celebra a festa dos Anjos da Guarda é porque de fato eles existem e cuidam de nós, nos protegem, iluminam, governam nossa vida, ajudam-nos como ajudou a Tobias. Mas para isso é preciso crer neles, respeitá-los, não afugentá-los pelo pecado. Um dia um rapaz me disse: “eu não vejo pornografia na internet porque tenho vergonha de meu Anjo da Guarda!”. A melhor homenagem a nosso Anjo é viver uma vida sem pecados, buscando, com sua ajuda, fazer a vontade de Deus. Assista também: Os anjos existem? A Tradição da Igreja acredita que nosso Anjo da Guarda tem a tarefa de oferecer a Deus as nossas orações, apoiar-nos e proteger-nos dos ataques do diabo, que tenta nos fazer pecar e perder a vida eterna. Então, nada mais importante que ter uma vida de intimidade com nosso Anjo da Guarda, invoca-lo constantemente e colocar-se debaixo de sua proteção. Desde criança aprendi com minha mãe esta oração: “Santo Anjo da minha guarda a quem eu fui confiado por celestial piedade; iluminai-me, guardai-me, regei-me, governai-me. Amém.” Nunca deixei de rezar essa oração. Então, o melhor a fazer é não fazer nada sem pedir a luz, a proteção, o governo do bom Anjo que o Senhor colocou como guarda e custódio de nossa vida, do batismo até a morte. É por isso que muitos papas, como o Papa João XXIII, revelaram a sua profunda devoção pelo Anjo da Guarda, sugerindo, como também disse Bento XVI, de expressar a sua própria gratidão pelo serviço que ele presta a cada um de nós e de invocá-lo todos os dias, com o “Angelus Dei”. O Santo Padre Pio teve um relacionamento profundo com o Anjo da Guarda. São inúmeras as passagens de sua vida com o seu Anjo e com os dos outros. Certa vez ele disse a uma pessoa: Nós rezaremos pela sua mãe, para que o seu anjo da guarda lhe faça companhia. Invoque o seu Anjo da guarda, pois ele te iluminará e te guiará no caminho de Deus. Prof. Felipe Aquino |
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