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Prof. Felipe Aquino


Precisamos aprender a acolher e a servir

Posted: 22 Sep 2015 10:24 AM PDT

caridade“Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Mc 9,35

No livro de São Marcos 9,30-37, o evangelista conta que Jesus percebeu uma conversa estranha entre os seus discípulos, e perguntou a eles o que estavam conversando pelo caminho. Na verdade estavam discutindo quem seria o primeiro no Reino de Jesus.

Certamente todos os Apóstolos tinham a mesma concepção dos judeus, de que o Messias viria para implantar um Reino social, político e econômico, restabelecendo o reino de Israel, reduzindo sob o seu jugo todas as nações e reinaria no meio de muita glória.

Incrível, os profetas já tinham anunciado com detalhes como seria o Reino a ser implantado pelo Messias, um reino espiritual, mas os judeus, subjugados pelos romanos, não aceitaram. Os profetas descreveram minuciosamente os padecimentos que o Messias sofreria, mas o povo repeliu a ideia de um Messias humilhado e sofredor. Conceberam o ideal de um Messias poderoso. E os Apóstolos também pensavam assim; por isso estavam disputando quem seria o primeiro. Será Pedro, será Tiago, será João?…

É neste ambiente saturado de ideias falsas sobre o Messias que Jesus teria de mostrar que é a humildade e a obediência a Seu Pai que iria trazer a Redenção à humanidade.

“Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”tornarvidamenor

Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”. (Mc 9,35-37)

Jesus ensina aos Apóstolos o que exatamente eles teriam que fazer para segui-Lo, e como. Ele vai dizer mais tarde a Pilatos: “Meu reino não é deste mundo!”. Como foi difícil para Jesus mudar essa mentalidade errada dos Apóstolos sobre Ele e seu messianismo.

Então Jesus usa dois conceitos básicos: 1 – reinar é servir; 2 – acolher os pequenos como se acolhe uma criança, que é totalmente indefesa.

Ele ensina que o cristão é aquele que serve; e em seguida, dá o exemplo do acolhimento das crianças. Para acolher nossos irmãos como fazemos com as crianças para que gostem de estar conosco. Isso é servir. Para educar as crianças é preciso antes de tudo conquistar a sua amizade, a sua confiança, o seu amor; só depois podemos dar-lhes conselhos, falar de Deus, etc. Jesus está mostrando aos Apóstolos que Seu Reino, que o Pai o incumbiu de implantar no mundo, não será pela glória mundana, pela ostentação, e pelo domínio dos outros. Não, mas pelo amor, pela via do acolhimento do pequeno e daquele que vive, como disse o Papa Francisco, na “periferia da fé”.

Jesus começa a mostrar aos discípulos que a missão deles será a de pensar no bem do outro; assim é que deverão fazer quando evangelizar. Por isso, deixou esse exemplo das crianças logo depois que ensinou que ser cristão é servir em primeiro lugar!

Foi difícil para Jesus colocar na cabeça dos Apóstolos que a salvação do mundo seria pela humildade e pela obediência incondicional ao Pai, sem questionar a Sua santa vontade, mas realizá-la plenamente, até o fim, ainda que tenha de beber o cálice da paixão. O Seu Reino é espiritual. Ele quer estabelecer o Seu Reino nas almas; quer libertar o seu povo não do jugo dos romanos, mas da tirania do pecado e do demônio; e por isso vai ser imolado.

Leia também: Tem Confiança, Filho…

O que nos impede de confiar em Deus?

Viver na presença de Deus

Como manter acessa a chama da nossa fé?

Foi difícil Ele ensinar aos Apóstolos que Ele veio conquistar vitórias, não esmagando os inimigos, mas morrendo por eles; e abençoando-os até na Cruz. Não é sem razão que João Batista dizia: “Está no meio de vós Alguém que não conheceis” (João 1,26).

Com esta mentalidade errada, o povo quis faze-lo rei por três vezes, mas Ele não permitiu. Quando Ele disse aos discípulos que “o Filho do homem será flagelado, entregue aos gentios e crucificado” (Mt 20,18-19), Pedro o repreendeu e precisou ser corrigido duramente pelo Mestre.

E como se ainda não bastasse tudo o que Jesus havia ensinado aos discípulos, no momento da Ascensão ao Céu, ainda perguntaram: “Será agora, Senhor, que estabelecereis o reino de Israel?” (At 1,6). Jesus já tinha lhes dito: “Aquele que não toma a sua cruz, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27). Mas os discípulos não queriam ouvir falar de cruz, como hoje também o povo não quer ouvir falar disso. É muito melhor estar no monte Tabor do que no monte do Calvário.

É impressionante o caminho de humildade que Jesus seguiu, na verdade o caminho oposto ao de Adão. Foi o desígnio do Pai para que o mundo fosse salvo: anular o erro de Adão, da soberba e desobediência a Deus. Por isso Jesus toma as crianças no colo e as abençoa, pois vê em seus olhos pureza, candura, simplicidade e nenhuma arrogância. Ele vê nas almas puras das crianças a figura do Pai celeste.

Jesus cura os doentes, busca os infelizes pecadores, comove-se diante do desespero de Jairo, da viúva de Naim, da mulher adúltera a ser apedrejada, da hemorroisa que não tinha mais cura na medicina… Ele é o bom Pastor que vai atrás da ovelha perdida. É o bom samaritano; salva Zaqueu, Madalena e perdoou os que o crucificavam. Não ofendeu e não xingou nem mesmo aqueles que zombavam Dele na Cruz: “Se tu és o Filho de Deus, então, desce da cruz” (Mt 27,40). Como um cordeiro inocente e sem mancha deixou-se imolar para nos poupar, e também a seus algozes, das torturas do inferno.misteriomenor

Ele nos salvou pela humildade e pela obediência irrestrita a Seu Pai. Não foi pelos milagres e nem somente pelas palavras. “A minha vontade é fazer a vontade do Pai”; era o seu lema, a sua vida, o seu alimento diário. Ele sabia que a Redenção da humanidade dependia disso, sua obediência e submissão ao Pai. A graça de nossa salvação não poderia ser, nos desígnios de Deus, merecida e alcançada senão pela sua absoluta dependência à vontade do Pai.

Não foi fácil ensinar isso aos Apóstolos, por isso Ele chamou as crianças e colocou-as como o exemplo a ser imitado. A criança segura na mão do pai e vai com ele para onde o pai quiser, não questiona para onde o pai a leva. É como disse Santa Edith Stein, judia convertida e que morreu no campo de concentração de Hitler: “Não sei para onde Deus me leva, mas basta-me saber que é Ele quem me leva”.

Prof. Felipe Aquino

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Prof. Felipe Aquino


O que os pais católicos devem pensar sobre o caso de crianças transgêneros?

Posted: 25 Sep 2015 05:20 AM PDT

Running with sunset

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Ainda embrião, os Teus olhos me viram, e tudo estava escrito em Teu livro… (Sl 138).

Neste domingo (20/09/2015), um programa de Televisão exibiu um documentário sobre crianças e jovens “transgêneros”, levantando a questão de como deveriam ser educados. Com isso, muitas perguntas chegaram até nós.

Em tempos de luta contra a implementação da perigosa “Ideologia de Gênero” em nossas famílias, em nossa sociedade, é preciso entender com clareza o que é essa ideologia, qual o seu objetivo, para também compreendermos outros problemas que deverão nos ser apresentados de agora em diante pela mídia.

Há uma diferença entre a “ideologia de gênero” e os “transgêneros”. A primeira nega que haja sexo masculino e feminino definido para cada pessoa, e cada um deve “construir” a sua sexualidade dentro de uma vasta diversidade, a partir de suas experiências sociais. A criança transgênero seria aquela que nasce com um corpo masculino, mas com uma alma feminina, e vice-versa. Ou seja, a criança não se reconhece com o próprio sexo ao qual foi criado. É algo realmente preocupante e complexo.naovosconformeis

O Catecismo da Igreja ensina que: “Cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar sua identidade sexual” (n.2333). Portanto, diante do que a Igreja nos ensina, os pais e educadores católicos, devem educar as crianças com tendência homossexual, no sentido de aceitar e se comportar segundo o seu sexo de nascimento. Os pais católicos devem ensinar seus filhos segundo o que nos ensina a Igreja.

Além disso, “ser homem” e “ser mulher” são realidades queridas por Deus em sua igualdade e em sua diferença, um e outro têm uma comum dignidade. Deus cria a alma no momento da concepção da pessoa e de acordo com sua identidade sexual. Dom Fernando Rifan, bispo de Campos, RJ, coloca a seguinte reflexão para rebater a possibilidade da pessoa nascer transgênero: “A perfeita unidade entre a alma e o corpo se desfaz, o corpo tendo um sexo e a alma outro. A harmonia humana é desfeita.”(Fonte:http://www.cnbb.org.br/outros/dom-fernando-areas-rifan/16673-a-ideologia-de-genero. Acesso em 10.06.15)

Também há casos, muito raros, de hermafroditas, que nascem fisicamente com órgãos sexuais de homem e de mulher. A orientação da Igreja é que os médicos optem pelo sexo mais acentuado e tratem da criança de modo a definir sua sexualidade preponderante.

Leia também: Homossexualidade e Esperança

Agenda de gênero, uma agenda bem programada!

Quer entender o que está por trás da Ideologia de Gênero?

A Igreja não entra na discussão das causas de tendência homossexual. No entanto, muitos pesquisadores estudam a questão. Numa entrevista concedida à “Revista Época” (n. 416, 8/05/2006, pp. 86-87); o sociólogo americano John Gagnon, Professor emérito da Universidade do Estado de Nova York, e um dos pioneiros no estudo sobre sexo, afirma que “a orientação sexual não é definida naturalmente, mas sim influenciada pela sociedade”. Ele é um dos mais importantes estudiosos do sexo, e afirma que o desejo sexual, não tem origem nos instintos naturais do ser humano. Ele faz estudos sobre sexo há 40 anos, publicou 12 livros e 100 artigos.

Dr. Gagnon foi um dos primeiros a contrariar a perspectiva defendida pelo sexólogo Alfred Kinsey, que afirmava ser o sexo um instinto natural. Para Gagnon o comportamento sexual é completamente regido por regras sociais. Em seu livro “Uma Interpretação do Desejo”, lançado no Brasil, ele apresenta os seus mais importantes ensaios.

Um estudo a partir de 2 milhões de pessoas, foi realizado nos EUA e mostra que as experiências familiares na infância influenciam fundamentalmente na orientação sexual. É o estudo: “Childhood Family Correlates of Heterosexual and Homosexual Marriages: A National Cohort Study of Two Million Danes,” por Morten Frisch e Anders Hviid, publicado em “Archives of Sexual Behavior”, em 13 de outubro de 2006. Este estudo foi realizado com pessoas nascidas na Dinamarca entre 18 e 49 anos. A Dinamarca foi o primeiro país a legalizar as uniões homossexuais e têm estatísticas completas de uniões do mesmo sexo desde 1989.

“Nosso estudo mostra evidência prospectiva, baseada na população, de que as experiências familiares infantis são determinantes nas decisões de casamentos homossexuais e heterossexuais na vida adulta”, dizem os autores do estudo. Algumas principais correlações encontradas na pesquisa foram as seguintes, publicadas pelo site da Instituição Courage (http://www.couragerc.net/)

Vários especialistas, como o psicólogo holandês Dr. Gehard Van der Aardweg, PhD em psicologia; Dr. Richard P. Fitzgibbons, Médico Psiquiatra; Dr. Edward R. Fields, americano, o espanhol Vallejo Nájera, o prof. Stanton Jones, psicólogo do “Wheaton College”, o psicólogo Mark Yarhouse, diretor do “Instituto para o Estudo da Identidade Sexual” da “Regent University”, nos EUA ( http://www.sexualidentityinstitute.org), apontam alguns fatores não genéticos que podem ser responsáveis pela homossexualidade de muitos jovens. (http://www.hli.org; e www.vidahumana.org).

O psicólogo holandês Dr. Gehard Van der Aardweg, PhD em psicologia; que há mais de trinta anos atende homossexuais, em seus livros “A batalha pela normalidade sexual” (Editora Santuário Aparecida) e “Homossexualidade e Esperança” (Ed. Diel, Portugal), afirma que a homossexualidade não é genética e nem hormonal, mas social e educacional. De forma alguma esses pesquisadores sérios podem aceitar que órgão genital do feto se forme antes do cérebro, e que por isso algumas crianças nasçam transgêneros,ou seja, psicologicamente acreditem pertencer ao sexo oposto.

Muitos pesquisadores estão de acordo que a homossexualidade é uma condição adquirida e não genética. Existe uma enorme quantidade de informações por parte de pesquisadores e terapeutas que sugerem fortemente que a homossexualidade é uma condição sócio– psicológica que causa uma pré-disposição homossexual. O mais provável, segundo esses pesquisadores, é que a homossexualidade seja causada por traumas percebidos ou reais, devido a condicionamentos familiares, ambientais, sociais, culturais ou espirituais.

Os psicólogos americanos Masters e Jonhson, especializados em sexualidade, afirmaram em seu livro “Human Sexuality” (Sexualidade Humana) que:

“A teoria genética da homossexualidade tem sido em geral desprezada hoje em dia, e apesar do interesse em possíveis mecanismos hormonais na origem da homossexualidade, nenhum cientista sério hoje sugere que uma simples relação de causa e efeito possa existir”. (pp. 319-320).

A Congregação para a doutrina da Fé, do Vaticano, já publicou vários documentos sobre a homossexualidade, todos evidenciando o caráter imoral da “prática” homossexual, não da tendência: 1 – Persona Humana, de 29/12/1975; Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o Atendimento Pastoral das Pessoas Homossexuais, de 1986 e “Algumas reflexões acerca da resposta a proposta legislativas sobre a não-discriminação das pessoas homossexuais”, de 1992. A Igreja tem o direito de ensinar a seus filhos a lei de Deus sobre este assunto. O Catecismo da Igreja fala do assunto nos números 2357 a 2359.

A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1-29; Rm 1,24-27; 1Cor 6,9-10; 1Tm 1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados” (CDF, decl. Persona humana, 8). São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (§2357).educarpelaconquista

A Igreja reconhece que: “Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida, e se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição”. (§2358)

“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadores da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (§2359).

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Sep 30, 2015, 12:47:36 AM9/30/15
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Oração aos Santos Arcanjos

Posted: 29 Sep 2015 06:05 AM PDT

arcanjos-c3adconeAjudai-nos, ó grandes santos irmãos nossos, que sois

servos – como nós – diante de Deus.

Defendei-nos de nós mesmos, de nossa covardia e

tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição; de nossa

inveja e desconfiança;

de nossa avidez em procurar à

saciedade, a boa-vida, a estima.

Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que

passa. Desvenda nossos olhos que nós mesmos fechamos,

para não precisar

ver as necessidades de nosso próximo,

e poder assim ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila

autocomplascência. Colocai em nosso coração o espinho

da santa ansiedade de Deus, para que não deixemos de

procurá-lo com ardor, contrição e amor.

Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele

derramou por nossa causa.cpa_ora_es_de_todos_os_tempos_da_igreja

Contemplai em nós as lágrimas de vossa Rainha, que

ela derramou por nós.

Contemplai em nós, a pobre, desbotada, arruinada

imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra

que deveríamos ser por sua vontade e seu amor.

Ajudai-nos a conhecer a Deus, a adorá-lo, a amá-lo e

a servi-lo. Ajudai-nos no combate contra os poderes das

trevas que traiçoeiramente nos envolvem e nos afligem.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para

que um dia, estejamos todos jubilosamente reunidos na

eterna bem-aventurança. Amém.

(A novena aos santos Arcanjos começa no dia 20 de

setembro, sua festa é no dia 29; rezemos de manhã as

súplicas acima, e durante o dia, invoquemos muitas

vezes os santos Anjos):

São Miguel, assisti-nos com vossos santos Anjos,

– Ajudai-nos e rogai por nós.

São Rafael, assisti-nos com vossos santos Anjos,

– Ajudai-nos e rogai por nós.

São Gabriel, assisti-nos com vossos santos Anjos,

– Ajudai-nos e rogai por nós.

Ladainha dos Santos Anjos

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai, Criador dos Anjos – Tende piedade de nós

Deus Filho, Senhor dos Anjos – Tende piedade de nós

Deus Espírito Santo, Vida dos Anjos – Tende piedade de nós

Santíssima Trindade, alegria de todos os Anjos – Tende piedade de nós

Santa Maria, rogai por nós

Rainha dos Anjos, rogai por nós

Todos os Coros dos Espíritos Celestes, rogai por nós

Santos Serafins, Anjos do Amor, rogai por nós

Santos Querubins, Anjos do Verbo, rogai por nós

Santos Tronos, Anjos da Vida, rogai por nós

Santos Anjos da Adoração, rogai por nós

Santas Dominações, rogai por nós

Santas Virtudes, rogai por nós

Santas Potestades, rogai por nós

Santos Principados, rogai por nós

Santos Arcanjos, rogai por nós

Santos Anjos, rogai por nós

São Miguel Arcanjo, rogai por nós

Vencedor de Lúcifer, rogai por nós

Anjo da fé e da humildade, rogai por nós

Anjo da Unção dos Enfermos, rogai por nós

Anjo dos moribundos, rogai por nós

Príncipe dos exércitos celestes, rogai por nós

Companheiro das almas do Purgatório, rogai por nós

São Gabriel Arcanjo, rogai por nós

Anjo da Encarnação, rogai por nós

Mensageiro fiel de Deus, rogai por nós

Anjo da esperança e da paz, rogai por nós

Protetor de todos os servos e servas de Deus, rogai por nós

Guarda do Santo Batismo, rogai por nós

Patrono dos sacerdotes, rogai por nós

São Rafael Arcanjo, rogai por nós

Anjo do Divino Amor, rogai por nós

Dominador do Espírito, rogai por nós

Anjo da cura e do alívio na dor, rogai por nós

Auxiliador nos casos de necessidade, rogai por nós

Leia também: Orações aos Santos Arcanjos

Ladainha de São Miguel Arcanjo

Ladainha de São Rafael Arcanjo

Patrono dos médicos, viajantes e peregrinos, rogai por nós

Todos os Santos Arcanjos, rogai por nós

Anjos do serviço perante o trono de Deus, rogai por nós

Anjos do serviço prestado à humanidade, rogai por nós

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós

Auxiliadores em nossas necessidades, rogai por nós

Luz em nossas trevas, rogai por nós

Amparo em todos os perigos, rogai por nós

Admoestadores de nossas consciências, rogai por nós

Intercessores perante o trono de Deus, rogai por nós

Defensores contra o inimigo, rogai por nós

Nossos guias seguros, rogai por nós

Nossos mais fiéis amigos, rogai por nós

Nossos prudentes conselheiros, rogai por nós

Nossos modelos na obediência, rogai por nós

Consolação do abandono, rogai por nós

Espelho de humildade e pureza, rogai por nós

Anjos das nossas famílias, rogai por nós

Anjos dos nossos sacerdotes e curas de almas, rogai por nós

Anjos das nossas crianças, rogai por nós

Anjos da nossa terra e da nossa pátria, rogai por nós

Anjos da Santa Igreja, rogai por nós

Todos os Santos Anjos, rogai por nós.

Ajudai-nos durante a vida, assisti-nos na hora da nossa

morte e no céu vos agradeceremos.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,

perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,

ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende

piedade de nós.

V. Deus deu ordens aos Anjos a teu respeito

R. Eles proteger-te-ão nos teus caminhos.

Oremos:cpa_os_anjos

Concedei-nos Senhor o auxílio de vossos Anjos e Exércitos

Celestes, afim de que, por eles, sejamos preservados dos

ataques de Satanás, e, pelo Precioso Sangue de Nosso Senhor

Jesus Cristo e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria,

Rainha dos Anjos, libertos de todos os perigos possamos

servir-vos em paz por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo, para sempre, Amém.

Retirado do livro: “Os Anjos”, Ed.Cléofas.

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As quatro grandes lições de Santa Teresinha do Menino Jesus

Posted: 01 Oct 2015 10:00 AM PDT

santaterezinha4 (1)Dentre outras tantas lições que Santa Teresinha nos deixou em sua vida, hoje iremos refletir apenas quatro delas:

A HUMILDADE

Ficar pequeno é reconhecer o próprio nada, tudo esperar de Deus, não se afligir com as faltas, porque as criancinhas, se caem muitas vezes, por serem pequeninas, pouco se machucam.

Faço como as crianças que não sabem ler: digo a Deus simplesmente o que desejo dizer-lhe, sem palavras bonitas, e ele me compreende.

Ocupemos o último lugar. Ninguém brigará convosco por causa dele.viveroevangelho

A santidade não consiste nesta ou naquela prática, é mais uma disposição do coração que nos faz humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes de nossa fragilidade, e confiantes, até a ousadia, em sua bondade de Pai.

Com os pequeninos, ele [demônio] não pode…

A CONFIANÇA

Nunca é demais a confiança no bom Deus, tão poderoso e tão misericordioso.

Como é grande o poder da oração! Poderíamos compará-la a uma rainha, que tem sempre entrada franca junto do rei e consegue tudo o que pede.

Jesus não exige grandes obras, apenas confiança e gratidão.

Nossa confiança é combatida obstinadamente pelo Inferno, porque ela é a vida, a salvação. À obstinação de Satã, operemos a obstinação de nossa confiança. E seremos salvos.

O que em minha alma agrada ao bom Deus é ver o amor que tenho à minha pequenez e à minha pobreza, é a minha esperança cega em sua misericórdia.

Nós que corremos na vida do amor, não devemos pensar no que há de acontecer de doloroso no futuro; seria faltar à confiança… é como meter-se a criar.

O ABANDONO

Eu sou a bolinha do menino Jesus, que Ele faça de mim o que quiser. Brinque à vontade com sua bolinha. Se me quiser atirar a um canto abandonada, serei feliz, contanto que Ele o queira.

Não me amedronta Ter que sofrer por Vós! Escolho tudo o que Vós quereis!

Leia também: Santa Teresinha do Menino Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus, uma das maiores santas dos tempos modernos!

A Rosa de Santa Teresinha

Teresinha do Menino de Jesus: A santa da Confiança

Às vezes custa à nossa fraqueza dar a Nosso Senhor aquilo que Ele pede. E, porque custa, é meritório e precioso o nosso sacrifício.

Que importa o sucesso? O que Deus nos pede é não nos determos diante do cansaço da luta.

Experimentamos grande paz em sermos absolutamente pobres, em contar só com Deus.

O AMOR A JESUS

O Senhor não precisa de nossas obras, e sim do nosso amor.

O sofrimento unido ao amor é a única coisa que me parece desejável neste vale de lágrimas.

Não creiais que possa amar sem sofrer muito. Quando se sofre devidamente, o amor aumenta.

Apenas me levanto, penso logo nas contrariedades e trabalhos que me esperam e fico cheia de alegria e de coragem, meditando nas venturosas ocasiões que terei de dar provas do meu amor a Jesus.ensinamentodossantos

Amemos a Jesus a ponto de sofrermos tudo o que Ele quiser, mesmo a aridez e frieza aparentes. É sublime o amor a Jesus sem os gozos da doçura desse amor. É um martírio!…Pois bem, morramos mártires!

Amar aos pés da cruz é mais belo e heroico do que amar nos esplendores do Tabor. É ali que se prova o verdadeiro amor.

É pura verdade tudo quanto escrevi sobre os meus desejos de sofrer muito pelo bom Deus! Ah! Não me arrependo, não, de me Ter oferecido como vítima de Amor!

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Oct 3, 2015, 4:20:20 PM10/3/15
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Santos Anjos da Guarda

Posted: 02 Oct 2015 11:55 AM PDT

GuardianAngel824x1024O Catecismo da Igreja diz que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, os anjos, é uma verdade de fé”. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição (n.328). Nenhum católico pode, então, negar a existência dos anjos. Eles são criaturas pessoais e imortais, puramente espirituais, dotados de inteligência e de vontade e superam em perfeição todas as criaturas visíveis (cf. Cat. n.330). São Gregório Magno disse que quase todas as páginas da Revelação escrita falam dos anjos.

A Igreja ensina que desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção (Sl 90,10-13) e por sua intercessão. “O anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem e os salva” (Sl 33,8).

São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja, disse: “Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida.” (Ad. Eunomium 3,1). Isto é, temos um Anjo da Guarda pessoal. Jesus disse: “Não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18,10).

A liturgia de 2 de outubro celebra os Anjos da Guarda desde o século XVI, festa universalizada por Paulo V. Ora, se a Igreja celebra a festa dos Anjos da Guarda é porque de fato eles existem e cuidam de nós, nos protegem, iluminam, governam nossa vida, ajudam-nos como ajudou a Tobias. Mas para isso é preciso crer neles, respeitá-los, não afugentá-los pelo pecado. Um dia um rapaz me disse: “eu não vejo pornografia na internet porque tenho vergonha de meu Anjo da Guarda!”. A melhor homenagem a nosso Anjo é viver uma vida sem pecados, buscando, com sua ajuda, fazer a vontade de Deus.

A Tradição da Igreja acredita que nosso Anjo da Guarda tem a tarefa de oferecer a Deus as nossas orações, apoiar-nos e proteger-nos dos ataques do diabo, que tenta nos fazer pecar e perder a vida eterna. Então, nada mais importante que ter uma vida de intimidade com nosso Anjo da Guarda, invoca-lo constantemente e colocar-se debaixo de sua proteção. Desde criança aprendi com minha mãe esta oração: “Santo Anjo da minha guarda a quem eu fui confiado por celestial piedade; iluminai-me, guardai-me, regei-me, governai-me. Amém.” Nunca deixei de rezar essa oração.

Então, o melhor a fazer é não fazer nada sem pedir a luz, a proteção, o governo do bom Anjo que o Senhor colocou como guarda e custódio de nossa vida, do batismo até a morte.

É por isso que muitos papas, como o Papa João XXIII, revelaram a sua profunda devoção pelo Anjo da Guarda, sugerindo, como também disse Bento XVI, de expressar a sua própria gratidão pelo serviço que ele presta a cada um de nós e de invocá-lo todos os dias, com o “Angelus Dei”.

O Santo Padre Pio teve um relacionamento profundo com o Anjo da Guarda. São inúmeras as passagens de sua vida com o seu Anjo e com os dos outros. Certa vez ele disse a uma pessoa: Nós rezaremos pela sua mãe, para que o seu anjo da guarda lhe faça companhia. Invoque o seu Anjo da guarda, pois ele te iluminará e te guiará no caminho de Deus.

Alguns perguntam se é possível saber o nome do nosso Anjo da Guarda. A Igreja não fala sobre isso; ela apenas conhece o nome dos três grandes Arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel. Portanto, se alguém sabe o nome do seu Anjo é uma revelação particular que não tem a confirmação da Igreja.

O mais importante é ter um relacionamento vivo e fervoroso com o nosso bom Anjo protetor, durante toda a vida.

Os anjos, de fato, são uma presença constante e fundamental na “história da salvação”: é justamente por meio deles que muitas vezes JHWH obra e envia mensagens ao povo de israel; assim acontece no sonho de Jacó, relativo à escada da qual subiam e desciam os anjos, e quando, o mesmo Jacó, lutou contra um anjo, permanecendo ferido no quadril; é um anjo que segura a mão de Abrão que estava para sacrificar o filho.

No livro do Êxodo, no entanto, narra-se que, ao atravessar o Mar Vermelho um anjo protegia os israelitas dos egípcios, o mesmo anjo os guiará depois no deserto. Lembra-se também os anjos enviados pelo Senhor para salvar Ananias, Azarias e Misael, trancados em uma fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor.

A mesma vinda do Salvador é anunciada ao povo de Israel por meio de um anjo, que a tradição associa ao Arcanjo Gabriel. Estes últimos são somente alguns exemplos da vivíssima presença dos anjos no Pentateuco. Outros também se encontram no Novo Testamento, como também na vida de muitos santos e beatos.

Os hebreus, sempre muito atentos à “palavra de JHWH”, por meio de um meticuloso estudo da Torá, como só os rabinos o sabem fazer, conseguiram extrair até 72 nomes de anjos (veja http://www.angelologia.it/esodo.htm), que a Igreja Católica nunca reconheceu – exceto os três arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael – porque não são explicitamente mencionados na Bíblia.

Houve um tempo, no entanto, em que a Igreja venerava os assim chamados “7 anjos planetários”, também chamados de “os sete governantes do mundo” e “os sete Tronos”, os seus nomes apareciam até mesmo nos missais utilizados na época nas “Vésperas dos sete”.

Esses anjos, considerados arcanjos, subdividiam-se em maiores (Miguel, Gabriel e Rafael), encabeçando hierarquias criativas, e em menores (Uriel, Scaltiel, Jehudiel, Barchiel), também chamados de os “Regentes da Terra”, aqueles que governavam os quatro elementos (Fogo, Ar, Água, Terra).

Esta tradição, mantida por vários séculos, teve origem na revelação feita pelo Arcanjo Rafael a Tobias, o qual apresentou-se ao profeta como “um dos Sete Anjos que estão sempre prontos para entrar na presença da majestade do Senhor”.

Por volta da segunda metade do século XVII, depois de muitas disputas, os nomes foram excluídos dos missais, sob a alegação de que o Arcanjo Rafael não revelou nenhum outro nome fora do seu. No entanto, a existência dos anjos é considerada um artigo de fé da Igreja Católica, manifestado explicitamente no símbolo Niceno-Constantinopolitano, “Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis”.

Leia também: O Anjo da Guarda existe mesmo?

02 de outubro: Dia do Anjo da Guarda

Os Anjos guardam o mundo?

Qual a missão dos Anjos?

Podemos relacionar-nos com os anjos?

Da criação dos anjos, então, fala-se em ambos os Testamentos, no Novo e no Antigo. Ao longo da história os anjos têm sido objeto de inúmeras considerações teológicas por parte dos Padres e Doutores da Igreja, teólogos e exegetas, entre os quais Hilário de Poitiers, Jerônimo, Agostinho, Cassiano, Boaventura, Bernardo Abade, Cirilo de Jerusalém e Tomás de Aquino.

No catecismo de São Pio X o tema é abordado com especial cuidado e uma clareza única. Os anjos, em essência, são seres imortais e espirituais, com uma inteligência e uma vontade superior à nossa; eles vivem num estado de felicidade perpétua, cujo objetivo principal é a adoração de “Deus em torno de seu trono”, a partir do qual são iluminados.

Eles também são chamados de “príncipes da Corte celestial” e “embaixadores da vontade de Deus” e operam de forma invisível entre os homens. O pseudo-Dionísio, o Areopagita, afirma no De celesti hierarchia que os anjos são divididos em três hierarquias, cada uma das quais está dividida em três coros, que, por sua vez, se distinguem entre si pelas suas tarefas, cores, asas e outros sinais distintivos.

Nesta subdivisão estão também os Anjos da Guarda (que se diz serem comandados pelo Arcanjo Rafael), explicitamente mencionado no Salmo 90, que têm a tarefa de guiar e proteger a pessoa a ele confiada. Cada cristão, de fato, tem o seu anjo da guarda, que o protegerá ao longo de toda a sua vida terrena, do nascimento à morte.

O Anjo da Guarda também tem a tarefa de oferecer a Deus as nossas orações, apoiar-nos e proteger-nos dos ataques do diabo, que tenta de qualquer forma fazer-nos o mal e “sujar” a nossa alma para impedir-nos de alcançar a vida eterna. Ele, basicamente, tem uma função salvífica para a nossa alma.

É por isso que muitos papas (de todos deve ser lembrado o Papa João XXIII) revelaram a sua profunda devoção pelo anjo da guarda, sugerindo, como também disse Bento XVI, de expressar a sua própria gratidão pelo serviço que ele presta a cada um de nós e de invocá-lo todos os dias, com o “Angelus Dei”, oração que a Igreja, na sua profunda sabedoria, formulou propositalmente, pedindo para iluminar o nosso caminho, para saber discernir a vontade de Deus nos fatos da vida e combater as ciladas do demônio.

“Ó Deus, que na vossa misteriosa providência mandai os vossos anjos para guardar-nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente do seu convívio”, rezamos na oração deste dia em que a Igreja celebra o Anjo da Guarda. Esta celebração teve seu início na Espanha no ano 400 e acontecia juntamente com a festa dos Arcanjos, mas a partir do ano 1670, foi fixado pelo Papa Clemente X no dia 02 de outubro para diferenciar e exaltar a figura do Anjo da Guarda. A mesma celebração foi universalizada pelo Papa Paulo V.

Cremos que a existência e presença dos anjos é uma verdade de fé. A Tradição nos mostra que os anjos são seres perfeitos, dotados de inteligência e livre arbítrio, participantes da graça de Deus. A doutrina acerca dos Santos Anjos nos é apresentada desde a Palavra de Deus perpassando pela sabedoria dos Santos e Padres da Igreja: São Basílio, o Grande, afirma: “Que cada qual tem um anjo para dirigi-lo, como pedagogo e pastor, é o ensinamento de Moisés”. Santo Agostinho nos diz: “Como podem os anjos estar longe, quando nos foram dados por Deus para ajudar-nos?” São Tomas de Aquino também nos ensina que o homem é governado e amparado pelos anjos, que representam o instrumento da providência especial de Deus para cada um. São Francisco de Sales ensina que a tarefa dos anjos é levar as nossas orações à bondade misericordiosa do Altíssimo e de informar-nos se elas foram atendidas.osanjos

A Palavra de Deus nos ensina na liturgia de hoje: “Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz.” Esta e outras passagens afirmam e confirmam esta doutrina que ao longo dos séculos veio sendo conhecida, aperfeiçoada e consolidada pela Doutrina e Sagrada Tradição.

Somos felizes de sermos amparados pela misericórdia e auxílio de Deus através dos Santos Anjos. Ao coro celeste nos unimos em oração e rezamos: “Ó Santo Anjo de minha guarda, cuja proteção com admirável providência me encomendou o Altíssimo desde o primeiro instante de minha vida, dou-vos graças pelos cuidados que tivestes por mim, por me haverdes livrado dos perigos espirituais e corporais. A vós me recomendo de novo, ó meu glorioso protetor, defendei-me dos perigos e ajudai-me com as vossas santas inspirações, para quem sendo fiel a elas, consiga viver santamente neste mundo e gozar depois da vossa companhia na pátria celestial. Amém”.

Prof.Felipe Aquino

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12 Ensinamentos de São Francisco de Assis

Posted: 04 Oct 2015 07:36 AM PDT

Francisco1 – O que temer? Nada. A quem temer? Ninguém. Por que? Porque aqueles que se unem a Deus obtém três grandes privilégios: onipotência sem poder; embriaguez sem vinho e vida sem morte.

2 – Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado… Resignação para aceitar o que não pode ser mudado… E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

3 – Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras.

4 – Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente destituído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.

5 – Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.

6 – A cortesia é irmã da caridade, que apaga o ódio e fomenta o amor.

7 – Para pregar a Paz, primeiro você deve ter a Paz dentro de você. Senhor fazei de mim um instrumento de vossa paz.

8 – Quem a tudo renuncia, tudo receberá.

9 – Não vos esforceis pelas honras do mundo, mas honrai o SENHOR.

10 – Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam.

11 – Comece a fazer o que é necessário, logo estarás fazendo o possível… e, perceberás que estarás fazendo o impossível…

12 – Quem ler e entender o Evangelho em Espírito e Verdade, encontrará nele Deus e o céu, os Anjos e o próprio paraíso, tudo a nos esperar, aguardando que façamos a nossa parte, para recebermos o prêmio da felicidade.

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Marcelo Guedes

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Como defender a fé na universidade?

Posted: 06 Oct 2015 10:29 AM PDT

bibliaféTenha fé, todos procuram a Deus, até mesmo o professor mais soberbo da sua universidade, e não será um arcanjo que irá falar do Reino dos Céus para essa pessoa, mas você!

Por ser professor universitário e católico, costumo receber perguntas de estudantes universitários católicos que têm dificuldades na universidade com professores e colegas que não são católicos. Relatos de preconceito, ironias e piadas são comuns. Geralmente me perguntam como agir para serem coerentes com sua fé e ao mesmo tempo não colocarem-se desnecessariamente em uma situação de risco acadêmico. Além disso, gostariam de poder ajudar as pessoas que lhes agridem, mostrando a beleza da fé. Neste artigo vou responder à pergunta com mais detalhes do que costumo fazer por e-mail.

1 – Ame sempre e perdoe

Antes de tudo devemos lembrar que somos chamados a amar, compreender e desculpar. Você não deve sentir raiva da pessoa. Por mais ofendido que possa ter sido, deve procurar compreender aquela atitude e cobri-la com milhares de desculpas e razões para ter agido daquele modo. Não é assim que uma mãe faz com aqueles pequenos erros que um filho comete? “Ah, tadinho, está com fome, está cansado, está entediado …”, ou então, “ele ainda é muito novinho, não entende essas regras de adultos”. Sempre podemos fazer o mesmo: “coitado, nunca teve contato com o verdadeiro Evangelho, só versões deturpadas e simplificadas”, “não conhece História a fundo”, “teve alguma dificuldade na vida e colocou a culpa em Deus”. Provavelmente você irá acertar, pois como dizia o bispo americano Fulton Sheen: “Não há cem pessoas nos EUA que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões que odeiam aquilo que pensam ser a Igreja Católica”.catolicodsvoltemparacasa

2 – Aprenda a acolher

O primeiro passo precisa (necessariamente!) ser esse acolhimento da pessoa que lhe agride. Sem isso, você irá querer agredi-la também, e assim não poderá ajudá-la. A agressão pura e simples nunca é boa. Você pode até dizer palavras duras como resposta, mas essas palavras precisam ser ponderadas na caridade, caso contrário, não serão um remédio (amargo às vezes), mas sim um instrumento que fere.

Outra razão para procurar desculpar a pessoa é que assim você poderá começar a trabalhar o segundo passo: por que ela age assim? Você precisa “entrar” na mente e no coração dessa pessoa. Nunca esqueça que nós agimos sempre com a mente e o coração (razão e sentimentos), e que nosso agir depende muito da nossa história pessoal. Você precisa se tornar próximo, verdadeiramente amigo daquela pessoa para poder conhecê-la e ajudá-la. Como um médico poderia tratar um doente se não quisesse gastar tempo em descobrir a doença que acomete o paciente? Veja-se como um médico, médico de almas, e que foi colocado pela Providência Divina junto daquela pessoa para ajudá-la.

3 – Seja prudente e entenda: nem sempre ganhar discussões é evangelizar!

Quando se trata de um professor universitário, valem algumas dicas que em geral nos ajudam a encontrar o problema com mais facilidade. Você precisa saber que o defeito mais comum (quase unânime!) dos professores universitários é a soberba. Há uma piada que diz que depois do doutorado as pessoas se tornam “PhDeuses” (uma brincadeira com o nome do título de doutor fora do Brasil: PhD). Infelizmente, a maioria dos professores universitários sofre de vanglória e vaidade. Se vangloriam de saber muito e acreditam ser admirados por todos. Consideram-se o que há de melhor na sociedade porque estudaram muito e são cientistas. Claro que isso é uma bobagem, e é evidente que estão errados. Sabem muito só de uma área (às vezes nem isso!) e não são admirados pelas outras pessoas só porque têm doutorado.

Assim, você precisa tomar cuidado quando contraria um professor, especialmente se for na sala de aula e na frente de outros alunos, pois provavelmente ele é soberbo e a vaidade o tornará muito agressivo. Em geral os professores soberbos consideram os alunos como muito ignorantes e por mais que você possa usar os argumentos mais sábios, mais bem elaborados, não será em uma discussão na frente de toda a turma que você sairá ganhando. Aliás, nem deveria pensar em ganhar discussões, evangelizar não é ganhar discussões. O que você provavelmente ganhará será um problemão com um professor ofendido no seu pé. A sala de aula é o templo do professor orgulhoso. É lá que ele tem poder e é admirado pelos alunos. Eu tive um professor de Cálculo que dizia que só ele podia tirar a nota máxima, por melhor que o aluno fosse na prova, ele sempre encontrava algo para descontar, nem que fosse a letra feia!

Leia também: A Fé Católica

A identidade e a missão da Universidade Católica

Igreja Católica, mãe das Universidades

Uma história que não é contada nas escolas

Infelizmente, esta visão inferior dos alunos que os professores universitários mantém é alimentada muitas vezes pelos próprios alunos que, não raro, são péssimos estudantes e muito pouco comprometidos com as disciplinas. Para você ganhar respeito do seu professor, mostre empenho no estudo, ordem nas suas anotações e manifeste interesse em entender a matéria, não somente em tirar uma nota boa. Procure-o para fazer perguntas sobre as questões difíceis, não falte às aulas, vá bem vestido (uma parte considerável dos meus alunos vêm vestidos como se estivessem indo à praia! Já tive aluno descalço na sala — e o celular dele mostrava que não era por falta de dinheiro).

Com o passar do tempo, tendo caridade pelo seu professor e tendo ganhado o respeito dele por ser bom aluno, vá procurando falar com ele a sós das piadas e ironias que ele faz na sala. Procure deixar claro que além de você há vários outros estudantes que são ofendidos por ele e que não falam nada por medo de retaliações. Acredito que ele irá mudar o comportamento. Se houver abertura, vá falando da sua fé para ele.

4 – Com jeitinho, ajude a formar seus colegas na fé

Com os colegas o apostolado deve seguir o mesmo esquema. A maioria dos estudantes universitários que se diz ateu é tão soberba quanto os professores. Além disso, como os professores, também foi muito mal formado na fé e em assuntos de humanidades, como História e Filosofia. Mesmo nos departamentos de humanas é possível constatar uma imensa ignorância nessas matérias, pois costumam estudar somente uma dúzia de autores favoritos e que pensam todos de forma igual. Faça o teste, escolha um autor — moderno ou não — que escreva fora da linha ideológica marxista e verifique que a maioria nem mesmo o conhece!

5 – Todo cuidado é pouco. É preciso trabalhar com cautela!

Para encerrar, gostaria de fazer uma advertência. As meninas não devem procurar fazer apostolado com os professores homens, assim como os rapazes não devem fazer apostolado com as professoras. Provavelmente seu professor(a) é casado(a) ou tem namorada(o). Além disso, mesmo que não seja o caso, o envolvimento de alunos com professores é muito antiético. Nestes casos, você deveria procurar por um(a) colega que têm fé e pedir ajuda, explicando que você não pode se tornar próximo de uma pessoa que é casada pois isso poderia acabar mal.cienciaefe

O apostolado direto passa por tornar-se amigo da pessoa, amigo íntimo, em compartilhar das alegrias e penas da vida. Uma relação íntima assim pode acabar em paixão quando se trata do sexo oposto e todo cuidado é pouco nestes casos. São Josemaria Escrivá dizia que para ajudar um amigo podemos ir até às portas do inferno, mais não, pois lá dentro já não se pode mais amar a Deus. O conselho vale para essa situação, pois que tipo de ajuda você dará para a pessoa fazendo-a pensar em adultério?

Por fim, mesmo que você não consiga se aproximar do seu professor ou colega, a sua atitude de bom estudante, de católico coerente e que vive sua fé com profundidade e naturalidade, de bom amigo, irá chamar a atenção. Talvez não dessa pessoa, mas de outra que Deus colocou do seu lado para ser ajudado e você nem tenha reparado. Muitas palavras de fé que dizemos hoje só vão germinar anos mais tarde, em algum momento decisivo da vida. Tenha fé, todos procuram a Deus, mesmo o professor mais soberbo da sua universidade, e não será um arcanjo que irá falar do Reino dos Céus para essa pessoa, mas você.

Alexandre Zabot

www.alexandrezabot.blogspot.com.br

Físico e doutor em Astrofísica – Professor da UFSC

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O perigo da implosão demográfica

Posted: 06 Oct 2015 04:00 AM PDT

Recebemos recentemente este vídeo, que com objetividade e clareza, nos alerta para o risco que corremos se as famílias que podem ter filhos (Veja: Paternidade responsável), se recusarem a tê-los. Por meio dos dados apresentados neste vídeo podemos ter uma noção do que está acontecendo em outros países e que também pode acontecer em nosso, caso nos rendamos a essa cultura egoísta, antinatalista, antifamília, que têm sido implantada no mundo.

Na Carta às Famílias, de 1994 , o Papa João Paulo II mostrou que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família. Ele disse: “…uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca”. No ano do Jubileu de 2000, o Papa disse aos casais cristãos: “Não tenham medo da vida!”

Assista com atenção e repasse aos seus amigos:

Marcelo Guedes

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Tudo posso naquele que me fortalece"
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Date: Wed, 14 Oct 2015 18:50:55 +0000
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Prof. Felipe Aquino


Somente a Tua graça me basta, e nada mais!

Posted: 14 Oct 2015 09:00 AM PDT

OpenHands2smO que é o dom de si?

Somos de Deus, Ele nos criou, nos tirou do nada, sem Ele nada somos. Como diz o salmista, somos as ovelhas do Seu rebanho (Sl 94); a Ele pertencemos por direito de criação.

Então, nossa vida só poderá ser boa e só alcançaremos a felicidade se entregarmos o dom da vida a Ele que é o Senhor.

O Pe. José Schrijvers ensina isso maravilhosamente em seu livro “Dom de Si”.

“Dar-se a Deus, ele diz, é entregar-se o corpo, a alma e a vida, abandonar-se todas as capacidades, aspirações e sentimentos, desejos e temores, esperanças e planos futuros, reservando apenas o cuidado de O amar.

Dar-se a Deus é esquecer-se de si, é depositar no coração de Cristo todas as preocupações, todas as solicitudes e mil contratempos da vida cotidiana; é confiar-lhe todos os interesses pessoais, encarregando-O de prover a tudo, de tudo remediar.

Dar-se a Deus é desprender-se de si mesmo para só Nele pensar; é consagrar-se às obras que visam a Sua glória, é estender na medida das próprias forças o Reino da verdade, da justiça, do amor, da liberdade; é devotar-se aos outros por amor no Mestre, é auxiliar, instruir, aliviar, e, principalmente, converter e conduzir a Deus”.

O dom de si a Deus é como o “fiat” (faça-se) de Nossa Senhora, da Anunciação do Anjo ao Calcário, sem nada perguntar, nada exigir e nada reclamar, apenas obedecer. É o abandono completo a todos os desígnios da Providência divina que nos leva para o melhor e mais rápido caminho da santificação.

Poder mergulhar a todo instante no oceano sem fundo da Divindade.

É selar com Deus um pacto eterno, ceder-lhe todo o coração para possuir totalmente o Seu Coração.

Leia também: O que é a graça?

Uma graça sempre ao nosso alcance

Basta voltarmo-nos para Deus a cada momento, por um ato de amor, e oferecer-lhe o ser que Dele recebemos.

O dom de si a Deus é reconhecer com amor e gratidão o Seu soberano domínio e poder sobre mim.

É pousar a vida no seio de Deus; abandonar-se em Seus braços como a criancinha nos braços do Pai, ou como a criança que é levada pelas mãos da mãe.

É entender que Deus é o principio e o fim único de todas as criaturas e de cada uma em particular. Cada uma delas tem a sua razão de ser, pois tem um Criador. Ele é o Alfa e o Ômega “o Princípio e o Fim” (Ap 1,8).

Todos os seres criados cumprem fielmente e infalivelmente o destino que Deus lhes marcar. São assim os seres irracionais. Só o homem recebeu de Deus o maravilhoso e privilégio de alcançar o seu fim pela livre escolha da sua vontade.

Jesus é o Senhor da História. Os acontecimentos dela aconteceram porque Deus permitiu e foi dirigido para um fim. Os homens são instrumentos inconscientes do divino Mestre.

Senhor, sois o meu fim último, o termo de toda a minha existência. Entrego-me a Vós por um ato livre da minha vontade; quero renovar este ato tantas vezes quantas me concederdes a graça de fazê-lo.

Santo Agostinho disse que “Em Deus residem as causas de tudo o que acontece, as imutáveis origens de todas as coisas mutáveis e as razões eternas de todas as coisas temporais” (Confissões I, V).odomdesi

Deus sabe o caminho para me levar à santidade. Ele conhece o meu pobre coração, as minhas paixões desordenadas, as minhas lutas e fraquezas, as minhas vitórias e a infinita paciência que teria de ter para comigo.

Que alegria saber, que eu, pobre e débil criatura, ocupo o pensamento de Deus. Ele reserva para si o cuidado de me santificar; traçar o caminho e me leva pela mão.

Não me compete perguntar-lhe as razões da Sua conduta para comigo. Não devo questionar-lhe porque me criou assim com essas aptidões e incapacidades, com essas paixões e inspirações. São os Seus eternos desígnios sobre mim. De nada devo pedir-lhe contas.

O destino que o Senhor concebeu para cada alma é lhe mostrado no decorrer da vida. Deus nos diz: “Adora e aceita” (Eclo 2). A ama deve responder-lhe: “Aceito, amo e abandono-me à Vossa ação”. O que me cumpre fazer é segui-Vos passo a passo na estrada da vida, com a criança agarrada à mão de sua mãe. Sei que tudo o que vem de Vós para mim é bom, porque tudo foi previsto e regulado pela Vossa amável Providência.

Prof. Felipe Aquino

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500 Anos do Nascimento de Santa Teresa de Ávila

Posted: 15 Oct 2015 08:00 AM PDT

santateresadeavilaConheça um pouco mais sobre a vida extraordinária dessa doutora da Igreja

Dia 15 de outubro a Igreja celebra Santa Teresa, e neste ano o V Centenário de seu nascimento; a grande santa reformadora do Carmelo, mística e doutora da Igreja. Neste ano tive a graça de estar em Ávila, conheci seu primeiro mosteiro reformado, o de São José, e pude rezar diante das relíquias de seu braço e coração, conservados em Alba de Tormes. Ela nasceu em Ávila, Espanha, em 1515, com o nome de Teresa de Ahumada. Seus pais eram virtuosos e tementes a Deus, teve nove irmãos e três irmãs.

Dom Ricardo Blázquez, Arcebispo de Valladolid e Presidente da Conferência Episcopal Espanhola, disse em Ávila, durante sua alocução na abertura do V Centenário:

“Nos reunimos para recordar as obras da misericórdia de Deus, para cantar suas maravilhas, para fazer o elogio de uma mulher excepcional que nos precedeu na Fé em Deus, no amor a Jesus Cristo e nos trabalhos pelo Evangelho. A memória de Santa Teresa de Jesus, nascida próximo desta praça há 500 anos, nos convocou esta manhã. Sua recordação está viva entre nós; é motivo de alegria, de estímulo e de esperança”.

O bispo disse que Santa Teresa foi um “sinal de atuação do Espírito Santo na Igreja e a humanidade”. Além disso, convidou a viver o Centenário recuperando o sentido da oração, tal como o fazia Santa Teresa de Ávila: “Descobrir o sentido cristão e humanizado da oração. A oração não é um diálogo consigo mesmo, alienando-se enganosamente e desfazendo-se falsamente do peso da existência. A oração não é uma expansão do espírito do homem até o vazio ou a solidão sideral esmagadora; nem um exercício do homem a superficialidade buscando a profundidade ou para superar a fragmentação em um centro unificador.

A oração é um trato de amizade com Deus, que sabemos que nos ama, que vem a nosso encontro, que nos espera, que nos acompanha”.

“A celebração do V Centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus é uma oportunidade preciosa para atualizar e assimilar as dimensões fundamentais da vida cristã e apostólica na Igreja, e também a autenticidade da existência humana que todos compartilhamos”, concluiu Dom Blázquez.

O Papa Francisco também se uniu espiritualmente aos festejos pelo V Centenário de Santa Teresa e através de uma mensagem que dirigiu ao Bispo de Ávila, convidou a todos a serem peregrinos, tal como foi a Santa.

“Na escola de Santa Teresa aprendemos a ser peregrinos. A imagem do caminho pode sintetizar muito bem a lição de sua vida e de sua obra. Ela entendeu sua vida como caminho de perfeição pelo que Deus conduz ao homem, morada após morada, até Ele e, ao mesmo tempo, o põem em marcha até os homens. Por que caminhos quer levar-nos o Senhor após as pegadas e as mãos de Santa Teresa? Gostaria de recordar quatro que me fazem muito bem: o caminho da alegria, da oração, da fraternidade e do próprio tempo”.

Neste sentido exortou a todos a caminharem, tal como o faria Santa Teresa quando chegou a hora de sua morte. “Já é tempo de caminhar!” (Ana de São Bartolomu, Últimas ações da vida de Santa Teresa). Estas palavras de Santa Teresa de Ávila a ponto de morrer são a síntese de sua vida e se converteram para nós, especialmente para a família carmelitana, seus conterrâneos e todos os espanhóis, em uma preciosa herança a conservar e enriquecer”, escreveu o Papa.

“A todos digo: Já é tempo de caminhar, andando pelos caminhos da alegria, da oração da fraternidade, do tempo vivido como graça! Percorramos os caminhos da vida da mão de Santa Teresa. Suas pegadas nos conduzem sempre a Jesus”.

Santa Teresa, segundo o Papa Bento XVI, é uma santa que representa um dos cumes da espiritualidade cristã de todos os tempos. Ainda jovem, com pelo menos 9 anos, leu a vida dos mártires, que inspiraram nela o desejo de martírio, tanto que chegou a improvisar uma breve fuga de casa para morrer como mártir e ir para o céu (cf. Vida 1, 4): “Eu quero ver Deus”, disse a pequena aos seus pais. Alguns anos mais tarde, Teresa afirmou ter descoberto a verdade, que se resume em dois princípios fundamentais: por um lado, que “tudo o que pertence a este mundo passa”; por outro, que só Deus é para “sempre, sempre, sempre”, tema que recupera em seu famoso poema:

“Nada te perturbe, nada te espante; tudo passa, só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem tem a Deus, nada lhe falta. Só Deus basta!”. Ficando órfã aos 12 anos, pediu à Virgem Santíssima que fosse sua mãe (cf. Vida 1,7).

Leia também: Entrai pela porta estreita

Santificados pela Esperança

Na adolescência, a leitura de livros profanos a levou às distrações da vida mundana, mas a experiência como aluna das freiras agostinianas de Santa Maria das Graças, de Ávila, e a leitura de livros espirituais, ensinaram-lhe o recolhimento e a oração.

Aos 20 anos de idade, entrou para o convento carmelita da Encarnação, em Ávila. Três anos depois, ela ficou gravemente doente, tanto que permaneceu por quatro dias em coma, aparentemente morta (cf. Vida 5, 9). Ela disse: “Eu desejava viver porque compreendia bem que não estava vivendo, mas estava lutando com uma sombra de morte, e não tinha ninguém para me dar vida, e nem eu poderia tomá-la, e Aquele que podia dá-la a mim, estava certo em não me socorrer, dado que tantas vezes me voltei contra Ele, e eu o havia abandonado” (Vida 8, 2).

Na Quaresma de 1554, aos 39 anos, Teresa chegou ao topo de sua luta contra suas próprias fraquezas. A descoberta de “um Cristo muito ferido” marcou profundamente a sua vida (cf. Vida 9). Lendo as “Confissões”, de Santo Agostinho, descreve assim a jornada decisiva da sua experiência mística: “Aconteceu que… de repente, experimentei um sentimento da presença de Deus, que não havia como duvidar de que estivesse dentro de mim ou de que eu estivesse toda absorvida n’Ele” (Vida 10, 1).

Logo ela começou a grande obra de reforma da Ordem Carmelita: em 1562, fundou o primeiro Carmelo em Ávila. Nos anos seguintes fundou mais 17 novos Carmelos. Foi fundamental seu encontro com São João da Cruz, com quem, em 1568, constituiu, perto de Ávila, o primeiro convento das Carmelitas Descalças. Em 1580, recebeu de Roma a ereção a Província Autônoma para seus Carmelos reformados, ponto de partida da Ordem Religiosa dos Carmelitas Descalços.

Teresa terminou sua vida terrena em 1582 enquanto estava se ocupando com a fundação do Carmelo de Burgos, repetindo humildemente duas frases: “No final, morro como filha da Igreja” e “Chegou a hora, Esposo meu, de nos encontrarmos”.

Foi beatificada pelo Papa Paulo V, em 1614, e canonizada por Gregório XV, em 1622; foi proclamada “Doutora da Igreja” pelo Servo de Deus Paulo VI, em 1970. Teresa de Jesus não tinha formação acadêmica, mas tinha profundos ensinamentos de teólogos, literatos e mestres espirituais. Como escritora, sempre se ateve ao que tinha experimentado pessoalmente ou visto na experiência de outros (cf. Prefácio do “Caminho de Perfeição”). Ao mesmo tempo, é alimentada com a leitura dos Padres da Igreja, São Jerônimo, São Gregório Magno, Santo Agostinho.

Entre suas principais obras, deve ser lembrada, acima de tudo, sua autobiografia, intitulada “Livro da Vida”, que ela chama de “Livro das Misericórdias do Senhor”. O objetivo é manifestar a presença e a ação de um Deus misericordioso em sua vida. Em 1566, Teresa escreveu o “Caminho da perfeição”, chamado por ela de “Admoestações e conselhos” que dava às suas religiosas. Entre os trechos mais importantes, destaca-se o comentário sobre o Pai Nosso, modelo de oração. A obra mística mais famosa de Santa Teresa é o “Castelo Interior”, escrito em 1577. O desenvolvimento da vida cristã rumo à sua plenitude, a santidade, sob a ação do Espírito Santo.

À sua atividade fundadora dos Carmelos reformados, Teresa dedica o “Livro das fundações”, escrito entre 1573 e 1582, no qual fala da vida do nascente grupo religioso.

A santa enfatiza a oração: rezar significa “tratar de amizade com Deus, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama” (Vida 8, 5). Para Teresa a vida cristã é uma relação pessoal com Jesus que culmina na união com Ele pela graça, por amor e por imitação. Daí a importância que ela atribui à meditação da Paixão e à Eucaristia, como presença de Cristo na Igreja, para a vida de cada crente e como coração da liturgia. Santa Teresa vive um amor incondicional à Igreja: ela manifesta um grande amor a Igreja diante da divisão causada pela Reforma protestante. Ela reformou a Ordem Carmelita com a intenção de servir e defender melhor a “Santa Igreja Católica Romana” e está disposta a dar sua vida por ela (cf. Vida 33, 5).ensinamentodossantos

Santa Teresa nos ensina a ser incansáveis testemunhas de Deus, da sua presença e da sua ação; ensina-nos a sentir realmente essa sede de Deus que existe em nosso coração, esse desejo de ver Deus, de buscá-lo, de ter uma conversa com Ele e de ser seus amigos. Esta é a amizade necessária para todos e que devemos buscar, dia após dia, novamente.

Santa Teresa estava contando seus planos a respeito da construção de um mosteiro carmelita. No meio da conversa, toda cheia de euforia, alguém perguntou:

– Irmã Teresa, onde está o dinheiro para tantos planos?

– Tenho dez centavos para começar.

– Esse tanto não dá nem para começar…

– Vocês tem razão. Teresa mais dez centavos não é nada. Teresa mais dez centavos mais Deus, é tudo.

Realmente, ela não construiu apenas um, mas quinze mosteiros.

Peçamos hoje sua especial intercessão entre os santos e anjos do céu. Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

Prof. Felipe Aquino

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Prof. Felipe Aquino


Quem foi a Santa do Coração de Jesus?

Posted: 16 Oct 2015 08:00 AM PDT

StMargaretMaryAlacoqueSaiba quem foi Santa Margarida Alacoque e quais foram as doze grandes promessas que Jesus revelou a ela

Santa Margarida nasceu em 22 de julho de 1647 na Borgonha, França. Seu pai era juiz e notário real, homem de pequenas posses. Quando tinha 8 anos de idade, seu pai faleceu, e a família a enviou para a escola das Clarissas de Charolles. Ali, ela adquiriu uma estranha doença que a deixou tão fraca que sua mãe a levou de volta para casa. “Passei quatro anos sem poder caminhar”, disse ela depois. Vendo que nada a curava, ela voltou-se para Nossa Senhora e fez-lhe o voto de castidade e de entrar para a vida religiosa, se ficasse curada. Foi atendida com rapidez.

Quando Margarida tinha quatro anos de idade, já rezava assim: “Ó meu Deus, eu Vos consagro minha pureza e Vos faço voto de castidade perpétua”. Ela disse nas suas memórias que nem sabia o que isso significava. Na verdade Jesus já a preparava para uma grande missão; são essas almas escolhidas por Deus, para através delas socorrer a humanidade.

Por meio desta Santa, e da mensagem da qual ela foi portadora, Jesus quis mostrar à humanidade, de um modo extraordinário, a intensidade do amor que o Sagrado Coração de Jesus tem por cada um de nós. Era a época de uma triste heresia que crescia na Igreja, o jansenismo, de um Bispo herege Jansen, de Ypres. Por esta heresia entrou na Igreja uma religiosidade falsa, um medo de Deus castigador que pune a todos, uma piedade triste que proibia a Comunhão frequente, etc…breviariodaconfianca

Quando Santa Margarida completou 17 anos, sua mãe e seus irmãos decidiram que ela devia se casar. E ela se deixou levar por isso, e começou a tomar parte nos programas de sua idade, e já pensava mesmo em se casar, pois já tinha vários pretendentes. Mas na sua alma começou a travar-se uma demorada batalha. De um lado achava que era um dever de piedade se casar para amparar sua mãe enferma. Mas a voz da graça recordava-lhe o voto de castidade que tinha feito a Nossa Senhora na infância, e de se consagrar-se como esposa de Cristo.

A tentação às vezes lhe dizia: “Você era muito criança para entender o que dizia, portanto, essas promessas não tinham valor; você agora é livre!”. Isto durou alguns anos. Mas, ajudada de modo especial pelo Senhor, a vocação religiosa venceu; e em 1671, ela entrou como postulante no Mosteiro da Visitação, de Paray-le-Monial.

Como vimos, desde a infância, Margarida fora beneficiada por experiências místicas. As mais importantes, porém, ocorreram no convento, a partir de 27 de dezembro de 1673, quando passou a receber uma série de revelações do Sagrado Coração de Jesus, o qual a incumbia de ser a encarregada de divulgar essa devoção em todo o mundo.

Na festividade de São João Evangelista de 1673, aos vinte e cinco anos, irmã Margarida Maria, recolhida em oração diante do SS. Sacramento, teve a primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, toda primeira sexta-feira do mês. Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e, apontado com o dedo seu Coração, exclamou: “Eis aquele Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles.”

As três superioras que se sucederam no convento de Paray-le-Monial convenceram-se da santidade de Margarida e da autenticidade das revelações que recebia. Mas ela sofreu grande oposição dentro do Convento. A tratavam como uma visionária falsa. Mas Jesus a socorreu com uma ajuda fundamental, o seu diretor espiritual, São Cláudio de la Colombière, sacerdote jesuíta que foi durante certo tempo confessor das freiras e testemunhou serem reais as visões da Santa. Ele se incumbiu de propagar a devoção que Jesus revelava a Santa.

Leia também: Qual a origem da devoção ao Sagrado Coração de Jesus?

As revelações do Coração de Jesus encorajam o pecador à confiança

São Cláudio foi enviado à Inglaterra, como confessor da duquesa de York, esposa do futuro rei Jaime II, e ali pregou pela primeira vez a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, obtendo várias conversões entre as damas da nobreza. Mas ali sofreu uma perseguição por causa de um ataque anticatólico, e acabou sendo preso um tempo. De volta à França, doente, poucas vezes pôde encontrar-se com Santa Margarida, morrendo muito cedo. Mas Margarida continuou sua missão divina. Com fé, perseverança, docilidade, obediência e caridade, foi vencendo as dificuldades e conseguiu cumprir sua missão, começando por introduzir em 1686, no seu Convento, a festa do Sagrado Coração de Jesus, que se espalhou com rapidez por outros mosteiros da Visitação, e para fora da sua Congregação. No último período de sua vida, nomeada mestra das noviças, ela teve a consolação de ver propagar-se a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e os próprios opositores de outrora mudarem-se em fervorosos propagadores.

Depois de uma vida de muito sofrimento, e verdadeira oblação a Jesus Sacramentado, consumindo-se por Seu amor, sem cessar no amor ao Sagrado Coração de Jesus, Santa Margarida Maria Alacoque morreu em 17 de outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi canonizada por Bento XV em 1920. Seu corpo está colocado sob o altar da capela do Convento onde viveu, onde os peregrinos vão rezar.

Jesus fez a ela DOZE GRANDES PROMESSAS, mostrando-lhe o Seu Sagrado Coração, para quem fizer as Nove Comunhões Reparadoras pelas ofensas que Seu Sagrado Coração recebe dos homens, nas nove primeiras sextas feiras seguidas de cada mês:

1. Dar-lhes-ei todas as graças necessárias a seu estado de vida.

2. Conservarei paz em suas famílias.

3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.

4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e especialmente na hora da morte.

5. Derramarei abundantes bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.okscj1

6. Os pecadores acharão em meu Coração a fonte e o oceano infinito da misericórdia.

7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.

8. As almas fervorosas se elevarão com rapidez a uma grande perfeição.

9. Abençoarei as casas nas quais a imagem de meu Sagrado Coração for exposta e venerada.

10. Darei aos sacerdotes a capacidade de tocar os corações mais endurecidos.

11. As pessoas que propagarem essa devoção terão seus nomes eternamente inscritos em meu Coração.

12. A todos aqueles que fizerem a Comunhão reparadora na primeira sexta-feira, durante nove meses seguidos, concederei a graça da perseverança final e salvação eterna. Meu Divino Coração será seu refúgio seguro nessa hora extrema.

Prof. Felipe Aquino

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Prof. Felipe Aquino


Qual é a nossa missão?

Posted: 19 Oct 2015 07:00 AM PDT

homemecruzEu, você e todos os cristãos temos um chamado especial de Deus

Você já parou para pensar para que servem os balões? Eles com suas diferentes cores e tamanhos, ornamentam festas, alegram o ambiente, divertem as crianças, chamam atenção daqueles que olham, enfeitam o mundo. Muito bem! No entanto, eles só conseguem fazer tudo isso se estiverem cheios. Para que servem balões vazios? Não servem para nada, não têm vida, não tem beleza, não alegram, vão para o lixo.

E os cristãos? Para que servem os cristãos?

Deus, para salvar a cada um de nós, enviou seu Filho e Seu Filho enviou a Igreja, isto é, os Apóstolos e seus sucessores (cf. Mt 10, 16ss; Jo 20,21-23), com a missão de espalhar a Boa Nova do Reino de Deus pelo mundo. A missão dos apóstolos, e de todos nós que aderimos a Cristo, é continuar sua missão nesta terra. Que missão! Difícil, árdua, mas muito bela; levar cada pessoa viver no Reino de Deus; reino de paz, de amor, de verdade, de justiça e de liberdade. Levar as pessoas a um dia viver eternamente com Deus no Céu. São Paulo disse que “olhos humanos jamais viram, ouvidos humanos jamais ouviram, e coração humano jamais sentiu o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. (1 Cor 2,9; Is 64,4).

A Didaquê, um documento cristão do primeiro século, dizia que: “Aquilo que a nossa alma é para o corpo, os cristãos são para o mundo”. Sem a alma o corpo não tem vida, sem os cristãos o mundo não tem vida. Por isso Jesus disse: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5,13). “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14). A luz do cristão, que é a Luz de Cristo, ilumina este mundo de trevas do pecado: ódio, ganância, brigas, mortes, roubos, adultérios, vanglórias, exibicionismos, orgias, comilanças, bebedeiras…

É o sal que dá sabor ao alimento e que o conserva. Só Cristo conserva a vida com sabor e com integridade. E Ele quer que os cristãos sejam os portadores e irradiadores dessa luz que ilumina as trevas e esse sal que dá sabor e vida.

Mas, para continuar a missão de Cristo, é necessário sermos semelhantes a Ele. Ele deixou claro que sem Ele não podemos fazer nada (cf. João 15,5). Por isso, o cristão só poderá ser o sal da terra e a luz do mundo se estiver repleto de Cristo. São Paulo era um gigante evangelizador porque tinha consciência de que não era ele quem vivia, mas que “Cristo vivia nele”, e lhe dava força e coragem de enfrentar muitas viagens, perseguições, açoites, prisões, etc..

E quem nos faz semelhantes a Cristo, repletos de Cristo, portadores de Cristo, é o Espírito Santo.

Leia também: A vocação dos leigos

Dia mundial das missões

O grande mês das missões

É preciso trabalhar pelo Reino de Deus

Outubro: Mês das Missões, dedicado também a Virgem Maria

Como os leigos podem ajudar na construção do Reino de Deus?

O Espírito de Jesus habita em nós para fazer-nos imagens de Jesus; esta é a vontade do Pai, que cada um de nós seja uma réplica de seu amado Jesus. E quem faz isso é o Espírito Santo. Ele nos leva a atingir o estado de homem perfeito, a estatura e maturidade de Cristo” (Ef 4,13). Os cristãos precisam estar cheios do Espírito Santo. O que podem fazer cristãos vazios? Cristãos vazios são como balões vazios! Não podem fazer nada.

Continuar a missão de Cristo aqui na terra é algo muito sério. Embora, muitos não sejam conscientes disso, todos são chamados. O parágrafo 900 do Catecismo da Igreja Católica deixa bem claro que:

“Uma vez que, como todos os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o evangelho e conhecer a Cristo.”

Os leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja, no mundo secular e precisam ter uma consciência clara, não somente de pertencerem à Igreja, mas de “serem” Igreja.

O leigo tem como vocação própria, estabelecer o Reino de Deus exercendo funções no mundo, no trabalho, na cultura, na política, etc., ordenando-as segundo o Plano e a vontade de Deus. Cristo os chama a ser “sal da terra e luz do mundo”. O leigo chega aonde o sacerdote não chega. Ele deve levar a luz de Cristo aos ambientes de trevas, de pecado, de injustiça, de violência, etc.. Assim, no mundo do trabalho, levando tudo a Deus, o leigo contribui para o louvor do Criador, se santifica e santifica o trabalho. Ele constrói o mundo pelo labor, e assim coloca na obra de Deus a sua assinatura. Torna-se co-criador com Deus.

O Concílio Vaticano II resgatou a atividade do leigo na Igreja: “Os leigos que forem capazes e que se formarem para isto podem também dar sua colaboração na formação catequética, no ensino das ciências sagradas e atuar nos meios de comunicação social” (Cat. n.906).

O Código de Direito Canônico dá ao leigo o direito e o dever de dar a sua opinião aos pastores:

“De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, têm o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, deem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis. (Cat. 907; Cânon 212,3).

Para ser firme no cumprimento de sua missão de batizado e missionário, o leigo precisa ter uma vida espiritual sadia. O Papa João Paulo II disse um dia que: “A eficácia do trabalho apostólico do fiel leigo está intimamente associada à sua base espiritual, à sua vida de oração pessoal e comunitária, à frequência na recepção dos Sacramentos, sobretudo a Eucaristia e a Penitência e à sua reta formação doutrinária.”apostolado

Sem isso, não podemos ser repletos do Espírito Santo e de agir pelo poder de Cristo em nós. O leigo que não reza, não se Confessa, não Comunga, não lê e não medita a Palavra de Deus, não tem perseverança na missão, e como acontece com muitos sacerdotes também, acaba sendo afastado dela.

Mais do que nunca a Igreja precisa hoje dos leigos no campo de batalha do mundo; pois hoje ela é magoada, ofendida, perseguida e tida por muitos como a culpada de todos os males. Uma escala de valores pagã tenta insistentemente substituir a civilização cristã por uma cultura de morte (aborto, eutanásia, destruição de embriões, suicídio assistido…); e Deus vai sendo expulso da sociedade como se fosse um mal, e a religião católica vai sendo atacada por um laicismo agressivo anticristão. Nossa missão hoje, mais do que nunca, é pelo poder do Espírito Santo, sermos testemunhas de Jesus Cristo; e mostrar o mundo que sem Ele não há salvação eterna e nem felicidade terrena.

Prof. Felipe Aquino

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Mais um casal de Santos no Céu!

Posted: 18 Oct 2015 12:05 PM PDT

st1A canonização dos pais de Santa Teresinha do Menino Jesus

Uma preocupação do Papa são João Paulo II era a canonização de casais santos que muitas vezes não são notados. Nos acostumamos com santos apenas padres ou freiras; mas há muitos santos casados. O Papa falava em mostrar aos casais que o casamento é uma via fértil de santidade dos esposos. Então, ele queria beatificar e canonizar casais que fossem para os esposos exemplos de vida santa e intercessores no céu. A luta dos casais católicos para se manterem fiéis um ao outro por toda a vida, educando os filhos na fé do Cristo e da Igreja, torna-se uma “escola de santidade”, como foi com o casal Luis Martín e Maria Zélia,pais de Santa Teresinha.

São Paulo disse que a mulher santa, santifica seu esposo, e comparou o matrimônio com a união de Cristo e a Igreja. “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou  por ela” (Ef 5,25). É esse amor de um pelo outro, que vai até à entrega da própria vida, que santifica o casal.

Neste domingo (18/10/2015) o Papa Francisco canonizou os pais de Santa Teresinha.

É a primeira vez que um Papa canoniza ao mesmo tempo um marido e sua esposa. Outros casais já foram canonizados, mas em datas diferentes.

Disse o Papa Francisco na homilia de canonização deles que : “Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus.

O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na proteção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão”.

Outros casais já foram canonizados, como: Santos Aurélio e Natália; Feliz e Liliosa; Santa Margarida e Malcolm Camore, reis da Escócia; São Luiz IX, rei da França e sua esposa Margarida de Proença; São Tomás More e Santa Jane Colt; Santa Francisca Romana e Lourenço de Ponziani e outros beatos e veneráveis.

O nosso Catecismo, quando fala da canonização dos santos diz:

“Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solene que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está  em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores. “Os santos e as santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis da história da Igreja.” Com efeito, “a santidade é a fonte secreta e a medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã  missionário”.(n.828)

Luís e Zélia Martin casaram-se em 1858. Ambos haviam aspirado entrar para a vida religiosa. De caráter contemplativo, mais silencioso, Luís, nascido em Bordéus, França, aos 22 de agosto de 1823 sonhara em ser monge cartuxo. Não foi aceito porque não sabia latim. Voltou a Alençon, onde residia com os pais, e aí montou uma relojoaria. Zélia tentou ser religiosa visitandina, mas a Superiora logo intuiu que a jovem não era chamada à vida religiosa. Ambos foram levados a desistir da vocação religiosa. Após o casamento, permaneceram convivendo como se fossem monges. Um confessor convenceu-os a ter filhos e, assim preparar almas para o céu.

Alençon é, na França, a capital da confecção de rendas; Zélia cursara a Escola de rendeiras e, aos 22 anos, estabelecera-se por conta própria. Ao casar, havia cinco anos que fabricava rendas. O seu negócio prosperava. O negócio de Luís era algo mais do que estagnante. Não demora em desistir da relojoaria e pôr-se a serviço da esposa. Como tantas mulheres modernas, em toda sua vida Zélia acumulara as tarefas de mulher, de mãe e de trabalhadora.(http://therese-de-lisieux.cef.fr/fr/voyagerelique001.htm)

Eles tiveram nove filhos, sete meninas e dois meninos. Zélia intercedia por eles: “Senhor, dá-me muitos filhos, e que eles sejam todos consagrados a ti”. Oração atendida integralmente, pois cinco filhas serão religiosas!

Não havia nada de extraordinário na vida deste casal cristão. Sua vida é simples, decididamente voltada para Deus, que está no centro: missa diária, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, participação em alguns movimentos de igreja… Seu amor é profundo. “Estou ansiosa para estar perto de ti, meu querido Luís” – escreve Zélia durante uma viagem. “Eu te amo de todo meu coração e ainda agora sinto redobrar minha afeição pela experiência da privação de tua presença.” Eles se completam harmoniosamente, tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes.

Os dois têm um grande desejo de ser santos. Para isso, vivem com fidelidade suas obrigações de estado, exercendo seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos.

Eles experimentam a provação de perderem dois filhos e duas filhas ainda criancinhas. Uma de suas filhas, Leônia, manifesta um caráter difícil e lhes dá preocupações. Mas isso não altera, em seus pais, a confiança em Deus, que redobram as orações por ela: “Quanto mais percebo sua dificuldade, mais eu me convenço de que o Bom Deus não permitirá que ela permaneça nesse estado. Vou rezar tanto que Ele se abrandará”. Esta oração será atendida pois Leônia será também religiosa visitandina e é considerada, entre as Martin, como a que melhor entendeu e viveu a pequena Via de sua irmã Teresa.

Desde 1864, Zélia começou a sentir os primeiros sintomas do câncer de mama que a levará para Deus em 1877. Ela assume com coragem sua doença e se dedica a seus filhos e a seu trabalho até o fim. Ela fala em viver simplesmente o instante presente, que é onde Deus se revela, dando-nos uma lição de confiança: “Eu me resigno a todos os acontecimentos adversos que me vêm ou que me podem vir. Eu penso: foi Deus quem quis assim! E não penso mais nisso!”. Zélia morre com 46 anos em 28 de agosto de 1877. Teresa tem 4 anos e meio.

Depois de sua morte, Luís se muda para Lisieux, para casa Buissonnets. Ele vendeu todos os seus negócios e dedicou-se inteiramente à educação de suas cinco filhas. Primeiro Paulina, primogênita, depois Maria, entraram no Carmelo. Teresa anuncia-lhe o desejo de ir também. Apesar da dor da separação, Luís apoia totalmente a escolha de sua filha.

Luís Martin tem consciência de todas as graças que recebeu do Senhor. Ele conta a suas filhas que faz esta oração: “Senhor, é demais! Sim, sou muito feliz. Mas não é possível ir ao céu desta maneira. É preciso que eu sofra um pouco por Vós…”. E ele se oferece. Pouco tempo depois ele experimenta a terrível humilhação da doença mental, consequência de uma arteriosclerose. Ele é internado no Bom Salvador em Caen, um hospital onde se tratam os loucos. Mais tarde Teresa compreenderá que Deus permitia esta dolorosa provação para sua glória e de seu pai. Assim, ela pôde escrever: “Os três anos do martírio de meu pai pareceram-me os mais amáveis, os mais frutuosos de toda nossa vida. Eu não os trocaria por todos os êxtases e as revelações dos santos.” (MS A 73rº). Em 29 de julho de 1894, Luís Martin morreu tranquilamente.

Célia disse em uma carta:

“Ao ter filhos, nossas ideias mudaram muito; não vivíamos senão para eles, estando ai a nossa felicidade, e em nenhuma outra parte , fora deles, encontramo-la. Enfim, nada mais nos custava;  o mundo já não nos preocupava. Tal era a minha grande compensação; eu também desejei ter muitos filhos para educa-los para o céu”.

Um dia ela escreveu: “Meu marido é um santo”. Santa Teresinha nasceu quando Célia tinha 41 anos, já doente e fragilizada. Ela disse: “Quando medito… que depositei toda a minha confiança em Deus e que coloquei em suas mãos os cuidados das minhas coisas e as do meu marido, não posso duvidar de que sua divina Providência vela com especial cuidado de meus filhos”.

Os dois iam a Missa todos os dias e rezavam com a família as orações diárias aos pés de uma imagem da Virgem Maria.

Se quiser conhecer melhor a história desse casal santo e de outros casais que também já alcançaram a santidade, indico a leitura deste livro :

matrimonios_santos

Que neste dia especial, inspirados pelo exemplo de Luís Martín e Maria Zélia, peçamos a Deus que nasçam muitos outros casais santos, dispostos a lutar pela vida, por Deus e pela Igreja!

Contemos sempre com estes nossos intercessores no Céu.

São Luís Martin e Santa Maria Zélia Guérin, rogai por nós!

Prof.Felipe Aquino

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12 Lições de São João Paulo II

Posted: 22 Oct 2015 05:10 AM PDT

artigo737561 – A verdade é que estamos perante uma objetiva “conjura contra a vida” que vê também implicadas Instituições Internacionais, empenhadas a encorajar e programar verdadeiras e próprias campanhas para difundir a contracepção, a esterilização e o aborto. (Evangelho da Vida, 18)

2 – O homem de hoje parece estar sempre ameaçado por aquilo mesmo que produz com o trabalho de suas mãos e da sua inteligência, e das tendências da sua vontade. (RH)

3 – Os mecanismos materialistas produzem, em nível internacional, ricos cada vez mais ricos à custa de pobres cada vez mais pobres.

4 – Um jovem cristão deixa de ser jovem, e há muito não é cristão, quando se deixa enganar pelo princípio fácil e cômodo, de que “o fim justifica os meios”.

5 – O homem não pode viver sem o amor. Ele permanece para si mesmo um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se não o torna algo seu próprio. (RH, 10)

Leia também: Quem foi o Papa João Paulo II?

Oração a São João Paulo II

12 Pensamentos de São João Paulo II

O Papa João Paulo II e a Virgem de Fátima

O dia em que o Papa João Paulo II salvou um sacerdote

6 – No mistério da Redenção o homem é novamente “reproduzido” e, de algum modo, é novamente criado. (RH,10)

7 – A Igreja existe para levar os seus filhos a serem santos.

8 – A santidade é a força mais poderosa para levar Cristo ao coração dos homens.

9 – Sem Jesus Cristo o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável.ensinamentodossantos

10 – O sentido essencial desta “realeza” e deste “domínio” do homem sobre o mundo visível, que lhe foi confiado pelo próprio Criador, consiste na prioridade da ética sobre a técnica, no primado da pessoa sobre as coisas e na superioridade do espírito sobre a matéria. (RH, 16)

11 – A fé e a razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. (Fides et Ratio, 1)

12 –  O século XX ficará considerado uma época de ataques maciços contra a vida, uma série infindável de guerras  e um massacre permanente de vidas humanas inocentes. Os falsos profetas e os falsos mestres conheceram o maior sucesso possível. (EV,17)

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Eu acredito no AMOR e você?

Posted: 26 Oct 2015 07:00 AM PDT

alove07“O homem não pode viver sem o amor. Ele permanece para si mesmo um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se não o torna algo seu próprio. (RH, 10)”. São João Paulo II

Acredito que todos estamos “carecas de saber” que o mundo perdeu o verdadeiro sentido da palavra AMOR, e ainda não conseguiu reencontrá-lo. Embora você já possa ter refletido a respeito, ou mesmo, ter lido vários textos sobre isso; penso que seja pertinente meditarmos ainda mais uma vez sobre: O que é o amor?

A palavra AMOR, do latim, amor mesmo, era utilizada para designar o sentimento de “gostar de algo ou alguém”, sentir afeição, desejo ou preocupação. Inclusive, alguns estudiosos referem que na raiz do verbo que designa amor, em latim, está impressa a ideia de plantar, semear. Hoje, podemos encontrar no “Aurélio”, pelo menos, umas 10 definições para esta palavrinha de apenas 4 letras. O dicionário define amor como:embuscadaperfeio

“Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; Grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa; Sentimento intenso de atração entre duas pessoas; Ligação afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual; Ser que é amado; Disposição dos afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém; Entusiasmo ou grande interesse por algo; Coisa que é objeto desse entusiasmo ou interesse; Qualidade do que é suave ou delicado; Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar; Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável”.

Podemos até concordar com algumas definições, outras não… mas a questão não é esta. Se perguntasse a você, se alguma delas corresponderia ao AMOR de verdade. O que me responderia?

É bem provável, que não consigamos responder a esta pergunta com perfeição.

Deus que é todo amor (Cf. 1 Jo 4, 16b), para nos ensinar o verdadeiro significado desta palavra, quis nos enviar seu próprio filho, Jesus Cristo, para morrer inocentemente numa cruz, e nos salvar de nossos crimes, nossas culpas, nossas injustiças, nossas indiferenças, nossas misérias. O Filho do AMOR, morreu por AMOR, para nos ensinar o que é AMAR. Certa vez, o Papa Bento XVI disse que: “A fonte da alegria cristã é esta consciência de ser amado por Deus, […] com amor apaixonado e fiel, um amor que é maior que a nossa infidelidade e os nossos pecados, um amor que perdoa”. Que alegria. Somos amados. Esta é a nossa fé!

Ao contrário do que muitos hoje pensam, que amor são belas cartas, emocionantes discursos, presentes caríssimos, declarações exóticas, um “mar de rosas e borboletas azuis”, ou ainda, o tão esperado “E serão felizes para sempre”… Jesus, radicalmente, veio nos ensinar que o amor é algo bem diferente. O amor é mais do que isso; o amor é ação, atitude, vivência, testemunho, que o amor é verdade. Diz a sabedoria popular que as palavras emocionam, mas os testemunhos, arrastam, convencem. Essa é a mais pura verdade. O amor é assim. É uma força transformadora, que tem o poder de converter dor em riso, prantos em alegria, morte em vida, trevas em luz. Foi por isso que Jesus morreu na Cruz, para mostrar que só o amor tem o poder de mudar as nossas vidas. É preciso acreditar no poder do amor.

São Paulo, em 1 Coríntios 13, no qual explica sobre a diversidade de dons e virtudes, vem nos alertar que de todos eles o mais excelente é o amor. “Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade”. (1 Cor 13,13).

Já parou para pensar por que o amor é maior que dom de línguas, de profecia, de cura? Pois o amor é mais poderoso deles. É o amor que transforma o mundo!

No entanto, o amor exige um preço. Quem está disposto a amar, está disposto a sofrer. Este é o preço do verdadeiro amor. É como diz o ditado “Quem ama a rosa, suporta os espinhos”. Foi o que Jesus fez, nos ensinou e é o que devemos fazer com todos aqueles a quem dizemos amar. Em um dos momentos de sua vida, Jesus disse a André e Filipe:

“Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer; fica só; se morrer, produz muito fruto. Quem ama sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém quer me servir, siga-me; e onde eu estiver ali estará o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.” Jo 12, 24- 26. É o que hoje o Divino Mestre diz a mim e a você. Coragem! Não desanime!

Leia também: O que é o amor?

Meditando sobre o amor…

O amor que se esforça

O Amor deve ser aprendido com Jesus. Ele disse: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo”. (Jo 15,12). É fundamental esse “como Eu vos amo”. Ele é a “referência” do que seja o amor. Não são as novelas, nem os filmes, nem o mundo… que chama o egoísmo de amor. Ele é o Amor! E como ele ensina o que é o Amor? “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelo outro”. Isto é, “amar é dar-se” (Michel Quoist); doar a vida, o tempo… para construir o outro.

Se não há sacrifício, não há amor. Se não há amor, não há sacrifício!

Gosto muito do que diz a Beata Madre Teresa de Calcutá:

“O verdadeiro amor dói. Ele dói sempre. Amar uma pessoa custa mesmo; é doloroso abandoná-la e deseja-se morrer por ela. Quando as pessoas se casam, têm de deixar muitas coisas de lado para se poderem amar. A mãe que dá a vida a uma criança sofre muito. A palavra “amor” é tão mal entendida, e abusa-se tanto dela!”

Uns dizem que a palavra Amor está desgastada, outros dizem que é pura “pieguice”, outros já nem acreditam mais no amor. Isso não pode ficar assim. Deixe Jesus, Aquele que te ama de verdade, fazer com que esta palavra ganhe um novo sentido em sua vida.

Antes de desistir de seu filho, de seu marido, de sua esposa, de seu trabalho na comunidade, de seu amigo, ou de você mesmo… Se você acha que já fez de tudo, que não tem mais jeito, que esta situação não mudará nunca… Acredite: Deus é amor e o amor transforma!

Rezemos com a Palavra de Deus, pedindo ao Espírito Santo que impregne estas palavras em nossos corações, libertando-nos e fazendo-nos reencontrar o verdadeiro sentido da palavra amor em nossas vidas:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver AMOR, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.

Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver AMOR, não sou nada.

Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver AMOR, de nada valeria!

O AMOR é paciente, o AMOR é bondoso. Não tem inveja. O AMOR não é orgulhoso. Não é arrogante.

Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.

Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.tornarvidamenor

Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O AMOR jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará.

A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita.

Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá.

Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.

Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.

Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é o AMOR”.

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Quem foi São Judas Tadeu?

Posted: 28 Oct 2015 06:43 AM PDT

saojudasSegundo um escritor judeu do século II, Hegesipo, São Judas Tadeu era filho de Alfeu, o mesmo que Cléofas, um dos discípulos de Emaús, esposo de Maria de Cléofas, que estava aos pés de Jesus na Cruz. Segundo o mesmo autor, Cléofas era irmão de São José, e teria ainda como filhos, os apóstolos Simão menor e Tiago menor. Daí esses serem chamados de “irmãos do Senhor”, na verdade primos. Sabemos que o hebraico não usava a palavra “primos”.

O livro apócrifo “Atos de Simão e Judas”, afirma que os dois apóstolos percorreram juntos as doze províncias do império persa tendo sido martirizados. Judas, não o Iscariotes, diz o evangelista São João, tem o sobrenome de Tadeu, e é identificado como o autor da epístola que traz o seu nome.

Conforme as notícias de Eusébio, bispo de Cesareia no século IV, em sua História Eclesiástica, São Judas teria sido o esposo nas bodas de Caná, o que explicaria a presença de Maria e de Jesus.

Leia também: Santos Simão e Judas

São Judas Tadeu, Apóstolo e Mártir

A Carta de São Judas é uma severa advertência contra os falsos mestres, um combate aos gnósticos,  e um convite a manter a pureza da fé. Judas escreve para cristãos oriundos do paganismo ameaçados por falsas doutrinas, o que era comum em toda a Ásia Menor, onde se negava a divindade de Jesus, injuriavam os anjos, zombavam das verdades pregadas pelos Apóstolos e causavam divisões na comunidade. É o gnosticismo presente na Igreja. A Carta de Judas tem grande semelhança com a segunda de Pedro. Em ambas aparecem as mesmas expressões raras e as mesmas ideias, especialmente com relação aos falsos pregadores e falsas doutrinas. São Judas diz que escreveu a seus amados para “exortar-vos a combaterdes pela fé, uma vez por todas confiada aos santos. De fato infiltraram-se entre vós alguns homens marcados por essa sentença, uns ímpios que converteram a graça de nosso Deus num pretexto para a licenciosidade e negam Jesus Cristo nosso único mestre e Senhor.” (Jd 1,3-4).relacaodesantosebeatos

O povo tem uma devoção profunda a São Judas, como santo das causas perdidas, porque sabe que, como Apóstolo e mártir, intercede diante de Deus por nós sem cessar.

São Judas Tadeu é o nome e o protetor de nossa Fábrica de imagens sagradas, associada à Editora Cléofas, que produz belas imagens pintadas artesanalmente em seis tipos de pintura: Tradicional, Envelhecida, Semi barroca, Barroca, Marfim e Areia. A Fábrica tem mais de 60 anos produzindo com devoção e arte as belas imagens. Tel.: (12) 3153-1818 – www.fabricadeimagemsjt.com.br/

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Por que um Dia de Todos os Santos?

Posted: 31 Oct 2015 07:29 PM PDT

AllSaintsA Tradição da Igreja está repleta de confirmações sobre a intercessão dos santos. Uma das Orações Eucarísticas reza que: “Os santos intercedem por nós sem cessar”. Isto é confirmado plenamente pela Tradição da Igreja, senão vejamos.

São Jerônimo (340-420), doutor da Igreja disse:

“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (Adv. Vigil. 6)escoladafei

Santo Hilário de Poitiers (310-367), bispo e doutor da Igreja:

“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”.

São Cirilo de Jerusalém (315-386): bispo de Jerusalém e doutor da Igreja, afirmava que:

“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: Patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires; para que Deus, por sua intercessão e orações, se digne receber as nossas”.

O Concílio de Trento (1545-1563) em sua 25ª Sessão, confirmou que:

“Os santos que reinam agora com Cristo, oram a Deus pelos homens. É bom e proveitoso invocá-los suplicantemente e recorrer às suas orações e intercessões, para que vos obtenham benefícios de Deus, por NSJC, único Redentor e Salvador nosso. São ímpios os que negam que se devam invocar os santos que já gozam da eterna felicidade no céu. Os que afirmam que eles não oram pelos homens, os que declaram que lhes pedir por cada um de nós em particular é idolatria, repugna à palavra de Deus e se opõe à honra de Jesus Cristo, único Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2,5)”.

Leia também: Todos os Santos

Dia de todos os santos

Qual o valor da intercessão dos santos?

Essa intercessão, e especialmente a de Nossa Senhora – que é a mais poderosa de todas as intercessões – não substitui a medição única de Cristo, ao contrário, a reforça, pois, sem a medição única e indispensável de Cristo nenhuma outra intercessão tem valor, já que todas são feitas através de Jesus Cristo. Por isso a Igreja não teme invocar os santos e suas preces por nós diante de Deus. Eles pedem por nós oferecendo a Deus seus méritos e preces. É por isso também que a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de santos em seus filhos, a fim de que tenham desde pequenos um patrono no céu.aintercessoecultodossantos

Sabemos que os Papas – usando do dogma da sua infalibilidade quando define uma sentença de fé – já canonizaram mais de vinte mil santos, que sem cessar intercedem pelo Reino de Deus. Mas há muitos que estão no Céu e que a Igreja não sabe seus nomes, nem mesmo suas histórias. Muitos morreram como mártires anônimos nas perseguições do Império Romano, do nazismo, do comunismo, na guerra civil espanhola (1930) e na mexicana (1926). E muitos estão no Céu sem que tenham sido canonizados oficialmente. Então, para celebrar a santidade de todos eles a Igreja instituiu esta festa solene.

Assista também: Por que a Igreja celebra a Festa de Todos os Santos?

Segundo essa bela crença, a Igreja deseja que as imagens dos santos sejam veneradas, não idolatradas. O II Concílio de Nicéia, em 787, que condenou o iconoclasmo, heresia que proibia as imagens, declarou solenemente a liceidade de se venerar as sagras imagens. E nunca mais a Igreja reestudou esse assunto, porque ela sabe que quando o Espírito Santo lhe ensina alguma verdade é para sempre. Disse o Concílio:

“Para proferir sucintamente nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não-escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco”.

“Na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos Padres e da tradição da Igreja católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos” (DS 600).

S. João Damasceno (†749), doutor da Igreja, grande defensor das imagens no Concilio de Nicéia II, disse: “O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados” (De imaginibus I 17 PG, 1248c). “A beleza e a cor das imagens estimula minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo dos campos estimula o meu coração para dar glória a Deus” (Cat, § 1162).

Santa Teresa de Ávila († 1582), doutora da Igreja, ao ensinar as vias da oração às suas Religiosas, dizia:ensinamentodossantos

“Eis um meio que vos poderá ajudar… Cuidai de ter uma imagem ou uma pintura de Nosso Senhor que esteja de acordo com o vosso gosto. Não vos contenteis com trazê-las sobre o vosso coração sem jamais a olhar, mas servi-vos da mesma para vos entreterdes muitas vezes com Ele” (Caminho de Perfeição, cap. 43,1).

O Beato Paulo VI disse na Constituição Apostólica sobre as Indulgências (1967), que quanto mais almas forem do Purgatório para o Céu, “mais intercessores teremos lá, e mais depressa o Reino de Deus chegará a nós”. Quando louvamos os santos, estamos dando glória a Deus, pois nenhum deles chegou à santidade sem as graças de Deus. Ele é o nosso santificador. Toda glória é dada a Deus.

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Por que o dia de finados?

Posted: 01 Nov 2015 06:53 PM PST

finados2É uma antiquíssima tradição da Igreja Católica rezar por todos os fiéis falecidos, no dia 2 de novembro. A todos os que morreram “no sinal da fé” a Igreja reserva um lugar importante na Liturgia: há uma lembrança diária na Missa, com o Momento (= lembrança) dos mortos, e no Ofício divino. No dia de Finados a Igreja autoriza que cada sacerdote possa celebrar três Missas em sufrágio das almas dos falecidos.

Desde os primeiros séculos a Igreja reza pelos falecidos. No segundo livro de Macabeus, da Bíblia, encontramos esta recomendação: “É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados”. (2Mac 12,46)

Com a lembrança dos falecidos a Igreja quer lembrar a grande verdade, baseada na Revelação: a existência da Igreja triunfante no Céu; padecente no Purgatório e a militante na terra. O Purgatório é o estado intermediário, mas temporário “onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu”.

O nosso Catecismo explica que: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”.(n. 1030 -1031)

A Tradição da Igreja está repleta de ensinamentos sobre a oração pelos mortos. S. João Crisóstomo (349-407), bispo e doutor da Igreja, já no século IV recomendava orar pelos falecidos: “Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória… Porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. 1Cor 41,15).

“Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” (In Philipp. III 4, PG 62, 204).

Leia também: As orações pelos mortos

Sobre a oração pelos mortos

Que significa rezar pelos mortos?

Tertuliano (†220) – Bispo de Cartago, diz: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (De monogamia, 10). Tertuliano atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja”. (De anima 51; PR, ibidem)

São Cipriano (†258), bispo de Cartago, refere-se à oferta do sacrifício eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos bispos seus antecessores (cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém”. (Revista PR, 264, 1982, pag. 50 e 51; PR ibidem)

Assista também: Dia de Finados

Devemos rezar pelos mortos?

São Cirilo, bispo de Jerusalém (†386), disse: “Enfim, também rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas, por quem se reza, enquanto jaz diante de nós a santa e tremenda vítima”(Catequeses. Mistagógicas. 5, 9, 10, Ed. Vozes, 1977, pg. 38).

No dia de Finados, não festejamos a morte, mas a vida após a morte, a ressurreição que Cristo nos conquistou com sua morte e Ressurreição. O Catecismo da Igreja lembra que: “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primeiros da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos…”(CIC, § 958)

Algo muito importante, as almas também rezam por nós, afirma o Catecismo: “A nossa oração por eles [no Purgatório] pode não somente ajudá-los, mas também torna eficaz a sua intercessão por nós”. (n. 958)

Falando dos falecidos disse um dia o Papa João Paulo II: “Numa misteriosa troca de dons, eles [no Purgatório] intercedem por nós e nós oferecemos por eles a nossa oração de sufrágio.“ ( L´Osservatore Romano de 08/11/92, p. 11)

“A tradição da Igreja exortou sempre a rezar pelos mortos. O fundamento da oração de sufrágio encontra-se na comunhão do Corpo Místico… Por conseguinte, recomenda a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros e o sufrágio, como testemunho de esperança confiante, apesar dos sofrimentos pela separação dos entes queridos” (LR, n. 45, de 10/11/91).ocristodiantedamorte

A Igreja ensina que as almas em purificação no Purgatório, não podem mais fazer nada por elas mesmas, porque a morte põe fim ao tempo de conquistar méritos diante de Deus; então, quem as socorre são os santos e o fiéis na terra. Por isso, é grande obra de caridade para com as almas oferecer para sufrágio delas a santa Missa, o Terço, as indulgências, as orações, penitências e esmolas.

Papa Francisco: “A memória dos defuntos, o cuidado pelas sepulturas e os sufrágios são o testemunho de uma confiante esperança, enraizada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino do ser humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que tem sua raiz e sua realização em Deus” (Oração do Ângelus, 02/11/2014).

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O sacramento do amor

Posted: 04 Nov 2015 06:00 AM PST

EucharistSebastianDudaDPC“O coração de Jesus sofre da doença chamada amor. A sua maior agonia é a carência do amor das suas criaturas!”

Aquele que ama anseia estar junto da pessoa amada; e o seu maior sofrimento é não ser correspondido no seu amor. Para comprovar isto, basta ver como fica desesperado, um jovem ou uma jovem, quando o namorado que tanto ama, lhe abandona. A dor e a angústia é ainda maior quando ela é trocada por outra.

A dor mais forte é a “dor do amor”. A pior doença é o amor não correspondido. Conheci uma moça que, ao tomar conhecimento que o seu namoro tinha terminado, não queria mais nada, e nada podia consolá-la; não queria mais comer, dormir, estudar…nada. Era a dor do amor. Queria morrer…osegredodasagradaeucaristia

Jesus mostrou e provou o seu amor por nós de inúmeras maneiras: assumiu a nossa natureza, “vestiu a nossa carne”, fez-se obediente até a morte, morte de cruz, para nos salvar da morte eterna, e ficou conosco para sempre na Eucaristia.

Neste Sacramento do seu próprio Corpo, o Senhor nos dá a revelação máxima do seu amor. Fez o milagre da Eucaristia para estar junto de nós, individualmente, com cada um, de modo “particular”, e inteiramente. Fez-se pão, “prisioneiro dos nossos sacrários”, para estar sempre conosco, a cada dia, e todos os dias. Ele se entregou totalmente a nós no Pão.

Ele que é Onipotente, se fez fraco no pão; Ele que é o Soberano, se fez pobre; Ele que é o Infinito de Tudo, se fez limitado num pedacinho de pão.

E por que tudo isso, meu irmão? Por amor a cada um de nós. Para estar a nosso lado e ser o nosso remédio e o nosso alimento. Ele deu-se todo a nós, sem reservas; é por isso que nós também temos que nos dar a Ele com a mesma radicalidade. Na Eucaristia Ele é nosso, como dizia santa Terezinha: “agora Jesus, o Senhor é meu!”

É impressionante como Jesus preparou os seus discípulos para anunciar-lhes a Eucaristia. São João narra isto no capítulo 6 do seu Evangelho. De início, às margens do mar da Galiléia, circundado de montanhas, no final do dia, Jesus realiza o milagre da multiplicação dos pães. O povo come até se saciar e ainda sobram doze cestos. Jesus mostrava assim, de maneira vivencial, que “ele era Deus” e que tinha “poder sobre o pão”. Este se multiplicava sob a sua ordem.

Em seguida, na madrugada do mesmo dia, vai ao encontro dos discípulos, “andando sobre as águas”. Mostrava-lhes assim, também de maneira visível, que era Deus e que tinha “poder sobre o seu corpo” e sobre as leis da natureza.

Portanto, se Ele tem o poder total sobre o pão, que multiplicara, e sobre o seu corpo, que não afundava na água, então, poderia agora transformar o pão no seu próprio corpo, para ser o nosso sustento e remédio espiritual.

Na manhã do dia seguinte, na Sinagoga de Cafarnaum, Jesus faz então o célebre “discurso da Eucaristia”, depois que o povo tinha visto, pedagogicamente, o seu poder sobre o pão e sobre o seu próprio corpo. Entre tantas promessas maravilhosas do discurso eucarístico, Jesus disse:

“Eu sou o pão descido do céu; quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (Jo 6, 51).

Esta é a primeira promessa que Jesus encerra na Eucaristia: a vida eterna. Ele é a vida eterna; e quem o recebe no seu Corpo tem a garantia desta vida que começa já neste mundo.

“Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes, o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6,53).

A união com Jesus na Eucaristia garante a vida incriada, a vida divina e eterna, em nós. O “pão da vida” é o alimento desta vida eterna, que começou com o batismo.comocomungar

A segunda afirmação de Jesus é a de que pela Eucaristia Ele permanece em nós:

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56).

Em outra ocasião Jesus disse aos discípulos:

“Permanecei em mim, como eu em vós. Eu sou a videira e vós os ramos, aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 4-5).

No discurso eucarístico Ele deixou claro como os seus discípulos “permaneceriam nele”, para pode dar muito fruto. E fez questão de enfatizar a importância desta união conosco na Eucaristia:

“Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que come a minha carne viverá por mim” (Jo 6,57).

Eu acredito no AMOR e você?

A Presença Real de Cristo na Eucaristia

O Pão da Vida Eterna

É essencial entender esse “viverá por mim”. Quer dizer, com a Sua presença em nós, Ele agirá em nós; Ele será a nossa força; Ele será a nossa paz; Ele será tudo em nós! A nossa miséria será trocada pela Sua força.

É aquilo que São Paulo experimentou:

“Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20).

É interessante notar que quando Jesus terminou o discurso eucarístico, muitos o abandonaram por não aceitar o que ele acabara de revelar (Jo 6,66). Nem por isso Jesus voltou atrás ou deu mais explicações. Chamou os Doze e perguntou também a eles:

“Não quereis também partir ?” (Jo 6,67), provando-lhes a fé. Ao que Pedro, iluminado por Deus, responde:

“Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus”(Jo 6,69).

Pedro também não tinha entendido como seria aquilo de “comer a minha carne e beber o meu sangue”, mas acreditou, porque sabia que Jesus era o “Santo de Deus”, e que para Ele nada é impossível. O milagre da multiplicação dos pães e do caminhar sobre o mar estavam ainda vivos na mente de Pedro…

Também de cada um de nós Jesus exige a mesma fé na sua palavra, acima do que possamos sentir ou entender diante da Hóstia viva, que será sempre um desafio à nossa inteligência.

A Eucaristia é um milagre. É o maior de todos os milagres. É o milagre de Deus que se faz pão para poder saciar o seu amor por nós e poder estar unido a cada um de nós, individualmente. É o milagre do amor de um Deus apaixonado por sua criatura, e que não suporta ficar longe dela.

Que resposta daremos a esse amor de Jesus por nós?

Amor só se paga com amor, dizem os santos.entraipelaportaestreita

Jesus espera o nosso amor. Jesus sofre de amor, amor não correspondido. Quantos são os que se lembram de que Ele está vivo, ressuscitado, verdadeiro, em nossos sacrários? Quantos são os que chegam até ali, diariamente, para fazer-lhe companhia, ao menos por alguns minutos, e saciar a sua sede de amor por nós?

Ali, “prisioneiro dos nossos sacrários”, ele nos espera com as mãos cheias de graças. Vamos buscá-las.

Prof. Felipe Aquino

Retirado do livro: Entrai pela Porta Estreita, Ed. Cléofas.

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Todo cuidado é pouco!

Posted: 03 Nov 2015 02:14 AM PST

ideologia31848187Precisamos estar muito atentos ao que ouvimos e assistimos e buscar investigar a realidade dos fatos. Não podemos ser católicos “alienados”…

O amigo Padre José Eduardo, de Osasco – SP, grande defensor da família e da vida, denunciou uma trama sorrateira que vem fazendo ultimamente um canal de televisão, propagando ostensivamente a homossexualidade, com uma conotação emocional.

Padre José Eduardo colocou muito bem essa questão em seu perfil no facebook neste domingo (01/11/2015). Transcrevo aqui o seu texto:

“O Fantástico – o Show de Vida, pela terceira semana consecutiva apresenta uma matéria em que prognostica a desconstrução da família como um futuro viável para o nosso país. Segundo a reportagem, a tal “Geração Y”, criará um país “com mais liberdade de gênero, com a possibilidade de acreditar em Deus sem acreditar numa instituição, de famílias menores, talvez não tão rígidas em termos de estruturas”. Interessante é que, por outro lado, os próprios “progressistas” vivem reclamando da “ofensiva conservadora” por parte da juventude”.

O Programa citado pelo Pe. José Eduardo cita uma pesquisa, muito suspeita a crítica, em que diz que se concluiu que cerca de 33,8 % de rapazes e 22,4% de moças são homossexuais ou bissexuais. A Reportagem não indica em que condições essa pesquisa foi feita, que universo de jovens cobriu, etc. Ora, quem já estudou estatística sabe muito bem que um erro na coleta das amostras de uma pesquisa pode causar erros enormes no seu resultado. É muito fácil fazer uma “pesquisa” estatística com o objetivo de obter determinado resultado que se deseja, ao invés de se mostrar a realidade. Os dados desta pesquisa não batem com o de alguns Institutos famosos de pesquisa.

1 – De acordo com uma pesquisa do conceituado Instituto Gallup, os americanos pensavam que 25 por cento da população era homossexual, enquanto que aqueles com idade entre 18-29 anos apresentavam um número de cerca de 30 por cento. A realidade é que menos de 2 (dois) por cento da população é gay (ou seja, menos de uma em 50 pessoas), e muitos líderes gays sabem que isso é verdade. (Traduzido do artigo da revista Charisma: Gays Are 1 in 50, Not 1 in 4 )

2 – Outro dado: De acordo com o oficial “U.S. Centers for Disease Control”, os homossexuais constituem apenas 2% da população americana, mas só os de sexo masculino são responsáveis por 61% dos novos casos de infecção por HIV em todo o país. Desde 2006, a cada ano são registrados 50.000 novos casos, 27 % dos quais de homens entre 13 e 29 anos de idade. O estudo também revelou que pelo menos 20% dos homossexuais são portadores da doença mortal, sendo que a metade deles não sabe que já a contraiu.

Outros fatos mostram os riscos da prática homossexual.

O estudo de um perito da Universidade do Texas (Estados Unidos) demonstrou que as crianças criadas por casais homossexuais enfrentam maiores dificuldades quando se tornam adultos, que aqueles criados por uma família estável constituída por um homem e uma mulher. O autor do trabalho científico, Mark Regnerus, disse ao grupo ACI, no dia 12 de junho, que a sua pesquisa revela “diferenças estatísticas significativas entre adultos que foram criados na sua infância com uma mãe que teve uma relação homossexual e aqueles que disseram que sua mãe e seu pai biológico estavam, e ainda estão, casados”. (WASHINGTON DC, 14 Jun. 12 (ACI/EWTN Noticias) .-)

O francês Jean-Dominique Bunel, publicou no site italiano Tempi.it, o seguinte: “Não foi o tabu da homossexualidade a me dar sofrimento, mas ter pais do mesmo sexo”. Essas são as palavras dramáticas de quem cresceu com duas mulheres lésbicas e se opôs publicamente à lei do governo holandês sobre o casamento e adoção por pares homossexuais, porque viveu esta experiência.[2]naovosconformeis

São enormes os prejuízos da prática homossexual, vejamos alguns casos bem documentado pela imprensa.

1 – O Jornal O Globo (27/03/2008) noticiou que “o Ministério da Saúde lançou um programa para tentar reduzir a incidência da Aids entre jovens homossexuais – grupo no qual a doença tem avançado”. Em 1996, dos jovens de 13 a 24 anos com Aids, 24% eram homossexuais; em 2006, o percentual subiu para 41%. “.

2 – “Homossexualidade reduz mais anos de vida que hábito de fumar”. Recentes estudos demonstram que o hábito de fumar reduz a esperança de vida de uma pessoa entre 1 e 7 anos; enquanto que a conduta homossexual na Noruega e Dinamarca a diminui em até 24 anos. Assim afirmaram os doutores Paul e Kirk Cameron na convenção anual da “Eastern Psychological Association” (EPA). (www. acidigital.com. FILADELFIA, 11 Abr. 2007)

Pergunta o Dr. Paul Cameron, que pertence ao “Family Research Institute”: “Que justificação existe para condenar o hábito de fumar e aceitar a homossexualidade? Hoje, em todo mundo ocidental, as crianças no colégio aprendem que devem aceitar a homossexualidade e rechaçar o tabaco”.

Na Dinamarca, o país com a mais longa história quanto ao “matrimônio” homossexual se referem, entre 1990 e 2002, os homens heterossexuais casados morriam à idade média de 74 anos, enquanto que 561 casais de homossexuais homens “casados” morreram à idade média de 51 anos. Na Noruega, os heterossexuais casados morriam aos 77, em média; enquanto que os homossexuais morriam aos 52. No caso das mulheres a diferença é similar: casadas morriam em média aos 78, enquanto que as mulheres em união homossexual legalizada morriam aos 56.

“A consistência da redução na esperança de vida para quem vive a homossexualidade é significativa”, explica o Dr. Cameron. “O mesmo patrão de morte precoce pode ver se olharmos os obituários nos Estados Unidos. Dada a grande redução da esperança de vida nos homossexuais, as escolas deveriam advertir de maneira forte e consistentemente às crianças inclusive mais do que se faz com o tabaco. As escolas que estão introduzindo um curriculum pró-gay precisam voltar a pensar suas prioridades”, concluiu o especialista”.

Apesar do que foi mostrado acima, há uma pressão violenta sobre a sociedade para aceitar e aprovar a prática homossexual, de modo a ser taxado de atrasado e homofóbico quem não aceite entrar nesta onda. Já há cartórios que eliminaram as palavras “pai e mãe” nas certidões de nascimento, trocando por “genitor 1 e 2” [3].

Aos católicos cabe viver segundo a lei de Deus e os ensinamentos da Igreja. Ela nos ensina que a tendência homossexual não é pecado, mas que a prática homossexual é “depravação grave” (Catecismo, n.2357). Em nome de Deus, e em defesa da família por Ele constituída, temos de fazer frente a esta onda muito bem orquestrada e financiada. Jesus disse que aqueles que o negarem diante dos homens, Ele o negará diante dos anjos de Deus.

Prof. Felipe Aquino

[1] http://www.cdc.gov/nchhstp/newsroom/HIVIncidencePressRelease.html

Para mais informações, veja : www.cdc.gov/hiv. CDC analysis in the journal PLoS One: http://dx.plos.org/10.1371/journal.pone.0017502.

[2] http://www.aleteia.org/pt/religiao/noticias/criancas-criadas-por-pares-homossexuais-testemunho-de-sofrimento-5899136289210368.

[3]http://blogdotony.com.br/pt-quer-tirar-nome-do-pai-e-da-mae-das-certidoes/

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Marcelo Guedes

"A nossa oração chega ao coração de Deus!"
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Prof. Felipe Aquino


Meu corpo, minhas regras?

Posted: 06 Nov 2015 10:31 AM PST

estrategiaabortoe1439316025184Não podemos ser omissos. Eliminar a vida é um pecado que brada justiça aos Céus!

Alguns atores da Rede Globo gravaram um vídeo promovendo o aborto, o assassinato de crianças inocentes e indefesas. O vídeo, de extremo mal gosto, extremamente forçado e artificial, espalha mentiras sobre o que ensina a fé cristã e insiste na tese criminosa de que o aborto é um ato legítimo, quando nossas leis e nosso povo em sua maioria o condenam.

A vida humana começa com o embrião; e isso é um dado científico. Segundo o maior geneticista do século XX, Dr. Jérôme Lejeune, que descobriu a Síndrome de Down, o embrião é um ser humano pois nele já estão todas as informações genéticas da vida desta pessoa.aborto

É triste verificar que alguns artistas, usando de sua imagem popular para penetrar nos lares, utilizem de um meio tão poderoso como a mídia para difundir a morte de seres inocentes, indefesos, que um dia poderiam caminhar, pensar, sorrir e abraçar seus pais.

Argumentam falsamente que a mulher tem direito a seu corpo; tem sim, e deve cuidar bem dele, afinal ele é Templo sagrado da Santíssima Trindade, mas jamais isso pode lhe dar o direito de tirar a vida de uma criança no seu ventre, que não faz parte do seu corpo; é um outro corpo; uma vida independente; uma nova vida.

Será que é papel de um(a) artista defender o assassinato de crianças no ventre das próprias mães? A vida de um bebê deve ser protegida em todas as circunstâncias. Sabemos que hoje uma criança que nasce prematura, com 12 semanas de gestação já sobrevive. É bom papel de artista difundir uma “cultura de morte”?

Gostaria que, sobretudo, os atores que participaram da gravação deste vídeo, pensassem um pouco na grandeza da mulher que gera um filho; nada há de mais belo e importante na face da terra. Um filho é imagem do Deus Criador, por isso ele pensa, ama, sorri, abraça, chora, canta, estuda, raciocina, faz planos… Um dia Deus vai lhes perguntar o que vocês fizeram destas vidas que Ele quis que viessem a este mundo.

Vocês sabiam que “Mulheres que se submetem a abortos têm 30% mais chance de terem problemas mentais do que as mulheres que nunca passaram por isso, segundo uma pesquisa publicada na última edição da publicação científica British Journal of Psychiatry? (http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid286567,0.htm)

Leia também: O feto é um ser humano?

Nossa primeira vocação: A Vida

O cientificismo e a promoção do aborto

O Embrião Humano é pessoa, sim senhores

Vocês sabiam que “65% das mulheres que abortam sofre sintomas de estresse pós-traumático depois de submeter-se à operação, conforme manifestou a psiquiatra e membro do Comitê de Direito a Viver (DAV), Carmen Gómez-Lavín? (ACI).

Sabiam que 68% defendem que aborto continue crime no Brasil Segundo Datafolha? “Sua Pesquisa revela que taxa dos que querem que o aborto continue sendo crime está em ascensão: era de 63% em 2006, ante 65% em 2007.” (Folha de São Paulo, 06/04/2008 – Cotidiano).

Assista também: Que postura um católico deve ter diante da luta contra as leis que visam aprovar o aborto?

Sabiam que a “Pioneira do aborto”, nos EUA, Jane Roe, que foi usada em 1973 para aprovar o aborto, pela Suprema Corte, se arrependeu profundamente do que fez? (cf. Jornal “El Mundo”, “A pioneira do aborto arrependida”, dezembro de 2003).

Se você não aceita o crime do aborto, em qualquer circunstância, assine esta Campanha para mostrar seu repúdio a este lamentável vídeo; e acesse a página do vídeo para marcar a opção “não gostei”. Basta acessar este link: https://www.youtube.com/watch?v=CafzeA-9Qz8

Além disso, Sábado, 7/11, às 14h, haverá uma MANIFESTAÇÃO CONTRA O ABORTO no “Vão do Masp”, na Av. Paulista, em São Paulo, em apoio ao PL 5069, que protege a mulher e incrimina o estuprador. Na última semana, as feministas reuniram 3.000 mulheres, e fecharam a Av. Paulista. É preciso dar uma resposta a isso! Participe, esteja lá, em defesa dos bebês, das mulheres e das famílias!!! ESPALHE ESTE COMUNICADO O QUANTO MAIS PUDER!naovosconformeis

Não podemos nos calar diante de tanto sangue inocente derramado! Eliminar a vida é um pecado que brada justiça aos Céus. Nossa Pátria não pode ter as bênçãos de Deus ofendendo tanto o Criador, sobretudo naquilo que é mais sagrado, o dom inviolável da vida.

Não se omita, não caia nesse pecado; participe, proteste contra o extermínio de milhões de crianças por suas próprias mães.

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O desprezo pela vida

Posted: 06 Nov 2015 02:31 AM PST

graça“Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar as motivações e energias necessárias para trabalhar ao serviço do verdadeiro bem do homem”. Papa Bento XVI

Depois de trinta anos o Partido Comunista da China decretou o fim da política do filho único. A partir de agora, cada casal poderá ter até dois filhos. A China tem uma população de 1,37 bilhão de pessoas; e a decisão foi tomada porque o controle drástico da natalidade nesses anos, por meio de abortos generalizados, gerou um processo de envelhecimento da população e o desequilíbrio entre o número de homens e mulheres. Há cidades chinesas que têm cerca de 30% mais de homens do que de mulheres, porque o aborto de meninas sempre foi muito maior, porque os pais, podendo ter um filho só, preferiam meninos, e abortavam as meninas.

A taxa de fecundação no país está muito abaixo do nível que garante a renovação das gerações (2,1 filhos por mulher), um dos motivos que fez o governo reconhecer que estava na hora de colocar fim à regra. As preocupações com o envelhecimento da população da China elevaram as pressões por mudanças nas leis. O governo chinês estima que a “política do filho único” eliminou cerca de 400 milhões de nascimentos desde que começou.doutrinasocialmenor

Os casais que violavam a política do filho único, enfrentavam diversas punições, desde multas e a perda de emprego até abortos forçados. Os demógrafos e sociólogos chineses estão preocupados com o aumento dos custos sociais para bancar uma população envelhecida e a queda no número de trabalhadores. É o mesmo que acontece hoje em todos os países da Europa e Japão. Cuba anunciou esses dias que vai fazer campanha para aumentar a natalidade.

A China é o país mais populoso do mundo, mas sua taxa de crescimento é bem abaixo de países na Ásia, América Latina e África. A Índia deve ser o país mais populoso do mundo em 2022, estima a ONU.

Sem crescimento da população não se sairá da crise econômica, disse o especialista em população Antonio Gaspari (ROMA, segunda-feira, 13 de julho de 2009 – ZENIT.org): “Para sair da crise econômica é necessário fazer crescer a população, como destacou Bento XVI na Encíclica Caritas in Veritate”.

Esta opinião é compartilhada por Riccardo Cascioli, presidente do Centro Europeu de Estudos sobre a População, o Ambiente e o Desenvolvimento (CESPAS) e diretor do Departamento de População.

O Papa Bento disse nessa Encíclica que: “Considerar o aumento da população como a primeira causa do subdesenvolvimento é errado, inclusive do ponto de vista econômico” (n. 44). “A abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento. Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar as motivações e energias necessárias para trabalhar ao serviço do verdadeiro bem do homem” (n. 28). “Os pobres não devem ser considerados um ‘fardo’, mas um recurso, mesmo do ponto de vista estritamente econômico” (n. 35).

A manter-se a situação atual, a população de países como a Itália será reduzida à metade no curso de uma geração. De cada dez novos cidadãos europeus, oito são imigrantes; a conclusão é fácil; a Europa de hoje começou a morrer. Cresce assustadoramente o número de velhos e de aposentados, que custam muito mais ao país. Qualquer pessoa entende que os velhos exigem mais gastos com saúde e a maioria já não trabalha. Os governos da Europa e do Japão estão hoje fazendo campanhas e pagam os casais para terem mais filhos.

Leia também: Não tenham medo da vida!

O Papa, a ecologia e o controle da natalidade

A defesa da vida humana é um dever de cada um

Os demógrafos estão chamando esse fenômeno de “suicídio demográfico” ou “inverno demográfico”, e os economistas, sobretudo aqueles especializados em previdência social, muito se preocupam. O analista político canadense Mark Steyn, no recente livro “America Alone: The End of the World as We Know it” (América Só: O fim do mundo como o entendemos; Regnery, Washington 2006), defende a tese de que a Europa está cometendo “suicídio demográfico”, com o que concorda o Dr. Pierre Chaunu, da Sorbonne, que fala em “implosão demográfica”.

Este renomado historiador francês, na entrevista que deu à revista VEJA, de 11.07.84 (há 24 anos!), sob o título “A Caminho do Desastre”, já afirmava: “Estamos no limiar de um mundo de velhos… a humanidade corre o risco de ver a “implosão da espécie humana”. “Há quinze anos entramos num processo catastrófico. As taxas de natalidade caíram tanto nos países industrializados que já não somos capazes sequer de repor a geração atual. Na França já se constrói mais ataúdes do que berços”.

Assista também: Desequilíbrio demográfico na China

Papa Francisco e o Controle da Natalidade

É incrível que há anos este cientista tenha dado este brado de alerta e o mundo não tenha ouvido, especialmente a Europa. Steyn defende a tese de que dentro de menos de um século os europeus não mais existirão. Serão varridos pela demografia assim como o foi o Império romano, que não caiu porque suas legiões se tornaram menos compactas, e sim porque, com a prática do aborto e do infanticídio, reduziu-se drasticamente a natalidade.

Em 1998 a seleção francesa de futebol venceu o Campeonato Mundial com um time cujos jogadores, em sua maioria, não havia nascido na França.

Mark Steyn e o teólogo católico americano George Weigel afirmam que em 2050 a Itália será um país “sem tias”: já agora a maioria das crianças italianas é formada de filhos únicos, mas em menos de quarenta anos também os adultos serão 60% de filhos únicos de filhos únicos, pessoas que nunca terão feito a experiência de ter um irmão ou uma irmã, ou, justamente, de ter um tio ou uma tia.

Que coisa mais triste! É uma “doença social” que já atingiu também o Brasil, hoje com o índice de apenas 1,7 filhos por mulher.

Na Europa Ocidental, com aposentadoria após os 60 anos, cresce sem parar o número de aposentados e em diversas regiões cada trabalhador já suporta o encargo de dois aposentados. Dentro de vinte anos, por exemplo, diz Steyn “a maioria dos adolescentes nos Países Baixos (Holanda, Bélgica) será constituída de muçulmanos”. Mais vinte anos, será a maioria dos adultos em idade de trabalhar, alguns anos depois, será a maioria dos eleitores. A Holanda, Bélgica e Luxemburgo já aprovaram a eutanásia para se verem livres do “peso” dos velhos.

Começou a “Eurábia”, expressão cunhada pelo historiador britânico Niall Ferguson. A revolta da periferia parisiense de 2005 acabou com o sonho utópico de uma população multireligiosa harmoniosa e feliz. Por isso, Steyn escreve: “É a demografia a única questão importante. A Europa no final do século será um continente depois da bomba de nêutron (esta bomba mata as pessoas sem destruir os prédios). As grandes construções ainda estarão lá, mas as pessoas que as fizeram terão desaparecido”.

E o nosso Brasil? Está na mesma situação péssima; já chegamos à perigosa taxa de 1,7 filhos por mulher e continuam a promover e a incentivar a vasectomia, laqueadura, pílula anticoncepcional, pílula do dia seguinte, etc. O Japão tem 330 pessoas por km2 e incentiva a natalidade; e nós, com 20 pessoas por Km2, fazemos controle.amoralcatolica

Este controle drástico da natalidade tem uma razão profunda revelada pelo Papa Bento XVI no dia 28 de abril, disse: que “a queda da natalidade é consequência de uma crise de amor.” De fato, somente uma sociedade “doente” não quer mais ter filhos. Se desprezamos a vida, o que mais vamos amar? Disse o Papa:

“Esta situação é o resultado de uma série de causas múltiplas e complexas, cujas razões últimas são morais e espirituais; estão relacionadas com uma preocupante perda de fé, de esperança e de amor…. Possivelmente a falta de um amor criativo e aberto à esperança é o motivo pelo que muitos casais não se casam, ou explica porquê fracassam tantos matrimônios e porquê os índices de natalidade diminuíram notavelmente”. Aos casais católicos é bom relembrar o que ensina a Igreja: “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC§ 2373; GS, 50,2). “A fecundidade é um dom, um fim do matrimônio, porque o amor conjugal tende a ser fecundo… A Igreja ‘está ao lado da vida’, e ensina que qualquer ato matrimonial deve estar aberto à transmissão da vida” (§ 2366 ). “Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).

Prof. Felipe Aquino

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10 Ensinamentos de São Leão Magno

Posted: 10 Nov 2015 05:36 AM PST

536386_555983364415395_1352770913_nO santo de hoje mostrou-se digno de receber o título de “Magno”, que significa Grande, isto porque é considerado um dos maiores Papas da história da Igreja, grande no trabalho e na santidade.

Ele nos deixou riquíssimos ensinamentos. Aproveitemos o dia de hoje, em que a Igreja celebra sua memória litúrgica, para conhecer alguns desses ensinamentos e meditá-los:

1-“Ele se fez filho do homem para que pudéssemos ser filhos de Deus”.

2-“Se somos o templo de Deus e o Espírito Santo habita em nós (1Cor 3,16), cada fiel guarda em sua alma mais do que tudo que se admira no firmamento”.

3-“A verdadeira paz consiste em não se afastar da vontade de Deus e só se comprazer naquilo que Deus ama”.

4-“Há muitos que, aferrados às suas ideias e mais prontos para ensinar do que para aprender o que ainda não compreenderam, naufragaram na fé (1Tm 1,19)”.

5-“Que não vos detenham as coisas deste mundo, pois os bens do céu vos esperam”.

Leia também: Carta de São Leão

Qual foi o primeiro Papa a ser chamado “Magno”?

6-“A prática da sabedoria cristã não consiste em profusão de palavras, nem em sutileza de raciocínios ou na ambição dos louvores e glória, mas na humildade sincera e voluntária que o Senhor Jesus Cristo, desde o seio de sua mãe até o suplício da cruz, escolheu e apontou como a plenitude da força (Mt 18,1-4)”.

7-“Cristo ama a infância que ele assumiu de início em sua alma como em seu corpo. Cristo ama a infância, mestra da humildade, norma de inocência, modelo de mansidão”.ensinamentodossantos

8-“São grandes os méritos e a eficácia das esmolas. Sem dúvida, beneficiamos a nossa própria alma cada vez que socorremos por misericórdia a indigência alheia”.

9-“Deposita no céu o seu tesouro quem alimenta a Cristo no pobre”.

10-“Não seja um homem desprezível a seu semelhante, nem se menospreze aquela natureza que o Criador de todas as coisas fez sua”.

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