BLUSA DE FRIO
Texto: Cfd. Aluizio da Mata
Três semanas atrás resolvi doar uma blusa de frio para alguém
necessitado. Eu tinha três, uma não faria falta. Eu esperava a ocasião
certa para dá-la.
Hoje foi esse dia.
Fui cedinho a uma padaria e ao chegar nela um mendigo que estava à
porta me pediu:
— Moço, me dá um Real para tomar um café?
Eu, como vicentino que sou, tenho o princípio de não dar dinheiro a
quem me peça na rua, chamei-o para dentro da padaria e pedi às
atendentes que lhes dessem um café com leite e dois pastéis.
Uma delas me disse:
— Outro dia uma pessoa lhe deu café, mas ele não quis comer o pão.
Eu lhe disse:
— Quem sabe pastéis ele come?
A outra atendente me falou:
— A gente faz a nossa parte. Se ele comer ou não, praticamos a
caridade.
Eu lhe disse que ela estava certa.
Ele se sentou à mesa e ficou tomando seu café com leite. Nem prestei
atenção se ele estava comendo os pasteis.
Ele, de camisa de manga curta, parecia estar sentindo frio. Aí me
lembrei da blusa de frio.
Como eu estava vestido com a que queria doar, tirei-a e pedi para a
atendente:
— Daqui a pouco você a dê para ele. Não vou dar agora, pois não quero
aparecer.
Ela enrolou a blusa, colocou-a em uma sacola.
Não esperei para vê-la entregando a ele.
Voltei para casa e fui ao computador passar a mensagem diária para um
Grupo que tenho. Coincidência ou não a mensagem que escolhi a esmo em
um grande arquivo que tenho era uma que falava sobre partilha.
Fiquei com a impressão que fiz o correto. Não dei a blusa diretamente
para não o constranger ou para não me tornar alvo de admiração dos
muitos presentes que estavam comprando pão.
Antes de terminar preciso contar outro fato.
Tenho um Grupo na internet que se chama textoparameditacao, para o
qual envio pequenos textos que recebo de várias pessoas. Somos mais de
700 inscritos. Hoje resolvi mandar um que tem o título sugestivo: O
PÃO PARTILHADO. Ele mostra como uma caridade pode ser repartida muitas
vezes. Quem não for do Grupo mencionado e quiser recebê-la, basta me
pedir pelo endereço
aluiziod...@gmail.com.
A tal mensagem estava guardada em meus arquivos, há vários meses e só
hoje resolvi mandá-la. Não tive nenhuma intenção de relacioná-la com o
fato acontecido, mas se Deus quis assim, talvez seja para mostra-me
que mesmo demorando um pouco, a caridade nunca é tardia. Se conto
este fato é apenas para lembrar que todos podemos fazer uma pequema
caridade a qualquer hora.
E você, quantas blusas de frio tem? Não poderia doar alguma a um
necessitado?
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