25-12-10- TRANSFERÊNCIAS DE PADRES- LSNSJC

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Aluizio da Mata

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Dec 24, 2010, 12:34:52 PM12/24/10
to MÍDIAVICENTINA
TRANSFERÊNCIAS DE PADRES – 25 dezembro 2010
Texto: Cfd. Aluizio da Mata

Recebi de um amigo um texto do qual resolvi fazer o tema deste artigo:
Transferência de padres de uma paróquia para outra. O que ele escreve
é quase todo o artigo que eu já pensara em escrever, pois sintetiza
bem o que penso.

Eis o texto dele: “Segundo o Direito Canônico, um pároco deve ficar de
6 a 9 anos em uma paróquia e depois deve ser transferido para outra
paróquia. Quem decreta a transferência dos padres diocesanos é o
bispo; e quem decreta a transferência dos padres religiosos é o
Superior Provincial da Ordem Religiosa. Troca o prefeito, troca o
presidente do Conselho de Pastoral, troca o Presidente da República. A
troca de um padre pode ser muito pacífica; mas, em outras vezes é
traumática. Os paroquianos sempre esperam que o padre novo que vem
seja melhor do que aquele que se despediu. Há padres que deixam uma
história construída na comunidade. Há outros, cuja memória não é das
melhores. Queremos ouvir a sua opinião: na sua paróquia, houve troca
de padre? Como foi a experiência? O que é maior: a saudade do padre
que foi transferido? Ou é maior a esperança do padre que acabou de
chegar?”
É um assunto difícil de ser abordado. Convivi com muitos padres e
privei da amizade de alguns. Depois de passados muitos anos, posso
fazer algumas observações. Existem paróquias onde o padre é tão
querido que sua substituição causa espanto e tristeza. Em outros
casos, os paroquianos se sentiam até aliviados.
Os motivos dessa reação dos paroquianos são quase os mesmos em todos
os lugares. Por incrível que pareça, os padres com os quais privei uma
convivência mais amiga eram os que se dedicavam de corpo e alma pelos
membros da sua comunidade; eram solícitos, eram disponíveis e não se
via neles nenhuma ambição pessoal. Às vezes, até passavam dificuldade,
mas nunca vi nenhum deles reclamar ou pedir para ser substituído.
Outra coisa que chamava atenção era que quando chegaram à nova
paróquia não foram logo abandonando as obras do pároco anterior.
Procuravam trocar ideias com os Conselhos Paroquiais. Viam o que era
bom e que estava dando certo e continuavam a obra, sem querer mudar
apenas para impor a sua marca pessoal. E o resultado era sempre bom,
granjeando muito mais simpatias.
No entanto, já vi casos em que o novo sacerdote ao chegar na paróquia,
mudou tudo da administração anterior. Não procurou nem saber a opinião
dos paroquianos, granjeando antipatias.

Isto acontece também com a nomeação de novos bispos. Já vi bispos
chegarem a uma diocese e lá permanecerem por muitos anos e criar um
ambiente tão bom entre os padres e os paroquianos que ao saírem foram
pranteados. Mas, já vi bispo ser tão autoritário que entrava em choque
até com os sacerdotes. E alguns até foram transferidos para outros
lugares.
Um dia, perguntei a um dos sacerdotes sobre a atuação de um novo
bispo. Ele, caridosamente, preferiu não dar opinião.
Como disse o meu amigo cujo texto transcrevi acima: “Há padres que
deixam uma história construída na comunidade.”

Fazendo um paralelo, tomara que fosse assim também com os paroquianos
e os vicentinos, que deveriam deixar saudade ao mudar de paróquia ou
conferência ou quando forem se encontrar com Deus.

Prefiro me lembrar desses muitos amigos que tive e ainda tenho, pois
alguns deles já morreram e outros ainda estão por aqui. A esses, as
comunidades devem muito e Deus há de recompensá-los.

Se pudesse ser feita uma pesquisa em cada paróquia e em cada diocese,
talvez o resultado fosse surpreender a muitos...
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Para ler outros artigos do autor acesse o site do padre Maikol:
www.maikol.com.br e clique no nome Aluizio
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