O PAPEL DE CADA UM
Texto: Cfd. Aluízio da Mata
Somos o povo de Deus, mas somos um povo interessante.
Todos, os que cremos, queremos ser salvos, mas nem todos nós nos
engajamos no esforço de salvação.
Creio que Deus espera de nós atitudes que venham possibilitar a
salvação de toda a humanidade. Assim, ao se fazer um esforço para a
salvação individual, querendo ou não, esforçamo-nos para a salvação
coletiva.
No entanto, alguns não pensam e nem agem assim.
Pessoas existem que se dizem cristãs e na verdade não praticam a sua
religião. Entre os católicos, então, o número é assustador. Elas
pensam que a Igreja tem a obrigação de salvá-las, mas nada fazem para
ajudar a Igreja militante. Quando a Igreja pede que elas participem,
não o fazem. Já não falo do engajamento efetivo no trabalho pastoral e
evangelizador, mas pelo menos na participação da liturgia semanal.
Frequência aos sacramentos, então, nem se fala. Receberam o batismo,
fizeram a primeira comunhão, foram crismados, alguns até se
confessaram e comungaram no dia do casamento, mas foi só. Muitos vão à
Missa por obrigação, outros por costume e outros ainda nem à Missa
vão. Basta que se compare a freqüência às celebrações com o número dos
que se dizem católicos na paróquia para se comprovar o que digo. Nem a
própria família é sua preocupação em termos de salvação. Cada um por
si e Deus por todos.
Ao vicentino cabe um esforço maior, pois é nossa obrigação dar ao
assistido condições de se salvar. E não é fácil tendo em vista as
condições de vida que eles levam. Como podem pensar na bondade de
Deus, se tudo lhes falta? Como pensar em ir à igreja, se muitos dos
que lá vão nem sempre dão o exemplo positivo?
Mesmo que não sejam todos, existem vicentinos sobre os quais podemos
dizer: São confrades e consócias que dignificam a Sociedade de São
Vicente de Paulo. São extremamente caridosos, participativos nos
trabalhos vicentinos e nas pastorais paroquiais. Mas, eu gostaria de
dizer isso de todos os vicentinos, mas não posso. Precisamos melhorar
muito a nossa espiritualidade.
Entretanto, que o mundo não se perca todo por nossa omissão.
Temos um papel que Deus nos reservou e temos de cumpri-lo da melhor
maneira possível. E ninguém deveria poder cumprir a missão que não é a
sua. Se alguém estiver cumprindo a tarefa que é de outro, essa tarefa
já mudou de dono. Mas também já mudou de dono a recompensa no Céu.
LSNSJC
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