18-12-10
APROVEITAR OU NÃO A EXPERIÊNCIA DE OUTROS?
Texto: Cfd. Aluizio da Mata
Tivemos há pouco tempo a eleição para Presidente da República e cabe
aqui uma analogia com a SSVP. No caso do Brasil, queira ou não, a
candidata eleita demonstrará boa intenção e inteligência se
aproveitar as experiências de seus antecessores, sejam eles de que
partido for. A maioria dos ex-ocupantes de algum cargo terá sempre
alguma coisa positiva para ser aproveitada pelo novo mandatário. Não
mostrará bom senso quem assim não fizer.
Passemos então para a SSVP.
Imaginemos um presidente eleito em qualquer das Unidades Vicentinas.
Nem sempre todos os projetos do ocupante anterior puderam ser
completados. Cabe ao novo presidente analisar o estágio do projeto e
completá-lo, mesmo porque ele já participava do mesmo projeto
anteriormente.
Aí entra a humildade do confrade ou da consócia. Aliás, seria uma
atitude de grande desprendimento, que se pedisse ao ex-presidente que
coordenasse a finalização do projeto inacabado. Ele seria o porta-voz
do presidente recém-empossado, com o qual manteria constante diálogo
sobre o assunto. Ao ex-presidente, também, caberia a humildade de
cooperar sem se sentir menosprezado por estar agora na posição de
ajudante.
Mas suponhamos que não haja nenhum projeto inacabado. Mesmo assim,
seria de grande sabedoria aproveitar a experiência dos ex-presidentes
para ajudar na administração da Unidade.
Conheci dois casos antagônicos quando houve troca de dirigentes.
No primeiro caso, uma pessoa foi substituída no cargo que ocupava, mas
continuou a trabalhar como uma preciosa auxiliar, com o mesmo afinco
como quando era a principal agente do projeto. E a SSVP saiu ganhando
com sua atitude.
O segundo caso aconteceu tempos atrás. O presidente eleito ignorou,
sistematicamente, todo o trabalho da administração anterior, causando
prejuízos espirituais e materiais para a SSVP.
A humildade ou falta dela ficou patente nos casos relatados.
Os novos presidentes eleitos devem se despir de possíveis ciúmes e
vaidades e aproveitar quem queira continuar ajudando, pois ninguém
quer ser "um Vicentino oferecido sem ser querido!", como diz um amigo
meu. Já os ex-ocupantes de cargos devem se cobrir com o manto da
humildade e não recusar de ajudar quem deles precisar. E entre todos
os confrades e consócias, mesmo que haja diferença de opiniões, o
tratamento deverá ser de caridade. A Sociedade de São Vicente de
Paulo sempre sairá ganhando com tais atitudes sem contar, ainda, com
os créditos que cada um terá no Céu.
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Aluizio