SERIA UMA ÓTIMA VICENTINA (um exemplo a ser seguido)
Texto: Cfd. Aluizio da Mata
O que caracteriza um vicentino autêntico? Ser assíduo, participativo e
caridoso.
Conheço algumas pessoas que são autênticas vicentinas, sem nunca terem
sido proclamadas ou participado de uma reunião de Conferência. Quero
falar de um grupo de pessoas que passei a admirar, pelo tanto que elas
fazem e pela caridade que praticam. Entre essas pessoas algumas são
Ministras Extraordinárias da Comunhão. São também pessoas que
participam diariamente da Celebração da Missa ou da Palavra, além de
participarem de diversas Pastorais e Movimentos Paroquiais.
Uma delas me chama especial atenção. Ela, além de ser uma
administradora do lar e trabalhar em uma empresa, faz questão de estar
presente em todas as celebrações e festividades que acontecem na sua
paróquia.
Na última semana de junho ela estava presente, como toda semana faz,
no Lar do Idoso, onde participa da celebração da Missa. Naquele
começo de noite notei seus olhos brilharem quando na hora da Primeira
Leitura viu que quem a fez foi um dos internos lendo em Braile um
trecho do Antigo Testamento. Aquele senhor cego tem mais coragem do
que muitos de nós que nos esquivamos de participar como leitor em
Missa ou Celebração mesmo tendo perfeito o sentido da visão. Aliás, a
admiração não foi só dela. Quando os participantes da Assembléia
também notaram que ele lia com os dedos, houve um murmúrio
geral.
Acho que é por fatos como esse que fazem com que ela goste de estar
sempre presente naquela instituição. É de chamar atenção na hora da
distribuição da Comunhão como ela o faz aos internos daquela Obra
vicentina. Com todo desvelo ou distribui a Sagrada Hóstia ou dá água
àqueles que necessitam para comungar, já que nem todos têm condições
de mastigar a partícula e engoli-la.
Quando terminou a Celebração, aconteceu uma festividade junina e como
não poderia deixar de ser, foi dançada uma quadrilha. E quem estava
lá, com seu vestido de chita todo enfeitado, de mãos dadas com um
senhor bem velhinho? Sim, ela mesma!
Quando resolvi escrever este artigo, pedi a ela permissão e que me
contasse um pouco de sua vida. Eis o que ela me revelou:
“É maravilhoso sentir o amor de Deus. Sou muito privilegiada. Tenho
um nome maravilhoso - Celeste- que vem do alto, sou afilhada de JESUS
de batismo e filha amada de Maria. Não tive vida fácil - vim de uma
família muito pobre. Quando meu pai morreu eu tinha 03 meses, e minha
mãe quando morreu eu tinha 18 anos de idade. Sofri muito na vida, mas
uma alegria sempre me invadiu a alma - O amor de Deus - Em cada
pessoa, em cada sorriso, em cada amanhecer, no meu trabalho, na minha
casa, enfim, por onde eu passo o Senhor caminha comigo. Muitas vezes
sinto que eu poderia e deveria fazer mais, mas mesmo que tente nem
sempre consigo. Mas aí o meu padrinho JESUS sempre dá um jeito e me
manda um recadinho. Sou muito feliz, amo a minha família, o meu
trabalho, os meus amigos e acima de tudo amo o meu Deus”.
As dificuldades moldaram seu espírito e fizeram-na pensar em minorar
os sofrimentos de outras pessoas. Ela caminha e ajuda outros a trilhar
o caminho estreito, aquele que Jesus disse que vai dar direto na
presença de Deus.
Agora eu pergunto: É ou não é uma perfeita vicentina? É ou não é
participativa? É ou não é caridosa?
Certamente Deus vai levar em consideração tudo isto que ela pratica.
Que ela sirva de exemplo para todos, principalmente para nós
vicentinos, para que participemos com mais entusiasmo e sem
esmorecimento em muitas das nossas tarefas. Existem muitas
oportunidades de exercermos nossa caridade nos asilos, nas creches e
nos casebres onde moram aqueles que representam o Cristo sofredor.
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Aluizio