VINTE E UM ANOS DEPOIS...

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Aluizio da Mata

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Sep 25, 2010, 8:25:44 PM9/25/10
to MÍDIAVICENTINA
VINTE E UM ANO DEPOIS...
Cfd. Aluizio da Mata

Eu não sei porque essas coisas acontec em, mas elas têm uma razão de
ser.
Mexendo nos meus guardados encontrei um livro intitulado
"Maria - conheça melhor, ame mais Nossa Sen hora" e ao abrí-lo deparei-
me com uma dedicatória: " Que Nossa Senhora proteja a sua família" -
Padre Pedro van Dorn- 22- 11-1989.
Muitas lembranças vieram à minha mente.
Padre Pedro, um irlandês que viveu sua juventude na Holanda, depois de
ordenado sacerdote veio para o Brasil. Seu primeiro trabalho
missionário foi na amazônia 50 anos atrás. Imaginem as dificuldades
que enfrentou. O transporte para as aldeias ribeirinhas era de barco e
a visita levava meses para ser completada. Os idiomas indígenas que
teve que aprender sem nehum professor, o próprio português, eram
dificultantes para sua missão.
Lá viveu 10 anos comendo na maioria das vezes peixe com farinha de
mandioca, passando privações e doenças tropicais.
Substituido por outro heroi da evangelização, veio para o interior de
Minas Gerais, onde as condições de vida eram um pouco melhores, mas
mesmo assim precárias, a ponto de só poder sobreviver graças a ajuda
que o governo holandês lhe mandava mensalmente.
Naquela cidadezinha, prócxima da cidade onde eu morava foi que, eu e
minha família, o conhecemos. Foram mais de 20 anos de convivência e
trabalhos pastorais.
Não me lembro mais quais as circunstâncias que o fizeram nos dar o
livro, mas parecia ser uma pré-destinação. Talvez tenha sido em um
Curso de Noivos ou em um Encontro de Casais.
Padre Pedro voltouo para a Holanda já bem idoso e alquebrado. Lá
passou seus últimos dias aqui na Terra.
Hoje, tendo esse livro em minhas mãos, vejo o quanto era e é duro ser
missionário.
Só mesmo alguns privilegiados da Graça de Deus conseguem atingir tal
objetivo. Foi uma missão calcada no amor a Jesus e na certeza da
proteção de Maria.
Não visava outra coisa a não ser ajudar o próximo. E como ajudou...
Não mposso negar que Maria protegeu a mim e à minha família durante
toda a nossa vida.
Fico pensando que uma dedicatória dessas é uma oração pedindo proteção
por todo o tempo. É um pedido que, grafado, se torna constante, pois
está em um livro que ensina a amar Maria o mais possível.
O que achei interessante nesse episódio é que não me lembro de ter
lido o livro antes. Foram precisos muitos e muitos anos passados para
que eu pudesse compreender o que é um presente desse tipo e o que ele
realmente proporcionou.
Vinte e um anos para me provar que o amor que tenho por Marias
aconteceu normalmente. O livro foi apenas uma confirmação do amor e da
proteção de Maria.
Outros fatos, outras oc asiões me fizeram dedicar um grande amor pela
Mãe de Jesus.Nesse ponto a Sociedade de São Vicente de Paulo, que a
tem como protetora, foi e é ponto importante. Me recordo dos inúmeros
Encontros de Reflexão Cristã dos quais participei e nos quais uma boa
parte era dedicada ao amor que devemos ter à Nossa Senhora. Foram 25
anos de Encontros, inicialmente um a cada mês e no final quatro vezes
por ano. Eram três dias de orações, palestras, dinâmicas e muita
reflexão para mais de 80 participantes de cada vez.
Muitas pessoas que passarm pelos Encontros hoje me dizem que sentem
grande saudade daqueles dias e se voltaram à Igreja Católica ou nela
entraram podemos dizer que foi pela intercessão de Maria. Não deixou
de ser um trabalho de evangelização, parecido com o do Padre Pedro,
pelas dificuldades que encontramos.
Valeu a Pena?
Valeu. E como valeu, principalmente para os vicentinos e para a minha
família.
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